Outra doutora Virginia

Está na manchete do Correio Braziliense online:

SAUDE AFASTA MÉDICA E APURA MORTE DE PACIENTE

“Uma senhora sofreu enfarte e foi levada pelo Corpo de Bombeiros para o hospital de Ceilândia, em Brasília.”

“Uma das médicas plantonistas, doutora Virginia Pimentel, alegou ser impossível atender a mulher, o que provocou um bate-boca com os socorristas. A vítima, Carmovina José Gonçalves, 57 anos, morreu no hospital e os envolvidos foram parar na delegacia. A médica foi afastada pela Secretaria de Saúde.”

“Segundo o delegado que atendeu o caso, Celizio Espíndola, da 23ª Delegacia de Polícia, o desentendimento aconteceu por volta das 18h. No Boletim de Ocorrência, registrado às 20h40, consta que o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender uma vítima de ataque cardíaco, no Setor O. Os militares levaram a mulher para o HRC e, ao chegarem lá, foram informados pela doutora Virgínia de que não havia profissionais para fazer o atendimento. A médica teria informado que o hospital havia emitido alerta sobre a impossibilidade de receber pacientes em estado grave.”

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Era só chantagem

.

hjhjhjhjh

Bom só para as montadoras.


.
.
.
Manchete do Globo de hoje:

INCENTIVO A CARROS TEVE IMPACTO DE O,02% NO PIB

Para o governo, era uma estratégia para impulsionar o crescimento da economia; para as montadoras, a condição para não demitir trabalhadores em um ano de pequena criação de empregos.

O Produto Interno Bruto cresceu apenas 0,02%. A expansão do mercado de trabalho foi de 0,04%.

Estudo de professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que o setor automotivo recebeu desoneração de R$ 8,3 bilhões, 53,4% do total concedido entre 2010 e 2014. Para Anfavea, imposto menor elevou vendas.

E aumentou os engarrafamentos.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

A turma do down hill

.

jkjkjkj

.


.

jkjkjk

.

.

klklklkl

.

.
.
MAIS UM DESLEGADO DA COPA

Por ordem da Fifa, acabaram com a pista de skate da praça Afonso Botelho, em frente ao estádio do Atlético. Ontem, os participantes (mais de 30 mil) do Go Skate Day, realizado na praça Nossa Senhora de La Salette, pediram à Prefeitura a restauração da pista e a construção de mais oito que foram prometidas no ano passado.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Exóticas e abundantes

.

ghghghgh

Não há superpopulação.


.
.

Há carpas (cyprinus carpio) demais no parque São Lourenço, diz meu amigo pescador que mora ali perto. A informação é contestada pela Secretaria do Meio Ambiente. É só uma falsa impressão.

As comportas do lago foram abertas quinta-feira, após um alerta da meteorologia sobre o perigo de fortes chuvas. Baixou o nível da água. Meu amigo achou que tinha carpa demais.
.

ghghghgh

Não é proibido alimentar peixes e gansos.


.
.
A carpa é um peixe exótico (veio da China), muito voraz. Onde se multiplica, coitado do lambari.

A propósito: o lago do Passeio Público está um deserto de carpas.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

O NYT pede legalização da maconha

.

jkjkjkjkj

.

.

Com uma série de editoriais que começou a ser publicada neste domingo (27) em sua versão impressa, o “New York Times” assumiu a defesa da legalização da maconha pelo governo federal — e a Folha de S. Paulo reproduziu a notícia em primeira página. É um importante marco no debate nacional sobre o tema. O jornal se torna o maior do país a assumir tal posição.

“O governo federal deve revogar a proibição à maconha”, crava o editorial.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

O nome do filme é Devil’s Knot. Tradução: Sem Evidências. Brincadeira, né?

.

hjhjhjh

Boa atriz gastando talento em um filme devagar.


.
.

Começa com o título mal traduzido. Continua com a história arrastada.

Um filme de tribunal não precisa ser chato. 12 Homens e uma Sentença, (1957) dirigido por Sidney Lumet, com Henry Fonda no papel de advogado, era ótimo.

O aplaudido diretor canadense Atom Egoyan perde muito tempo para contar aquilo que você saca na primeira cena.

A história: Em 1993, três crianças de 8 anos de idade foram assassinadas em West Menphis, Arkansas, no que parecia ser um ritual satânico. Três jovens são acusados do crime e condenados à prisão perpétua. Após 18 anos na prisão retornam à liberdade devido a um acordo, obtido após uma prova de DNA colocar em dúvida a sentença condenatória.

