FHC encalhado

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A crise não respeita ninguém.

 

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Em 1996, o presidente Fernando Henrique Cardoso recusou-se a nomear Eduardo Cunha para uma diretoria da Petrobrás. Alegou “problemas com esse nome”.

A informação,segundo o Estado de S. Paulo, está nos Diarios da Presidência,primeiro de quatro volumes editados pela Companhia das Letras.

Apesar de bem promovido, o livro está vendendo mal.

 

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Pessimismo não faz mal para a saude

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Um milhão de desempregados em 2015.

O PIB caiu 1.4% no último trimestre.

Na Câmara, a bancada do bem não consegue expelir Eduardo Cunha.

Só má notícia – mas não faz mal.

A infelicidade não pode causar doenças.

Pessimismo não é o câncer da alma.

Isso é lenda.

Um estudo publicado quarta-feira no The Lancet e reproduzido no NYTimes descobriu que não há fundamento para acreditar que más notícias causam doenças. Nem que a felicidade fortalece a saúde e a longevidade.

Felicidade não afeta a mortalidade.

Nem para cima, nem para baixo.

A conclusão é dos pesquisadores da Universidade de Oxford, liderados por Sir Richard Peto, professor de estatística médica e epidemiologia, que conduziu o estudo com mulheres de meia idade durante dez anos.

Grande notícia para os pessimistas.

Está ai o conselho: em 2016, seja negativo.

Dá menos trabalho do que ser otimista.

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Até quando?

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O nome dele também é Sergio. Lucio Sergio Catilina.

 

 

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A Polícia Federal tem um funcionário anônimo muito competente.

É o criador dos nomes das operações do Lava Jato.

Merece medalha.

Catilinárias. Grande sacada. Convoca os brasileiros a fazer justiça. E também a estudar latim. Desde que tiraram o latim das escolas ninguém mais fala português direito.

Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? quam diu etiam furor iste tuus nos eludet? quem ad finem sese effrenata iactabit audacia? Nihilne te nocturnum praesidium Palati, nihil urbis vigiliae, nihil timor populi, nihil concursus bonorum omnium, nihil hic munitissimus habendi senatus locus, nihil horum ora voltusque moverunt? Patere tua consilia non sentis, constrictam iam horum omnium scientia teneri coniurationem tuam non vides? Quid proxima, quid superiore nocte egeris, ubi fueris, quos convocaveris, quid consilii ceperis, quem nostrum 9 ignorare arbitraris?

A tradução:

Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?

Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura?

A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio?

Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te?

Não sentes que os teus planos estão à vista de todos?

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A falta que o Clube do Golfinho nos faz

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Domingo, a piscina de 50 metros vazia, sem caldeira, canalização despedaçada. Se for para fazer alguma coisa pela natação do Paraná, Prefeitura, Governo do Estado, Governo da União, empresas devem agir agora. 

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Restaurar não é missão impossível – é muito mais barato do que fazer tudo de novo

 

 

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Na década de 1980, o Clube do Golfinho conquistou títulos nacionais de natação e revelou nadadores e técnicos para o Brasil. Há dois anos, a Tribuna do Paraná publicou matéria sobre o desmonte da instituição.

“O Golfinho foi criado nos anos 70 pela iniciativa de um grupo de pais de atletas e foi o primeiro clube do País exclusivo para a natação. Antes dele, nenhum nadador paranaense tinha conquistado destaque no esporte. O auge foi em 1986, quando o clube assumiu a segunda posição no ranking da natação nacional.

A saída dos pais fundadores levou ao declínio do Golfinho. O local foi vendido para a Sociedade Juventus, que o leiloou em 2003 para pagar as dívidas com o INSS. Hoje ele está à venda a um custo de R$ 4,6 milhões. Mas o comprador precisaria de autorização da prefeitura para construir qualquer coisa, já que a área é considerada de interesse para desapropriação. Desde 2010, um grupo de ex-atletas e moradores pede isso ao poder público, para transformar o espaço em um equipamento público de atendimento à população. A prefeitura informou apenas que um processo sobre o clube está em análise na Secretaria de Planejamento, mas não quis dar mais detalhes.”

Correção tardia mas oportuna: o Golfinho não foi vendido ao Juventus. Foi entregue sem ônus, com o compromisso único de receber manutenção decente. Antes, houve uma tentativa de entregar o patrimônio ao Clube Curitibano, que tem mais tradição nos esportes aquáticos.

No blog Epichurus encontrei a memória de Fernando Cunha Magalhães sobre o Trofeu Julio Delamare de 1986.

