Meu jornal predileto

Uma vez me perguntaram em que jornal, atual ou do passado, gostaria de ter trabalhado. Respondi na tampa: Queria ser correspondente no Brasil do Neue Rheinische Zeitung, tabloide editado em Colônia nos anos 1840. A Nova Gazeta Renana tinha um subtítulo: Órgão da Democracia.

O interlocutor pediu explicações.  Contei que, segundo Edmund Wilson, a NRZ constituiu o auge da carreira jornalística de Karl Marx, o redator-chefe. Fraderic Engels participava da redação. “Dia após dia, Marx cravava suas esporas nos flancos da Assembleia, incitando-a a tomar medidas mais corajosas; o hálito gélido de suas críticas ardia nas nucas dos deputados”.

Os deputados, porém, não davam muita bola aos artigos: passavam o tempo discutindo princípios filosóficos e não conseguiam entrar em acordo sobre como devia ser o poder executivo central. O rei da Prússia, Frederico Guilherme, aproveitou-se da omissão para acertar uma trégua na guerra com a Dinamarca sem consultar a Assembleia Nacional.

Mais do que isso: enviou tropas para sufocar uma rebelião popular a favor da Constituição que a Assembleia tinha votado; e finalmente em junho de 1849 dissolveu a Assembleia.

A Neue Rheinische Zeitung foi fechada. A última edição, impressa em tinta vermelha, é encontrada em leilões de colecionadores por preços que variam de 1.500 e 4.000 euros. Marx recebeu oirdem de deixar o país em 24 horas.

*

A história do Brasil está cheia de redações invadidas e prensas destruídas pela turba que o poder contratava. Jornalistas eram agredidos em esquinas mal iluminadas do Rio de Janeiro e mais de um abolicionista teve que fugir da cidade para salvar a pele.

Na República Velha inventaram um apelido – Pena Paga – para o jornalista que entende sua circunstância e coloca-se à disposição do poderoso do dia para homenageá-lo com seus artigos e endeusá-lo com a notícia de suas realizações.

No Estado Novo os jornalistas se apresentavam periodicamente ao DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – para renovar a autorização de trabalhar. Os que insistiam em falar mal do governo eram detidos e enviados para prisões distantes pela polícia política de Filinto Mueller. Havia espiões nas redações. Informantes recebiam envelopes com o suborno para delatar colegas de redação.

Nada mudou muito com a democratização de 1945. O general Eurico Dutra desconfiava de jornalistas. Alguns porém eram contratados para redigir o Cine Jornal Informativo, exibido nos cinemas com reportagens sobre o governo. Só oba oba.

E a partir de 1950, com a eleição de Getúlio Vargas, tudo piorou. O ex-ditador retorna mudado, com uma proposta democrática e nacionalista. Cria a Petrobrás, defende a industrialização do Brasil e o controle dos lucros enviados ao exterior, oferece financiamento para Samuel Wainer fazer a Ultima Hora, unica rede de jornais que apoia o programa de governo.

Vêm as denúncias, a República do Galeão, o suicídio, a Carta Testamento, Café Filho, Carlos Luz, o golpe preventivo do General Teixeira Lott, a posse de Juscelino, Aragarças, Jacareacanga – o Brasil nunca mais teve paz.

Nos anos recentes, dezenas de redações foram fechadas, jornais sobreviventes – nem todos – vão aos palácios do governo e as prefeituras buscar verbas, profissionais sofrem agressões físicas e morais, fatos são manipulados. É a verdade assediada.  

Atualmente, discute-se violação do sigilo da fonte por ordem judicial. Não pode, né? E se o sigilo da fonte estiver sendo usado para encobrir crime?

*

Imagino como seria bom para o jornalismo se hoje, devidamente reencarnado, um jovem Karl Marx chegasse ao Rio, a Curitiba ou a São Paulo para abrir, em sociedade com um grupo de colegas desempregados, um jornal na linha do Neue Rheinische Zeitung.

O Jornal da Democracia seria financiado por um grupo de empresários progressistas, os Novos Engels? O jornalista ganharia espaço na velha mídia, uma coluna no Estadão, talvez alguns minutos diários em um canal a cabo?

Teria milhares de seguidores interessados nessa treta de mais-valia, invadiria o YouTube em busca de likes, aceitaria monetização do Google ou viveria de contribuições dos seguidores?

De uma coisa estou certo: muito falador, de argumento fácil, o jovem Marx brilharia em todos os talk shows, do Breno Altman à Tatá Werneck, passando pelo Bial e pelo Eduardo Moreira.

