Acionistas brasileiros da Petrobrás também têm direito aos 3%

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O senador Sarbanes e o representante Oxley.

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A Petrobrás (como a Vale, a Sabesp, a Tam, a Gol, a Ambev e várias outras empresas brasileiras) vende ADRs (American Depositary Receipts) na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange- NYSE).

Para operar lá é preciso submeter-se às regras internas da Bolsa nova-iorquina e também à Lei Sarbanes-Oxley – uma norma aprovada pelo Congresso americano por iniciativa do senador Paul Sarbanes, democrata de Maryland, e do representante Michael Oxley, republicano de Ohio.

A lei é rigorosa, como exigiam as circunstâncias em que foi votada, em 2002. Os escândalos financeiros da Enron e Worldcom abalaram a confiança do investidor.

Por exemplo, a Lei Sarbanes-Oxley estabelece pena de até 20 anos de cadeia para quem “alterar, destruir, mutilar, esconder, falsificar ou acrescentar informações inverídicas em documento, com intenção de impedir, obstruir ou influenciar investigação de qualquer natureza.”

Quem destruir documentos de auditorias (devem ser guardados durante cinco anos) está sujeito à pena de até dez anos.

Quem ameaçar informante protegido pelo programa de delação premiada também pode pegar dez anos de prisão.

E por ai vai.

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Significa isso que diretores da Petrobrás podem ser punidos pelos seus malfeitos com base na Sarbanes-Oxley? Não, eles são cidadãos brasileiros, sujeitos às leis brasileiras, tanto que estão pedindo habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre.

Mas a lei pode ser invocada por cidadãos ou empresas norte-americanas que possuem papeis da Petrobrás e agora se sentem prejudicados. As perdas da empresa com a corrupção de funcionários necessariamente se refletem no valor das ações e nos dividendos. Não falo no jogo da Bolsa de Valores – aquele sobe-e-desce provocado pelas variações de ânimo dos mercados daqui e de fora.

Trata-se de prejuízo que independe do preço internacional do petróleo ou de eventual acidente em plataforma oceânica. São perdas que resultam da falta de transparência e ineficiência das auditorias interna e externas. Elas estão lá para descobrir exatamente isso – dinheiro saindo pelo ralo da corrupção. As primeiras notícias falam em 3% de todos os contratos dos últimos doze anos. Provavelmente é mais, basta olhar além dessa data.

Para preservar a credibilidade da Petrobrás nos mercados acionários mundiais é provável que os investidores internacionais sejam indenizados.

Ótimo, mas e os milhões de acionistas brasileiros da Petrobrás, como ficam? Por enquanto, só ouço o discurso de fora PT. Ninguém se lembrou de defender os acionistas nacionais. Não há uma linha sobre isso nos jornais.

Se os acionistas não se brigarem, jamais verão seus 3%.

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Já imaginou? Todos os corruptos e todos os corruptores, de todos os partidos, na cadeia?

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Se conseguir levar a investigação até o fim, o juiz Sergio Moro vira heroi nacional.


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Post do Nassif, hoje:

Não se sabe ainda quais jogadas políticas se escondem por trás da Operação Lava Jato. Se for seletiva em relação a partidos políticos, desmoraliza. O vazamento de depoimentos na véspera das eleições é uma mancha na operação.

Se for, de fato, republicana, muda a história política e a luta contra a corrupção no país. E, por republicana, entenda-se o aprofundamento de todas as relações políticas do doleiro Alberto Yousseff – e aí entram o PT, o PSDB, PMDB, PP e demais partidos.

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Quem deu à notícia o título mais honesto?

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Está na Folha de S. Paulo:

“Caso de corrupção na Petrobras muda o Brasil para sempre, afirma Dilma.”

No Globo:

“Investigação pode ‘mudar o Brasil para sempre’, diz Dilma”

No Estadão:

“Investigação de corrupção na Petrobrás pode mudar País ‘para sempre’, diz Dilma”

Entendeu, Folha? Não é a corrupção, que sempre existiu, que vai mudar o Brasil – é a investigação.

