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Vista de Delft

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gghghg Os turistas começam a chegar de novo no Mauritshuis de Haia. Apesar das cautelas da pandemia, podem entrar com máscaras, em pequenos grupos, para ver o melhor da Vermeer. Inclusive a Vista de Delft, que os críticos consideram o principal trabalho do pintor.

 

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Um guia explica a qualidade técnica do trabalho. Tudo indica que Vermeer criou sua obra prima usando recursos óticos – possivelmente um telescópio – para capturar todos os detalhes no ano de 1661.

Em outra sala, é possível contemplar a Lição de Anatomia, de Rembrandt.

Na entrada, há uma explicação sobre a ausência do busto de Maurício de Nassau, que construiu o imóvel em 1822 com dinheiro obtido com o comércio de escravos da África para o Brasil.

Entidades de defesa dos direitos humanos exigiram que o Museu informe aos visitantes o caráter de seu fundador. Ao mesmo tempo, organizações culturais insistem na importância de preservar a instituição Mauritshuis.

Afinal, todo mundo, naquela época, tinha escravos. A City de Londres administrava o dinheiro da pirataria. Reis financiavam os navios do pirata Morgan e os aventureiros que roubavam múmias do Egito para o Museu Britânico e para o Museu do Louvre.

Políticos holandeses condenam o esquecimento social da escravidão e do colonialismo científico. Afirmam que o país precisa assumir seu papel histórico na manutenção da escravidão. O fardo é pesado. E fica mais pesado ainda quando a Holanda tem que decidir se aceita imigrantes africanos. E se apoia minorias dentro e fora de suas fronteiras

Posted on 29th outubro 2020 in Sem categoria  •  No comments yet
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Rondó do time sem vergonha, da organizada irada e do treinero endividado

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Cena I

(Sala da presidência do clube. Armários envidraçados guardam os troféu, as medalhas, as fotos autografadas, testemunhas de tantas glórias. Em minha mesa de trabalho, eu,  presidente, aceito mais um cafezinho trazido pelo garção. Livro-me do ar cansado e transmito a ordem que a secretária aguardava ansiosa.)

 

-Ligue para o empresário!

A ligação é feita. Falo para ele vir correndo.

Estamos numa puta crise. A organizada invadiu o CT e pixou os muros: “Pede pra sair, Presidente!”

A oposição começou a falar em impeachment.

Mas não fujo da luta – estou ouvindo o melhor gerenciador de crise do marcado. Dou uma resposta forte e corajosa: demito o treinero.

Papo reto, empresário: preciso de você.

Ele diz: claro, imediatamente. E elogia meu poder de decisão. Faço ar modesto. É isso aí: resposta rápida, providências cirúrgicas, visão estratégica.

Tenho outro treinero. Argentino.

Que traz sua equipe técnica – treinador de goleiros, estatístico gordinho (para parecer com o cara que muda o jogo em Moneyball), psicólogo, avaliador de desempenho, um espião que opera drone. E novos boleiros.

Um é muito bichado, outro muito marrento, mas o terceiro é bom de bola.

Bom mesmo. Um falso nove de 22 anos que lembra o Tostão da seleção de 70. Joga de cabeça alta, dribla para os dois lados, não erra lançamento de 40 metros e está sempre livre para receber. Não é só isso: acerta 87% dos passes, faz média de 0,6 gol por partida.

Holofotes todos na joia, principalmente após um hat trick contra o Londrina. Manchetaço na Tribuna, convite para o Bem, Amigos, espanto nacional com os 12 pontos que o time conquista em quatro jogos. Estou a um ponto do G-4.

A alegria fugaz dura o tempo de um carnaval.

Na Quarta Feira de Cinzas chega o empresário. FDP cúpido, carrega o menino para a Ucrânia.

Não é ganância, sou parceiro, mas temos que aproveitar o momento.

E se um louco quebra a perna dele?

Heim?

 

Cena II

 

Os boleiros custam caro, começa a faltar dinheiro.

Salário atrasado é a maior causa de desconforto muscular no futebol.

Tenho agora um time inteiro de chinelinho, no come-e-dorme,

Hospedado no Departamento Médico.

