As melhores capas de 2015 nos EUA

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Voices in the Night,  (editora Alfred A. Knopf, escolhida por Matt Dorfman, do New York Times. Desenhada por Janet Hansen.

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Chega dezembro e os críticos analisam tudo: o melhor romance, o melhor livro de contos, o melhor livro infantil.

E, claro, as melhores capas.

Entre elas, a edição em inglês das Obras Completas de Clarice Linspector. da New Directions. O criador desta maravilha é Paul Sahre.

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Lispector, Obras Completas

 

 

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Cálculos

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Um matemático de plantão palpita:

No próximo sorteio da MegaSena, quarta-feira, vai dar 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Sabe qual é a probabilidade de sortear essa sequência?

A mesma de sair 9, 12, 15, 21, 31, 36.

De novo.

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Qual a conexão entre a superbactéria e a bancada do boi?

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Letal.

 

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Você chega na farmácia e pede um colírio. Tem receita? Se não tiver, o olho vai continuar ardendo.

 

O consumo descontrolado de antibióticos gerou a superbactéria assassina. Agora é preciso receita para tudo.

 

O moço da farmácia dava consulta no balcão. Trouxe de volta o fantasma das mortes em massa por septicemia.

 

Agora, cientistas advertem: “o mundo está à beira de uma era pós-antibióticos, em que bactérias resistem até a drogas de última geração, como a colistin, em pacientes e animais”.

 

Daqui para frente, cuidado ao entrar no jardim. O espinho de uma rosa abrirá uma porta em seu corpo para o ingresso de bactérias invencíveis. Está na BBC.

 

De <http://www.bbc.com/news/health-34857015>

 

Convém desconfiar de toda carne que chega ao açougue.

 

Se a imprensa brasileira não fosse tão pobre, os jornais imprimiriam fotos de bandidos que contrabandeiam antibióticos e hormônios através do lago de Itaipu e da grande fronteira seca do oeste.

 

E dos que vendem o frango contaminado – agora frango assassino – no supermercado.

 

E dos deputados da bancada do boi, que protegem esses caras.

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Grande atuação salva um pobre roteiro

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Bandidão dos bons. Esqueça o Jack Sparrow.

 

 

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Aliança do Crime (Black Mass, 2h2min) tem um pecado original: o roteiro de Mark Mallouk and Jez Butterworth  não se livrou do texto do livro, de autoria de Dick Lehr e Gerald O’Neill, que são reporteres do Boston Globe (*). Só repórteres, nenhuma vocação para Truman Capote. Por isso a história se arrasta, lenta, sem densidade, explicada demais. Em compensação o casting é perfeito. Bandidos com cara de bandido de história em quadrinhos; mocinhos com queixo do Dick Tracy.

 

Desde o trailer somos informados que esta é uma história verídica sobre James “Whitey” Bulger, o maior gangster de Boston, um criminoso psicopata que conseguiu ser o segundo homem mais procurado pelo FBI – o primeiro era Osama Bin Laden. Aprendemos que Bulger tornou-se o bandido mais poderoso de Boston graças em grande parte a um acordo com o FBI local.

 

Vemos que o marginal tem um irmão na política. O Senador Billy Bulger (Benedict Cumberbatch), por 18 anos presidente do Senado Estadual do Massachussets, passa pelo filme de forma ligeira, como um honrado representante do povo. Para brasileiros acostumados com os malfeitos de parlamentares – principalmente parlamentares sucessivamente reeleitos para altos postos – é difícil acreditar que ele está ali por acaso.

 

Políticos, em regimes presidencialistas, não têm a força institucional de seus colegas eleitos no parlamentarismo. É muito comum que superem essa dificuldade servindo a grupos de interesse ou diretamente a organizações criminosas.

 

Agora, a questão do acordo. Um velho delegado de polícia ensinava que polícia não faz acordo com bandido, caso contrário vira bandido. A investigação é feita graças a pequenos delatores, que passam informações em troca de dinheiro ou favores. Ou pelo velho sistema do dá ou desce – quem não responde às perguntas do policial desce para o porão onde está instalado o pau-de-arara e o tanque de afogamento.

 

O filme conta que um agente especial do FBI John Connolly (Joel Edgerton) negociou com o maior criminoso da cidade informações sobre a Mafia que dominava o norte da cidade; em troca deu a ele liberdade para continuar operando na parte sul. Claro, o policial começa a ficar rico. Só ele. Os chefes não sabem de nada, como se a corrupção não fosse sistêmica, uma prática que começa no tira de rua e vai até o mais alto escalão policial, com a participação gulosa de lideranças políticas, igrejas e jornalistas.