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O belo som do silêncio

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Um híbrido roda em Gotemburgo;

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Trecho da entrevista de Hakan Karlsson, vice-presidente da Volvo sueca à Gazeta de hoje, falando sobre o ônibus elétrico:

“Nós fizemos alguns testes em Gotemburgo, na Suécia, e as pessoas diziam que uma das coisas mais bonitas desse ônibus é o silêncio.”

O ônibus elétrico é absolutamente silencioso, não emite dióxido de enxofre, nem particulados, como os Diesel, contribui para melhorar a vida da cidade.

Igualzinho aos de Curitiba.

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A coligação entre PT e PSDB é mais difícil do que a coalisão entre SPD e CDU

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Eles já se uniram pela democracia.


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Na Folha de S. Paulo de hoje, um artigo de Oded Grajew sobre a frustrada aliança entre PT e PSDB, em 1994. Para isso, houve reuniões, estudos sobre a compatibilidade dos programas dos dois partidos, e finalmente um manifesto denominado “Conclamação”. Um trecho: “Como retomar a ética na condução da política? As eleições gerais de 1994 oferecem uma oportunidade de ouro para retomarmos o caminho das reformas e do controle da sociedade sobre a atividade pública.”

O objetivo não foi alcançado devido ao lançamento da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à presidência. Os partidos se afastaram, cada um no seu caminho. Agora, a eleição apertada de Dilma, o radicalismo pos-eleitoral e a ameaça que paira sobre a economia brasileira com a queda dos preços das commodities podem sugerir um novo entendimento.

Uma coisa é certa: aliança entre partidos com ideologia e programa definidos é melhor do que acordos precários com os PQSPN (partidos-que-só-pensam-naquilo).

É certo também o país precisa de um congresso produtivo, resultado de maioria parlamentar estável. A guerrilha das manobras para bloquear a pauta em troca da aprovação de projeto para empreiteiros tem que acabar. O Brasil não é tão grande assim, que suporte um Tea Party.

Conversar talvez seja importante, nessa hora em que há gente pensando besteira. Na Alemanha, os partidos majoritários SPD (social democracia) e CDU (democracia cristã) estão no segundo acordo no Bundestag. Não foi fácil unir esquerda e direita, mas era necessário. A outra alternativa seria deixar a Europa sem liderança em um momento difícil, em que a maior parte dos países sofre com o alto desemprego e a economia estagnada.

Sorte que os partidos alemães têm grande capilaridade. Há 500 mil filiados no SPD e um pouco mais no CDU. Para decidir sobre o pacto houve um referendo. A maioria legitimou no programa conjunto, que inclui benefícios na aposentadoria dos trabalhadores e a desativação de usinas nucleares.

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Sociedade desigual, banheiros públicos injustos (da série “A Capital do Patrimonialismo é Aqui”)

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Com uma certa coragem dá para usar.


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Um dia será oficializada a função de crítico de banheiros públicos. E talvez saia de Curitiba uma geração de autorizados críticos de banheiros públicos. Nossa experiência no assunto é extensa e profunda.

Banheiro é coisa séria. Para a saúde pública, para a economia e para a sociologia. A desigualdade social – hoje medida principalmente pelo Indice de Gini, que coloca o Brasil em posição pouco decorosa – pode ser avaliada pelos banheiros públicos. Ou pela indigência deles.

Um banheiro numa preça de Curitiba, mantido precariamente pela Prefeitura Municipal, não é grátis. Você paga 50 centavos para usá-lo. Não interessa o que vá fazer lá dentro. Cinquenta centavos é o preço para todos os usuários do banheiro do parque Barigui (onde a renda per capita é alta) e da praça Generoso Marques, frequentado por pobres.

