Vim para o Ano Novo Chinês

20150221-003847.jpg Aqui na Plaza Espanha, a cerimônia se repete todos os anos.Dia 19, quinta-feira, começaram as comemorações do ano 4712, o Ano da Cabra. Sexta prosseguiu a festa, que teve o ponto alto no fim de semana.
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20150221-004051.jpg Protegidos por D. Quijote e Sancho Pança.
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20150221-004248.jpg E organizada pela grande comunidade chinesa de Madri. Xinnián Kuàilè! (Feliz Ano Novo em mandarim.)

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Las Descalzas

20150221-001938.jpg Por 10 euros, um honestíssimo filé de linguado no restaurante Las Descalzas, no centro de Madri.

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20150221-002218.jpg Homenagem ao Monastério de las Descalzas Reales, do outro lado da rua. O monastério foi criado para abrigar freiras de famílias aristocráticas.

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20150221-003154.jpg Aqui viveu a Rainha Maria da Austria, morta em 1603.

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Com frio ou com chuva, a Calle Montera ferve

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20150220-235642.jpg Os clientes chegam a toda hora e são de todas as idades.

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Em vez do quarto hotel em Madri, com espaço racionado, que tal um apartamento com dois quartos, sala, cozinha e banheiro? Tem porteiro 24 horas e arrumadeira de dois em dois dias.

Pena que fique na Calle Montera, a rua com maior concentração de prostitutas da capital espanhola. Uma fila imensa, novas e velhas, apesar do frio de 2 graus. Todas de saia bem curta, salto plataforma e smartphone no ouvido.

Essa informação não estava no anúncio.Mas estava na internet.

Por que elas vêm para cá em massa? A explicação está no site Hetaira. Porque a rua tem Delegacia de Polícia e dezenas de câmeras de vigilância. Elas se sentem seguras.

A polícia passa e não faz nada. A não ser que alguém apronte. É diferente, por exemplo, em Barcelona, onde os policiais multam.

Então, ao trabalho – é pesado o expediente. Começam pela manhã e vai até alta madrugada, mesmo com chuva e com frio.

Que fique bem claro, as moças são de paz. Querem um trampo, não querem encrenca. Exceto uma, novinha, provavelmente recém-chegada, que perguntou ao turista que saia do minimercado com uma garrafa de água mineral.

-Ola, que tal? Quieres un culo?

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O skate como forma de vida

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Imigrante eslava em Madri

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20150220-002237.jpg São centenas -e ficam muito zangadas quando você não colabora. Foto Adherbal Fortes

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Aquele museu onde está Guernica é muito mais do que o museu onde está Guernica.

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Guernica é uma obra tão importante que, ao menor movimento em direção à câmera fotográfica, os funcionários correm a avisar gentilmente que é proibido fazer fotos ou vídeos. Cacoete que herdaram do tempo do flash.
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O Museu Nacional e Centro de Arte Reina Sofia, de Madri, não é só, nem principalmente, o local onde se pode ver Guernica, o mural da Picasso, que denuncia a violência da guerra. É um incansável centro de produção de ideias, que está discutindo a reinvenção do documentário num contexto ideológico de crítica do modernismo e suas instituições.

Os organizadores da mostra – que exigiu dois anos de planejamento e pesquisa – argumentam que, antes da segunda guerra mundial e no imediato pós-guerra o documentário fotográfico vivia de seu tom humanista, que teve um ponto alto na grande exposição The Famiy of Man, do Museu de Arte Moderna de Nova York.

As premissas dessa visão foram condenadas como “falsamente conciliatórias”, porque ignoravam a realidade de uma sociedade em conflito.

Em 1978, Allan Sekula (fotógrafo, filmmaker, historiador e crítico americano) publicou um texto incendiário intitulado Dismantling Modernism, Reinventing Documentary. Pede que a arte se torne “um discurso ancorado em relações sociais concretas e não mais manifestações anti-históricas que expressam experiências puramente afetivas”.

O pedido de Sekula, falecido em 2013, foi atendido. Na Europa, nas Américas, na Africa e na Asia apareceram trabalhos sobre a apartheid na Africa do Sul, a Guerra do Vietnã, o conflito na Palestina, no Iraque. Há imagens de conflitos raciais nos EUA e do movimento movimento negro que tem magnífica síntese no filme Selma, infelizmente ignorado pela Academia Cinematográfica de Hollywood, que concede o Oscar.