“Nossos arquirivais do Clube do Golfinho prepararam-se em alto estilo para receber os 600 atletas de todo o Brasil. Muito mais do que a preparação da estrutura, a equipe evoluiu de forma impressionante e confirmou a previsão do técnico Reinaldo Souza Dias em sua entrevista para o Jornal Aquática, em Juiz de Fora, um ano antes – sagraram-se vice-campeões, somente atrás do Flamengo, que naquela altura tinha uma equipe numerosa e imbatível.

Naqueles dias de competição, a equipe do Clube do Golfinho escolheu uma casa para concentrar todos os rapazes e outra para as meninas. Os pais organizaram-se, mais uma vez no suporte para garantir que o que vinha sendo plantado há anos se realizasse na piscina, e os resultados foram incríveis:

  • Oito atletas conquistaram medalhas de ouro em provas individuais – Roberta Storelli, Joyce Wabeski, Claudia Sprengel, Alice de Poli, Felipe e Cristiano Michelena, Ivan Ziolkowski e Eduardo de Poli;
  • Cinco conquistaram medalhas de prata – Patricia Koglin, Betina Kleiner, Carla Sprengel, Fabiano Costa e Luiz Fernando Graczyk;
  • As meninas juvenis A ganharam os 3 revezamentos e os rapazes do juvenil B venceram o 4x200m livre;
  • Fizeram três dobradinhas, nos 800m livre juvenil A feminino, 400m e 1500m livre juvenil B masculino;
  • Eduardo de Poli ganhou 4 medalhas de ouro e uma de prata, e além de maior pontuador da competição, ganhou o melhor índice técnico da categoria.”

 

 

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As melhores capas de 2015 nos EUA

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Voices in the Night,  (editora Alfred A. Knopf, escolhida por Matt Dorfman, do New York Times. Desenhada por Janet Hansen.

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Chega dezembro e os críticos analisam tudo: o melhor romance, o melhor livro de contos, o melhor livro infantil.

E, claro, as melhores capas.

Entre elas, a edição em inglês das Obras Completas de Clarice Linspector. da New Directions. O criador desta maravilha é Paul Sahre.

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Lispector, Obras Completas

 

 

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Cálculos

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Um matemático de plantão palpita:

No próximo sorteio da MegaSena, quarta-feira, vai dar 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Sabe qual é a probabilidade de sortear essa sequência?

A mesma de sair 9, 12, 15, 21, 31, 36.

De novo.

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Qual a conexão entre a superbactéria e a bancada do boi?

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Letal.

 

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Você chega na farmácia e pede um colírio. Tem receita? Se não tiver, o olho vai continuar ardendo.

 

O consumo descontrolado de antibióticos gerou a superbactéria assassina. Agora é preciso receita para tudo.

 

O moço da farmácia dava consulta no balcão. Trouxe de volta o fantasma das mortes em massa por septicemia.

 

Agora, cientistas advertem: “o mundo está à beira de uma era pós-antibióticos, em que bactérias resistem até a drogas de última geração, como a colistin, em pacientes e animais”.

 

Daqui para frente, cuidado ao entrar no jardim. O espinho de uma rosa abrirá uma porta em seu corpo para o ingresso de bactérias invencíveis. Está na BBC.

 

De <http://www.bbc.com/news/health-34857015>

 

Convém desconfiar de toda carne que chega ao açougue.

 

Se a imprensa brasileira não fosse tão pobre, os jornais imprimiriam fotos de bandidos que contrabandeiam antibióticos e hormônios através do lago de Itaipu e da grande fronteira seca do oeste.

 

E dos que vendem o frango contaminado – agora frango assassino – no supermercado.

 

E dos deputados da bancada do boi, que protegem esses caras.

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Grande atuação salva um pobre roteiro

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Bandidão dos bons. Esqueça o Jack Sparrow.

 

 

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Aliança do Crime (Black Mass, 2h2min) tem um pecado original: o roteiro de Mark Mallouk and Jez Butterworth  não se livrou do texto do livro, de autoria de Dick Lehr e Gerald O’Neill, que são reporteres do Boston Globe (*). Só repórteres, nenhuma vocação para Truman Capote. Por isso a história se arrasta, lenta, sem densidade, explicada demais. Em compensação o casting é perfeito. Bandidos com cara de bandido de história em quadrinhos; mocinhos com queixo do Dick Tracy.