Uma noite, depois de muitas caipirinhas de siriguela na Bodega do Véio, no centro do Recife, talvez aceitasse escrever um roteiro para o Wagner Moura ganhar o Oscar que não levou este ano.

Seria sobre um jornalista novinho (rejuvenescido pela IA) que passa noites batendo papo nos bares do Recife e um dia tem um estalo. Fecha-se em casa e escreve um Manifesto que é lido em entrevista à Rádio Jornal do Comércio. Na manhã seguinte toc toc toc a PF bate à sua porta com uma ordem judicial. Me dê o celular. Tem pendrive? Onde está o computador? Qual é sua fonte?

O resto do roteiro fica por conta do raro leitor.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Um Requião que promete paciência e bom humor

Requião Filho passou raspando na sabatina do UOL com uma certa cumplicidade dos entrevistadores Fabiola Cidral, Leonardo Sakamoto e Bruno Ribeiro. Não negou a herança ideológica do pai mas apresentou um diferencial: “Tenho mais paciência que ele e mais bom humor”.

Definiu-se com a melhor frase da entrevista: “Mesma marca, baixos teores”.

Como os outros candidatos, tem dificuldade para lidar com o problema do pedágio. Requião pai, afoito, uma vez sentenciou: Ou baixa ou acaba. Não baixou, nem acabou. Devia saber que uma boa negociata é eternizada pela quantidade de gente interessada em continuar nela.

Requião Filho tem a clareza de dizer que o problema não é só do Paraná, nem principalmente do Paraná – é da Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autorizou o contrato anterior, que cancelava obras vitais e sangrava a economia com tarifas escorchantes.

Agora, a ANTT faz exatamente a mesma coisa. Com baixos teores.

Outro problema do candidato do PDT é a Copel, que foi vendida por três bilhões de reais e já pagou seis milhões de dividendos aos compradores. Requião Filho vai entrar numa fria se levar adiante a ideia de reestatizar a empresa – não há dinheiro para isso.

E só vai provocar tédio se continuar reclamando que o Ministério Público não leva adiante denúncias sobre as, digamos, trampolinices. Como toda máquina pública, o MP é movido a pressão.

Uma pausa para lembrar Benjamin Disraeli, político inglês que achava perda de tempo ficar discutindo corrupção, legislação, ministério público, tribunais. “Quando os homens são honestos, dizia, as leis são desnecessárias; quando são corruptos as leis são inúteis.”

O candidato então faz o certo quando se coloca a serviço da gente prejudicada pela companhia de energia elétrica que já foi a melhor do Brasil no tempo do Ney Braga. São milhares de moradores de cidades às escuras após a chuva, centenas de produtores rurais perdendo milhões com a interrupção da energia, cooperativas no prejuízo. Já imaginou a pressão que podem produzir?

Olhando a crise do Paraná, alguém talvez lembre de “Os Saltimbancos”, musical de Chico Buarque que ativou a cabeça de crianças dos anos 1970, e do lema dos personagens: “Todos juntos somos fortes”.

Com paciência e jeito dá para juntar todos os prejudicados – grandes produtores, cooperativas e gente que perdeu a comida do freezer, a lavadora e a TV queimaram , em torno do interesse comum – e justiçar os piratas que saqueiam o Estado e legalizam o butim na Bolsa de Valores.

.

P.S. – Imagem: Google IA

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

É como quando você era juiz, só que invertido: eles perguntam e você responde.

Assisti à sabatina do senador Sergio Moro no UOL. Ele não parece muito à vontade no papel de candidato ao governo do Paraná; ainda pensa como juiz da Lava Jato. Seu principal adversário continua sendo Lula. Deveria ser a turma do Ratinho Jr.

Por isso, na hora de falar do programa de governo, Moro soa superficial e meio desinformado.

Um exemplo: perguntado sobre o gargalo da BR-277, Moro propôs a criação de um Conselho de Usuários para ajudar a fiscalizar a execução das obras complementares.

O Conselho já existe.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) possui conselhos unificados que fiscalizam todas as rodovias federais concedidas, inclusive a 277. Qualquer cidadão pode se cadastrar na plataforma virtual do Gov.br para se tornar conselheiro, avaliar os serviços e propor mudanças.

Faltou outra informação essencial ao candidato: a triplicação da BR-277 rumo ao litoral já tem prazo e dinheiro garantidos. O BNDES liberou um financiamento histórico de R$ 6,4 bilhões para a concessionária EPR Litoral Pioneiro. A promessa é transformar o fluxo da região até 2031.

