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Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
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Um ato de coragem

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hhkhkh A serviço da estagnação social. (Imagem Wikipedia)

 

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Parabéns, você nos eleva desde 20 de setembro de 1853. Faz 165 anos que Elisha Graves Otis adicionou seu freio de segurança às plataformas usadas para a construção de prédios.

Recebeu poucas encomendas até maio do ano seguinte. Então, em Nova York, chamou jornalistas e grande público e deu um show de audácia. Subiu vários andares e mandou cortar com um machado o cabo que sustentava o elevador. O freio entrou em ação após dez centímetros de queda. O elevador parou. Uau!

O freio de segurança estava aprovado e a família Otis ganha dinheiro com ele até hoje.

A humanidade tem sentimentos ambíguos sobre o elevador. Orgulho pela vitória da tecnologia. Vergonha porque um veículo tão útil remanesce como testemunha da discriminação social. Imagine se o dia outro Elisha, reúna a imprensa e tente arrancar aquela placa onde está escrito: elevador de serviço.

Arrancam o escalpo dele.

As cidades tentam preservar seu maior símbolo de desigualdade. Pets e serviçais não sobem ao lado dos cidadãos de bem.

Mas a reforma fatalmente virá. De início, a pretexto de baixar a conta da eletricidade.

Depois, descaradamente, para afirmar que ninguém deve usar os avanços da técnica em detrimento de seus semelhantes. Proprietários, locatários, o pintor, o eletricista, o cara da banda larga, o marido de aluguel, cachorros e criados – todos devem ser iguais perante a Otis.

 

 

 

Posted on 19th setembro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Brizola e a arte da repetição

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ghghgSe a Rede Globo for a favor, somos contra: se for contra, somos a favor.”  

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Por que alguns discursos soam melhor do que outros? Porque usam com mais habilidade as ferramentas da retórica. Uma das melhores é a repetição.

“A guerra só será abolida através da guerra.” (Mao Tse-tung)

“Só se acaba com a violência com violência maior.” (Jair Bolsonaro)

Cada um deles produziu a sua anadiplose, instrumento de persuasão que se forma quando a mesma palavra está no começo e no fim da frase.

A anadiplose, como outras figuras de retórica, vive da boa memória e do senso de oportunidade do orador. Aquele “canalhas! canalhas! canalhas!” do Requião é uma epizeuxe, prima irmã da anadiplose. Saiu bonita da tribuna do Senado. Achei outro exemplo de epizeuxe, menos belicoso: “…e eu vos darei tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo …”
(Machado de Assis. Histórias sem Data, p.6)

Repetições fizeram a fama também de Winston Churchill: “Nunca ceda, nunca ceda, nunca, nunca, nunca – em nada, grande ou pequeno, maiúsculo ou insignificante – nunca ceda exceto para as afirmações de honra e bom senso.”

Em matéria de persuasão ninguém foi melhor nem é mais atual do que Leonel Brizola: ““Nós queremos um regime que não seja apenas da raposa, queremos um regime da raposa e da galinha, onde existam espaços para os dois.”

 

Posted on 8th setembro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Aonde a violência nos leva

“Receio as agressões físicas. Já pensou surgir um cadáver?

“A história revela que quando um cadáver surge a coisa degringola”, disse em março de 2016 o ministro Marco Aurélio de Mello. 

Na época ele se preocupava com as manifestações da militância do PT, que reagia à condução coercitiva de Lula pela Polícia Federal.

Cuidado em dobro deve-se ter agora, após o atentado contra Jair Bolsonaro, escreve Carla Jimenez em El País. “Para que o candidato continue competitivo na disputa  será preciso ponderar bem o eixo que se vai adotar. Ainda que a exposição deste momento o favoreça, as provocações que o candidato protagoniza não vão desaparecer da mente de quem já o rejeitava.”

Posted on 7th setembro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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SUS SALVA BOLSONARO POR R$ 367,06

Quando as equipes do Sirio Libanês e do Albert Einstein chegaram a Juiz de Fora para disputar a honra de salvar Bolsonado, ele já estava salvo.

Foi atendido pela equipe da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. O cirurgião vascular Paulo Gonçalves de Oliveira Junior localizou e estancou a hemorragia. Vai receber do SUS R$367 pelo trabalho.

 

 

 

Posted on 7th setembro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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O atentado

“O Brasil, de certa forma, é o Museu Nacional. E Bolsonaro é o incêndio.”

Nada supera, no meu entender, a análise feita pelo Fernando de Barros e Silva na revista Piaui. O atentado divide a campanha presidencial em dois momentos – antes e depois de Juiz de Fora.

O autor teme de a violência aumente. Existe “perspectiva de que a agressão ao presidenciável venha desencadear manifestações assemelhadas.”

 

 

Posted on 7th setembro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Casada, adúltera e violenta

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hhkhkh Quem apanha não esquece.

 

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Dia 7 de outubro tem eleição, uma eleição casada. Serão escolhidos presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados. Em 1994, quando Fernando Henrique derrotou Lula pela segunda vez, o senador Pedro Simon avaliou: “Não foram eleições casadas; foram eleições adúlteras – as mais adúlteras da história!”

A traição foi geral. Fernando Henrique venceu onde o candidato do PSDB a governador perdeu. Lula perdeu onde o candidato do PT venceu.

A eleição tinha sido federalizada. A maior parte do dinheiro estava nas campanhas presidenciais. Os candidatos ao governo e ao congresso trataram de fazer suas próprias alianças. Era o descasamento.

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Na eleição de 2018, além da federalização, há o efeito Lula.

Isolado em seus 15 metros quadrados da Polícia Federal, martirizado pelo Judiciário e pela grande mídia, o ex-presidente padece as pequenas maldades da juíza Lebbos, enquanto Aécio Neves e outros acusados disputam vagas ao Senado e à Câmara. O martírio, sabem todos, é o melhor atalho para a santidade. Lula poderá repetir  Getúlio Vargas, em 1946.

Do exílio de São Borja, o presidente deposto pediu ao eleitor para eleger o general Eurico Dutra, do PSD, contra o brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN. O general era um poste. Tinha alguma experiência de caserna e nenhuma de palanque. Além disso dizia “voxeis” em vez de vocês. Conseguiu 55% dos votos contra 34% do adversário. Getúlio voltou e o resto está na história.

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Existe ainda a questão da violência contra os professores. Saiu até no New York Times. Você não lembra em quem bate, mas quem apanha não esquece o agressor. Naquela tarde rude e perigosa subiram no palanque dos professores Gleise Hoffman, Roberto Requião e a vice-prefeita Miriam Gonçalves. Não se sabe em que medida a memória da batalha do Centro Cívico beneficiará os três.

Ou, pensando no outro lado, ninguém avalia quanto as fotos prejudicarão as candidaturas de Beto Richa, Cida Borghetti, Fernando Francischini. E talvez de Ratinho Júnior, que era secretário de Beto e ficou na dele. Um pedido de demissão naquela hora valeria hoje uns cem mil votos.

O eleitor talvez não lembre outros personagens agora candidatos. Michelle Caputo era Secretário da Saúde, Flavio Arns, Assessor de Assuntos Estratégicos e Silvio Magalhães Barros, Secretário de Planejamento.

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hhkhkhkh O MP abriu inquérito. Sobrou para o comandante da PM, que se demitiu.
Posted on 4th setembro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Sobre duas rodas é melhor.

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hjhjhjh Obras por toda a parte. É a super highway das bicicletas. (As fotos são do autor.)

 

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Cycles Super-highways são rotas ciclísticas que correm da periferia para o centro de Londres. As bicicletas seguem em canaletas próprias, separadas dos automóveis e caminhões,  cortando toda a cidade. Um caminho seguro e mais rápido para chegar ao trabalho.

O prefeito trabalhista Sadiq Khan está investindo 770 milhões de libras, mais de quatro bilhões de reais, para melhorar a vida dos ciclistas. Quer transformar a bicicleta em meio de transporte “óbvio” para todos os londrinos.

A primeira parte, a Cycle Super Highway 5, está concluída.

Apesar disso, Rowan Moore, do Guardian, escreve que o projeto ainda é “uma supertarefa”.  As super-highways têm o potencial de mudar o espírito e o caráter da capital e de outras cidades que seguirem o mesmo caminho, bem como tornar o sistema de transporte delas mais limpo, mais saudável, mais seguro e capaz de lidar com a crescente pressão do número de passageiros.

Podem também – conclui Moore – provar que o antigo prefeito conservador Boris Johnson “foi capaz de fazer ao menos uma coisa certa.”

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Johnson é ciclista, pertence à subcategoria dos que gostam da emoção. Enfrente carros e caminhões no tráfego pesado do centro sem capacete. Se adotasse a proteção, explicou ao Economist, “seria denunciado como medroso, um vendido ao lobby da segurança.”

O antigo e o atual prefeitos sabem que o problema está nos velhos ônibus vermelhos de dois andares e nos taxis. São 8.300 veículos antigos espalhando dióxido de nitrogênio pela cidade. E 32 mil taxis também com motores diesel.

As bicicletas entram em cena 1) para acelerar a transformação das frotas poluentes por veículos elétricos e para descongestionar as ruas; e 2) para provocar brigas no trânsito porque as obras atravancam as ruas e retardam os automóveis.

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gghghghg Trânsito lento irrita os motoristas.

 

 

 

 

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Posted on 25th agosto 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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O parque é do bairro. Fecha na hora que a gente quiser

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Salvando o verde do centro da cidade.

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EC1 significa  Easter Central post code área. (Há também EC2, EC# e EC4). Engloba Inslington e  bairros de classe média no norte de Londres. É central mas longe do centrão, aquelas ruas superpovoadas por multidões de turistas.

Fortune Street Park faz parte de uma dezena de parques semi-públicos administrados pelos moradores do bairro. São mantidos por instituições de caridade e pelo City Bridge Trust – braço bondoso da City, que é o centro da maior rede de paraísos fiscais do mundo.

O parque é semi-público porque, quando termina o movimento, um funcionário da instituição de caridade que o administra fecha os portões. A hora varia. Pode ser às seis da tarde no inverno ou às dez da noite no verão.

Fica ao lado do centro cultural Barbican, que todos admiram. Por perto há mercados, muito comércio de rua. Da EC1 é possível chegar à pé aos hotspots. E também há ônibus, underground, ciclovia.

Viver aqui não é barato, também não é caro. Os alugueis estão 10% mais altos que a média de Londres.

Os brinquedos são simples, atraentes, engenhosos. Adultos estão por perto. Conversam nas mesas de madeira rústica, abastecida de sucos, café e granola.

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gghghghg Os pássaros mais comuns por aqui são o rouxinol, o coleirinho e o picapau.

 

 

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jjkjkjkj Para o morador daquela casa ali, o parque é também quintal. O nome nasceu com o Fortune Theatre, do século 16. Contemporâneo do Globe Theatre, de Shakespeare.
Posted on 24th agosto 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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A moda é ser paleo

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Corredores largos, pé direito altíssimo..

 

Descobri que sou paleo no Whole Foods.

Paleo vem de paleolítico, gente que procura comer como o homem das cavernas – raizes, carne, peixe, nozes, castanhas e frutas.

O mercadão norte-americano invadiu a Europa e faz sucesso também entre veganos e onívoros.

Sete enormes espaços em Londres.

gghghghg

Gostei dos sofás.

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Posted on 22nd agosto 2018 in Sem categoria  •  No comments yet