The New Republic – da inteligência à flatulência

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O mercado editorial norte-americano foi invadido por executivos mais comprometidos com o balanço de fim de ano do que com ideias profundas. Este o motivo da demissão em massa da redação da The New Repúblic, publicação levemente de esquerda fundada em 1914 e agora em processo de “recuperação”.

A TNR tem história. Entre seus colaboradores há gente do peso de John Dewey, John Maynard Keynes, Thomas Mann, George Orwell e Virginia Woolf. Mais recentemente colaboravam Toni Judt, Matt Groening (criador dos Simpsons), Camile Paglia e Joseph Stiglitz.

Mas inteligentzia dá prestigio e prejuizo. As vendas caíram de 100 mil exemplares em 2000 para pouco mais de 40 mil. O resultado piorou. Em 2012 as perdas foram de três milhões de dólares.

Joe Nocera, que escreve sobre negócios no New York Times, conta. “Perguntei outro dia a Marty Peretz se alguma vez teve lucro durante as quatro décadas em que foi dono da The New Republic. “Absolutamente não”. “Acho que fomos bem em três ou quatro anos. Um desses anos o pessoal mandou vir umas pizzas para celebrar o balanço no azul. O custo da festa nos colocou novamente no vermelho.”

A revista foi vendida, em 2012, para Chris Hughes, cofundador do Facebook (era companheiro de quarto de Mark Zuckerberg), que convocou o editor Gabriel Snyder, da Bloomberg e reduziu a revista impressa a dez edições por ano.

As mudanças editoriais provocaram a renúncia coletiva de dez editores (Paul Berman, Jonathan Chait, William Deresiewicz, Ruth Franklin, Anthony Grafton, Enrique Krauze, Ryan Lizza, Sacha Z. Scoblic, Helen Vendler, Sean Wilentz) e o afastamento do editor literário Leon Wieseltier.

A gota dágua que provocou a demissão em massa foi a atitude do CEO Guy Vidra (que era do Yahoo) ao definir o futuro da revista. “Ela será uma empresa de mídia digital verticalmente integrada”.

Nocera descreveu no NYT sua investigação sobre o que está acontecendo nesse e em outros sobreviventes da velha imprensa. Perguntou a Guy Vidra se planejava seguir o exemplo da veterana The Atlantic, que vai indo bem. Ele explicou que não. Preferia o modelo da Vox Media. No site da Vox Media, Nocera encontrou um exemplo de listacle (lista + artigo), que dá muito resultado. O título: Everybody farts. But here are 9 surprising facts about flatulence you may not know.

Clique para ler esse exemplo de jornalismo inteligente e provocativo

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Noel

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Ale Age e Monica Salmaso. Nasceram para cantar juntos.

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Teatro Paiol lotado sexta, sábado e domingo. Gente em pé, pedindo bis.

Um presente de Natal essa nova fase do Noel, um espetáculo de 2009, direção de Marcio Abreu, que tem energia para uma vida longa. Belo show bancado parcialmente pela Lei Rouanet. Está faltando um dinheirinho para completar o projeto de mostrar Noel pelas grandes cidades do Paraná.
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Sergio Albach e Gabriel Schwarts.

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Um trabalho bem pesquisado resultou no ressurgimento do theremin. O instrumento foi inventado em 1928 pelo russo Leon Theremin.Em Curitiba surgiu pelos anos 1950.


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Mônica Salmaso, Ale Age e Marcelo Torrone.

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Faltou um detalhe

Está na FSP:

“PF acusa 33 de integrar cartel de trens em SP
Polícia indicia o presidente da CPTM, Mário Manuel Bandeira, o gerente de Operações, José Luiz Lavorente, e ex-diretores”

A Folha de S. Paulo esqueceu de dizer que está falando do escândalo do PSDB.

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Dinheiro – se não existisse, todos seriamos ricos.

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Dinheiro não é uma coisa natural. Se fosse natural, dava em árvore


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O espetáculo da democracia

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Renan, o imperturbável.

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Parece que eles se odeiam mas não se odeiam de verdade – desempenham papeis na peça denominada A República de Renan, megashow natalino com 19 horas de duração, transmitido simultaneamente pelas TVs do Senado e da Câmara. O público interage com os atores xingando e lutando com seguranças.

O atores são deputados e senadores, remunerados de quatro formas, segundo José Simão: salário, jetom, abono e propina. Dividem-se em grupos

Grupo 1 – os que pedem impeachment porque são da oposição.

Grupo 2 – os que pedem impeachment porque são da base aliada e não ganharam ministério.

Grupo 3 – os que não pedem impeachment mas torcem pelo Grupo 1.

Uma grande montagem. Cerca de 600 homens e mulheres de varias idades, vindos de todo o Brasil. Há muitos vilões e a graça é justamente identificar o mocinho no meio deles.

Os atores tomam muito café e comem sanduiches e bolachas em cena. Coma primeiro, a moral fica pra depois, ensinava Brecht. Um observador, do meio do coro, pergunta: se vocês se odeiam, por que não envenenam uns aos outros?
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Abrus precatorius. Mortal.


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Não é difícil. Vejo, pela telinha, alguém colocar açúcar no cafezinho. Bastava misturar beladona àquele sachê. Em poucos minutos o veneno agiria sobre o sistema vagossimpático e paralisaria o coração. Morte subida no calor da discussão. Normal. Político vive morrendo do coração.

