Devo publicar fotos das crianças na rede social?

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O perigo está na tela.


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Há uma discussão importante sobre o futuro da privacidade no New York Times de hoje. Amy Webb, fundadora do Webbmedia Group, escreve “Dê às crianças uma chance de privacidade.”

As trocentas agências do governo norte-americano (e dos outros governos) estão colocando as fotos de nossos filhos e netos em suas bases de dados. Cientistas trabalham em sistemas cada vez mais precisos de identificação fisionômica. Nos próximos cinco anos rostos vão substituir senhas e assinaturas digitais.

Não é futurologia, é pra já. Mas há gente que não se importa.

Penn Holdernessm sócio gerente e diretor de criação da Greenroom Communications, garante que está pouco preocupado com as fotos de filhos que coloca nas redes sociais. E muito atento ao lixo pornográfico que se espalha por toda internet.

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Os que se banham na glória refletida

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Cuidado, Coxa! Pessimismo pesa – e se pesar um pouquinho mais as arquibancadas do Couto Pereira podem se esboroar como o templo de Dagon.

Perder não é desculpa para pessimismo. É motivo para consertar esse time que não acerta passe, perde gol feito, esqueceu a garra.

Claro que eu torcedor tenho um buraco no peito. Ele doi. Mas não vou sofrer antecipadamente a gozação do meu amigo atleticano, nem enterrar a cabeça na areia como avestruz.

Vou vencer a síndrome das derrotas. Entender que, na primeira vez, o adversário ganhou porque era melhor. Então um torcedor berrou, irado: “Estamos perdidos, esse timinho não ganha de ninguém!”. Todo mundo concordou sem perceber que esse Brasileirão está cheio de timinhos, nunca houve tantos cabeças de bagre na primeira divisão.

No jogo seguinte, o Coxa perdeu para ele mesmo.

Psicólogos liderados por Robert B. Cialdini realizaram estudo pioneiro em que foi descoberta uma tendência maior de estudantes torcedores de times universitários de futebol americano de portar camisas e materiais do time para o qual torcem após uma vitória do que após uma derrota ou empate. Após vitórias, os estudantes também usam mais o pronome “nós” ao referir-se ao time, como se estivessem tornando-se parte do grupo. Entende-se esse fenômeno, denominado “banhar-se na glória refletida” (basking in reflected glory, ou BIRG), como um modo de melhorar a imagem pública individual.

No caso de derrota, além de recusarem a identificação com o clube torcedores procuraram causas externas para o desastre. A presença “deles” (cartolas, jogadores mercenários, empresários oportunistas, apostadores capazes de corromper o árbitro) provocou a derrota. Eliminá-los é urgente.

Esse pensamento facilita as coisas. O torcedor tem para onde transferir a vergonha, a perda de autoestima. Mas colocar a culpa “neles” nem sempre é fácil. “Eles” são muitos, provavelmente têm força, certamente vão reagir. Melhor individualizar o réu.

No caso do desastre coxa branca, o bode expiatório está sendo escolhido. Um grupo opta pelo técnico Celso Roth, que não consegue injetar ânimo, nem técnica, nos jogadores.

Adianta mudar de técnico? Marcelo Oliveira foi dispensado depois de levar o Coxa a dois campeonatos e duas finais da Copa Brasil. Em 2011 o Coxa foi campeão invicto – 20 vitórias e dois empates. Marcelo está completando 100 jogos à frente do time do Cruzeiro em grande estilo. Lider do Brasileiro, ganhador da Libertadores, acaba de vencer por 3 a 0 o Santos de Robinho. Podia continuar no Alto da Glória por mais vinte anos, feito Alex Ferguson no Manchester United. Lembrem-se que o êxito do treinador inglês é em grande parte atribuído ao seu mote: “Nenhum jogador é maior do que o clube”.

