Um destino para as cadeiras do Beira-Rio e do Olímpico, de Porto Alegre

Antigas cadeiras de Olímpico e Beira-Rio estarão no Multipalco.
Cerca de 300 assentos foram doados pela dupla Gre-Nal ao Theatro São Pedro

O tradicional jornal gaúcho informa que as cadeiras não foram jogadas fora. Ocuparão outro tipo de casa de espetáculo. Cerca de 300 assentos foram doados ao Multipalco, do Theatro São Pedro, de Porto Alegre. De testemunhas de partidas de futebol e de torcidas apaixonadas por seus clubes, as cadeiras passarão a presenciar manifestações artísticas com outro perfil de plateia.

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A 100 Passos de um Sonho

“Aquele jovem indiano magro tem o dom misterioso que só aparece uma vez em cada geração. Ele é um chef – um dos poucos que simplesmente nasceram chefs. Ele é um artista.”

(Palavras iniciais do romance The Hundred-Foot Journey, de Richard C. Morais, uma história suculenta sobre família, nacionalidade e os mistérios da boa comida. Também é uma boa lição de empreendedorismo.)

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O mundo é plano, globalizado, e a comida indiana ótima, embora alguns a achem aromática demais.

Baseado nessa realidade sensorial e econômica, Richard C Morais, americano nascido em Portugal e criado na Suiça, ex-editor da Forbes, escreveu um livro sobre as relações culinárias franco-indianas. “The Hundred Foot Journey”, best seller do New York Times, a venda em 29 países, conta a história do chef Hassan Haji, partindo do modesto restaurante familiar em Mumbai até a conquista da alta cozinha de Paris.

A família, liderada pelo excêntrico pai de Hassan, foge de um desastre na India e encontra refúgio na França, num vilarejo de beira de estrada chamado Lumiere, onde abre um restaurante indiano.

Do outro lado da rua (os 100 pés de distância do título) está o restaurante de Madam Mallory, coroado com uma estrela no Guia Michelin. Começa uma batalha culinário-cultural entre a famosa chef e o pai de Hassan, cheia de humor e informação sobre a cozinha dos dois países.

O livro, de 2010, felizmente não é sóciogastronômico, nem filosóficamente indigesto, é apenas divertido. Foi escolhido como um dos “Indie Next Great Reads” da American Booksellers Association, virou sucesso do Livro do Mês, “Editor’s Choice” do New York Times, “Leitura Favorita de Verão” da Revista O.

Logo atraiu os produtores Steven Spielberg, Oprah Winfrey e Juliet Blake, que chamaram o diretor Lasse Halstrom e os atores Helen Miren (Madam Mallory), Om Puri (Papa), Manish Dayal (Hassan) e Charlott le Bom (Charlotte).

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Um overbooking dispensável. Lançado em 8 de agosto nos Estados Unidos, está em Curitiba, na elegante sala do Shopping Patio Batel. Ontem, na sessão das 21h45m, protagonizou um caso de overbooking. A sala tem poltronas marcadas, como sabe qualquer leitor de coluna social. Como se fosse um avião da Gol em charter para Buenos Aires, começaram a aparecer bilhetes em duplicata para os melhores lugares.

A explicação veio mais tarde, depois de muito quiproquó. Imitando as companhias aéreas, o sistema caiu. Muita gente tinha comprado ingresso à tarde para a sessão das 21h45. Quando o sistema voltou a funcionar, o HD não lembrava da entradas já vendidas.

Se o filme é bom? É ótimo, dentro da mesma perspectiva que transformou o romance em sucesso de bilheteria. Leve, bem humorado, meio escapista, melhora seu dia e mostra a competente fotografia de Linus Sandgren (Trapaça, Jogos Vorazes). Jamais os legumes franceses foram filmados de forma tão saborosa.

O roteiro é básico, por isso bom. Papa se desentende com Madame Mallory, a briga fica feia quando o chef xenófobo incendeia o restaurante indiano. A solidariedade reaproxima os concorrentes, Hassan acaba assumindo a cozinha da rival e conquista para o famoso restaurante a segunda estrela Michelin.

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No papel de uma chef francesa.

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A Morte do Cobrador de Ônibus

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Não interessa se ficou apertado. Interessa se cobrador está lá.