Em compensação, se você aproveitar o domingo para andar de bicicleta, poderá dar um passeio até o Aeroporto Internacional Afonso Pena. Lá o espera um banheiro amplo, iluminado, limpo e cheiroso. O papel higiênico é de boa qualidade, assim como as toalhas de papel.

(Lembre-se de ir de bicicleta. De carro você paga estacionamento e gasta gasolina. Ai, o cálculo muda um pouco.)

Sabem todos que os frequentadores do Afonso Pena têm muito mais dinheiro que os do parque Barigui. E infinitamente mais do que os pobres usuários da praça Generoso Marques.

A teoria da concentração da riqueza (“Dinheiro atrai dinheiro na razão direta do volume e na razão inversa do quadrado da mensalidade do clube que você frequenta”) fica comprovadíssima com essa simples experiência.

A capacidade crítica em relação aos banheiros não é privilégio dos curitibanos, nem dos brasileiros. No mundo inteiro há quem encontre nos restroons um modo de avaliar a situação de determinada sociedade. (O outro local é a zona, lá fora designada como Red Light District. Mas deixa pra lá.) Encontrei no blog português “Rua da Constituição” um post que denota alentada cultura de banheiro. O autor é médico.

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Tempo de jabuticaba

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Dez reais o quilo. Aproveite.


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Desconfio que ontem foi a vez do Dalton

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Tocou a última nota, levantou-se…


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…e fugiu do palco. Só deixou um recado na parede.


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“Fim”. Podia ser “Fui”.


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O jovem (24 anos) pianista pernambucano Vitor Araujo, muito aclamado na carreira que começou aos 9 anos, aprecia homenagear outros artistas.

Suas composições são dedicadas a Amadeo Modigliani, aos autores das trilhas dos filmes do expressionismo alemão, a Pierre-Auguste Renoir e também a Charles Bukowski, Angeli, Rage Against the Machine, Pink Floyd, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal e Chico Science. Por último, mas não em último, vêm José Celso Martinez Corrêa e o Teatro Oficina.

Imagino que o concerto de ontem no Teatro Paiol deva ter sido dedicado a Dalton Trevisan, que defende o silêncio do artista. Nada de entrevistas, nem de tititi com a plateia. O que interessa não é sua conversa, é sua obra.

Daltonianamente, Vitor Araujo não disse uma palavra e fugiu do palco ao terminar o show. Chamado de volta com insistentes aplausos, tocou um bis e fugiu novamente. Ninguém tirou dele um autógrafo, um boa noite, um simples oi. Toda comunicação foi feita com projeções, incluindo a informação de que estava intimidado pela responsabilidade de tocar no Paiol.

E o aviso: “Fim”.

É um talentoso compositor, que mistura pop, rock pesado e música erudita. Abusa de experimentações. Chegou a misturar uma transmissão de rádio para acrescentar, no estilo de John Cage, uma informação pop à obra – uma novidade de 80 anos atrás. Mas tem técnica, estilo e sobretudo imaginação, que é a argamassa com que se fazem os grandes astros.

Valeu o ingresso.
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Pedais de guitarra no piano.

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Governo estadual participando do metrô de Curitiba? Não é assim que funciona

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A conversa foi pra valer?

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A notícia está nos jornais.

Duas hipóteses.

1. É apenas um passo na reaproximação entre Beto e Gustavo.

2. É uma tentativa sincera de resolver um problema que não é só de Curitiba. No metrô há dinheiro do governo federal e haverá outros dinheiros, provavelmente de financiamentos externos. Em compensação, o metrô vai amenizar uma parte dos dramas da RMC.

A gestão compartilhada – é disso que estamos falando? Se for, aleluia! – é o modelo que funciona em todo o mundo. Não dá para resolver o transporte público de Curitiba sem considerar as realidades da região metropolitana.

E não dá para gerir a RMC a partir da URBS, que é municipal, nem da Comec, que no momento não é nada. Funcionários antigos se aposentam e não são repostos. Falta dinheiro. Às vezes falta até sabonete no banheiro.