Mas não é a melhor forma de eliminar o adversário. No ranking da revista Wired aparece em primeiro lugar uma toxina chamada botulinum, também conhecida pelo nome comercial de Botox.

Veneno terrível. A voz vai ficando rouca, as pálpebras pesam, a visão se turva, há fraqueza muscular e perda de controle da bexiga. Respirar é cada vez mais difícil e a pessoa morre.

Se o detetive da peça descobrir que foi envenenamento por Botox, tudo bem – metade dos senadores e deputados tomam injeções de Botox para esconder as rugas.

Entretanto o veneno mais adequado, mais romântico, mais significativo é o abrus precatorius.

Basta uma dose mínima, equivalente a 0,00015% do peso da pessoa. A vítima sente náuseas e convulsões. Logo vem a falência do fígado e a morte. Os enfermeiros da casa encontrarão nas mãos do parlamentar morto um rosário feito com belíssimas sementes de jequiriti, desses que se adquire em qualquer mercado público e casa de material de candomblé.

Especialistas explicam aos excitados repórteres que não há culpados. Um caso de envenenamento involuntário. Nervoso com o clima dos debates, o parlamentar arranhou as contas e o veneno penetrou pela pele.

Fica uma dúvida: morreu orando pela conversão de colegas pecadores? Improvável. Melhor apostar que fazia promessa para a obstrução dar certo e a Dilma valorizar mais o voto aliado.

No jornal do dia seguinte Willian Bonner mostra artesãos do que morreram pelo contato com a semente de jequiriti.

Outro, de menor Ibope, revela que, na medicina Siddha, famosa na India, o pó integra uma poderosa poção afrodisíaca – uma não-notícia, que está no Almanaque Capivarol e na Wikipedia.

Na TV Lumem, o aviso: em Aparecida, todos os rosários são feitos com contas de plástico para proteger os fieis.

Moral da história: todo mundo sobrevive vendendo alguma coisa.

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A vida pede mais que um banco. Que tal uma gramática?

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Fugi da escola, passei no concurso, vim pra Caixa.

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O saite da Caixa Econômica está cheio de autoelogios.

A Caixa garante que “deu ao povo brasileiro a chance de sonhar com uma vida melhor, com as Loterias Federais, das quais detém o monopólio desde 1961.”

Deixa ver se entendi, dona Caixa. Há 54 anos você imprime bilhetes de loteria, verdade?

Já podia ter aprendido onde colocar o acento nas paroxítonas terminadas em r, como câncer.

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A noite de Diane White-Clayton

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Ela é PHD pela Universidade da Califórnia.

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Tem uma vida intensa, rodando pelo mundo com masterclasses e espetáculos onde mistura gospel e clássicos.

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Um grande momento para os corais da Camerata Antiqua de Curitiba e da Universidade Tecnológica do Paraná o encontro com a regente e soprano Diane White-Clayton no espetáculo “Spirituals – Uma Homenagem à Consciência Negra”, sexta e sábado, na Capela Santa Maria.

Grande momento principalmente para o público, chamado a participar cantando e ajudando a fazer o ritmo. Quando cantaram “Clap Praise” a Capela parecida uma igreja no Harlem ou um templo batista do sul dos Estados Unidos.

Não é difícil entender o motivo. Os negros que vieram para o Brasil como escravos eram da Africa Ocidental – a mesma região de onde levas de outros negros foram para os Estados Unidos. A música brasileira tem a mesma raiz do negro spiritual, do jazz e do gospel.

Essas melodias foram construidas a partir da escala pentatônica – aquelas cinco notas pretas do teclado do piano. Não entendia direito o encanto delas até assistir a essa demonstração de Bobby McFerrin.

No fim, o espetáculo, que devia ter duas horas, durou três. E todo mundo foi para casa feliz, cantarolando canções como “Nobody Knows the Trouble I’ve Seen”, sucesso gravado por Luis Armstrong e outros grandes stars.

Clique para ver Clap to Praise.

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Agradinho natalino

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Faixa preta na Boca Maldita.

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Dê presente.

De presente.

De missão.

Demissão

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Um Natal brasileiro – at last

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Os diretores, coreógrafos, cenógrafos, roteiristas, produtores são de São Paulo, a cidade que mais reproduz velhos sucessos da Broadway e de Orlando. Aparentemente, só as crianças e a ensaiadora são de Curitiba.

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No ano passado, o HSBC promoveu a disneylização do Natal.

Para tanto, não usou um só dólar, uma única libra esterlina de seus cofres abarrotados. Pegou o dinheiro da Lei Rouanet.

Assim como no ano anterior tentou transformar a Avenida Luis Xavier em 42nd Street. Confundiu passinho com tap dance e produziu um pobre show.

Este ano não. Veio com Assis Valente e a gente ficou feliz a rezar.

Lembrou do Edu Lobo. E do Custódio Mesquita. Foi buscar alegria do folclore nacional.

Ficou bonito. Mesmo com o acréscimo dos indestrutíveis White Christmas e O Holy Night.

Ninguém é perfeito.

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Engarrafamento monstro

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Não é a Visconde de Guarapuava às 8 da manhã.
Ainda.


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Não fique ansioso. Vamos chegar lá.

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