Outros miram mais alto, no presidente Vilson Ribeiro de Andrade. Recentemente em evidência, chefiou a delegação da CBF que disputou a Copa do Mundo e conquistou para o Brasil aquele inesquecível 7 a 1. Mas Vilson incompetente não é. Também não é um pé-frio. Foi ele que trouxe o Coxa de volta à divisão principal, após o desastre de 2009. Arrumou (melhorou) as finanças do clube, reorganizou a administração, conseguiu uma posição na hierarquia do futebol brasileiro.

A derrota é um vírus altamente contagioso, pega que nem Ebola, por isso é urgente por alguém de quarentena. Proponho a quarentena do Torcedor Irado. Esse cara que tem cadeira cativa no estádio, exerce fulgurante cornetagem mas, no fundo, detesta futebol. Gosta mesmo é de reclamar da escalação, de apontar interesses inconfessáveis na compra de jogadores, e reclamar dos altos salários que o clube paga em troca do futebolzinho que se viu domingo.

O Torcedor Irado adora se banhar na glória refletida, mas não contribui para melhorar o clube, o time, nem o futebol em geral. Estou certo que, durante a quarentena, vai refletir sobre sua relação com o esporte e com o Coxa. E provavelmente entregar as cadeiras cativas ao filho e ao genro. Iniciará um programa de caminhada para diminuir a barriga, tonificar o músculo cardíaco e melhorar suas relações com o mundo. Porque a ira é o caminho mais curto para o Purgatório.

Quanto aos outros, que vociferam desde o apito inicial, não custa lembrar o que disse o Walter Lippmann sobre as unanimidades, principalmente as unanimidades negativas: “Quando todos pensam igual, ninguém está pensando muito.”

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A terrível semana dos pais

Primeiro, aquela lua cheia de lobisomem.

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Depois, o shopping vazio, como se todo mundo tivesse fugido com medo do bicho.

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Aí, o acidente de Santos. Sem Eduardo Campos uma parte do eleitorado ficou sem norte. Porque Marina Silva não serve para norte.

Marina é sul.

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Apetite eleitoral

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Hoje em Osasco, Dilma mordeu um cachorro quente com fome de candidato a vereador. A foto da Dilma popular tem um lado positivo para a candidatura. E um negativo. Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão

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Lembrou o Candidato Cao Cao, do Bezerra da Silva. A letra diz

Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições (3x)

Fez questão de beber água da chuva
Foi lá no terreiro pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Mais ele não se deu bem
Porque o guia que estava incorporado
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar

Cliqui para ouvir:
https://www.youtube.com/watch?v=vPqfOTxEcDY

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De Jorge Furtado. Tão bom quanto Ilha das Flores

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Não se deve perder.


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Impossível deixar de assistir a esse Mercado de Notícias, que discute o jornalismo brasileiro com depoimentos de figuras referenciais como Janio de Freitas e Mino Carta, ao lado de profissionais que migraram do jornal para a TV, como Geneton Moraes Neto e Renata Lo Prete, e outros nomes importantes.

Partindo desses testemunhos, o filme debate o Brasil e conta a saga do jornalismo em tranformação – era de papel, será da internet. Reforça a idéia de que a notícia é uma commodity indispensável à vida em sociedade, que não vai morrer como o Correio da Manhã, Ultima Hora, Diario de Notícias.

Eis a pauta: o nascimento da notícia, a fonte, o off, o repórter, a edição e a comercialização da notícia, que é feita hoje mais ou menos nos moldes apresentados por Ben Jonson, na peça O Mercado de Notícias, de 1626. Logo depois de Gutemberg as fofocas e os fatos do dia, segundo a comédia do escritor inglês quase tão grande quanto Shakespeare, eram mercadejadas em praça pública e serviam a quem tinha dinheiro para comprá-las.

O filme de Jorge Furtado – autor do premiado documentário Ilha das Flores – nasceu na Casa do Cinema de Porto Alegre, em colaboração com Giba Assis Brasil (montagem). A professora Liziane Kugland é co-roteirista. Ela e Furtado traduziram a peça de Ben Jonson.