 

Na “true story” escrita pelos repórteres do Boston Globe isso não acontece. Os dois investigadores corruptos são descobertos, os bandidos presos, um acordo de delação premiada funciona maravilhosamente. Na Boston do filme delatores premiados não delatam seletivamente, nem negam as informações perante os tribunais superiores. São delatores, digamos, republicanos.

 

Tirando as inconsistências do roteiro, temos direito a uma atuação redentora de Johnny Depp. Esqueça Jack Sparrow. É o Depp dos melhores momentos. Ele mostra que para grandes atores não é necessário um grande papel.

 

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P.S. – Se quiser saber mais sobre o Boston Globe, importante jornal americano, assista Spotlight, lançado há pouco, com Mark Ruffalo, Michael Keaton. O filme, do diretor Thomaz McCarthy, foi aplaudido de pé no Festival de Veneza. Mostra o escândalo dos abusos sexuais na Igreja Católica de Boston. Spotlight é o nome da equipe de repórteres investigativos do jornal, que ganhou o Prêmio Pulitzer com as reportagens. A ironia é que o Boston Globe teve, no passado, um conselho editorial formado por importantes católicos irlandeses da cidade.

 

 

 

 

 

 

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O último Natal do HSBC

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Neste último ano haverá dois palcos, o mais baixo no nível do público.

 

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Ninguém sabe como o novo proprietário, o Bradesco, vai tratar o Palácio Avenida. O imóvel servia de sede do HSBC para a América Latina. O Bradesco tem sede em São Paulo.

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Jardim da Saudade, sexta-feira

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Gebran Sabbag foi enterrado nesta sexta-feira, no Jardim da Saudade. sob o ceu mais curitibano que pode existir – com núvens cinzas e alguns pingos de chuva.

Centenas de pessoas passaram por lá. Os que não eram da família, pertenciam à grande família do jazz que se desenvolveu após a segunda guerra mundial, em 1945.

Muitos aprenderam com ele o que é uma blue note, momento mágico em que duas teclas – a terça e a sétima bemolizadas – são acionadas ao mesmo tempo. E como é importante a mão esquerda de grandes pianistas como Errol Gardner.

Alguns lembraram como tudo começou. Grandes pavilhões foram construidos no Tarumã pelo governo de Bento Munhoz da Rocha, que festejava o centenário da emancipação política com a Exposição Internacional do Café. Na área nobre. surgiu o famoso grill room, onde cabiam mil pessoas e tocava a orquestra do maestro Angelo Antonello. O maestro pediu a Waltel Branco que organizasse um quinteto para revezar. Era formado por Gebran (piano), Guarani (bateria, Dorival (contrabaixo), Morgan (sax) e Waltel (guitarra).

Foi o pontapé inicial dos anos dourados da música curitibana.

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O som da cidade ficou mais pobre – morreu Gebran Sabbag

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Guarani, Gebran e Norton. Ludus Tertius. Não houve melhor.

 

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HAMLET: …o resto é silêncio.

HORÀCIO: Assim, estala um nobre coração! Boa noite, gentil príncipe! Que legiões de anjos te conduzam, cantando, ao eterno descanso!

(William Shakespeare, Hamlet, Principe da Dinamarca)

 

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Maktub, dizem os árabes. Está escrito.

A despeito de tudo o que a sociedade curitibana pensava sobre o músico da noite – boêmio, malandro, ser estranho que dorme enquanto os outros trabalham – Gebran, menino nascido em Rio Negro, seria um deles.  Provavelmente o mais importante, o mais talentoso e o mais difícil de entender. Uma vez alguém falou em destino, ele filosofou: “Somos nós que escolhemos o caminho ou é o caminho que nos escolhe?”

Filho de família tradicional, nasceu para ser médico, engenheiro ou advogado, as profissões de elite. Mas suas paixões não eram as dos bem nascidos. Gostava de eletrônica, aos 9 anos já desmontava rádios, à custa de choques, e montou seu primeiro galena aos 11. A outra paixão era a música, mas – que contradição! – nunca com instrumento eletrônico. Tem que ser acústico, “porque é este o som de Deus”.

Convém explicar que havia música dentro de casa. Gebran tinha discos, revistas, instrumentos musicais. Com os irmãos ouvia o grande jazz dos anos 1930 e 1940. Todos tocavam um pouquinho. Omar Sabbag, que depois foi prefeito de Curitiba, passou pelo violão e pelo piano. Uma irmã estudava violino. Outras duas, piano, o instrumento da moda. Havia centenas de Essenfelder, fabricados na cidade; e muitos Schneider, uma dissidência da Essenfelder. E Fritz Dobbert, produzidos em São Paulo. E Steinway importados dos Estados Unidos, privilégio de poucos. Com tantos pianos nas casas, só faltava mudar o nome da cidade: Pianópolis.

Provou do violão, da gaitinha de boca e acabou encontrando tudo que queria no piano.  Mas, não como diletantismo, complemento da formação cultural.  O piano virou profissão para o resto da vida, liturgia – e isso era proibido. Nos anos 1950, músico era um verme, daqueles que moram debaixo da pedra. Para o pai, a mãe, os irmãos, foi doloroso. A família não estimulou, muito ao contrário.  Ele foi aprendendo como pode.

Começou com um método para piano que encontrou no sótão da casa do primo Alfredo, em Rio Negro. O teclado e a posição dos dedos. “Ah, foi um prato cheio. Podia acompanhar um monte de músicas só com aqueles acordes.” Logo, aquilo deixou de ser suficiente e procurou mais. Em 1951, com 19 anos, encontrou Waltel Branco.

Gebran no piano, Waltel na guitarra, mais o baixista Dario começaram tocar juntos, nos shows do Clube dos Desesperados, um time de boliche do Curitibano. Depois virou profissional, criou um trio fantástico com Norton Morozowicz no baixo e Guarani Nogueira na bateria. O Ludus Tertius era  jazz de altíssimo nível, talvez nunca igualado. A carreira prosseguiu em Curitiba. Luizinho Eça, com quem tocou em memorável jam session em sua casa no bairro do Ahu, insistiu em levá-lo para o Rio de Janeiro, onde o bebop explodia no Beco das Garrafas. A resposta foi não, não e não.

Ninguém foi mais curitibano do que Gebran Sabbag. Nem o Dalton Trevisan.

 

 

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O Coxa e a arte de amarrar as chuteiras

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O cearense Antonio Couto Pereira, (na foto ao lado do interventor Manoel Ribas), organizou aquele clube de alemães, venceu campeonatos e construiu o estádio que hoje leva seu nome.

 

 

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Há uma nuvem negra sobre o futuro do Coritiba.

Não o futuro próximo, que ficou mais ou menos previsível depois de empatar com o Figueirense no Couto Pereira. Haverá briga de cartolas, um jogando sobre o outro a culpa pelo ano perdido.

Vimos, nos últimos meses, troca de técnicos, compra de “bondes”, espionagem na corte, fogueira de vaidades, incompetência gerencial. Lembra do Deivid, que só fez um gol e está custando 10 milhões na justiça? Pois é. A incompetência chegou ao máximo quando, – salários atrasados, o time no precipício – lançaram aquele balão de ensaio para vender o Couto e construir do “estádio mais moderno do Brasil”. Falta de juízo, oportunismo, o quê?

Vamos ser generosos – foi por falta de agenda.

Então, antes de tudo, o futuro a médio prazo depende de trocar as prioridades: em vez de estádio novo, reorganizar o clube como o cearense Couto Pereira reorganizou em 1916 aquela sociedade futebolística de alemães. Reformar o estatuto. Democratizar a eleição do Conselho Diretor. O Internacional criou um grupo de trabalho e fez a reforma estatutária. Todo associado com um ano de clube (há 100 mil deles) tem direito de votar e ser votado na assembleia geral que elege o conselho deliberativo. O voto é pessoal e unitário, não há procuração. É assegurada a transparência das contas.

Um bom modelo mínimo para começar a discutir a vida nova.

Há outros, maiores. Não custa olhar o máximo – o estado-da-arte em matéria de administração do futebol. O Manchester United, por exemplo, é uma sociedade anônima, baseada nas Ilhas Caiman, com ações na Bolsa de Nova York. Outro mundo. No site oficial, confessa seus lucros. No ano passado, vendeu cinco milhões de itens, entre eles dois milhões de camisetas. Seus jogos foram assistidos em quase 200 países por dois bilhões de pessoas, o Facebook do Manchester tem 66 milhões de conexões, bem mais do que as 8,4 milhões de conexões do New York Yankees ou as quase 8 milhões do Dallas Cowboys. O site do Corinthians, Almanaque do Timão, o maior do Brasil, tem 4 milhões de pageviews.