É necessário pensar nisso – como criar um ente jurídico novo, com autoridade maior do que cada uma das prefeituras e missão de resolver os problemas de transporte da Região Metropolitana de Curitiba? Por ato do governo federal, como no tempo da ditadura? Ou por decisão dos governos interessados?

Não sei, mas o importante começar o trabalho. Ouvir o mais cedo possível prefeitos de Colombo, Araucária, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Pinhais. Não adianta chamar o prefeito da Lapa, ele não tem como contribuir para as decisões daqui. Nem o de Imbituva ou Bocaiuva do Sul. Talvez mais tarde, quando o expresso seguir para lá.

Vale a pena dar uma olhada no que está acontecendo pelo mundo. Se não der para copiar, serve para inspirar. Na Inglaterra surgiu, em 2011, a The Greater Manchester Combined Authority GMCA). Ela reune dez autoridades em um ente jurídico que tem poderes para coordenar o desenvolvimento econômico, resolver questões de transporte e do meio ambiente.

A GMCA herda a experiência de 25 anos de colaboração voluntário através da Association of Greater Manchester Authorities (AGMA). Outras informações estão em www.agma.gov.uk

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O que os partidos políticos brasileiros em geral (e o PSDB em especial) podem aprender com a vitória dos republicanos

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Os candidatos fugiram dele.


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Acabou o governo Obama.

O presidente Obama passa de pé frio a lame duck, pato manco na gíria política. Alguém que está lá para cumprimentar o presidente da Nicaragua em visita a Washington. E apresentar anualmente ao Congresso seu relatório sobre o estado da União. Com o governo avaliado lá embaixo, pouco vai influir na própria sucessão. Se Hillary quiser ter chance de ganhar, fará campanha fingindo que o apoio presidencial não existe.

O trabalho dos republicanos pode servir de exemplo aos brasileiros. Foi uma vitória da humildade, de quem reconhece as próprias falhas. O resultado mostra que é importante ter um partido organizado, que funcione doze meses por ano – e não apenas nas vésperas de eleição.

E organizadamente pensar no time de candidatos que vai colocar em campo. Às vezes, o maior inimigo não mora do lado de lá, está no seu palanque dizendo besteiras radicais, destilando ódio às minorias, condenando programas sociais.

Nesta eleição, os dirigentes republicanos trataram de deixar de lado gente como o terrível Chrys McDaniel, uma mistura de Bolsonaro com Raquel Sherazade, que ataca o hip-hop em seu programa de rádio, refere-se aos mexicanos como “mamacitas”, debocha dos gays e das mulheres.

Gente intolerante é material de primeira qualidade nas mãos dos marqueteiros. Eles podiam, com um mínimo de talento, embalar todos os candidatos republicanos ao senado no mesmo pacote e apresentá-los como “mini McDaniels”.

Jeremy W. Peters e Carl Hulse, no New York Times, analisaram a vitória como o sucesso de um cuidadoso processo de veto a candidatos indesejados e abundante treinamento para garantir que os candidatos não iriam repetir os erros que custaram as derrotas de 2010 e 2012.

Pouca coisa foi deixada ao acaso. Equipes de vídeo gravaram cada entrevista e cada discurso de seus próprio candidatos. Em sessões de mídia training, eles eram apresentados a gravações com as grandes asneiras ditas em campanhas anteriores – quando comentários de Richard Mourdock e Todd Akins sobre estupro e gravidez ajudaram a afundar o partido. (Akins disse que era contra o aborto mesmo em caso de estupro. “O corpo da mulher tem recursos para se livrar da coisa”, garantiu.)

Aqui, Aécio Neves chamou Dilma de “leviana” no debate e mais tarde garganteou: “Em 1º de janeiro, quando você estiver procurando emprego, estarei executando meu programa de governo.”

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