Zero poluição. Coisa de chinês

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Olha ele, com sua carroceria de alumínio, na Barão do Cerro Azul.

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Discretamente, ônibus 100% elétricos rodam em Curitiba há quase um ano – e falam chinês. Com eles veio a esperança de diminuir a poluição. Olhos vermelhos e garganta ardida testemunham taxas elevadas de agentes poluidores em pontos como o Boqueirão e a praça Rui Barbosa.

Não achei bonito. O design lembra um caixote. Mas quem dirigiu garante que será um sucesso – macio, silencioso, fácil de manobrar.

O ônibus elétrico é da BYD (sigla para Build Your Dreams), um gigante industrial com 180 mil funcionários. Vai ser fabricado em Campinas, e o projeto também prevê um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A Urbs está testando também um carro elétrico BYD, que impressiona pela autonomia (300 quilômetros sem recarregar), pela maneabilidade e funcionalidade do painel do motorista. Tem um jeitão de nave espacial.
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Olha o jeitão do painel.Parece de nave espacial

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Outro gigante industrial chinês, a China South Locomotive & Rolling Stock Corporation Limited (CSR), chegou antes, mas só agora começa a avaliar a possibilidade de produzir no Brasil. Forneceu ônibus para transportar participantes da Copa do Mundo de 1914 e dois ônibus que vão completar um ano de teste na linha Curitiba-São José dos Pinhais.

Em Curitiba, a Volvo do Brasil, que produz ônibus de propulsão mista (biodiesel + elétrica), também desenvolve um projeto de ônibus elétrico.

O preço não deve ser obstáculo para o ingresso do elétrico da frota brasileira de ônibus urbanos. A ideia é vender as unidades pelo preço dos ônibus diesel e fornecer as baterias separadamente pelo sistema de leasing.

O preço não é embaraço. As baterias vão ficar cada vez mais baratas com o avanço das pesquisas. O ônibus elétrico urbano nasceu para todos.
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O caro é a bateria. Vai ser fornecida pelo sistema de leasing.

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O Brasil Educador será o nosso grande salto para a frente. (Se a gente pensar como os chineses.)

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Estudantes de Maotanchang. Aqui os salários dos professores são três vezes maiores do que no resto da China.(foto NYTimes)

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.O que é esse “Brasil educador” que a presidente Dilma anunciou em seu discurso de posse? Um lugar em que as crianças de seis anos sabem a tabuada? Um país capaz de triplicar o número de técnicos em cinco anos – e formar mão-de-obra com padrão internacional? Uma nação com investimentos em ciência e tecnologia para disputar a liderança da pesquisa no mundo?
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O governo de Dilma tem dinheiro para montar um projeto parecido com a escola de Maotanchang. Só um, para servir de exemplo.


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Ou será apenas uma sacada dos marqueteiros – o grande tema para mais discursos nos próximos anos? No momento não há professores bem treinados, nem escolas bem equipadas, nem famílias envolvidas com a escola, nem alunos com vontade de estudar. O ensino é segregado – um aluno de seis anos da escola particular sabe mais que um de oito da escola pública.

Recomendo ao novo ministro da educação, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, a leitura de um artigo publicado no New York Times Magazine intitulado Inside a Chinese Test-Prep Factory. O jornalista Brook Larmer foi morar durante meses na cidade de Maotanchang, onde 20 mil estudantes passam três anos se preparando para o terrível gaobao – o teste de três dias, parecido com o Enem, que diz se o candidato está preparado para entrar numa das 120 universidades de primeira linha da China.

As aulas são das 6h20 até às 22h50. Seis dias por semana. Todo domingo há um simulado pesado. Depois, os estudantes têm três horas livres. Só. Na segunda-feira começa tudo de novo.

Há dois gaobaos por ano, um focado em ciências, outro em humanidades. Nove milhões de chineses tentam alcançar a até agora insuperável linha dos 750 pontos, que identifica a excelência absoluta. Acima de 600 pontos podem conseguir vagas em universidades de segunda linha. Mais de 650 pontos garantem uma vaga nas 120 do topo.