Mas sou presidente, coragem não me falta, como nunca faltou ao Havelange meu ídolo.

Mando o treinero chamar o sub-20. É sangue novo, raça, solução caseira.

Vêm a primeira derrota. A segunda. A terceira.

Vergonha! Time sem vergonha! Vou te pegar, treineiro!

 

Cena III

 

Meu ataque de coragem persiste. Chamo a rádio, a TV do clube. Aviso ao mundo: o treinero está prestigiado!

Pronto – recebeu o beijo da morte.

De madrugada, cabisbaixo mas com 50% da rescisão na conta, o treinero se esgueira para o aeroporto.

Não é por medo da organizada irada. Teme os parceiros do tunguete que ameaçam quebrar a mão dele se não pagar o que perdeu no pif.

 

Cena IV, Epílogo

 

Crise. Agora estamos no G-4 de baixo.

Intrigas, calúnias, troca de ameaças no whatsapp. Os cornetas se assanham. Um juiz (notório torcedor do time deles) manda penhorar as rendas do clube.

De novo no jornal a lista de conselheiros pró impeachment.

Mas eu continuo presidente. Não renuncio. Não abdico de meus direitos, nem renego meu dever com a camisa mil vezes campeã. Chamo a secretária.

-Ligue para o empresário.

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“Governadora de Santa Catarina evita condenar o nazismo”

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ddsdsds Pela harmonia da família. (Foto Deutsche Welle Brasil)

 

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Este é o título da notícia divulgada na primeira página do site da Deutsche Welle do Brasil, agência alemã de notícias.

Chamou atenção do DW a dificuldade com que a governadora empossada Daniela Reinehr enfrentou a pergunta do repórter Fabio Bispo, do site Intercept Brasil. Ele queria saber se ela concorda com ideias nazistas e negacionistas do Holocausto defendidas pelo pai.

Professor de história, Altair Reinehr relativizou o nazismo em textos.

“Existe uma relação e uma convicção, que move a mim, que chama família. E me cabe, como filha, manter a relação familiar em harmonia, independente das diferenças de pensamento”, disse a governadora empossada. Ela fala no estilo Rolando Lero. como se quisesse homenagear o personagem criado por Chico Anísio.

Ela podia ter dito claramente: “Eu repudio o nazismo.”

Valia até acrescentar: “E amo meu pai.”

Mas não: o Brasil está de um jeito que até condenar o nazismo e o negacionismo do Holocausto ficou difícil.

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A nova Constituição do Chile

 

(Das Agências)

O presidente do Chile, Sebastião Pinera, acompanhado de seus ministros, falou pela TV às 21h de domingo. “Hoje, chilenos e chilenas expressaram livremente sua vontade através das urnas, elegendo uma Assembléia Constituinte, que pela primeira vez terá total igualdade de homens e mulheres, para elaborar uma Nova Constituição para o Chile.”

A constituição atual foi feita pelo ditador Pinochet. A Deutsche Welle, agência de radiodifusão alemã, ouviu experts, que apontaram os principais pontos que devem ser modificados na nova Carta. Entre eles está o sistema previdenciário (aquele que o ministro Paulo Guedes queriam implantar no Brasil), a educação pública e a assistência médica universal.

 

Artigo 19: Estado subsidiário

Embora não com essas palavras, o Artigo 19 estabelece o princípio de subsidiariedade: o Estado se retira do fornecimento de serviços sociais como saúde, educação ou pensões, deixando-os em mãos privadas, para só intervir se necessário.

“A máquina cabe aos privados e, portanto, o papel do Estado é residual. Isso inibiu a legislação sobre muitas políticas públicas que incorporam a solidariedade, por exemplo na saúde e aposentadorias”, explicam especialistas. “A Constituição não só assegura o direito de propriedade, mas a propriedade: tudo se pode comprar”.

Artigo 19, parágrafo 16: sem direito a greve

Os funcionários do Estado e das municipalidades não podem se declarar em greve. “Não conheço nenhum caso de Constituição de uma democracia contemporânea que proíba aos trabalhadores o direito a greve. Boa parte dos sindicalizados do Chile é fiscal ou municipal, e quando entram em greve, é de forma ilegal”, apontam os analistas.

Artigo 32, 65, 74 e outros: presidencialismo excessivo

A Constituição determina um “hiperpresidencialismo, em que o Congresso é muito débil, com muito poucas faculdades”. O presidente tem atribuições amplas e numerosas. Em termos legislativos, tem iniciativa exclusiva para projetos de lei em temas de divisão política ou administrativa do país, e na administração financeira ou orçamentária do Estado.

Se um projeto não é apresentado ou patrocinado pelo presidente, pode dormir eternamente no Congresso; e se o mandatário lhe dá urgência, o órgão legislativo tem 30 dias para avançar a tramitação. “A Constituição outorga ao presidente o controle da agenda legislativa do Congresso”.

Artigo 66: leis de quóruns impossíveis

Para um grupo especial de leis, exige-se um quórum mais elevado para que sejam aprovadas, modificadas ou anuladas. Para as assim chamadas leis orgânicas constitucionais, são necessários “quatro sétimos dos deputados e senadores em exercício”.

Matérias sensíveis, como ensino, serviço eleitoral, o Congresso e as Forças Armadas e policiais, entre outras, pertencem a esse grupo, sendo muito difíceis de modificar. Ainda assim, Pinochet assegurou-se que deixaria sua marca promulgando, um dia antes de entregar o mandato, mais de uma dezena de quóruns majoritários, como o do ensino, que amarraram o sistema.

Outra figura são as leis de quórum qualificado, que exigem a metade dos deputados em exercício mais um. “Nenhuma democracia do mundo exige tais quóruns. Habitual é apenas a maioria dos presentes”.

Artigo 92, 93, 94: Tribunal Constitucional, a “terceira câmara”

O Tribunal Constitucional (TC) tem tamanho poder que foi denominado “terceira câmara”. Entre suas múltiplas tarefas está a de pronunciar-se sobre a constitucionalidade de tratados internacionais e certas leis, antes de sua promulgação ou durante sua tramitação. Suas decisões são inapeláveis.

Isso permite que, apelando ao TC, as bancadas embarguem ou eliminem projetos contrários. “No segundo governo de Bachelet, esse papel negativo foi especialmente notório”, recordam os analistas. “Esse tipo de direito a veto é bem anômalo e não ocorre em quase nenhuma parte do mundo. O TC deveria ser um revisor da lei, depois de ditada, caso produza efeitos contrários à Constituição”, opina o advogado Jorge Claissac, ex-diretor jurídico da Secretaria Geral da Presidência do primeiro governo Bachelet.

Tudo o que atente contra a livre empresa corre o risco de ser declarado inconstitucional, o que impede o avançar de reformas sociais.  “O TC é particularmente conservador e ativista: super-interpreta a Constituição e vai além de sua letra, num sentido conservador. Outros TCs no mundo são ativos em prol dos direitos humanos, mas este o tem sido em defesa dos negócios”.

Artigo 101: segurança nacional e Cosena

As Forças Armadas chilenas não existem apenas para a defesa da pátria, mas por serem “essenciais para a segurança nacional”. O presidente pode convocar o Conselho de Segurança Nacional (Cosena) – integrado pelos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, assim como os chefes das Forças Armadas e Carabineiros (polícia local), entre outros – para que o assessore.

Assim fez o atual presidente, Sebastián Piñera, no começo da crise, o que gerou fortes críticas, pela ingerência militar em assuntos governamentais e o mau sinal de falta de gestão.

Artigo 127, 128, 129: uma Constituição sob cadeado

As reformas constitucionais exigem quóruns tão altos (dois terços ou cinco quintos dos senadores e deputados em exercício, segundo o tema) que são muito difíceis de alcançar. Agora que se discute elaborar uma nova Constituição, o mecanismo não está claro.

O Congresso é o único caminho contemplado. A Assembleia Constituinte, proposta pela oposição, não seria legal: seria preciso primeiro reformar a Constituição e agregar essa fórmula. Tampouco se poderia convocar um plebiscito, pois “não se pode chamar mais eleições ou votações populares do que a Constituição estabelece”.

Lacunas: mulheres, menores, direitos dos povos nativos

Há temas ausentes da atual Carta que deveriam ser incluídos na discussão. “O Chile é o único país da América Latina com povos indígenas, em cuja Constituição eles não têm reconhecimento expresso”. “Tampouco consta o direito à liberdade pessoal, como livre desenvolvimento da personalidade. Só existe a liberdade de se mobilizar”.

Mesmo assim, temas contemporâneos, como a igualdade, também salarial, entre homens e mulheres, ou os direitos dos menores de idade, deveriam ser incorporados à discussão de uma nova Constituição. Segundo os especialistas, esta precisa considerar quem serão seus princípios orientadores. E desta vez o princípio da solidariedade deveria constar do debate.

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O que significa a posição do Armínio Fraga

Está na coluna do Armínio Fraga, economista brasileiro que possui também a nacionalidade norte-americana e é ex-presidente do Banco Central, no governo FHC, na Folha de S. Paulo de hoje:

“Em vários círculos, inclusive no governo, prevalece a posição de que a tributação não pode aumentar. Penso diferente. Eliminar uma série de subsídios injustificáveis e reduzir a regressividade da tributação nos permitiria obter um espaço fiscal de pelo menos dois pontos do PIB.”

 

O que Fraga quer dizer com essa redução da regressividade da tributação? Ele deseja tornar o sistema tributário menos injusto. Quem ganha mais pagará mais impostos, dando um alívio aos pobres que hoje suportam a maior parte da carga fiscal. É isso mesmo?

Laura Romano e Gisele Bossa, no Conjur, explicam o que acontece:

“O sistema tributário brasileiro é marcado pela regressividade, a carga tributária se concentra na tributação sobre o consumo e desconsidera a capacidade contributiva (rendimentos) de quem adquire o bem. No Brasil, quem aufere maior renda suporta menor carga fiscal graças à sua possibilidade de poupar mais e gastar menos.”

As duas pesquisadoras do Núcleo de Estudos Fiscais da Fundação Getúlio Vargas acham que a regressividade é um dos grandes problemas do sistema tributário brasileiro. Com elas concorda o economista Eduardo Moreira, que lançou o movimento “Somos todos 70%”.

Ele defende que devemos cobrar mais impostos dos mais ricos. “Nas pessoas desse grupo, segundo ele, 70% da renda não é tributada, e os outros 30% que são tributados pagam alíquota abaixo do resto do mundo.”

Forma-se aos poucos uma grande frente nacional a favor da justiça fiscal. Contra privilégios (*) colocados na legislação tributária ao longo de décadas pelos lobistas que atuam no Congresso Nacional. O rico não paga um tostão de imposto para ter  iate e jatinho; o pobre é obrigado a reservar dinheiro para o IPVA de seu carrinho.

Boa notícia. Estamos chegando a uma convergência. O doutor Armínio é um porta-voz da elite financeira, que defende uma candidatura “de centro” em 2022. O Eduardo Moreira é um ícone da esquerda light, que vai apoiar um candidato de esquerda. É fantástico: os dois estão falando a mesma língua.

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(*) Privilégio. “Posição de superioridade, amparada ou não por lei ou costumes, decorrente da distribuição desigual do poder político ou econômico.” (Dicionário MIchaelis)

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Pequena tragédia na Rua dos Funcionários

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ghghgg O motorista de bermuda esperou sob a chuva a chegada do socorro.

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Não foi uma chuvinha. Durou duas horas e trouxe mais 35mm para os reservatórios meio secos.

Árvores foram derrubadas pelo vento forte e algumas caíram sobre carros.

Graças a deus o motorista não se machucou quando a árvore desabou sobre seu carro. Mas ligou para o 156 e não aconteceu nada. Só aviso de linha ocupada.

 

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Não vai acontecer nada com o senador da grana na bunda. Somos a pátria do elitismo

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ffghg

 

Um acordão no Senado permitiu ao ex-vice-líder do governo Jair Bolsonaro Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca e entre as nádegas, pedir na terça-feira (20) afastamento por 121 dias.

Com isso, o Ministro do STF Luis Roberto Barroso revogou o ato em que afastava o senador e que poderia acabar em cassação do mandato dele.