O Brasil merece uma visita dessa exposição, no mínimo em homenagem aos que continuam batalhando pela causa dos sem-teto. Eles merecem ver If You Lived Here, a resposta artística à crise dos homeless em Nova York, nos anos 1980, um projeto colaborativo de Martha Roslers.

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Por um envenenamento feliz

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Chama-se La Mallorquina a confeitaria que fica no lado oeste da Plaza Del Sol e oferece desde o breakfast até o último doce do dia.

Muita nata, gema de ovos, chocolate ao leite, doce de lechetrez, marmeladas – tudo que faz mal para quem sofre de diabetes ou foi avisado pelo médico de que está no limite do colesterol.

Para o resto da humanidade, é o paraíso.

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Onibus desintegrados

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No terminal Cabral começa a discurssão sobre de quem é a culpa pelos ônibus desintegrados.

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A batalha da rejeição travada entre Beto Richa e Gustavo Fruet – cada um botando no outro a culpa pela destruição do sistema integrado de transporte coletivo de Curitiba – vai começar no Terminal do Cabral e terá dois outros cenários nos tubos da Prefeitura e do Circulo Militar.

No Cabral têm que descer os usuários da antiga linha Colombo-CIC, extinta graças à falta de diálogo entre o prefeito e o governador. A alternativa para quem trabalha na CIC e mora em Colombo agora é o Cabral-Guaraituba.

Imagino o que sente alguém acostumado a pegar um ônibus no fim da tarde (e, com sorte, arrumar um lugarzinho para sentar) obrigado e descer, esperar pelo outro ônibus e batalhar por espaço naquele aperto das seis horas da tarde. No primeiro momento vai achar que é culpa da Urbs, que extinguiu a linha. Depois, alguém explicará que a decisão veio de cima.

Faça de conta agora que você era frequentador do ônibus Barreirinha-São José. Você arranjava um lugar de manhã cedinho e ia embora, sentado, lendo a Tribuna, pelos 25 quilômetros do trajeto. Era feliz e não sabia.

Agora, a linha foi encurtada. Virou Barreirinha-Guadalupe. Se quiser seguir para o sul, você terá que tomar, por exemplo, o Boqueirão-Centro Cívico, trocando de ônibus ou no tubo da Prefeitura ou no do Circulo Militar. Na hora de pico não haverá assento, talvez falte até lugar em pé e seja necessário esperar o próximo ônibus.

Resta um consolo – a passagem nesses trajetos ainda é uma só. Ainda.

E paira outra ameaça – a Prefeitura pode proibir que os ônibus metropolitanos entrem no Terminal do Cabral ou encostem nos tubos Prefeitura e Circulo Militar.

UMA GUERRA SEM VENCEDORES

Puxando o total, na bottom line, o que aparece?

Uma guerra em que todo mundo perde, principalmente o povo que depende de ônibus para chegar ao trabalho.

E as empresas, que terão, desde as primeiras horas da manhã, um funcionário mais cansado, irritado e improdutivo.

E subsidiariamente todos os curitibanos que se orgulhavam de ter o sistema de transporte coletivo mais moderno da América do Sul.

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As duas guerras de Beto Richa

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Professores fazem piquete numa das entradas do Tribunal de Justiça.

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Beto Richa envolveu-se em duas disputas políticas em que a vitória se estabelece pelo aumento da taxa de rejeição do adversário.

A primeira é contra Gustavo Fruet, que também entende de rejeição. Estão os dois dizendo que a desintegração do sistema de transporte coletivo de Curitiba é culpa do outro. Não é. Olhando de fora, vê-se que culpa é dos dois. Eles têm dificuldade de conversar, não querem ceder e não assimilaram a idéia da região metropolitana.

A segunda guerra de Beto é contra os professores. Aqui, a estratégia é aumentar a rejeição ao PT, que seria o responsável pela greve dos professores.

Ao receber o receituário amargo do ajuste fiscal, mandou transformar tudo em projeto de lei a ser aprovado pela dócil Assembléia Legislativa em regime de urgência. O “tratoraço” significa cancelamento do diálogo com a oposição que normalmente se desenvolve na Comissão de Constituição e Justiça e em outras.