 

Desde o trailer somos informados que esta é uma história verídica sobre James “Whitey” Bulger, o maior gangster de Boston, um criminoso psicopata que conseguiu ser o segundo homem mais procurado pelo FBI – o primeiro era Osama Bin Laden. Aprendemos que Bulger tornou-se o bandido mais poderoso de Boston graças em grande parte a um acordo com o FBI local.

 

Vemos que o marginal tem um irmão na política. O Senador Billy Bulger (Benedict Cumberbatch), por 18 anos presidente do Senado Estadual do Massachussets, passa pelo filme de forma ligeira, como um honrado representante do povo. Para brasileiros acostumados com os malfeitos de parlamentares – principalmente parlamentares sucessivamente reeleitos para altos postos – é difícil acreditar que ele está ali por acaso.

 

Políticos, em regimes presidencialistas, não têm a força institucional de seus colegas eleitos no parlamentarismo. É muito comum que superem essa dificuldade servindo a grupos de interesse ou diretamente a organizações criminosas.

 

Agora, a questão do acordo. Um velho delegado de polícia ensinava que polícia não faz acordo com bandido, caso contrário vira bandido. A investigação é feita graças a pequenos delatores, que passam informações em troca de dinheiro ou favores. Ou pelo velho sistema do dá ou desce – quem não responde às perguntas do policial desce para o porão onde está instalado o pau-de-arara e o tanque de afogamento.

 

O filme conta que um agente especial do FBI John Connolly (Joel Edgerton) negociou com o maior criminoso da cidade informações sobre a Mafia que dominava o norte da cidade; em troca deu a ele liberdade para continuar operando na parte sul. Claro, o policial começa a ficar rico. Só ele. Os chefes não sabem de nada, como se a corrupção não fosse sistêmica, uma prática que começa no tira de rua e vai até o mais alto escalão policial, com a participação gulosa de lideranças políticas, igrejas e jornalistas.

 

Na “true story” escrita pelos repórteres do Boston Globe isso não acontece. Os dois investigadores corruptos são descobertos, os bandidos presos, um acordo de delação premiada funciona maravilhosamente. Na Boston do filme delatores premiados não delatam seletivamente, nem negam as informações perante os tribunais superiores. São delatores, digamos, republicanos.

 

Tirando as inconsistências do roteiro, temos direito a uma atuação redentora de Johnny Depp. Esqueça Jack Sparrow. É o Depp dos melhores momentos. Ele mostra que para grandes atores não é necessário um grande papel.

 

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P.S. – Se quiser saber mais sobre o Boston Globe, importante jornal americano, assista Spotlight, lançado há pouco, com Mark Ruffalo, Michael Keaton. O filme, do diretor Thomaz McCarthy, foi aplaudido de pé no Festival de Veneza. Mostra o escândalo dos abusos sexuais na Igreja Católica de Boston. Spotlight é o nome da equipe de repórteres investigativos do jornal, que ganhou o Prêmio Pulitzer com as reportagens. A ironia é que o Boston Globe teve, no passado, um conselho editorial formado por importantes católicos irlandeses da cidade.

 

 

 

 

 

 

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O último Natal do HSBC

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Neste último ano haverá dois palcos, o mais baixo no nível do público.

 

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Ninguém sabe como o novo proprietário, o Bradesco, vai tratar o Palácio Avenida. O imóvel servia de sede do HSBC para a América Latina. O Bradesco tem sede em São Paulo.

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Jardim da Saudade, sexta-feira

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Gebran Sabbag foi enterrado nesta sexta-feira, no Jardim da Saudade. sob o ceu mais curitibano que pode existir – com núvens cinzas e alguns pingos de chuva.

Centenas de pessoas passaram por lá. Os que não eram da família, pertenciam à grande família do jazz que se desenvolveu após a segunda guerra mundial, em 1945.

Muitos aprenderam com ele o que é uma blue note, momento mágico em que duas teclas – a terça e a sétima bemolizadas – são acionadas ao mesmo tempo. E como é importante a mão esquerda de grandes pianistas como Errol Gardner.

Alguns lembraram como tudo começou. Grandes pavilhões foram construidos no Tarumã pelo governo de Bento Munhoz da Rocha, que festejava o centenário da emancipação política com a Exposição Internacional do Café. Na área nobre. surgiu o famoso grill room, onde cabiam mil pessoas e tocava a orquestra do maestro Angelo Antonello. O maestro pediu a Waltel Branco que organizasse um quinteto para revezar. Era formado por Gebran (piano), Guarani (bateria, Dorival (contrabaixo), Morgan (sax) e Waltel (guitarra).

Foi o pontapé inicial dos anos dourados da música curitibana.

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