Petróleo em baixa, árabes preocupados com o pré-sal

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Caindo, devagar.

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O preço do barril de petróleo caiu a menos de 50 dólares.

Nos Estados Unidos, o posto de gasolina acompanhou a queda.

O preço médio do galão de gasolina comum caiu para $2.20, oito centavos menos do que na semana passada, 51 centavos menos do que no mês passado e $1.10 abaixo do ano passado.

Mas o posto aqui do Cabral não toma conhecimento da variação do petróleo. Se eu quiser pagar um pouco menos tenho que ir à Rua Delegado Leopoldo Belzak, 1345. É o Posto Pinheirão, onde a gasolina está a menos de 2,70.

O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, garantiu aos jornais que não vai atender ao pedido dos EUA para reduzir a produção e estabilizar o preço do óleo.

-Se eu reduzir a produção, o que acontecerá com meu market share? – perguntou Naimi. -O preço do barril sobe e os russos, brasileiros e produtores americanos de óleo de xisto pegam minha fatia do mercado.

A declaração está no New York Times e mostra que o pré-sal brasileiro faz parte das preocupações do oligopólio que controla a produção de petróleo no mundo.

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O assalto

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Rejeitado.


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(Por Adriana Fortes)

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Sou do tipo que acredita que celular é aquele aparelho que nos permite conversar e, no máximo, mandar SMS.

Tenho um LG arcaico. As vezes o derrubo, ele se desmonta. Junto as peças e ele continua cumprindo seu papel.

Outro dia, eu esperava meu pequeno chegar da escola e fui abordada.

Um senhor alto de calça jeans e jaqueta me perguntou se eu sabia informar onde ficava o hospital São Lucas.

Comecei a explicar – ele com cara de tédio me interrompeu e mostrou um revolver enfiado na calça.

Me pediu que entregasse tudo. Falei que só tinha o celular e mostrei. Ele fez um gesto de silêncio.

-Fique ai quieta. Isso eu não quero.

Saiu caminhando calmamente.

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Em resumo: sua vó subiu no telhado

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Ajuste óbvio

Ajuste óbvio


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Manchete de O Globo: “Levy diz que ajustes em “alguns tributos” serão considerados.

Folha de S. Paulo: “Tributos só se estabilizarão com crescimento da economia, diz Levy”

Estadão: “Ao assumir o cargo, Levy fala em “ajustar” tributos”

Carta Capital: “Levy anuncia o ajuste óbvio”

Esquerda.net: “Ajuste das contas públicas ensombra posse de Dilma Rousseff”

“Discurso da presidente do Brasil anunciou a Educação como principal prioridade; mas o anúncio de um “ajuste das contas públicas” mostra a sua adesão às teses neoliberais que defendem a necessidade de cortes no orçamento para “voltar a crescer”. A entrada em massa de ministros da direita no governo confirma as piores expectativas” (Por Luis Leiria)

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O maior castigo por não participar da política é que você acaba sendo governado por gente inferior a você.

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Logo em seguida, Platão aconselhou: “Não espere a crise chegar para descobrir o que é importante na sua vida.”

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O ruim é que todos que sabem como resolver os problemas da inflação e da dívida interna estão ocupados dirigindo taxis, cortando cabelos ou trabalhando como comentaristas de rádio. (George Burns nunca foi tão atual!)

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A força do partido da latinha.

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Quanto mais vejo o Bolsonaro, mais acredito em Napoleão Bonaparte: “Em política, estupidez não é defeito”.

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Jair Bolsonaro voltou ao noticiário em dezembro depois de afirmar em plenário que só não estupraria a colega de casa Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merece”. O pedido de cassação por falta de decoro parlamentar foi protocolado em conjunto por PT, PSB, Psol e PCdoB.Só em 2014 dois deputados federais deixaram seus gabinetes antes da hora: Natan Donadon (PMDB-RO) e André Vargas (PT-PR), ambos por falta de decoro.


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Zero poluição. Coisa de chinês

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Olha ele, com sua carroceria de alumínio, na Barão do Cerro Azul.

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Discretamente, ônibus 100% elétricos rodam em Curitiba há quase um ano – e falam chinês. Com eles veio a esperança de diminuir a poluição. Olhos vermelhos e garganta ardida testemunham taxas elevadas de agentes poluidores em pontos como o Boqueirão e a praça Rui Barbosa.

Não achei bonito. O design lembra um caixote. Mas quem dirigiu garante que será um sucesso – macio, silencioso, fácil de manobrar.

O ônibus elétrico é da BYD (sigla para Build Your Dreams), um gigante industrial com 180 mil funcionários. Vai ser fabricado em Campinas, e o projeto também prevê um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A Urbs está testando também um carro elétrico BYD, que impressiona pela autonomia (300 quilômetros sem recarregar), pela maneabilidade e funcionalidade do painel do motorista. Tem um jeitão de nave espacial.
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Olha o jeitão do painel.Parece de nave espacial

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Outro gigante industrial chinês, a China South Locomotive & Rolling Stock Corporation Limited (CSR), chegou antes, mas só agora começa a avaliar a possibilidade de produzir no Brasil. Forneceu ônibus para transportar participantes da Copa do Mundo de 1914 e dois ônibus que vão completar um ano de teste na linha Curitiba-São José dos Pinhais.

Em Curitiba, a Volvo do Brasil, que produz ônibus de propulsão mista (biodiesel + elétrica), também desenvolve um projeto de ônibus elétrico.

O preço não deve ser obstáculo para o ingresso do elétrico da frota brasileira de ônibus urbanos. A ideia é vender as unidades pelo preço dos ônibus diesel e fornecer as baterias separadamente pelo sistema de leasing.

O preço não é embaraço. As baterias vão ficar cada vez mais baratas com o avanço das pesquisas. O ônibus elétrico urbano nasceu para todos.
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O caro é a bateria. Vai ser fornecida pelo sistema de leasing.

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O Brasil Educador será o nosso grande salto para a frente. (Se a gente pensar como os chineses.)

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Estudantes de Maotanchang. Aqui os salários dos professores são três vezes maiores do que no resto da China.(foto NYTimes)

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.O que é esse “Brasil educador” que a presidente Dilma anunciou em seu discurso de posse? Um lugar em que as crianças de seis anos sabem a tabuada? Um país capaz de triplicar o número de técnicos em cinco anos – e formar mão-de-obra com padrão internacional? Uma nação com investimentos em ciência e tecnologia para disputar a liderança da pesquisa no mundo?
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O governo de Dilma tem dinheiro para montar um projeto parecido com a escola de Maotanchang. Só um, para servir de exemplo.


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Ou será apenas uma sacada dos marqueteiros – o grande tema para mais discursos nos próximos anos? No momento não há professores bem treinados, nem escolas bem equipadas, nem famílias envolvidas com a escola, nem alunos com vontade de estudar. O ensino é segregado – um aluno de seis anos da escola particular sabe mais que um de oito da escola pública.

Recomendo ao novo ministro da educação, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, a leitura de um artigo publicado no New York Times Magazine intitulado Inside a Chinese Test-Prep Factory. O jornalista Brook Larmer foi morar durante meses na cidade de Maotanchang, onde 20 mil estudantes passam três anos se preparando para o terrível gaobao – o teste de três dias, parecido com o Enem, que diz se o candidato está preparado para entrar numa das 120 universidades de primeira linha da China.

As aulas são das 6h20 até às 22h50. Seis dias por semana. Todo domingo há um simulado pesado. Depois, os estudantes têm três horas livres. Só. Na segunda-feira começa tudo de novo.

Há dois gaobaos por ano, um focado em ciências, outro em humanidades. Nove milhões de chineses tentam alcançar a até agora insuperável linha dos 750 pontos, que identifica a excelência absoluta. Acima de 600 pontos podem conseguir vagas em universidades de segunda linha. Mais de 650 pontos garantem uma vaga nas 120 do topo.

É basicamente decoreba exaustiva e frequentemente desumana. Há dois anos, um estudante postou na rede social a foto da turma. Jovens arcados sobre livros com sondas de alimentação intravenosa espetadas nos braços. Parece um filme de horror.

Na escola são proibidos celulares e laptops. Os quartos não têm tomadas. A escola não possui cantina. Como eles comem? As mães mudam para junto dos filhos – a maioria saídos do meio rural – em quartos alugados a peso de ouro, onde há lugar apenas para uma cama-beliche, mesa de estudo e uma panela de cozinhar arroz.

Todos os professores são homens, que não hesitam em aplicar punições rigorosas – como permanecer horas em pé, de castigo por desatenção. As turmas de 100 a 150 alunos lembram os cursinhos do Brasil, com professores falando por megafones. Na verdade, não são professores, são equipes de seis – um mestre e cinco auxiliares – que cuidam de grupos de 20 a 25 alunos.

O sistema de isolamento e dedicação integral dá resultado. Em 1998 a escola aprovou 98 alunos no gaokao. Em 2013 foram 9.312, cujos professores receberam prêmios em dinheiro (500 dólares se o aluno for aprovado numa das 120 universidades top).

Em alguns casos, os prêmios são ainda maiores. A aprovação do estudante Xu Peng na exclusiva Universidade Tsinghua, considerada o MIT (*) da China, representou 50 mil dólares de recompensa. O dinheiro foi dividido entre a família, a escola onde ele fez o ensino médio e, naturalmente, os professores.

Tudo isso faz parte do “grande salto para a frente” decretado em 1999 pelo governo chinês, que triplicou o número de universidades de alto nível e mexeu com todo sistema escolar.

Claro que o Brasil não tem dinheiro para fazer um investimento tão grande.

Mas, se Dilma quiser, o Congresso ajudar e a Justiça não atrapalhar, pode começar a pensar como um chinês. Significa gratificar professores cujos alunos têm elevado desempenho e punir (lá, eles demitem) quem não está comprometido com o resultado do aluno e da escola.

Deve haver um jeito de premiar as famílias que se sacrificam para que o filho passe no ITA.

E, com certeza, há meios de reproduzir no Colégio Estadual do Paraná as práticas adotadas em boas escolas particulares, como a Alfa, de Cascavel, e o Dom Bosco, os dois melhores no Enem.
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(*) MIT – Massachusetts Institute of Technology. Fundado em 1861, em Cambridge, perto de Boston, EUA. Tem 1030 professores, onze mil alunos, 80 prêmio Nobel.

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Era uma cidade modelo. Agora, a conta não fecha

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Tudo tem uma pedra fundamental.


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Na Boca Maldita, o povo protesta contra os buracos. Delicadamente. Com uma certa graça. A prefeitura não faz nada, mas explica: são as chuvas de dezembro, que vão continuar em janeiro e fevereiro. Há outros efeitos do aumento do índice pluviométrico: a capa de asfalto das ruas começa a descolar, os barrancos desbarrancam em Santa Candida e outros pontos da zona norte.

Esta é a ponta do iceberg de um problema maior – a falta de orçamento para manter a cidade em ordem. Deu para notar que o recolhimento do lixo foi desacelerado no fim do ano. Problema com as horas extras.

Vem ai uma greve dos ênibus – a primeira do ano, a vigésima dos últimos doze meses. Está complicado fechar a conta do transporte coletivo.

Na posse do Beto, professores gritavam: “caloteiro! Caloteiro!”. A promessa de salário + carreira ainda não foi cumprida.

E está ai esse Joaquim Levy, representante da banca no governo Dilma, encarregado de aplicar o plano de reajuste na economia, também chamado de austeridade fiscal.

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Paul Robeson na Boca Maldita

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Ao lado do Odeon, o Opera. Do outro lado, o Avenida e o Palácio.(Veja a história dos primeiros cinemas aqui.


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No auge de uma crise de saudosismo, chego à Boca Maldita e olho para as lojas do lado norte.

Lá estão as Casas Pernambucanas. No passado, o prédio, construído pelo historiador Davi Carneiro, abrigava o Cine Ópera e exibia os musicais da Metro Goldwin Mayer.

Sala cheia, assisti a Show Boat, o Barco das Ilusões, com Kathryn Grayson, Howard Keel e Ava Gardner (MGM, 1952). Durante anos acreditei que era Paul Robeson que cantava Ol’ Man River, como na primeira versão, feita pela Universal, em 1936. Mas era William Warfield.

Não era. Robeson estava na lista negra de Hollywood.

Teve a carreira prejudicada pela paranoia anticomunista que tomou conta dos EUA com a Guerra Fria. Coisa do Comitê de Investigação de Atividades Antiamericanas do Senado dos Estados Unidos, comandado pelo senador Joe McCarthy, aquele caçador de bruxas.

Paul Robeson morreu em 1976 (dia 26 de janeiro vai ser o 37º aniversário de sua morte), sem se apresentar no Cine Opera, como, por exemplo, a Orquestra de Xavier Cugat, que chegou bancada pelo projeto de intercâmbio cultural do Departamento de Estado.

Se viesse, haveria entrevista coletiva e eu perguntaria como foi passar de campeão de basquete e futebol americano a campeão dos direitos civis e ator shakespeariano. Pediria também para ele falar sobre aquela noite na Espanha de 1937, em que cantou para as tropas republicanas da Guerra Civil Espanhola.

Clique para ouvir Ol’ Man River, com Robeson.

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