O “tratoraço” foi decidido pelo Palácio Iguaçu? O Chefe da Casa Civil, secretário Eduardo Sciarra, nega. A Gazeta do Povo registrou a explicação de Sciarra, que merece um lugar no anedotário político. “Os deputados não votaram por ordem do governador. Votaram porque estavam convencidos que os projetos são bons”.

A reação de Beto à derrota não é boa. “Não posso admitir que baderneiros, arruaceiros e anarquistas se infiltrem em movimento legítimo de professores”. Repórteres que passaram dois dias no meio dos professores não registraram a presença de “infiltrados”.

Essa era a estratégia geral diante de derrota. O Bonde registrou o deputado Felipe Francischini simplificando ainda mais os fatos.

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A greve, o locaute, o boicote

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Os automóveis são responsáveis por apenas 27% dos deslocamentos, mas ocupam 80% das ruas e avenidas. É a privatização da via pública.

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Falando em ônibus, é bom lembrar que toda greve é paralisação, mas nem toda paralisação é greve.

O nome muda cada vez que muda o sujeito da decisão. Vamos lá:

. Greve. Para tudo porque o sindicato dos trabalhadores decidiu.

. Locaute. Para tudo porque os patrões decidiram. (Há locautes disfarçados de greve.)

. Boicote. Para tudo porque os consumidores decidiram.

Boicote é mais difícil, porque consumidor é um adepto de ações individuais. Claro, existem associações de consumidores, mas quem participa delas? Há cooperativas de consumo em áreas muito específicas.

Tem gente achando que Curitiba deve boicotar os ônibus até o serviço se reorganizar e voltar ao padrão de 20 anos atrás. Para isso, faltam duas coisas: uma vontade geral e uma liderança. Em compensação, as redes sociais facilitam a mobilização.

Como foi o boicote dos ônibus em Montgomery, Alabama, em 1955? A resposta está em Rosa Parks Story, filme de 90 min exibido pela CBS, em fevereiro de 2002, para celebrar o Mês da História Negra. O filme está no YouTube.

Havia um motivo para promover o boicote – os Direitos Civis; existia uma sociedade negra em luta organizada contra a segregação racial e havia uma líderança, a National Association for the Advancement of Colored People (NAACP), onde militava Martin Luther King.

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Uma questão filosófica. Frequentemente há debate entre os defensores da Teoria do Grande Lider e os da Teoria dos Grandes Eventos. Os primeiros argumentam que certas pessoas nasceram destinadas à grandeza, enquanto os últimos defendem que a “grandeza” surge quando pessoas comuns são levadas a desempenhar papeis em eventos extraordinários.

O boicote dos ônibus de Montegomery, de 5 de dezembro de 1955 a 20 de dezembro de 1956, teve um efeito decisivo na questão dos direitos civis. Ao final, a Suprema Corte derrubou a lei que segregava os ônibus e obrigava negros a ceder lugar para os brancos.
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Quem fica com a glória? Hoje, a vitória é atribuída a um líder, o pastor Martin Luther King. Não é verdade, ou melhor, não é toda verdade. Para começar, a reação contra a segregação vinha de longe. Rosa Parks não foi a primeira a ser presa por não ceder o lugar. A comunidade negra se organizou através da NAACP.

Ao determinar o boicote, os líderes do movimento não sabiam se teriam sucesso. Foram vencendo aos poucos, ao conquistar o apoio dos usuários, que organizaram o compartilhamento de carros; dos taxistas negros que decidiram cobrar dos usuários de taxis compartilhados a mesma tarifa do ônibus; de pastores que pregaram o boicote e promoveram frequentes reuniões nas igrejas para mantê-lo; da comunicação organizada pela Women’s Political Council (WPC), através de volantes distribuídos nas ruas e nas igrejas.

Mas precisavam de Martin Luther King, pastor de 26 anos, da Igreja Batista da Avenida Dexter, grande orador – firma, corajoso, catalizador.

As duas teses se completam. Em Montgomery havia o líder que a grandeza do momento pedia e havia pessoas comuns, mobilizadas porque entenderam o momento, desejaram o Grande Evento – e assumam seus papeis no movimento coletivo.

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