O ano fiscal de 2014 do United registrou receita recorde. O EBITDA (lucro depois de pagar impostos) teve um crescimento de 24.1%. As receitas de patrocínio subiram 49.4%. As receitas de broadcasting aumentaram 33.7%, graças aos novos acordos domésticos e internacionais de transmissão. O clube fechou um super pacote de patrocínio com a Adidas – 750 milhões de libras durante dez anos, iniciando em agosto de 2015.

Ah, mas o Coritiba nunca vai ser um Manchester United, falam: a) os descrentes e b) gente com complexo de vira-lata.

O clube tem pouco mais de 12 mil sócios pagantes, deve 200 milhões de reais e a execução orçamentária é uma caixa preta. Além disso, a cidade de Curitiba não é Manchester e o Brasil não é a Inglaterra, apesar das cinco Copas do Mundo.

Mas lá e cá o futebol é o esporte mais popular, aquele que cria lealdades que vão além da vida. A paixão entra no DNA e passa de pai para filho.

Lá e cá existem pessoas capazes de planejar um clube de futebol bem organizado, onde o sócio tenha poder, a administração seja transparente.

Lá e cá sempre haverá clubes que no fim do ano apresentem receita positiva e, se possível, mais um título de campeão.

Só precisa recomeçar certo.

O Tim (Elba de Padua Lima), nosso grande técnico de 1971, 1973 e 1979, advertia os que chegavam ao time de cima: “Você começa a ser craque quando aprende a amarrar direito a chuteira”.

John Wooden, (1910-2010), o lendário treinador de basquete da UCLA, que foi campeão nacional dez vezes em doze anos, acrescentava: “O talento coloca você lá em cima; o caráter o mantém lá.”

Então, estamos combinados: o problema nada tem a ver com futebol.

 

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Grace de Mônaco

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A super estrela em seu pior momento. Escolheu a história errada, com o diretor sem ideias. Nem a paisagem se salva.

 

 

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Nicole Kidman entrou em uma fria.

O crítico Peter Bradshaw, do Guardian, resumiu o pobre filme em que ela faz o papel da princesa: “Parece um comercial da Channel. De 105 minutos.”

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Hanks, o Homem Direito

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Donovan ao juiz: “O senhor está querendo que eu desrespeite a Constituição?”

 

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Ponte dos Espiões (Bridge of Spies) tem tudo e mais um pouco do que você pode esperar do melhor cinema. Tudo é a direção precisa de Steven Spielberg, o roteiro dos irmãos Coen, a trilha sonora de Thomaz Newman, o talento de Amy Ryan como Mrs. Donovan. O mais um pouco fica por conta das atuações de Tom Hanks (o advogado James Donovan) e Mark Rylance (o espião soviético Coronel Rudolf Abel).

135 minutos de mistério e suspense que ninguém se arrependerá de assistir.

Hanks todo mundo conhece. Rylance, desconhecido da maioria, é o premiadíssimo ator shakespeariano até há pouco na direção do Globe Theater de Londres.

É a história do advogado chamado a defender o espião odiado e mediar a troca de espiões entre os Estados Unidos e a União Soviética, em 1957. Como ninguém queria defender o Coronel Abel, os advogados de Nova York colocam seus nomes numa cambuca e sorteiam aquele que deveria assumir o caso. O objetivo não é exatamente promover um julgamento justo, mas evitar que o mundo considerasse o julgamento injusto. O juiz explicou esse objetivo a Donovan com uma frase tranquilizadora: “Em um mês ele estará condenado e você livre para voltar ao escritório”.

Mas Donovan tem elevado padrão ético. Contra a vontade geral – o povo cego de ódio quer o escalpo do espião – consegue salvar a vida de Abel. A cadeira elétrica é trocada por uma pena de 30 anos em confortável presídio. Contribuiu para a decisão explicar ao juiz como é importante ter um espião russo na manga porque nunca se sabe quando um espião americano será capturado pelos russos. Por que você está tão certo disso? Porque, como especialista em seguros, trabalho com probabilidades. E logo vemos Gary Powers, piloto do avião U-2 que espionava a Russia, ser abatido e capturado. (U-2 virou nome da banda do Bono, cuja filha Eve Hewson, belezinha irlandesa de 24 anos, atua no filme).

É uma história real. Muitos sabem como terminou. Mas todos deixam a sala de exibição felizes com a qualidade do que viram. O estilo do diretor é econômico e elegante. Tom Hanks nos conforta e consolida sua imagem de Homem Decente, advogado que atua respeitando as Regras do Livro (a Constituição), herdeiro dos grandes personagens de James Stewart e Henry Fonda.

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