É basicamente decoreba exaustiva e frequentemente desumana. Há dois anos, um estudante postou na rede social a foto da turma. Jovens arcados sobre livros com sondas de alimentação intravenosa espetadas nos braços. Parece um filme de horror.

Na escola são proibidos celulares e laptops. Os quartos não têm tomadas. A escola não possui cantina. Como eles comem? As mães mudam para junto dos filhos – a maioria saídos do meio rural – em quartos alugados a peso de ouro, onde há lugar apenas para uma cama-beliche, mesa de estudo e uma panela de cozinhar arroz.

Todos os professores são homens, que não hesitam em aplicar punições rigorosas – como permanecer horas em pé, de castigo por desatenção. As turmas de 100 a 150 alunos lembram os cursinhos do Brasil, com professores falando por megafones. Na verdade, não são professores, são equipes de seis – um mestre e cinco auxiliares – que cuidam de grupos de 20 a 25 alunos.

O sistema de isolamento e dedicação integral dá resultado. Em 1998 a escola aprovou 98 alunos no gaokao. Em 2013 foram 9.312, cujos professores receberam prêmios em dinheiro (500 dólares se o aluno for aprovado numa das 120 universidades top).

Em alguns casos, os prêmios são ainda maiores. A aprovação do estudante Xu Peng na exclusiva Universidade Tsinghua, considerada o MIT (*) da China, representou 50 mil dólares de recompensa. O dinheiro foi dividido entre a família, a escola onde ele fez o ensino médio e, naturalmente, os professores.

Tudo isso faz parte do “grande salto para a frente” decretado em 1999 pelo governo chinês, que triplicou o número de universidades de alto nível e mexeu com todo sistema escolar.

Claro que o Brasil não tem dinheiro para fazer um investimento tão grande.

Mas, se Dilma quiser, o Congresso ajudar e a Justiça não atrapalhar, pode começar a pensar como um chinês. Significa gratificar professores cujos alunos têm elevado desempenho e punir (lá, eles demitem) quem não está comprometido com o resultado do aluno e da escola.

Deve haver um jeito de premiar as famílias que se sacrificam para que o filho passe no ITA.

E, com certeza, há meios de reproduzir no Colégio Estadual do Paraná as práticas adotadas em boas escolas particulares, como a Alfa, de Cascavel, e o Dom Bosco, os dois melhores no Enem.
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(*) MIT – Massachusetts Institute of Technology. Fundado em 1861, em Cambridge, perto de Boston, EUA. Tem 1030 professores, onze mil alunos, 80 prêmio Nobel.

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Era uma cidade modelo. Agora, a conta não fecha

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Tudo tem uma pedra fundamental.


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Na Boca Maldita, o povo protesta contra os buracos. Delicadamente. Com uma certa graça. A prefeitura não faz nada, mas explica: são as chuvas de dezembro, que vão continuar em janeiro e fevereiro. Há outros efeitos do aumento do índice pluviométrico: a capa de asfalto das ruas começa a descolar, os barrancos desbarrancam em Santa Candida e outros pontos da zona norte.

Esta é a ponta do iceberg de um problema maior – a falta de orçamento para manter a cidade em ordem. Deu para notar que o recolhimento do lixo foi desacelerado no fim do ano. Problema com as horas extras.

Vem ai uma greve dos ênibus – a primeira do ano, a vigésima dos últimos doze meses. Está complicado fechar a conta do transporte coletivo.

Na posse do Beto, professores gritavam: “caloteiro! Caloteiro!”. A promessa de salário + carreira ainda não foi cumprida.

E está ai esse Joaquim Levy, representante da banca no governo Dilma, encarregado de aplicar o plano de reajuste na economia, também chamado de austeridade fiscal.

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Paul Robeson na Boca Maldita

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Ao lado do Odeon, o Opera. Do outro lado, o Avenida e o Palácio.(Veja a história dos primeiros cinemas aqui.