Damien Echols, Jessie Misskelley Jr., e Jason Baldwin ficaram conhecidos como Os Três de West Memphis e foram assunto de dois documentários da HBO, vários livros e incontáveis páginas de jornal e revista. O caso virou sinônimo de polícia incompetente, promotoria ultra-zelosa e histeria coletiva pressionando um juiz pusilânime.

Se você aprecia o trabalho de Reese Witherspoon e Colin Filth vá até lá. Mas não esqueça de pedir desconto.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

No tempo do cinema de rua

.

fgfgfgf

Cine Luz, na praça Zacarias.


.
.

Era uma cidade iluminada. À noite as moças iam passear no centro. Famílias ocupavam praças e cafés, uma alegria só. Curitiba tinha um cinema em cada esquina – e todos sucumbiram ante a covarde concorrência dos cinemas de shopping center.

Quer começar por onde? Proponho iniciar a viagem aos anos 80 pelo ponto mais improvável, a perigosa rua Saldanha Marinho, de proxenetas e prostitutas e drogados e mendigos. Lá existia o Cinema I, responsável por bons lançamentos europeus.

Na quadra abaixo, a mal falada Cruz Machado, havia o Cine Condor. Na esquina da Ermelino de Leão, o Cine Lido, que ainda sobrevive como cinema pornô. Mais abaixo, na Candido de Leão, o Arlequim, projetado pelo arquiteto Fernando Carneiro.

Na Boca Maldita, então Cinelândia, estavam o Opera (também da família Carneiro) dos musicais da Metro, o Avenida, o Palácio, que depois virou Cine Astor, com entrada pela Voluntário da Pátria.

Na Praça Osório, por onde passeava o Osvaldinho, estava o Cine Plaza, hoje transformado em igreja evangélica.

Na Emiliano Pernetta o Rivoli e, virando a esquina da Westphalen, o São João. Na Zacarias, o Cine Luz, com sua bela arquitetura art decô.

Na Barão do Rio Branco, o imenso Cine Vitória, com mais de 2.000 lugares, hoje transformado em Centro de Convenções sem grande futuro por falta de estacionamento.

Havia também Gloria, o Scala na Mateus Leme, antigo Teatro Hauer. E o Cine Morguenau, na Souza Naves. E o Guarani, no Portão. E o Ribalta, no Bacacheri.

Não estou nem falando do Cine Santa Maria, de grandes filmes de arte, com direito a debate. Nem no cineminha da Biblioteca Pública do Paraná, que merece um enorme post separado.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Saudades do Cine Passeio

.

hjhjhjh

Por enquanto vai ficar no projeto.

.
Saudades de 2012. Curitiba tinha dinheiro para construir duas salas de projeção, espaço para cursos, área de convivência, um café, uma biblioteca e até um cineminha ao ar livre na cobertura do Cine Passeio.

Ficava na esquina da Riachuelo com Carlos Cavalcanti esse Cine Passeio de saudosa memória – se é que se pode ter saudade de uma coisa que nunca existiu. Ou melhor, que só existiu no projeto do IPPUC para reciclar o antigo quartel do Exército.(Clique abaixo para ver o projeto).

No caixa da Fundação Cultural de Curitiba estavam 80% dos 3,5 milhões de custo orçado. O dinheiro veio através da lei do potencial construtivo.

A antiga presidente da FCC, Roberta Storelli, chegou a esboçar o edital de licitação para a obra. A conclusão era prevista para o primeiro semestre de 2014. O Cine Passeio ficaria pronto para a Copa do Mundo.

Mas, como lembram sempre os professores de Direito, a sucessão é no patrimônio, ou seja, no ativo e no passivo. O herdeiro deve assumir as dívidas do hereditando.

No caso de Curitiba, o legado foi negativo. O dinheiro do Cine Passeio bancou a Fan Fest.A herança da Fan Fest (e da Copa do Mundo) foi um buraco do caixa da Fundação Cultural.

.
cine-passeio

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Napoleão em Elba

.

hjhjhjhjh

Artistas amadores encenam a chegada de Napoleão em Elba em 1814 (Foto NYT).

.
.

Estavamos à toa rodando pela Toscana quando apareceu no mapa a ilha de Elba. Foi o jeito, porque o hotel de Roma só estaria disponível dali a três dias e na Europa o mundo é mau para quem não tem plano de viagem bem organizado.