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Outro dia dois vereadores, o Chicarelli, do PSDC e o Campos, do PSC, apresentaram projeto de lei proibindo a substituição dos cobradores de ônibus pelo cartão transporte.

O fato deve ser registrado como prova de que Curitiba em 2014 ainda está na Idade da Pedra em matéria de política.

Vereadores – são uns 35 ou 38 – passam o tempo pensando em nomes para batizar as ruas e em projetos para evitar a mudança. Qualquer mudança. Aqui não, cara. Em Curitiba vale a tradição, o bonde de burro, o trabalho honrado dos limpadores de chaminés.

O projeto anticartão é patrocinado pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus. Com toda razão. Ele representa os interesses dos cobradores. Ao sindicato não interessa que as empresas treinem seus empregados para que se transformem em fiscais, coordenadores, supervisores. Eles passariam a contribuir para outro sindicato.

Nos Estados Unidos, o sindicato dos foguistas conseguiu uma longa sobrevida com um projeto que proibia as ferrovias de demitir foguistas – aqueles trabalhadores que jogavam carvão na fornalha para aquecer a caldeira da locomotiva a vapor. As ferrovias argumentavam que, com a chegada das locomotivas a diesel, não havia mais necessidade de foguistas.

Perderam. Muitos foguistas mantiveram o emprego e ficaram anos batendo ponto na sede. Mesmo com as locomotivas elétricas alguns juízes decidiram que eles deviam continuar não fazendo nada. Não eram obrigados a seguir cursos de reciclagem – estavam muito velhos para mudar de trabalho.

Desconfio que o mesmo aconteceu com o Sindicato dos Caixeiros Viajantes dos EUA e de outros países. Sindicatos defenderam o emprego dos filiados. Não interessa se novas tecnologias tornaram supérflua a figura do vendedor chegando à cidadezinha com seu mostruário.

“A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller, é uma obra prima porque trata da incapacidade do homem para aceitar mudanças. Dentro de si mesmo e na sociedade. Gerou uma citação famosa que continuamos repetindo mecanicamente: “Um homem não é uma fruta da qual você chupa o caldo e joga o bagaço no lixo!”

A peça termina com o suicídio do caixeiro viajante chamado Willie Loman e seu funeral. O segredo do sucesso da história parece estar na identificação da plateia com o drama do personagem. Quase todo mundo sentiu em algum momento da vida a redução da autoestima e a sensação de fracasso.

Agora mesmo, em algum lugar da cidade, deve haver um cara anunciando que vai tentar, pela décima vez, usar um computador para mandar emails e comentar no facebook. Logo mais à noite, com a cara na TV, esquecido da bravata, voltará a mergulhar na novela do Laerte, que trai Luiza com Shirley momentos antes do casamento.

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Muito além dos filólogos

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A reforma ortográfica está no Senado da República para o bem e para o mal.

Os filólogos federais acham que devemos escrever como falamos. Hoje não é hoje – é oje. Homem é omem.

Sem H, como no italiano, a primeira flor do Lácio. Uomo, oggi.

O que abunda prejudica.

Corajosamente, um estabelecimento comercial de Curitiba colocou-se à frente dos filólogos oficiais e decretou que inalguração é inalguração mesmo.

A pronuncia em primeiro lugar.

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A tentação de privatizar a pena

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As imagens correram mundo.

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A rebelião de Cascavel – e sua terrível repercussão internacional – escancara a realidade que não queremos discutir: o modelo prisional vigente fracassou e o Estado semifalido não tem dinheiro para fazer novos investimentos.

A tentação dos governadores estaduais, entre eles Beto Richa, é copiar modelos de outros países, onde as penitenciárias são particulares e os condenados em liberdade condicional são vigiados por empresas de segurança. A conta da vigilância é de responsabilidade dos próprios reus.

Tom Edsall, um professor de jornalismo da Universidade de Columbia e autor de “A Era da Austeridade”, conta no New York Times de hoje que o departamento de condicional de Orange County, na Califórnia, tem um programa de supervisão eletrônica de condenados por pequenos crimes que gozam liberdade condicional. A supervisão eletrônica não é novidade, novidade é ter sido terceirizada para uma empresa chamada Sentinel Offender Services.

Edsall explica que a Sentinel é apenas uma das milhares de empresas que se desenvolvem no modelo de “poverty capitalism” – um capitalismo onde os lucros vêm dos mais pobres.

A empresa se encarrega de verificar se, por exemplo, condenados por embriaguez ao volante têm bom comportamento. O serviço nada custa ao contribuinte. O dinheiro é dos próprios réus, que pagam entre 35 e 100 dólares por mês pela vigilância eletrônica. O lucro não é pequeno.

Penitenciárias privatizadas são um grande negócio. A Corrections Corporation of America, fundada com 1983, tem ações na Bolsa de Nova York e acaba de anunciar uma receita de US$1.69 billion em 2013. A empresa se descreve como “a dona da maior rede de prisões e instalações correcionais do país, menor apenas que os sistemas de penitenciários do governo dos Estados Unidos e de três estados.”
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Modelo?

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O melhor concerto do ano – e olhe que ainda tem muito ano pela frente!

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OSESP de Marin Alsop. Talento e conjunto.


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A turnê da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo por cinco capitais brasileiras terminou sábado em Curitiba. E foi um sucesso.

Teatro Castro Alves, em Salvador, Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Teatro São Pedro, em Porto Alegre, e Teatro Positivo, em Curitiba, aplaudiram a qualidade artística da OSESP e a felicidade da escolha do programa.

O pianista russo Dimitri Mayboroda, de 20 anos, levantou a platéia de Curitiba com uma interpretação intensa e emocionada do Concerto de Grieg.

Na Quinta Sinfonia de Tchaikovsky, a regente Marin Alsop mostrou como tem a orquestra nas mãos.

O público ainda ganhou de bis um frevo do Edu Lobo.

Tudo pago pelo Itau através da Lei Ruanet.

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No que você está pensando? No poema do Drummond sobre o desaparecimento de Luisa Porto

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Focalizo a mulher que toma café na praça Zacarias.

Será que um dia saiu de casa como Luisa e sumiu da família?

O Drummond, que não perdia a seção de classificados, achou o anúncio em que a família de Luiza Porto pedia ajuda para encontrá-la.

“Roga-se ao povo caritativo desta cidade

Que tome em consideração um caso de família

Digno de simpatia especial.

Luiza é de bom gênio, correta,

Meiga, trabalhadora, religiosa.

Foi fazer compras na feira da praça.

Não voltou.”

Aqui, o poema inteiro.

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Santinho traira

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E para presidente, voto em quem?

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A própria Janine Rodrigues, candidata a deputada federal, passou a terça-feira entregando um santinho dela, do Requião e da Marinalva Silva, candidata a deputada estadual.

No verso, a colinha traira. Ensina como votar no Requião e no Marcelo Almeida, mas não pede voto para a Dilma.

Dilma, para quem não lembra, é aquela senhora que veio com o Lula pedir voto para o Requião na eleição de 2007.

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A bandeira do Beto finalmente chegou à Rua 15. O entusiasmo ficou em casa

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Com um pouco mais de ânimo, rapaz!

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Não foi fácil. O deputado Eduardo Sciarra, chefe da campanha de Bato Richa, vinha recebendo informações desanimadoras das ruas.

Enquanto o PT ocupava todas as esquinas com banquinhas e bandeiras de seu candidatos, os tucanos estavam sub-representados.

Não era falta de dinheiro, faltava mesmo colocar a turma do corpo a corpo em ação.

Agora deu certo, desculpem, quase certo.

Para bandeirar há um salário de R$50, por dia, com direito a almoço e vale-transporte.

Os contratados devem ficar ao lado do sinaleiro acenando a bandeira. Energicamente, sorrindo. Sem otimismo ninguém ganha eleição.

Mas na rua há muita cara de desânimo.

Se fossem boleiros, eu diria que não estão recebendo direito.

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Tocineria y Embutidos

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Quanto vale o legítimo Pata Negra?(Fotos de Adherbal Fortes)

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Barcelona é a capital mundial do presunto.

O Pata Negra é o campeão dos presuntos. Ele é negociado no mercado La Boqueria em espanhol, catalão, inglês ou francês.

Em qualquer dessas línguas, o vendedor explicará que o presunto Pata Negra vem de animais de elite, criados livres nos campos e florestas da fronteira com Portugal. A cura é de 24 meses.
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Alguns preferem comer na hora.

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