Segunda sem paz

20140923-011254.jpgNo gramado do parque, o protesto começou com apelo pelo meio ambiente.
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No espaço mais famoso do mundo, milhares de pessoas se reúnem por vários motivos. Algumas caminham ou correm com seus tênis Nike. Outras (a maioria é de asiáticos e mexicanos) aguardam na fila sua vez de comprar um iPhone 6). Um terceiro grupo quer o fim do sistema econômico que faz da produção em massa de tênis e celulares um negócio tão lucrativo e poluente.

Ninguém antecipava a confusão. Tudo começou de um modo muito suave, na manhã de domingo. Dezenas de pessoas se ajoelharam no gramado de Central Park para meditar sobre a crise do meio ambiente. Folhetos denunciaram investimentos em indústrias poluidoras como responsáveis pela degradação do ar e alterações do clima.

Hoje, a manifestação acabou coma prisão de uma centena de pessoas – muitas vestindo azul para lembrar uma onda – que tentaram derrubar as cercas que impediam a entrada em Wall Street.

E os chineses e mexicanos reclamam do preço da água e da falta de banheiros. Mas continuam firmes na fila da Apple Store, na esquina da 5a. Avenida.
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O planeta on sale, com fundo musical de Ennio Morricone e Nino Rota

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20140921-013711.jpgO Lincoln Center em noite de gala para homenagear o cinema italiano
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Conheci Jersey Gardens, onde o planeta está on sale. Um paraguaizão, só que o pé direito é mais imponente.

Recomendo a experiência, com uma advertência: cuidado para não reincidir.

Vá de trem, é divertido e o ar condicionado geralmente funciona bem.

Você embarca no PATH na rua 33, debaixo do Madison Square Garden. Vai até a Penn Station de Newark, onde há guichês que vendem a passagem de ônibus. Então atravessa a rua e entra no ônibus 40. Mais 25 minutos de viagem e você esta no paraíso do consumo conspícuo.

Se vale a pena?

Digamos que é gratificante descobrir um caminho próprio, diferente dos milhares que pagam caro para entrar naquele ônibus de sacoleiro.

Mas é triste verificar depois que o brinquedo da Lego com 119 peças (não ofereça desafios insuperáveis para netos de 4 anos) é mais barato na loja de Manhattan.

Se seu negócio é comprar espere até a Black Friday, na última sexta-feira de novembro. No ano passado, conta uma veterana sacoleira, havia tênis nike a 20 dólares o primeiro par, 15 dólares o segundo – e o terceiro, acredite, era de graça.

Quem vai a Nova York está mais ligado em produtos culturais. Como a deliciosa aventura da New York Phillarmonic, conduzida por Alan Gilbert, que está homenageando o cinema numa série de concertos com a projeção de filmes famosos. Como no tempo do cinema mudo.

Assisti ao programa sobre os clássicos italianos. Amarcord, La Dolce Vita, 8 e Meio. Nunca as músicas de Nino Rota e Ennio Morricone soaram tão bem. Nem imaginava o resultado das vozes de Renée Fleming (soprano) e Josh Groban com o violino de Joshua Beller. Fantástico.

Hoje foi o dia de Tempos Modernos, de Charlie Chaplin.

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A luta continua, companheiro (como se diz isso em filipino?)

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A democracia é o pior sistema de governo que existe, com exceção de todos os outros que foram experimentados. Foi Winston Churchill que disse isso há uns 60 anos e ninguém até agora desmentiu.

No sábado da Union Square, no centro de Nova York, misturam-se democraticamente vendedores de kafta (assado no meio da rua, com muita fumaça), hari krishnas e militantes do Anakbayan, o movimento para libertação das Filipinas. A bandeira de luta é TLEKS, que significa trabaho (empregos decentes), lupa (reforma agrária), edukasyon (educação), karapatan (direitos políticos e civis) e serbisyong panipunam (programas sociais).

TLEKS para nós também.

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O pichador e a flor

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A Casa Edith, desde 1879

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Centro velho.

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Domingo, 7 de setembro, depois do desfile

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Garoa e Sete de Setembro – tudo a ver.

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A triste lógica do juiz ladrão

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O Raskolnikov do apito.


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Wagner Reway é o nome do homem.

Se for escalado para outro jogo do Coxa, vou ao estádio apoiar a turma que quer seu escalpo.

Porque ele nos roubou. Apitou um penalti para o Flamengo que o Brasil inteiro garante que não existiu.

Vi na televisão (era o jogo das 22h, transmitido pela Globo) a bola bater no zagueiro, que tinha o braço escostado ao corpo. Os locutores, repórteres, comentaristas, todos confirmaram. Não foi pênalti.

Então, por que Reway apitou a falta máxima?

Porque era o jogo da Globo, imagino. Porque o Flamengo, segundo o Ibope, tem 46 milhões de torcedores.

E porque o Brasileirão não é feito para você e eu, torcedores que vão ao estádio. É feito para quem fica em casa ter o que assistir depois da novela. Corrijo: para ter o que vender ao patrocinador que precisa de um produto para aquele horário.

Esse Reway, que nasceu em Cascavel e mudou para Cuiabá, tem uma carreira vistosa.

Em 2010, estrelou um agitado 3 a 3 entre Cuiabá e Sinop, onde expulsou três jogadores, o técnico e o massagista. Está na Gazeta.

Em 2011, o Botafogo reclamou contra sua atuação em jogo com o Figueirense. Em Florianópolis.

No mesmo ano, foi acusado de inventar um pênalti contra o Atlético, em benefício do Fluminense.

Em 2013, no jogo Palmeiras e Sport, pela Serie B, marcou um corner espírita e não viu o atacante Nunes dominar a bola com a mão antes de fazer o gol, aos 48 minutos do segundo tempo.

Agora, marcou o pênalti inexistente que prejudicou o Coxa e classificou o Flamengo para a próxima etapa da Copa Brasil.

Sinto que Reway não é um juizinho qualquer – é um Raskolnikov do apito.

Raskolnikov matou o velho agiota de Crime e Castigo porque entendeu que este era uma passoa vil, daninha, de nenhuma utilidade para o mundo.

O juiz de futebol, ser superior vestido de preto, pode cometer malfeitos esportivos, desde que sejam para um bem maior, a saúde do big business futebolístico. A falta de resultados prejudica o negócio dos bilhões superfaturados em arenas de todo o mundo, das fortunas investidas em transmissões internacionais em HD (e logo em 3D), dos bilionários contratos de publicidade com a Nike, a Coca Cola e a Bud.

Uma vez, João Havelange disse ao jornalista Vinicius Torres Freire que discutir eternamente erros e ladroagens era parte da graça do futebol.

Reway pode ficar umas rodadas na geladeira. Mas voltará para garantir a graça do esporte.

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Quanto mais vejo Marina Silva, mais lembro de Quintus Cicero

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Quintus Tulio, o marqueteiro romano.

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Os jornais estão cheios de previsões. Prevê-se que Marina agora é um foguete cuja trajetória só termina no Palácio do Planalto. Chegará sem aliados, livre dos compromissos sórdidos que os políticos tradicionais costumam assumir no caminho. A Folha informa que ela poderá chamar bons brasileiros para o ministério, gente como Eduardo Suplici, Cristóvão Buarque, José Serra.

Será uma reedição melhorada do governo Itamar Franco. Honesto, despido de interesses, capaz de promover a transição rumo àquele Brasil de que falam as escrituras quando se referem à Terra Prometida.

A pergunta é: como evitar que obstáculos inesperados atrapalhem essa jornada até agora bem sucedida? A história pode ensinar alguma coisa a Marina e seus companheiros.

No ano 64 Antes de Cristo, o grande advogado e orador romano Marcus Tullius Cicero concorreu ao consulado, o mais alto cargo da república. Marcus tinha 42 anos, era brilhante e bem sucedido, mas o fato de não pertencer à nobreza normalmente eliminaria suas chances de vencer. Os outros candidatos, naquele ano, entretanto, eram tão sem graça que ele tinha condições de ganhar – ao menos é o que pensava seu irmão mais moço Quintus. Bastava fazer uma boa campanha.

Na época, qualquer romano adulto, do sexo masculino, podia se candidatar, mas a votação era realizada em um complicado sistema de grupos. Os mais ricos detinham poder eleitoral desproporcionalmente maior. O patrocínio social e político deles era crucial e as campanhas eram marcadas por alguma corrupção e muita violência. A eleição em si era razoavelmente organizada e limpa se comparada, por exemplo, com a do Brasil.

O Commentariolum Petitionis ou Pequeno Manual Eleitoral pretende ser um memorando escrito por Quintus para Marcus sugerindo como proceder. Alguns estudiosos acham que é apenas isso. Outros pensam que é de algum outro escritor. De qualquer forma, está claro que o autor entendia de política romana daquela época.

A revista Foreign Affairs publicou alguns trechos do livrinho (apenas 99 páginas) com comentários de Philip Freeman, com observações sobre sua atualidade pelo marqueteiro James Carville.

O que melhor se aplica ao caso atual é justamente o número um: “Procure ganhar a boa vontade dos grupos dominantes. É essencial que saibam que você depois de eleito será muito útil para eles.”

Outro conselho do livrinho: “Mantenha viva a esperança”. O povo não vota contra alguém. Vota a favor de quem consiga transmitir otimismo no futuro. Que tal “50 anos em 5”?

Foi o que fez Juscelino Kubitschek em 1955. Apontou sua caravana para o planalto central e seguiu em frente, falando e sorrindo. Obedeceu outra regra do marqueteiro romano: assegure o apoio de seus amigos e com eles vá buscar o voto do povo em geral.

Como se ganha e conserva o apoio dos companheiros? Através de boas ações e também de favores, de conversa e do charme natural.

Foi também o que fez Obama ao dizer “Yes, We Can”. Insuflou disposição em um grupo normalmente à margem das decisões do Partido Democratico.(As estruturas tradicionais estavam sob o controle dos Clinton.” Falou com os pequenos e deles aceitou contribuições de 20 dólares, em vez de procurar os milhões dos grandes doadores tradicionais. E prometeu mudança, que é outra palavra para esperança.

O marqueteiro romano identificou um terceiro grupo de apoiadores muito parecido com os de Marina – aqueles que demonstram simpatia porque acreditam ter uma identificação pessoal com o candidato. São os 19 milhões de votos da última eleição, gente sem partido, que não gosta de políticos e quer acima de tudo acabar com a corrupção.

Porque a verdade é essa: Marina representa a honestidade. Com ela teremos o governo dos bons. Não é socialista nem liberal, nem burguesa, nem proletária. Não é um Lacerda, nem um Brizola. É simpesmente, suavemente, honesta.

Concordo com a Dilma e Aecio, Marina tem tudo para virar um Janio Quadros de saias. E constato com horror que é exatamente uma figura assim que uma grande parte do eleitorado está querendo.

Janio, objetará o leitor, era um enganador, o homem que polvilhava caspa no paletó, que se escondia num buteco de Santos para tomar seus porres. O eleitor desesperado dirá que tudo isso era mentira, conspiração contra aquele homem justo.

Porque, vamos convir, o eleitor está desesperado. A política transformou-se numa fosse séptica, uma concentração malcheirosa de falsidades, armações, violência e maldade. Quem percorre os gabinetes de Brasília – do legislativo, do judiciário ou do executivo – encontra na maioria deles só arrogância, cobiça e egoísmo.

Enojado desse mundo, o eleitor, de lanterna na mão, procura uma pessoa honesta a quem dar seu voto.

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Dirceu não fala. Logo, não disse que Marina é o Lula de saias

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Em silêncio.


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Do Blog do Ze Dirceu, desmentindo a notícia abaixo:

Artigo de Fernando Rodrigues é uma fraude
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Por Equipe do Blog
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Há pouco lemos em um dos mais importantes portais brasileiros, artigo do jornalista Fernando Rodrigues, intitulado “Zé Dirceu sobre Marina Silva: ‘ela é o Lula de saias’”. O artigo é uma invenção ou seu autor foi complacente com fontes mentirosas. Nós, da equipe do blog do ex-ministro José Dirceu, podemos assegurar que ele, desde que iniciou o cumprimento de sua sentença a 15 de novembro pp., não manteve qualquer contato com a imprensa.

Não deu entrevistas, não prestou declarações, não assina artigos. Não há jornalista que possa nos refutar e dizer o contrário.

Atribuir-lhe o que lhe imputa o artigo não passa, portanto, de manobra para lançar dúvida e confusão na militância petista, numa sordidez inominável por recorrer ao nome de alguém que está impedido de se manifestar. Nós o fazemos pela certeza que temos de sua indignação e porque ele jamais admitiu que seu nome seja usado indevidamente.”

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Lula e Marina

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Versões conflitantes.

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A declaração do Zé Dirceu chocou o PT: “Marina é o Lula de saias!”

Tutty Vasquez, no Estadão, foi investigar e descobriu outra opinião.

“Muita gente no PT acha que o Lula é a Marina de barba.”

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