Moro também silenciou sobre a necessidade de novas ligações entre Curitiba e o Litoral. Assim, no plural. São duas frentes urgentes: uma nova ferrovia e uma nova rodovia.

Já foram sonho. Agora são uma possibilidade real.

A engenharia do passado fez milagres por aqui. A Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá foi construída em menos de cinco anos na época do Brasil Império. A pedra fundamental foi lançada em 5 de junho de 1880 com a presença de Dom Pedro II. O primeiro trem subiu a serra em 2 de fevereiro de 1885.

A engenharia pesada evoluiu tanto nesses 141 anos que não é exagero imaginar uma nova Curitiba-Paranaguá pronta em pouco mais de dois anos. Basta vontade política.

Essa nova ferrovia deveria integrar o projeto original da Nova Ferroeste. O plano total previa 1.567 quilômetros de trilhos começando no Mato Grosso do Sul, mas o leilão isolado naufragou. Agora, a ANTT debate a inclusão desse trajeto no futuro leilão unificado da Malha Sul.

O traçado só não faz parte formal da Nova Rota da Seda porque o governo brasileiro resiste em assinar a adesão oficial ao projeto global da China.

No transporte rodoviário, os estudos para a Nova Rodovia do Litoral seguem engavetados em alguma repartição estadual. No dia em que desengavetarem, teremos o projeto de uma via moderna, mais curta, repleta de túneis e curvas suaves, paralela à saturada BR-277.

Tanto a nova ferrovia quanto a nova rodovia litorânea são de extremo interesse do BNDES e do Banco dos BRICS.

Os grandes financiamentos internacionais vão andar melhor se Donald Trump perder a maioria no Congresso dos EUA nas próximas eleições de outubro. Forçado a cuidar do front interno, o Partido Republicano poderia voltar às origens. E, tal como no tempo de Henry Kissinger, olhar para a China com olhos de cifrão.

*

P.S. – Ilustração gerada pela IA do Google.


Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Perigo, o centro de gravidade dessa moto está absurdamente alto

O que acontece quando o centro de gravidade da moto está muito alto?

O pessoal da fábrica explica: a moto fica menos estável. Vai ser mais difícil sair da curva. Aumenta o risco de levar um tombo. Ou pior: de atropelar alguém.

Entregadores aceitam esse tipo de carga porque a remuneração deles é vil. Passam o dia correndo de um lado para o outro, costurando no trânsito, para ganhar um punhado de reais desvalorizados.

O garoto que está na boléia é um infrator, corre o risco de virar um criminoso se atropelar e matar. Um juiz rigoroso pode entender que houve dolo eventual, isto é, que ele assumiu o risco de tirar a vida de alguém nessa moto difícil de governar.

Um juiz mais bondoso vai considerar que ele apenas tinha excesso de confiança na própria habilidade em cima da moto.

No primeiro caso, ele é enquadrado no artigo no Codigo Penal. Cadeia brava, escracho no jornal e no site dos criminosos.

No segundo, a pena é bem menor, pelo Código de Trânsito.

Quem contrata o serviço dele é um aplicativo distante dessa tragédia. Uma megaempresa em busca de lucros. Os donos inimputáveis são milhares de acionista globais, incluindo empresas de capital de risco sediadas alhures.

É isso?

É isso, mas não é só isso. No Direito Penal contemporâneo existe a Teoria do Domínio do Fato, de Claus Roxin. Para o Tribunal de Nuremberg, onde a teoria foi aplicada inicialmente, um comandante de campo de concentração que passa o tempo livre cuidando de roseiras no jardim do lado de cá do muro é tão culpado quando o carrasco que abre a válvula da câmara de gás. Ele sabia o que estava acontecendo e tinha o poder de deter a mão do carrasco.

O comandante nazista era o homem por trás do evento. Hoje esse homem pode ser o CEO que orienta o algoritmo a estabelecer prazos de entrega cada vez mais estreitos e pune a baixa produção com a “geladeira”. O motoboy subalimentado então acelera e causa a tragédia.

Vale repetir: o CEO que estabelece os objetivos de lucro da empresa não é apenas o chefe dos engenheiros que escrevem o algoritmo – ele é o possível coautor do crime de homicídio com dolo eventual.

Para isso é preciso que o Ministério Público prove que o CEO usou a estrutura corporativa com a intenção deliberada de aumentar o lucro, com total indiferença para a condição humana do motoqueiro e do pedestre atropelado.

