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Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
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I showed her my six pack. (“Mostrei a ela meu abdômen sarado.”)

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gghghghg Belo six pack.

 

 

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Ninguém ignora que Olimpíada é superação. Six pack é isso – o abdomem dos sonhos.

Alguns já sabiam. Depois de Usain Bolt levou Jady Duarte para a cama, o mundo sabe que um bom six pack pega mulher.

Aquela cordilheira de músculos tem insuperável poder de sedução.

Leia a declaração de Jady Duarte no dailymail.co.uk:

‘He was stood in front of us and suddenly he pulled up his shirt and showed us his six pack. I had never seen anything like it.”

Em português:

“Ele estava parado em nossa frente e subitamente levantou a camisa e mostrou-nos seu six pack. Eu nunca tinha visto nada como aquilo.”

O jornal informa que Jady foi contrabandeada para dentro da Vila Olímpica. Na pequena cama de solteiro de Bolt teve incomparável noite de amor.

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CONSELHOS DOS ESPECIALISTAS

 

Não tente conseguir um six pack com essas maquininhas de microeletrochoques. É uma furada.

Em vez de gastar dinheiro a toa trate de mudar a dieta. Faça seis pequenas refeições por dia. Pratique exercícios abdominais específicos.

Arranje um/uma personal trainer. Pratique interval training de alta intensidade.

Em oito semanas você sentirá grande transformação no abdômen.

Ou estará namorando o/a personal trainer.

Ou terá uma crise de hernia de disco – e voltará a comer pastel de camarão com cerveja na feirinha da Praça da Ucrânia.

 

 

 

Posted on 25th agosto 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Bolt, te cuida “mermão”. Os teus US$75 mi de patrimônio estão em risco

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hhkhkh A outra recebe US15 mil por mês, não recebe?

 

 

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Ta na Folha de S. Paulo:

Affair olímpico do campeão conta os detalhes.

40 minutos direto! Campeão é campeão.

Fez o selfie.

Ai teve repeteco.

Rápida olhada no cronometro. O cara é um monstro!

Outro selfie.

Saiderinha.

Mais um clique.

Chau.

Faz ligação

-Consegui, amiga! viu o selfie?

….

-Aquilo é incrível! Duro como pedra!

-Não, amiga, o abdomem dele. Eu estava tão atenta ao abdômen que, a princípio, nem notei que era Usain Bolt!

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Posted on 24th agosto 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Os ingleses imitam a velha URSS

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gghghg Jenkins: GB copia a URSS. (Crédito da foto Gettymages)

 

 

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Ganhar medalhas não é tudo na vida. Tudo é ganhar medalhas sem sovietizar o esporte.

É isso. A Inglaterra, pátria da práxis, adotou uma política esportiva semelhante à da falecida União Soviética, onde os atletas eram funcionários públicos e agentes da propaganda do Estado.

Agora Grã Bretanha está lá em cima no quadro de medalhas, superada apenas pelos Estados Unidos, mas na frente das potências olímpicas China, Alemanha e Russia.

Isso não deve ser motivo de alegria para ninguém.

Os jogos olímpicos não são guerras. Não devem oferecer ao regime ferramentas de propaganda. Atletas não são soldados saudando a suástica ou morrendo pela pátria.

Mas o primeiro ministro John Major, do Partido Conservador, pensava diferente. Viu o mau desempenho dos ingleses na olimpíada de Atlanta, em 1996, como um sinal de decadência nacional. Resolveu atuar com maior força no esporte, em nome da boa imagem da Gra-Bretanha.

Mas, atenção: só em alguns esportes – aqueles capazes de gerar maior número de medalhas por atleta, esportes de elite.

O jornalista Simon Jenkins, no The Guardian, reclama: “Nós costumávamos ridicularizar os comunistas por usar o esporte como uma analogia do sucesso econômico. Agora, com as vastas quantias aplicadas no Time GB e atletas declarados “heróis”, nós os estamos copiando.”