Rodrigues continuará como investigado no ar condicionado de casa.  Não é investigado por um deslize qualquer: a polícia diz que ele está envolvido em desvio de dinheiro destinado ao combate à Covid-19 em Roraima. Crime abominável.

A menos que apareçam evidências cabeludíssimas, reassumirá sua cadeira em quatro meses e vida que segue. No Brasil, quem tem foro privilegiado e um advogado caro (ele tem três) pode fazer praticamente tudo sem risco de cadeia.

O nome disso é elitismo. Herança portuguesa.

Na Revista dos Tribunais de 2015, vol.958 (Agosto 2015), Hugo Otávio Tavares Vieira, mestre em Direito e juiz federal da 1.ª Região, escreve que o elitismo está no DNA do Brasil.

As Ordenações Filipinas, transformadas em lei brasileira por D. Pedro I, vigoraram no nosso país até 1916, quase cem anos após a independência. Valiam mesmo após a revogação em Portugal, em meados do século 19.

Eram um monumento ao elitismo. Hugo Otávio cita trechos da lei portuguesa/brasileira e chama a nossa atenção para a ordenação que fala do meirinho-mor (primeiro livro. tít. LVII. caput e item 1):

“O Meirinho Mór deve ser homem muito principal e de nobre sangue, que as causas de muita importância, que lhe per nós, ou per nossas Justiças requeridas, possa bem fazer. (…) E a seu ofício pertence prender pessoas de Estado, e grandes Fidalgos, e Senhores de terras, e tais, que as outras Justiças não possam bem prender (…).”

Apesar do estilo empolado, o espírito da ordenação é claro. “Até mesmo para uma função menor, como a de meirinho, as Ordenações exigiam sangue nobre”.

O autor continua: “O que denuncia elitismo doentio é o fato de que existia um meirinho especial para prender nobres. Em outras palavras, um criminoso nobre não podia ser preso, nem sequer tocado, por um pobre. O malandro nobre só podia ser preso por um funcionário de sua própria estirpe. Isso ia além de uma sociedade aristocrática.”

“Era uma sociedade de castas”, diz o autor.

E continua sendo.

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Drive thru – porque daqui a pouco acaba a pandemia

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kklklk A vida pela janela.

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O Santa Maria valoriza os projetos de investigação. O site do colégio diz que eles “propiciam condições para que as crianças sejam protagonistas de suas aprendizagens, elaborando e investigando hipóteses sobre o ambiente em que vivem. Por meio da investigação, percebem o mundo e as relações que nele se estabelecem.”

Hoje, o projeto importante é o drive thru. Impossibilitados de oferecer aulas presenciais, os professores conversam pela janela com alunos e pais. Não é quebra da quarentena: lá estão as máscaras e o distanciamento; é apenas um momento encantado. Um verifica que o outro não se transformou definitivamente em imagem do Zoom.

Eis a hipótese investigada com sucesso: é possível sobreviver ao isolamento com aulas virtuais e ter um aproveitamento não muito distante do normal. E é uma alegria verificar como aquela professora mais veterana ficou feliz com o resultado dos alunos e, sobretudo, com ela mesma.

Vamos reconhecer: mergulhar de cabeça em toda essa tecnologia foi uma incrível vitória pessoal.

Agora ela consegue tirar o máximo de sua câmera Logitech. Transformou o zoom meeting em zoom class. Sabe usar fundos virtuais. Gráficos e tabelas ficam mais bonitos. Melhora o rendimento do microfone. Acabou a reverberação. E a iluminação está mais certinha.

Aulas remotas, aposto, nunca mais deixarão a escola. Por mais que o mundo volte ao normal.

 

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Noel, Mônica e tamborim

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gghghghg Assisti ontem à live de Mônica Salmaso com a turma reunida pelo Roberto Menescal. Super qualidade. Canta para o computador como se estivesse enfrentando a plateia do Paiol. Aqui, em 2014, perto do Natal, Monica homenageou Noel Rosa. O espetáculo trouxe a Curitiba 17 das mais de 250 composições feitas por Noel ao longo da sua curta carreira. No palco. o grupo Companhia Ilimitada usou instrumentos tradicionais e alguns não convencionais.  Foto AFSJ.

 

 

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