O CEO pode alterar as exigências desumanas do algoritmo assim como o comandante do campo de Auschwitz podia deter a mão do carrasco.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Estadista é o cara que fala sobre a crise dos misseis em Cuba de 1961 e alveja o planeta em chamas de 2026. (E viva Ted Sorensen, o ghost writer de John Kennedy)

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

…e surge o futebol no Paraná. (Só sei porque o Helênico contou em seu livro)

Há duas maneiras de entender a história do Coritiba Foot Ball Club. Uma é mergulhar em documentos do começo do século, com o registro das reuniões dos associados, dos jogos e promoções sociais e das obras que resultaram na construção dos estádios do clube. Outra é consultar “A História do Futebol Paranaense”, do professor Francisco Genaro Cardoso, um livraço de 450 páginas publicado pela Editora Grafipar em 1978.

As duas abordagens são boas, mas a segunda é mais interessante. Página após página a vida dos clubes é desenhada com muito respeito aos fatos dentro do contexto do futebol daquele tempo, que era um futebol desrespeitoso, de dirigentes claudicantes, árbitros meio desonestos, campeonatos meio desorganizados.

Não foi fácil publicar o livro, trazê-lo a lume, como se dizia na época. Vinicius Coelho conta que durante meses Cardoso, originais debaixo do braço, perambulou de editor em editor, pediu ajuda oficial, conversou com empresários e presidentes de clubes. Nada, até que apareceu o mecenas Luiz Gonzaga da Motta Ribeiro, dono do Tabelionato Motta, decidido a fazer uma grande administração na Federação Paranaense de Futebol, e mandou imprimir o calhamaço.

O acadêmico Valfrido Piloto, 1,94 de altura, outro apaixonado pelo esporte, analisa o livro, que é um presente para os historiadores do futebol, e garante que a parte mais importante dele não é a impressa – são os arquivos que Genaro Cardoso organizou durante décadas e que continuam aí, bem guardados. Tornaram-se porto seguro para dirimir dúvidas sobre a prática do velho e rude esporte bretão no Paraná. “Ele conhece, garante e prova tudo”, assegura Piloto, que também era delegado de polícia e entendia de provas.

Francisco Genaro Cardoso era o “Helênico” das colunas da Gazeta do Povo Esportiva, onde foi secretário e editor. E é o Helênico inspirador do grupo de pesquisadores que mantêm atualizada a história do clube mais antigo do Paraná.

Não é exagero dizer que ele moldou a forma de pensar o esporte da geração que saiu das universidades durante o Estado Novo e que viveu a idade de ouro do rádio. Formado em Direito na turma de 1937 da Universidade do Paraná (que só seria federalizada em 1951) tinha colegas ilustres. Um deles, o desembargador Henrique Nogueira Dorfmund, foi presidente do Tribunal de Justiça onde atuavam Alceste Ribas de Macedo, Eurico Pereira de Macedo e Heliantho Camargo.

Outro colega de peso era José Muggiati Sobrinho, que Piloto chama de Pajé do Futebol Indígena. Da pajelança de Muggiati nasceu não só a Gazeta do Povo Esportiva como o Paraná Esportivo, cuja coleção é uma das poucas fontes à disposição do público digital. O jornal foi escaneado página por página pela Biblioteca Nacional e pode ser consultado em memoria.bn.gov.br.

Vale a pena conhecer o outro lado do professor Genaro Cardoso, atuante no magistério. Lecionou Português e Literatura Portuguesa no Colegio Estadual do Paraná, na Escola Tecnica de Comércio que funcionava no prédio da Universidade, entrada pela rua Presidente Faria. Aceitou o convide de professor Alfredo Parodi e de Dona Isabel e tornou-se orientador da cadeira de Português do Colégio Iguassu – assim mesmo, com dois ss – durante mais de trinta anos. Foi ainda Inspetor Federal de Ensino e durante muitos anos presidente do Sindicato dos Professores do Paraná.

Era um lider, tanto que, naquele horror do golpe de 1964, mandaram um tenente prendê-lo. Parece que era coordenador de uma treta subversiva chamada PUA, nome ameaçador do Pacto de Unidade e Ação que unia os sindicatos dos professores, jornalistas e bancários, gente de paz, desarmada. Em caso de greve, um ajudaria o outro. O tenente não acreditou que fosse só isso e levou-o para o cárcere improvisado no quartel da Polícia do Exército, na praça Rui Barbosa, no dia 3 de abril de 1964. Seria talvez encaminhado aos porões da ditadura, mas seus amigos, tendo à frente Valfrido Piloto, intercederam a tempo.