Lembra Jenkins que “as olimpíadas foram corrompidas pelo shamateurismo (shame + amateurism=falso amadorismo) e pelo doping. No Comite Olímpico Internacional, os representantes britânicos presentes sabiam perfeitamente bem o que estava acontecendo, mas fingiam nada ver. A medalha de ouro em honestidade nos anos recentes deve ser entregue à imprensa inglesa, que sozinha denunciou a corrupção e a falsidade no esporte internacional.”

A partir de 1996, o governo inglês aumentou o subsídio para esportes de elite de cinco para 54 milhões de libras, enquanto instalações dedicadas aos esportes populares foram fechadas. Os ingleses esqueceram dos esportes coletivos e passaram a investir nos individuais, como atletismo e ginástica.

Funcionou. Em Sydney, as medalhas aumentaram de 15 para 28.

Em 2012, o investimento subiu para 264 milhões de libras e resultou em 65 medalhas, quatro milhões por medalha. Para o Rio foram gastos 350 milhões de libras.

Isso elevou o tratamento dado aos atletas, que podem receber um auxílio de até 28 mil libras por ano – acima da média da maioria dos servidores públicos. Não é preciso dar expediente nem agradar o chefe. Basta trazer medalhas.

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Posted on 18th agosto 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Faltam medalhas. Faltam também boas políticas esportivas

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jkjkjkj Medalhas escassas.

 

 

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Que vergonha!

Se não houver um milagre nos próximos dois dias e meio o Brasil terminará a olimpíada com um miserê de medalhas.

Até as 15h de quinta-feira estava com 13, três ouros, cinco pratas, cinco bronzes. Em 2012, com menos atletas, deixou Londres com 17 medalhas, três ouros, cinco pratas, nove bronzes.

(Sei que não é consolo, mas a Argentina só tinha quatro medalhas.)

O resultado medíocre reflete escasso cuidado com as políticas esportivas. O Brasil tem uma lei de incentivo ao esporte, uma Bolsa Atleta e até um Ministério do Esporte. Mas veja os ministros que andaram por lá.

Criado em 1995, o Ministério do Esporte anda sem rumo. Fernando Henrique não sabia o que fazer com ele e chamou Pelé. Todo mundo sabe que Pelé é o maior jogador de futebol de todos os tempos e como empresário um fracasso. Não é culpa dele – tocar empresa é ciência que não estudou.

Veio nosso bom Raphael Greca, que teve os problemas conhecidos.

Em 2003 Lula nomeou Agnelo Queiroz, ex-governador do Distrito Federal, abatido por denúncias de corrupção.

Seguiram-se dois ministros com change de acertar, Orlando Silva Jr. e Aldo Rabelo. Surgiram boas iniciativas para organizar o esporte, mas a convulsão política atrapalhou.

Em 2015, o maior desastre: manobrando para garantir a governabilidade, Dilma nomeou o pastor George Hilton, de um certo Partido Republicano Brasileiro. Hilton era aquele apanhado no aeroporto com onze malas recheadas de dinheiro. Disse que eram doações. O esporte dele era outro.

O atual, deputado Leonardo Picciani, do PMDB do Rio de Janeiro, ganhou o ministério em troca de um voto pelo impeachment da presidente, da qual era aliado e defensor. Sua família é dona da Abribilara, empresa que fornece brita para as obras das Olimpíadas.

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Posted on 18th agosto 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Breaking the branch (*)

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ghhjh Quebra-galho olímpico.

 

 

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O jeitinho desafia jornalistas de fora.

Em 2009, Lula negociou quase ao mesmo tempo a vinda da Copa do Mundo e das Olimpíadas. As finanças iam mal, como vão mal desde 1824, quando Dom Pedro I pediu emprestados três milhões de libras esterlinas para indenizar Portugal pela independência.

Nosso governo sempre deu um jeitinho – little way – para as contas aparecerem melhor nos relatórios de fim de ano.

O little way era uma manobra contábil do Tesouro para cumprir as metas fiscais. Em 2012, o blog Beyond Brics, do Financial Times, chamou o ministro da Fazenda Guido Mantega de “profissional do jeitinho”. E explicou: o Banco Central permite que caiam os juros interbancários no fim do dia para dar um gás à economia sem ter que cortar juros.

Esse e outros little ways foram contestados, não pelo Tribunal de Contas da União, que sempre aprovou as contas, mas pelos tradutores. Beeline (caminho mais curto) seria uma tradução melhor, segundo Luiz Costa Pereira Junior, na revista Lingua.

Outros preferem short cut (atalho) para explicar a maneira como os brasileiros contornam obstáculos e proibições legais. Sem ferir a lei.

Em 1948, o imigrante Giuseppe Bertollo, o maestro Beppi, recém-chegado a Curitiba, estranhou que seu tio Romeo continuasse jogando no bicho depois que o presidente da República pessoalmente promulgou lei proibindo a contravenção.

-Se parar o jogo cem mil pessoas ficam sem emprego em todo Brasil, Beppi – explicou o tio. –Foi preciso dar um jeito.

A saída foi levar o jogo para a sala dos fundos do botequim. Na frente, o dono vendia pinga, pão e bilhetes da Loteria Federal.

Fernando Meirelles, um dos diretores do show de abertura das Olimpiadas 2016, atualizou o jeitinho ao explicar que, devido aos cortes no orçamento, ele, Andrucha Waddington, Abel Gomes e Daniela Thomas apelaram para uma gambiarra.

Gambiarra?

O Huaiss diz que isso é uma ligação clandestina de luz ou sinal de TV a cabo. O pessoal de teatro informa que se trata de um conjunto de luzes para iluminar o palco. A turma da computação usa a palavra para definir o jeito rápido meio tosco de escrever um programa.

No fundo, todo mundo falou a mesma coisa: gambiarra é um jeitinho. Um atalho. Um quebra-galho.

Por falar nisso, como se diz quebra-galho em inglês: broken branch?

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(*) Quebrando o galho. Portinglish castiço.

 

 

Posted on 16th agosto 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Quando vejo o HSBC indo embora com nossos US$5,2 bi, lembro de Thomas Jefferson: “Instituições bancárias são mais perigosas para nossas liberdades do que exércitos armados.”

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hhjhjhjh A esquina de Cândido de Abreu com Lisimaco Costa.

 

 

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Está adiantado o casamento tecnológico do Bradesco com o HSBC, adquirido no ano passado por 5,2 bilhões de dólares. O cartão de um, por exemplo, já saca dinheiro no caixa automático do outro.

 

Em junho do ano passado o HSBC anunciou uma reestruturação global com a demissão de 50 mil funcionários. O banco está encolhendo para enfrentar as crises – a mundial e a interna, causada pelos Swissleaks. Por isso, decidiu vender ativos no Brasil e na Turquia.

 

Parece que estava advinhando. O Brasil vive a derrubada da presidente Dilma Roussef e a Turquia lida com o fracassado golpe contra o presidente Endogan.

 

Na despedida, quanta ingratidão!

 

Os ingleses sairam reclamando que a CLT torna caro contratar pessoal. E da falta de leis flexíveis para garantir o livre comércio.

 

Esquecem que em 1997 receberam o antigo Bamerindus a custo zero. O prejuizo foi concentrado no chamado “banco podre” e assumido pelo Proer-Programa de Estimulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro, inventado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.

 

(Só para lembrar: o Bamerindus, banco paranaense presidido pelo senador José Eduardo Andrade Vieira, foi um dos grandes patrocinadores da eleição de FHC. Vieira ganhou o ministério da Agricultura em troca do apoio.

 

Para os ingleses bom mesmo é o México, afogado em neoliberalismo movido a pó e tequila. As “maquilladoras” instaladas na fronteira com os EUA pagam salários indecentes a trabalhadores subnutridos. Estes, em compensação, não fazem automóveis – apenas apertam parafusos de carros  meia-confecção, que chegam das fábricas norte-americanas para receber acabamentos e serem reexportados.

 

A venda do HSBC reduz ainda mais a concorrência no setor financeiro, agora amplamente dominado por Bradesco e Itau.

 

A realidade brasileira confirma que o melhor negócio do mundo é um banco bem administrado. E que o segundo melhor negócio do mundo é .um banco mal administrado.

 

 

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Posted on 8th agosto 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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O Julio se foi, ficou a ideia

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jkjkjkj .Julio Gomel (1931 – 2016)

 

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No ano passado, o médico Julio Gomel foi até o Video 1 para gravar um depoimento, a pedido do Luiz Renato Ribas. Já estava doente. Dormia pouco e mal; passava o dia cansado. Mas entrou no pequeno estúdio e falou durante 60 minutos. Agora, depois de sua morte, ao assistir ao vídeo vejo que Julio estava nos entregando seu legado de ética profissional, de compromisso com os carentes e de lealdade com os amigos.

 

Poucos entenderam Curitiba tão bem – a peculiar condição de uma cidade com fama de rica habitada por gente muito pobre. Da capital com pose cosmopolita atada a preconceitos da província.

 

Isso se deve, em boa parte, ao pai Davi, imigrante turco que chegou em 1920, ao encontro do irmão Benjamin, que vindo em 1911. Eram judeus sefaradim, cujos antepassados viveram séculos na Peninsula Ibérica. Cultos, poliglotas, falavam grego, inglês, francês e espanhol. Traziam o gosto pela convivência calorosa em famílias onde as mulheres tinham nomes românticos como Linda, a mãe deles, Alegre, a irmã, e Felicidade.

 

Julio estudou na Escola Americana, de Belmiro Cezar, do Colégio Estadual, e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. Formado, conseguiu uma vaga como residente na clínica de urologia do Hospital do Servidor Público do Rio de Janeiro, dirigida pelo professor Guerreiro de Faria, o maior especialista dos anos 1950.

 

Foi lá que ficou famoso. Atendeu, na emergência, o vice-presidente da República, João Goulart, que sofria crise renal aguda. Após 14 dias Jango teve alta. Gostou tanto do profissionalismo daquele médico curitibano de quem ficou amigo que pediu ao presidente Juscelino Kubitschek um emprego para ele no SAMDU.

 

Em 1957, Gomel foi trabalhar no posto de saúde de Duque de Caxias, região pobre e violenta do Estado do Rio. Não era uma unidade com grandes recursos. Muitos partos eram realizados na ambulância. Balas de calibres variados alojavam-se no corpo dos pacientes. Quando era grave, a ambulância tentava chegar até os hospitais da cidade. Médicos, doentes e as famílias criavam entre eles elos de solidariedade que nascem do convívio intenso e da superação de todo tipo de carência.

 

Um médico não pode separar a atividade profissional dos problemas sociais, ensina Julio no vídeo. Sem entender a doença da sociedade ninguém salva o doente.

 

***

 

Era um inventor. Inventava amigos por toda parte. Exerceu uma liderança desinteressada, feliz, bem humorada, que atraia todos para participar de seus projetos. Um dia me ofereceu um dos duzentos títulos de imaginário clube de natação que ele e o empresário Berek Kriger desejavam criar para colocar Curitiba no mapa do esporte brasileiro. Era um castelo no ar. Mas ninguém se arrependeu de ficar dono de uma cota do Clube do Golfinho, que logo virou realidade, com arquibancada, sede social, ginásio, três piscinas – uma de 50 metros, um luxo, na Cruz do Pilarzinho.

 

O Golfinho criou a rotina das clínicas de natação com professores estrangeiros.  A garotada começou a ganhar competições enfrentando as equipes do Curitibano, Circulo Militar, Cefet. E também as de fora –  Fluminante, Paulistano, Minas Tenis Clube.

 

Com o Lar Bom Caminho foi diferente. A entidade assistencial já existia, dirigida por um oficial reformado, que cuidava de rapazes até a hora do serviço militar. Imaginava que ali conseguiriam uma carreira, um curso de sargento, uma aposentadoria como oficial. O grupo de médicos que Julio Gomel reuniu pensava em necessidades mais urgentes. Centenas de recém-nascidos com problemas herdados de pais pobres, muitos com problemas na Justiça. Eram doenças difíceis de tratar. Como salvar um bebê filho de mãe com sífilis ou HIV, sem acesso aos grandes hospitais?

 

Deu certo. Vieram mais médicos, equipes de apoio e doadores. As histórias vividas no Lar dão roteiro de cinema. Provam que cooperação funciona e generosidade não é só uma palavra para enfeitar discurso. Um pouco de criatividade ajuda. Surgiu o Jantar das Estrelas que, durante 17 anos, reuniu no Curitibano famosos chefs da cozinha. Sem cobrar nada, elas produziam jantares de gala e levantavam recursos para fortalecer o orçamento do Lar.

 

Houve doações improváveis, como a do jornalista Candido Gomes Chagas – um cara temido pelas brigas com políticos sustentadas pela revista Paraná em Páginas, com fama de mal humorado. Quem podia imaginar que Candinho tinha um grande coração? Julio sabia, tanto que não se surpreendeu ao ser informado, com a morte de Candido, que ele havia doado grande parte de seu dinheiro ao Lar Bom Caminho. Justamente numa hora em que a instituição passava dificuldade com a chegada da primeira onda de crise econômica.

 

O momento é difícil. No meio de tantos problemas, com a crise econômica que parece não ter fim, como encontrar gente como Julio Gomel para assumir as ações de que a sociedade precisa? Outro atleticano fanático capaz de fazer amizade profunda com o coxa-branca Evangelino Neves? Outro médico disposto a atender de graça os jogadores do rubro-negro – e os amigos deles de outros clubes também?

 

Talvez a solução seja mais uma vez chamar os chefs, convocar a cidade para um novo Jantar das Estrelas.

 

Ninguém é humanitário de estômago vazio.

Posted on 27th julho 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Cuidado! – a qualquer momento podemos cair numa democracia

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hhjhjh A arrecadação dele foi quase toda digital.

 

 

 

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Primeiro foi usado um software de decteção de plágios para descobrir que a mulher de Donald Trump fez um discurso copiado em boa parte de Michelle Obama sete anos atrás.  Que vergonha!

 

Os programas para descobrir plagiários também estão em português. Dê uma olhada no

www.plagium.com/pt/detectordeplagio.

 

Ou passe pelo

www.escritacientifica.sc.usp.br/anti-plagio

 

 

Agora o ActBlue, poderosa ferramenta usada por Bernie Sanders, entre outros, para arrecadar pequenas doações durante sua bem sucedida campanha, está anunciando que o celular é o futuro. Não há melhor instrumento de arrecadação. 74% dos americanos com mais de 65 anos estão conectados à Internet. Entre os jovens dá quase 100%.

 

Sanders é um ótimo exemplo de candidato sem dinheiro que conseguiu fazer campanha de gente grande graças às pequenas doações.

 

Então, não é um futuro distante. Daqui a dois anos, o celular ultrapassará os outros canais de doação online.

 

Especialistas definem o sistema como seguro e sofisticado. As alternativas de contribuição – US25, US50, US75 etcetera –  aparecem na tela do celular. O doador escolhe uma delas. A doação é imediatamente creditada na conta do candidato e lançada em um relatório geral, disponível para os caciques do partido, para a imprensa, para o governo e para o povo em geral. Transparência absoluta.

 

O valor total das doações é transformado em relatórios e gráficos que integram press releases com as notícias sobre a campanha.

 

O Brasil tem tecnologia para colocar em funcionamento sistemas de doação online. Mas no Congresso há muita resistência à mudança. Qualquer mudança.

 

Imagine se o povo começa a contribuir seletivamente – só para candidatos do bem. Isso aqui acaba virando uma democracia.

 

Posted on 21st julho 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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A estrela do plágio na corte

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hjhjhjh Bonita e plagiária.

 

 

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Escrever discursos para outros não é a atividade mais bem remunerada do mundo, a menos que o cliente seja um milionário como Donald Trump. Aí a grana é boa e imagina-se que o escritor anônimo se esforce para produzir um bom trabalho.

 

Então, como explicar o plágio descarado do discurso lido segunda-feira por Melanie Trump, mulher de Donald, que copiou trechos inteiros de um discurso feito em 2008 por Michelle Obama?

 

Minutos após a fala, feita na convenção do Partido Republicano, em Cleveland, o Tweeter disparou a primeira denúncia sobre a escandalosa semelhança entre os dois.

 

No momento, a equipe de Trump luta para diminuir o prejuizo da acusação de plágio, que revela incompetência dos assessores, falta de ética e preguiça intelectual do autor fantasma. Assim mesmo, segundo o New York Times, o candidato garantiu que cabeças NÃO vão rolar.

 

A prevenção do plágio virou uma atividade bem remunerada. Plagiários foram detectados em todas as áreas, principalmente depois que carreiras passaram a ser turbinadas por critérios meritocráticos, entre eles a qualidade e o número de trabalhos publicados em revistas científicas.

 

Cientistas chineses andaram publicando dezenas de pesquisas que reproduziam trabalhos já realizados em universidades ocidentais. Foram flagrados. A descoberta de plágios está cada vez mais fácil. Várias empresas, como a <http://www.ithenticate.com/products>  oferecem serviços para organizações e pessoas físicas.

 

Os preços são relativamente acessíveis. Por 100 dólares é possível verificar um texto científico, jornalístico ou literário de até 25 mil palavras. Um poderoso software pesquisa mais de 60 bilhões de páginas da web, 49 milhões de trabalhos acadêmicos e mais de 105 milhões de páginas de jornais, revistas e livros.

 

Como o plágio escancarado é cada vez mais raro. As pesquisas concentram-se em semelhanças entre textos, porcentagem de palavras ou frases repetidas, tabelas.

 

Em seu blog, a ithenticate  traz artigo de Jonathan Bailey sobre plágios no Trump Institute. Se você tiver um tempinho, merece leitura.

 

Posted on 19th julho 2016 in Sem categoria  •  No comments yet
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Um sem-teto na ópera

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jjkjkj Takesha

 

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Como falta pouco para a eleição e a Boca Maldita foi invadida pelos políticos lembrei de Takesha Meshé Kizart.

Ela é uma das grandes sopranos do mundo. Devia ser jazzista. Sobrinha-neta de Muddy Waters e prima de Tina Turner, tem uma voz de ouro, geralmente colocada a serviço de Giacomo Puccini, interpretando a Tosca.

Consegui  dois lugares na Opera de Frankfurt para o espetáculo. Eram lá no fundo, mas a distância não faz muita diferença, mais importante é ouvir.

Então chegou o cara. Andrajoso, com pavoroso bodum, cabelo grudado, barba por fazer. E odor de quem jamais toma banho e bebe todos os dias.

Um cheirão de derrotar qualquer estômago.

Fui trocar uma ideia com o porteiro. Logo chegou outro funcionário da Noie Oper, com jeitão de gerente.

Ouviram, foram gentis, mas informaram que ninguém, com um ingresso na mão, é barrado na ópera .

E que infelizmente não havia outros lugares. Tudo vendido.

É de entusiasmar o espírito democrático dos alemães. Foi uma pena abandonar a Tosc. E fiquei sem saber onde a senhora do lado de lá e os outros vizinhos tinham comprado o nariz de ferro deles.

 

***

 

Voltamos a Curitiba e à eleição.

Encontrei a sub-secretária de Saúde discutindo a questão da droga sob um cirquinho onde estava escrito Secretaria Anti-Drogas. Um microfone transitava democraticamente pela mão de trinta e poucos participantes.

Como participavam da grande roda representantes da universidade, dos AA e NA, de associações benemerentes, deixa de ser propaganda política.

Mas é estranho  que o interesse pelos sem-teto, bêbados e craqueiros torne-se tão intenso em certas épocas. Uma senhora chegou e avisou, mesmo sem acesso ao microfone:

-Um viciado está em surto ali na esquina. Ninguém vai fazer nada?

Não recebeu atenção. Afinal, o problema era falar da droga e não atender drogados em crise.

 

 

gghhh O debate.

 

 

 

 

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Posted on 11th julho 2016 in Sem categoria  •  No comments yet