O que eu faço com meu 13º?

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Consumismo como identidade. Descartes reinterpretado. “Compro, logo existo.”

A autora é Barbara Kruger, americana nascida em 1945 em Newark, NJ. O trabalho dela influenciou uma geração de fotógrafos. Imensos painéis com textos provocativos, geralmente em vermelho.

Há outras fotos famosas, que ilustram a reação ao materialismo neoliberal de Ronald Reagan e Margareth Thatcher.

“Quando ouço falar em cultura, saco meu talão de cheques”. (1987)

E a foto de uma mulher com o aviso: “Use apenas de acordo com as instruções”.

Além de um poster definitivo, que parece inspirado na “Genealogia da Moral”, de Nietzsche: “Dinheiro compra amor”.
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A obra pouco divulgada de Elgson Ribeiro Gomes

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Elgson Ribeiro Gomes


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Vai sair um importante testemunho do talento de Elgson Ribeito Gomes – a auto-biografia “O Telhado Lá de Casa: Vida e Obra do Arquiteto Elgson Ribeiro Gomes”.

O projeto, de Simone Nunes, prevê a impressão de 1.500 exemplares e um e-book. É um registro essencial de um dos mais importantes e menos conhecidos arquitetos do Paraná.

É dele o famoso Edifício Canadá, na Comendador Araujo, quase esquina com Brigadeiro Franco.

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Enfeitando a onça

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Afinal, é quase fim de ano.


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Estava feio o jardinete da rótula da Praça Nossa Senhora de La Salete. A renovação veio em boa hora, porque daqui a pouco é dezembro, vem o Natal e o Fim de Ano. Quem passar por ali (é caminho do onibus de turismo) vai soltar um oh admirado com o jardinete bem cuidado, e com a beleza da onça de Joao Turim.

Muita gente tem ido ao Museu do Olho,mais adiante, para ver a exposição do nosso maior escultor. Os visitantes descobrem que grandes artistas não surgem do nada. Turin recebeu bolsa – o presidente da província era Vicente Machado – para estudar na Bélgica, conta o Cid Destefani.
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Nosso maior escultor também deixou óleos e desenhos. Muitos nus, como era moda. (foto Badaró Braga, de Cid Destafani.)

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Na sacada do velho Braz Hotel

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Faz parte da história.

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Não é mais Braz Hotel – virou Slaviero Slim.

Desde os anos 1930 foi ponto de encontro dos curitibanos. Que paisagem melhor do que a fauna humana da Boca Maldita?

Em 1950, serviu de palanque para Getulio Vargas discursar durante a campanha presidencial. Insuflado pela turma da UDN o famoso Carlinhos Pereira “com um salto atlético” (saiu assim no jornal) arrancou a faixa e saiu correndo.

Não foi pego pela polícia e estragou o comício.

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Acionistas brasileiros da Petrobrás também têm direito aos 3%

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O senador Sarbanes e o representante Oxley.

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A Petrobrás (como a Vale, a Sabesp, a Tam, a Gol, a Ambev e várias outras empresas brasileiras) vende ADRs (American Depositary Receipts) na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange- NYSE).

Para operar lá é preciso submeter-se às regras internas da Bolsa nova-iorquina e também à Lei Sarbanes-Oxley – uma norma aprovada pelo Congresso americano por iniciativa do senador Paul Sarbanes, democrata de Maryland, e do representante Michael Oxley, republicano de Ohio.

A lei é rigorosa, como exigiam as circunstâncias em que foi votada, em 2002. Os escândalos financeiros da Enron e Worldcom abalaram a confiança do investidor.

Por exemplo, a Lei Sarbanes-Oxley estabelece pena de até 20 anos de cadeia para quem “alterar, destruir, mutilar, esconder, falsificar ou acrescentar informações inverídicas em documento, com intenção de impedir, obstruir ou influenciar investigação de qualquer natureza.”

Quem destruir documentos de auditorias (devem ser guardados durante cinco anos) está sujeito à pena de até dez anos.

Quem ameaçar informante protegido pelo programa de delação premiada também pode pegar dez anos de prisão.

E por ai vai.

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Significa isso que diretores da Petrobrás podem ser punidos pelos seus malfeitos com base na Sarbanes-Oxley? Não, eles são cidadãos brasileiros, sujeitos às leis brasileiras, tanto que estão pedindo habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre.

Mas a lei pode ser invocada por cidadãos ou empresas norte-americanas que possuem papeis da Petrobrás e agora se sentem prejudicados. As perdas da empresa com a corrupção de funcionários necessariamente se refletem no valor das ações e nos dividendos. Não falo no jogo da Bolsa de Valores – aquele sobe-e-desce provocado pelas variações de ânimo dos mercados daqui e de fora.

Trata-se de prejuízo que independe do preço internacional do petróleo ou de eventual acidente em plataforma oceânica. São perdas que resultam da falta de transparência e ineficiência das auditorias interna e externas. Elas estão lá para descobrir exatamente isso – dinheiro saindo pelo ralo da corrupção. As primeiras notícias falam em 3% de todos os contratos dos últimos doze anos. Provavelmente é mais, basta olhar além dessa data.

Para preservar a credibilidade da Petrobrás nos mercados acionários mundiais é provável que os investidores internacionais sejam indenizados.

Ótimo, mas e os milhões de acionistas brasileiros da Petrobrás, como ficam? Por enquanto, só ouço o discurso de fora PT. Ninguém se lembrou de defender os acionistas nacionais. Não há uma linha sobre isso nos jornais.

Se os acionistas não se brigarem, jamais verão seus 3%.

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Já imaginou? Todos os corruptos e todos os corruptores, de todos os partidos, na cadeia?

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Se conseguir levar a investigação até o fim, o juiz Sergio Moro vira heroi nacional.


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Post do Nassif, hoje:

Não se sabe ainda quais jogadas políticas se escondem por trás da Operação Lava Jato. Se for seletiva em relação a partidos políticos, desmoraliza. O vazamento de depoimentos na véspera das eleições é uma mancha na operação.

Se for, de fato, republicana, muda a história política e a luta contra a corrupção no país. E, por republicana, entenda-se o aprofundamento de todas as relações políticas do doleiro Alberto Yousseff – e aí entram o PT, o PSDB, PMDB, PP e demais partidos.

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Quem deu à notícia o título mais honesto?

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Está na Folha de S. Paulo:

“Caso de corrupção na Petrobras muda o Brasil para sempre, afirma Dilma.”

No Globo:

“Investigação pode ‘mudar o Brasil para sempre’, diz Dilma”

No Estadão:

“Investigação de corrupção na Petrobrás pode mudar País ‘para sempre’, diz Dilma”

Entendeu, Folha? Não é a corrupção, que sempre existiu, que vai mudar o Brasil – é a investigação.

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O belo som do silêncio

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Um híbrido roda em Gotemburgo;

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Trecho da entrevista de Hakan Karlsson, vice-presidente da Volvo sueca à Gazeta de hoje, falando sobre o ônibus elétrico:

“Nós fizemos alguns testes em Gotemburgo, na Suécia, e as pessoas diziam que uma das coisas mais bonitas desse ônibus é o silêncio.”

O ônibus elétrico é absolutamente silencioso, não emite dióxido de enxofre, nem particulados, como os Diesel, contribui para melhorar a vida da cidade.

Igualzinho aos de Curitiba.

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A coligação entre PT e PSDB é mais difícil do que a coalisão entre SPD e CDU

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Eles já se uniram pela democracia.


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Na Folha de S. Paulo de hoje, um artigo de Oded Grajew sobre a frustrada aliança entre PT e PSDB, em 1994. Para isso, houve reuniões, estudos sobre a compatibilidade dos programas dos dois partidos, e finalmente um manifesto denominado “Conclamação”. Um trecho: “Como retomar a ética na condução da política? As eleições gerais de 1994 oferecem uma oportunidade de ouro para retomarmos o caminho das reformas e do controle da sociedade sobre a atividade pública.”

O objetivo não foi alcançado devido ao lançamento da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à presidência. Os partidos se afastaram, cada um no seu caminho. Agora, a eleição apertada de Dilma, o radicalismo pos-eleitoral e a ameaça que paira sobre a economia brasileira com a queda dos preços das commodities podem sugerir um novo entendimento.

Uma coisa é certa: aliança entre partidos com ideologia e programa definidos é melhor do que acordos precários com os PQSPN (partidos-que-só-pensam-naquilo).

É certo também o país precisa de um congresso produtivo, resultado de maioria parlamentar estável. A guerrilha das manobras para bloquear a pauta em troca da aprovação de projeto para empreiteiros tem que acabar. O Brasil não é tão grande assim, que suporte um Tea Party.

Conversar talvez seja importante, nessa hora em que há gente pensando besteira. Na Alemanha, os partidos majoritários SPD (social democracia) e CDU (democracia cristã) estão no segundo acordo no Bundestag. Não foi fácil unir esquerda e direita, mas era necessário. A outra alternativa seria deixar a Europa sem liderança em um momento difícil, em que a maior parte dos países sofre com o alto desemprego e a economia estagnada.

Sorte que os partidos alemães têm grande capilaridade. Há 500 mil filiados no SPD e um pouco mais no CDU. Para decidir sobre o pacto houve um referendo. A maioria legitimou no programa conjunto, que inclui benefícios na aposentadoria dos trabalhadores e a desativação de usinas nucleares.

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Sociedade desigual, banheiros públicos injustos (da série “A Capital do Patrimonialismo é Aqui”)

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Com uma certa coragem dá para usar.


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Um dia será oficializada a função de crítico de banheiros públicos. E talvez saia de Curitiba uma geração de autorizados críticos de banheiros públicos. Nossa experiência no assunto é extensa e profunda.

Banheiro é coisa séria. Para a saúde pública, para a economia e para a sociologia. A desigualdade social – hoje medida principalmente pelo Indice de Gini, que coloca o Brasil em posição pouco decorosa – pode ser avaliada pelos banheiros públicos. Ou pela indigência deles.

Um banheiro numa preça de Curitiba, mantido precariamente pela Prefeitura Municipal, não é grátis. Você paga 50 centavos para usá-lo. Não interessa o que vá fazer lá dentro. Cinquenta centavos é o preço para todos os usuários do banheiro do parque Barigui (onde a renda per capita é alta) e da praça Generoso Marques, frequentado por pobres.

Em compensação, se você aproveitar o domingo para andar de bicicleta, poderá dar um passeio até o Aeroporto Internacional Afonso Pena. Lá o espera um banheiro amplo, iluminado, limpo e cheiroso. O papel higiênico é de boa qualidade, assim como as toalhas de papel.

(Lembre-se de ir de bicicleta. De carro você paga estacionamento e gasta gasolina. Ai, o cálculo muda um pouco.)

Sabem todos que os frequentadores do Afonso Pena têm muito mais dinheiro que os do parque Barigui. E infinitamente mais do que os pobres usuários da praça Generoso Marques.

A teoria da concentração da riqueza (“Dinheiro atrai dinheiro na razão direta do volume e na razão inversa do quadrado da mensalidade do clube que você frequenta”) fica comprovadíssima com essa simples experiência.

A capacidade crítica em relação aos banheiros não é privilégio dos curitibanos, nem dos brasileiros. No mundo inteiro há quem encontre nos restroons um modo de avaliar a situação de determinada sociedade. (O outro local é a zona, lá fora designada como Red Light District. Mas deixa pra lá.) Encontrei no blog português “Rua da Constituição” um post que denota alentada cultura de banheiro. O autor é médico.

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