Francisco Genaro Cardoso deixou a militância sindical e voltou para os arquivos. Identificou personagens que apareciam em fotos emboloradas, mostrou o contexto de velhos relatórios cobertos de ácaros, achou fichas de atletas abandonadas em algum sótão. O que há de registro sobre o futebol dos anos 1920, 1930 é em grande parte devido a ele e a seu grupo de arqueólogos da história.

E há também o relato meticuloso de episódios envolvendo jogadores, cartolas, técnicos e todo o mundo do futebol. No campeonato de 1971, por exemplo, a Polícia Federal aprendeu, em Foz do Iguaçu, uma Kombi que transportava mercadorias não registradas, algumas dentro de malas. Abertas as malas apareceram comprimidos do psicotrópico Prelundim. O casal dono da Kombi assustado entregou o destinatário da droga. “Tem 900 comprimidos para o União Bandeirantes, adquiridos a pedido do médico do clube”. O médico era um certo doutor Lisboa, o Lilão, funcionário há 15 anos da família Meneghel, proprietária da Usina de Açúcar União e praticamente dona do clube de futebol Bandeirantes.

Escândalo. Manchetes nos jornais, bate-boca nas rádios. No fim não deu em nada. Ninguém conseguiu ou teve interesse em provar a ligação entre o clube e os Meneghel. E logo apareceu um documento dizendo que Lilão não era mais médico do Bandeirantes. Tem mais detalhes na “História do Futebol do Paraná”.

“Helênico nasceu com o futebol nas veias”, garantia Albenir Amatuzzi, editor de esportes do Estado do Paraná e da Tribuna do Paraná, e uma espécie de sobrinho torto de Rei, craque do Coritiba, do Vasco da Gama e da Seleção Brasileiro, de quem vai se falar adiante.

.

(Trecho de Coxa – Desde que a Bola é Bola, livro em construção)

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Olhe que doido: o governo Trump está fechando um acordo com a Arabia Saudita para enriquecimento de combustível nuclear.

A região até agora é considerada um barril de pólvora. Com o acordo Trump-Mohammed bin Salman vai ter a possibilidade de ser um depósito de bombas de urânio 235.

Por enquanto, só a Westinghouse está feliz com a notícia, que vazou após o encontro do presidente dos EUA com o chefe do governo saudita. Ela é a empresa que pode vender tecnologia para a construção do reator nuclear saudita.

Lembrando que a Arabia Saudita não reconhece a existência do Estado de Israel.

.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

O fator T

hhjhjh
É prático, toma pouco tempo – e evitaria. talvez, a escalação de estressadões que passam as noites jogando em cassinos.

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou testes de testosterona para as tropas dos EUA. Obrigatórios.

Objetivo: “otimizar a prontidão biológica e a capacidade de combate das tropas norte-americanas”.

Como é que o Ancelotti não pensou nisso?

.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Cidade da America do Sul famosa pela inovação continua pesquisando sem sucesso um jeito de acabar com os veículos de tração humana. Os veículos de tração animal já estão proibidos

Em setembro de 2015 Curitiba aprovou lei proibindo a circulação de veículos de tração animal.

A mesma lei prometeu auxílio para as famílias de catadores (eram 150 na época) que dependiam desses veículos para seu sustento.

O auxílio parece que não veio.

Hoje os veículos são de tração humana.

Como no tempo da escravidão.

Não há na Câmara Municipal projeto proibindo a circulação de veículos de tração humana, mas nenhum partidário do higienismo deve ficar preocupado.

Li no site da Prefeitura declaração do Superintendente Garret confirmando o “compromisso das instituições com a construção de políticas públicas mais inclusivas e com o fortalecimento de ações que promovam uma mobilidade urbana mais segura, equitativa e acessível”.

Então tá.

.

.

Publicado em cidade, Sem categoria | Deixe um comentário

Lindsay Grahan morreu de dissecção aortica. Alguém já ouviu o cardiologista falar nisso?

Está nos jornais:

O senador Lindsay Grahan era considerado o melhor amigo de Trump, se é que esse cargo existe.

Morreu sábado de dissecção aortica. Instantaneamente. Fui perguntar o que é isso. No site do doutor Drauzio Varela uma explicação: é o rompimento da parte externa da aorta, a artéria mais importante do corpo humano.

O problema é mais incidente em homens a partir dos 60 anos.  Arteriosclerose (endurecimento das artérias) e hipertensão são fatores de risco importantes e estão presentes em 75% dos casos.

Não perguntei mais nada. Fui completar os 7.000 passos no Bosque do Papa.

.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário