.
.
.
A Prefeitura deu uma moderada no noticiário sobre o casamento coletivo.
O post usa quatro vezes a palavra “noivos” para se referir aos que vão casar.
.
O post usa quatro vezes a palavra “noivos” para se referir aos que vão casar.
.
Os ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Previdência Social divulgaram a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos . Veja a lista aqui.
Entre os agentes mais perigosos está o cigarro. Tanto o fumante como o fumante passivo correm risco e no ano passado morreram 200 mil pessoas de câncer relacionado com o tabagismo.
Ah, mas o consumo está baixando, dizem os otimistas. Hoje, só 14,8% dos brasileiros fumam.
É verdade, mas convém lançar um olhar pessimista para o Sul do Brasil. Porto Alegre (22% de fumantes) e Curitiba (20%) lideram o consumo nacional de cigarros.
O governo abandonou as campanhas contra o fumo, pressionado por outras urgências.
.

Dezoito funcionários da clínica cantam e dançam na oração matinal, rogando pela piedade divina para os doentes e para eles mesmos. E oram batendo palmas: “Senhor, cubra-me com seus braços protetores”. (Foto de Daniel Barehulak, do NYT)
.
.
Se você (como eu também) está na fila para falar mal do SUS, por favor, leia antes a matéria do NYTimes sobre a luta contra a epidemia de ebola na Libéria.
Vai ver que existe medicina pública muito pior do que a nossa.
E relembrar a história da República da Liberia, fundada por ex-escravos norte-americanos reemigrados para a Africa em 1821 pelo movimento anti-escravagista. A capital é Monrovia, em homenagem ao presidente americano James Monroe.
O ex-escravos constituíram uma elite que dominou o país. São os américo-africanos.
O país só tem 67 médicos para quase quatro milhões de habitantes, contam Sheri Fink, repórter e Daniel Berehulak, fotógrafo.
* * *
.
PS – A autora – desde já uma heroina do jornalismo por encarar essa barra – é formada em medicina, com doutorado em neurociência.
.
.
.
.
Entrei, coloquei o dedo indicador naquele vidro e fui reconhecido. O voto demorou um minuto.
Mas outros dedos não foram identificados. O dono não tem digitais? Comeu um pastel gorduroso antes de votar? Por algum motivo, ele ficou lá na fila, junto com outros não reconhecidos.
A pergunta é simples: precisava inventar essa história de eleição digital? Quanto gastamos com isso? O problema é mesmo a identificação do eleitor ou é o software de votação que não emite recibo?
Pelo meu dedo eu respondo. Mas a máquina de votar do TSE é confiável?
Digitei no Google “I don’t trust voting machines” – não confio nas máquinas de votar – e imediatamente surgiram milhões de respostas de pessoas, grupos de pessoas e governos que também não confiam na máquina. Veja aqui uma delas. É sobre o banimento da máquina de votar da Holanda.
Melhor que gastar dinheiro com identificadores de digitais é investir na segurança do sistema de captação do voto.
.
.
.
.
O primeiro turno terminou com uma vitória magra. Por isso, fique esperto, PT.
O Financial Times, na coluna BoyondBrics, analisou o resultado da eleição e concluiu que são grandes as chances de Aécio Neves tirar a diferença de oito pontos e ganhar a presidência da República no segundo turno.
“A disputa ficou em aberto com a surpreendente demonstração de força de Aecio Neves, o candidato pro-business do partido de centro-direita PSDB.”
O jornal informa que a Bolsa de Valores disparou com o resultado. O Ibovesta subiu mais de 7%. A ação de Petrobrás puxou a alta, com aumento de 17%.
A disparada da Bolsa foi provocada pela grande quantidade de dinheiro que entrou no mercado. Gente que aposta que, com a vitória de Aécio, as coisas vão mudar dentro da Petrobrás e de outras estatais.
Aqui no Brasil, o Globo repercutiu o resultado em tom moderado: Com expectativa de fortalecimento de Aécio, dólar cai quase 2% e Bolsa sobe mais de 4%: “Com expectativa de fortalecimento de Aécio dólar cai quase 2% e Bolsa sobe mais de 4%.”
O UOL mais mais adiante: “Integrantes do comitê da presidente Dilma Rousseff afirmam que já estão se preparando psicologicamente para um empate ou ultrapassagem do tucano Aécio Neves nas primeiras pesquisas de intenção de voto do segundo turno.”
.
Mas é antes de tudo um gesto de arrogância política, quase um ato de guerra. Foi difícil a decisão sobre o que fazer naquele espaço. Muitos queriam torná-lo um Jardim da Paz. Foram vencidos pela maioria que resolveu construir um prédio bem mais alto, naquele mesmo canto da ilha Manhattan e desafiar o inimigo que derrubou as Torres Gêmeas. Há melhor jeito de mostrar que o Império é forte e contra-ataca?
Reconstruir em prazo recorde é essencial para provar tudo isso.
Imagine se um juiz-sem-juizo, que aqui também os há, concede liminar e paralisa a obra em benefício de um construtor derrotado na concorrência.
Peregrinos chegam de toda parte. Também querem testemunhar contritos a ressurreição da torre. Vi duas coreanas chorando ao ler, gravado no aço que cerca o enorme lago, os nomes das milhares de vítimas do terrorismo. Namorados tiram selfies, o prédio ao fundo. A família de São Domingos termina de comer os kebabs e posa para a foto. Um velhíssimo aposentado de Iowa faz continência para os policiais, que são centenas em torno do Ponto Zero, com suas pistolas, rádios, sinalizadores, lança-granadas.
Fique atento. Observe tudo. Comunique o que viu. Aviso aos patriotas: quem realmente ama seu país não hesita em comunicar seu temores e em soar o alarme toda vez que percebe a aproximação do perigo. Quem disse isso há dois séculos foi Samuel Johnson. Nada tão atual.
Aponte seu dedo duro e comprido para o mal se você realmente deseja que ele seja removido de nossas vidas.
As câmeras ficaram incontáveis. As dos turistas, as dos repórteres e as do circuito de vigilância, big brothers de um show 24 horas no ar – mais 6 horas para chegar por mar,por terra, pelo ar. Estrelado por milhares de turistas, policiais, operários em construção, iluminadores (o serviço não para à noite), fornecedores de alimentos, garis, entregadores de banheiros de emergência, vendedores de souvenirs, pregadores evangélicos.
Só não há burkas.
.
No gramado do parque, o protesto começou com apelo pelo meio ambiente.
.
.
No espaço mais famoso do mundo, milhares de pessoas se reúnem por vários motivos. Algumas caminham ou correm com seus tênis Nike. Outras (a maioria é de asiáticos e mexicanos) aguardam na fila sua vez de comprar um iPhone 6). Um terceiro grupo quer o fim do sistema econômico que faz da produção em massa de tênis e celulares um negócio tão lucrativo e poluente.
Ninguém antecipava a confusão. Tudo começou de um modo muito suave, na manhã de domingo. Dezenas de pessoas se ajoelharam no gramado de Central Park para meditar sobre a crise do meio ambiente. Folhetos denunciaram investimentos em indústrias poluidoras como responsáveis pela degradação do ar e alterações do clima.
Hoje, a manifestação acabou coma prisão de uma centena de pessoas – muitas vestindo azul para lembrar uma onda – que tentaram derrubar as cercas que impediam a entrada em Wall Street.
E os chineses e mexicanos reclamam do preço da água e da falta de banheiros. Mas continuam firmes na fila da Apple Store, na esquina da 5a. Avenida.
.
.
.
O Lincoln Center em noite de gala para homenagear o cinema italiano
.
.
Conheci Jersey Gardens, onde o planeta está on sale. Um paraguaizão, só que o pé direito é mais imponente.
Recomendo a experiência, com uma advertência: cuidado para não reincidir.
Vá de trem, é divertido e o ar condicionado geralmente funciona bem.
Você embarca no PATH na rua 33, debaixo do Madison Square Garden. Vai até a Penn Station de Newark, onde há guichês que vendem a passagem de ônibus. Então atravessa a rua e entra no ônibus 40. Mais 25 minutos de viagem e você esta no paraíso do consumo conspícuo.
Se vale a pena?
Digamos que é gratificante descobrir um caminho próprio, diferente dos milhares que pagam caro para entrar naquele ônibus de sacoleiro.
Mas é triste verificar depois que o brinquedo da Lego com 119 peças (não ofereça desafios insuperáveis para netos de 4 anos) é mais barato na loja de Manhattan.
Se seu negócio é comprar espere até a Black Friday, na última sexta-feira de novembro. No ano passado, conta uma veterana sacoleira, havia tênis nike a 20 dólares o primeiro par, 15 dólares o segundo – e o terceiro, acredite, era de graça.
Quem vai a Nova York está mais ligado em produtos culturais. Como a deliciosa aventura da New York Phillarmonic, conduzida por Alan Gilbert, que está homenageando o cinema numa série de concertos com a projeção de filmes famosos. Como no tempo do cinema mudo.
Assisti ao programa sobre os clássicos italianos. Amarcord, La Dolce Vita, 8 e Meio. Nunca as músicas de Nino Rota e Ennio Morricone soaram tão bem. Nem imaginava o resultado das vozes de Renée Fleming (soprano) e Josh Groban com o violino de Joshua Beller. Fantástico.
Hoje foi o dia de Tempos Modernos, de Charlie Chaplin.
A democracia é o pior sistema de governo que existe, com exceção de todos os outros que foram experimentados. Foi Winston Churchill que disse isso há uns 60 anos e ninguém até agora desmentiu.
No sábado da Union Square, no centro de Nova York, misturam-se democraticamente vendedores de kafta (assado no meio da rua, com muita fumaça), hari krishnas e militantes do Anakbayan, o movimento para libertação das Filipinas. A bandeira de luta é TLEKS, que significa trabaho (empregos decentes), lupa (reforma agrária), edukasyon (educação), karapatan (direitos políticos e civis) e serbisyong panipunam (programas sociais).
TLEKS para nós também.