Tão bom quanto o filme é o site www.omercadodenotícias.com.br, que oferece na íntegra depoimentos dos dez jornalistas que depõe para as câmeras.

Vale a pena dar uma lida nas matérias do blog da Casa do Cinema de Porta Alegre, e prestar bastante atenção no post de Giba Assis Brasil intitulado “Montagem e Metáforas”. Um trecho: “ Ao ser perguntado como conseguia transformar um bloco de mármore na estátua de um cavalo (ou de um anjo), Michelangelo teria respondido algo como “É fácil. É só tirar do mármore tudo que não for cavalo”.

No filme, Jorge Furtado e Giba Assis Brasil tiram o que não é bom de 20 e tantas horas de depoimentos e oferecem uma escultura veraz e paradoxalmente otimista do jornalismo em crise.

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Curitiba dos idosos

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Não sabe onde está seu avô? Vá procurar no baralhinho da tarde do Passeio Público.


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A expectativa de vida é de 75 anos e vai aumentar para 85 até 2060, quando o número de brasileiros acima de 65 anos deve quadruplicar.

A estimativa faz parte de uma série de projeções populacionais baseada no Censo de 2010 divulgadas pelo IBGE.

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Até o Expresso das 15h está superlotado

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Quando um expresso encosta no outro, como aqui na João Gualberto, está pedindo metrô urgente.

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Não adianta insistir com o BRT. O sistema baseado em pneus pode transportar 20 mil passegeiros por hora, contra até 80 mil do metrô.

Por isso, o expresso das 15h – um periodo de demanda relativamente baixa – anda em caravana e assim mesmo fica lotadíssimo. No ligeirinho para Santa Candida o aperto é ainda pior.

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A campanha está na rua

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Pedalam por mim.


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Folclórico, ele ficou famoso ao fazer campanha numa bicicleta com equipamento de som. Isso foi em Bituruna, onde trabalhava como cabo eleitoral para a família Rossoni.

Possui um gênio complicado. Eleito vereador, teve atritos com metade dos colegas.

E não é muito bem informado sobre o que acontece no país. Cassado por desacato a um funcionário do Tribunal Regional Eleitoral, discursou: “O Brasil é injusto. Aqui ninguém cassa corrupto.” Justamente após o julgamento do mensalão, que cassou e prendeu 16 reus de vários partidos.

Agora, após um acidente, o Professor Galdino contratou um funcionário para pedalar por ele. O ponto de venda dele consistia em pedalar em busca de votos. Está usando as pernas alheias para pedir uma vaga na Assembléia Legislativa.

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Não se preocupe, a verba é da Dilma

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Noite de domingo.


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Há gente reclamando porque a prefeitura vai gastar 2,2 milhões para reformar a Praça de Espanha.

A praça merece um tratamento de beleza, é o melhor agito do centro da cidade. Além disso, o município informa que, do caixa, sairão apenas 175 mil reais. O resto é dinheiro do governo federal para incentivo do turismo.

A praça fica fechada por tapumes no mínimo quatro meses. Vai reformar o piso, colocar ar condicionado e fazer manutenção na Casa de Leitura Miguel de Cervantes, além de melhorar a iluminação.

A prefeitura não precisa esperar quatro meses para melhorar a limpeza pública. Ontem à noite estava um lixo.

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Dinheiro não ganha eleição, mas eleição ganha dinheiro

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Está no UOL:

Dos 25.381 candidatos que disputam as eleições este ano, 41% informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não ter bem nenhum. No total, 10.507 declararam zero de patrimônio. Entre elas está o candidato à Presidência da República pelo PCO, Rui Costa Pimenta.

Durante os últimos dias, os jornais publicaram resumos das declarações de bens dos candidatos. Praticamente todos informaram valorização patrimonial – eufemismo para dizer que ficou mais rico no cargo.

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