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No auge de uma crise de saudosismo, chego à Boca Maldita e olho para as lojas do lado norte.

Lá estão as Casas Pernambucanas. No passado, o prédio, construído pelo historiador Davi Carneiro, abrigava o Cine Ópera e exibia os musicais da Metro Goldwin Mayer.

Sala cheia, assisti a Show Boat, o Barco das Ilusões, com Kathryn Grayson, Howard Keel e Ava Gardner (MGM, 1952). Durante anos acreditei que era Paul Robeson que cantava Ol’ Man River, como na primeira versão, feita pela Universal, em 1936. Mas era William Warfield.

Não era. Robeson estava na lista negra de Hollywood.

Teve a carreira prejudicada pela paranoia anticomunista que tomou conta dos EUA com a Guerra Fria. Coisa do Comitê de Investigação de Atividades Antiamericanas do Senado dos Estados Unidos, comandado pelo senador Joe McCarthy, aquele caçador de bruxas.

Paul Robeson morreu em 1976 (dia 26 de janeiro vai ser o 37º aniversário de sua morte), sem se apresentar no Cine Opera, como, por exemplo, a Orquestra de Xavier Cugat, que chegou bancada pelo projeto de intercâmbio cultural do Departamento de Estado.

Se viesse, haveria entrevista coletiva e eu perguntaria como foi passar de campeão de basquete e futebol americano a campeão dos direitos civis e ator shakespeariano. Pediria também para ele falar sobre aquela noite na Espanha de 1937, em que cantou para as tropas republicanas da Guerra Civil Espanhola.

Clique para ouvir Ol’ Man River, com Robeson.

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Aumentou o Natal ou a casa encolheu?

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O mundo mudou, Curitiba foi junto. É preciso muita atenção ao comprar o pinheiro de Natal.

Leve trena para medir a árvore.

O pé direito das casas vem diminuindo. Quando nasci, era de três metros a distância entra o chão e o forro da sala de visitas. Agora gira em torno de 2m20.

Confira a largura.

As portas da casa ficaram mais estreitas.

Finalmente, não precisa ser arquiteto, nem decorador, para constatar que o ambiente mirrou. Alguém muito cruel fez essa maldade com a gente. As casas antigas tinham escritório, sala de estar, sala de jantar. Muitas famílias acrescentavam uma salinha de música, para a filha aprender piano. Hoje, há lareira, sanca de gesso, projeto de iluminação e piso de madeira natural – tudo comprimido na famigerada sala em L.

Uma desumanidade.

Antes, sobrava espaço para um trem elétrico (feito na Alemanha, não na China) rodar em torno da arvore.

Entre uma estação e outra era comum um presépio. Às vezes um monjolo na estação seguinte, daqueles que a água de verdade enche um balde, que abastece um bebedouro, que desagua num riozinho que – graças a um truque da física – fornece água para encher o balde.

Neste momento, até a ligação entre o pinheirinho e a cristandade é questionada. Leio que a idéia de trazer árvores recém-cortadas para dentro da casa para comemorar o Natal é uma velha tradição germânica e pagã. Espalhou-se por outros países da Europa e pela América no século 19, quando a Rainha Vitória casou com o primo, Principe Albert of Saxe-Coburg and Gotha, em 1840.

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Mas não foram os alemães que inventaram a moda de trazer alguma coisa verde para o interior da casa.

Em um ensaio de 1910, publicado no Journal of the Royal Society of Arts, George Birdwood traça o significado da árvore no Egito, India, Persia e nas marchas com tochas do antigo Império Romano. A árvore é o que restou de um velho costume ligado à Saturnália do Solstício do Inverno.

Para acabar com a festa pagã, a Igreja Católica instituiu o Dia de Natal no século quinto da nossa era.

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A Musa do Verão do Show da Vida

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Os emails que Graça Foster não entendeu garantiram a Venina 25 minutos no Fantástico.

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Na Carta Maior, J. Carlos de Assis (Economista, doutor pela Coppe/UFRJ) desmonta a credibilidade de Venina, um produto da aliança entre o jornal Valor e a TV Globo.

“Sim, alguém descobriu que ela havia assinado pela Petrobras dois contratos, em 2004 e 2006, com alguém que viria a ser seu marido. É verdade que ela correu para dizer que o contrato foi descontinuado depois que ela se casou formalmente em 2007. Questão ética. Imaginem agora se a Globo fosse tão perversa com ela como tem sido com Graça Foster? Os repórteres do Fantástico correriam para dizer ao Brasil e ao mundo que contratar pela Petrobrás com namorado pode, mas não com marido! Aliás, como é que foi exatamente essa descontinuação contratual? Teve multas? Pagas por quem?”

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Natal da fartura. E do medo

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Supermercado Condor, zero hora de terça-feira. E o povo comprando.


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Viu aquele filme dos americanos fugindo de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã? Tinha gente brigando por panetone com a mesma fúria que os americanos brigavam por vaga no último avião. Brigando mesmo. No empurrão, no palavrão, na ameaça de porrada, que a turma do deixa disso evitou.


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Não é o pior, mas disputa o título com os Natais do Sarney, quando a inflação era de 80% ao ano.

Meu amigo sincero diz que tem medo dos próximos doze meses. Há amigos insinceros que têm medo mas não dizem.

Só os muito loucos ou muito vigaristas arriscam dizer o que acontecerá no ano que vem.

A turma do terceiro turno é integrada por representantes dos dois grupos. Procura um jeito de derrubar a Graça Foster. Assim poderá dizer depois que a Dilma também sabia.

Antes de dizer qualquer coisa, convém notar o que está acontecendo com a economia.

1. O petróleo despencou para 34 dólares o barril.

2. Os juros do cheque especial com nova alta em novembro. Passaram para 191,6% ao ano, informa o Banco Central. É o maior patamar desde abril de 1999.

3. Os números da produção apontam para baixo. Fabricas fabricam menos, lojas vendem menos, consumidor compra menos.

Se o brasileiro tiver juizo, vai trabalhar para – por exemplo – baixar o custo de produção de tudo que exportamos. Ou vamos perder mercado para as Malasias da vida.

Os outros continuarão a pedir impeachment.

Desconfio que haverá muitos natais sem fartura.

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Natal

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O pinheiro acaba de receber água com gelo e AAS em pó.

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O mistério do Bar Botafogo

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Quem matou o Bar Botafogo?

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O Bar Botafogo está entre os mortos ilustres de 2014.

E agpra – onde comer uma boa isca de picanha com cebola? Ou uma linguiça portuguesa em rodelas, incrementada com farofa?

Agora, a pergunta mais inquietante: por que o Bar Botafogo morreu?

Estou perguntando ao Carlos Alberto Mercer, ao Jaime Lechinski, ao Jaime Lerner, que eram sócios honorários, Os fundadores, Osires de Brito, Nireu Teixeira e outros, já se foram.

Dei uma olhada no Face. As festas eram um sucesso.

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Dois dias de Beethoven

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Vista assim do alto, a Orquestra Sinfônica do Paraná e o coral de 80 vozes.


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A Nona Sinfonia de Beethoven é impressionante por tudo que o compositor sofreu e por tudo que acontece nos maiores teatros e auditórios do mundo quando ela é tocada. As pessoas choram. As crianças ficam em silêncio, deslumbradas, preocupadas em não atrapalhar com ruidos o momento mágico.

O tenor canta: “Todos os homens são irmãos”.

Da segunda platéia do Guairão, agora com poltronas renovadas, o som é maravilhoso. O engenheiro Raul Gutierrez, que construiu o teatro, inaugurado em 1975, contava sua viagem à Europa para fazer o projeto acústico. Eram os mesmos técnicos responsáveis pela reforma do teatro Scalla, de Milão.

“Ninguém entende mais de acústica do que eles. Não são técnicos, são cientistas e mágicos.”

Hoje, domingo, tem mais Beethoven no Guairão.

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