De Siena para Porto Ferraio é um pulo. O ferryboat geralmente espera no porto com a enorme garagem aberta. Filas só no pico do verão e andam rápido. Ceu azul. Há tempo para tomar um suco no deck enquanto os vinte quilômetros são vencidos.

Elba nunca está nos projetos dos viajantes erráticos. Devia estar, principalmente agora que a ilha em festa comemora 200 anos da chegada de Napoleão e seus 400 cortesãos de alto nível. Além aspones e puxa-sacos de praxe, havia na comitiva imperial muitos arquitetos, engenheiros, geógrafos, professores, astrônomos, médicos.

A história de Napoleão em Elba é rápida. Celestine Bohlen conta no New York Times de hoje que o exílio do imperador não durou mais do que dez meses. Começou no dia 4 de maio, com a chegada da caravana colorida.

No dia seguinte ele começou um projeto para colocar Elba no mapa do mundo. Com energia incrível foi transformando o pequeno reino/prisão. Construiu estradas que estão lá até hoje. Introduziu latrinas e sistemas de irrigação para plantar novas colheiras. Reorganizou o hospital, ergueu um observatório astronômico e – providência menos popular para a população de 13 mil – criou novos impostos.

Nesse brevíssimo tempo Napoleão também inaugurou um teatro e trouxe – ao lado de sua mãe Letícia, da irmã Pauline e, por um breve período, da amante polonesa Maria Walewska – um senso de estilo e de savoir vivre desconhecidos.

A história de Napoleão em Elba praticamente nos obriga a uma comparação com as obras da Copa, iniciadas em 2007 e metade vergonhosamente inacabadas. O quê aconteceu em Elba que não deu certo aqui?

Melhor nem tentar entender. Napoleão era Napoleão, Aldo Rebelo é Aldo Rebelo.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Dona Lucia e o aprendiz de feiticeiro

.

jkjkjkj

Faltou Dona Lucia.

.
.
Carlos Alberto Parreira não é mais um bom técnico de futebol.

Ficou superado.

Mas ainda é um estudioso de marketing político, management, crisis communication e todos esses assuntos de publicitários, lobbyistas e consultores de empresa.

Ao contrário de Felipão, que é monoglota, Parreira fala inglês com razoável fluência. Gosta de ler as novidades, entre elas o modo como os marqueteiros usam depoimentos de pessoas simples do povo para ilustrar um ponto de vista do candidato.

O time do Obama é campeão nisso.Veja aqui como são usados os depoimentos de pessoas comuns.

Uma senhora do interior escreveu ao Presidente sobre a falta de dinheiro para pagar o plano de saúde. “Vou morrer sem médico”. A senhora ajudou Obama a comover a nação e garantir votos no Congresso. Era uma mensagem poderosa, escrita em linguagem simples e direta.

Mais tarde, para sancionar o projeto, a senhora foi trazida à Casa Branca com a família para ornamentar um auditório escolhido a dedo. Serviu de fundo para o discurso de Obama, foi entrevistada pelas televisões, ganhou seus 15 minutos de glória.

A diferença entre ela e a Dona Lucia do Parreira é que Dona Lucia não apareceu, não deu endereço, está inacessível aos jornalistas.

Deveria estar acessível. Porque Dona Lucia escreve muito bem. Coloca pontos e crases no lugar certo. Uma raridade entre as admiradoras do Professor Felipão. Veja esse trecho da carta (email) dela:

“Professor Felipão,
Acabo de ver a coletiva dada pelo senhor. Mais uma vez vi diante da câmera um homem íntegro e corajoso falando à nação. Fiquei muito triste ao constatar que o ser humano, muitas vezes, é de uma crueldade sem limites. Tive esse sentimento ao ouvir um jornalista lhe perguntar sobre uma possível dívida do senhor com a nação brasileira. E o senhor mesmo sofrendo mais do que qualquer um ali, com sua humildade peculiar, deu uma resposta verdadeira e coerente. Parabéns.”

Dona Lucia – essa brasileira que argumenta tão bem – não existe. E o manual de marketing ensina que personagem inventado desmoraliza candidato e no nosso caso derruba a comissão técnica.

Parreira é aquele aprendiz de feiticeiro que pegou a varinha do bruxo e errou as palavras mágicas.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário