O Barco dos Tolos

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Há um esperto no Barco dos Tolos.

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Vamos reconhecer a verdade: Curitiba tem um sistema de transporte coletivo que já foi o melhor do Brasil e hoje está decadente.

A Região Metropolitana de Curitiba tem um dos piores sistemas de transporte coletivo do país – ônibus velhos, linhas antieconômicas, caminhos esburacados, pouco planejamento.

Os problemas da Capital e da RMC são distintos.

Não podem ser jogados na mesma canaleta, nos mesmos terminais e nas mesmas vias rápidas, como se fossem um só. Precisam ser isolados da disputa política entre o governador do Estado e o prefeito de Curitiba, motivada pela eleição do ano que vem. Gustavo quer ser reeleito, Beto quer colocar Ratinho Junior na Prefeitura.

A greve dos ônibus é parte dessa briga e a reação dos curitibanos é monitorada por pesquisas de opinião pública. A culta é de Fruet? Aumentam as chances de vitória de Ratinho. Beto é visto como responsável pelo impasse? Gustavo está reeleito.

E nós, o povo?

Pois é. Aqui estamos, parados no trânsito, no calorão, padecendo de uma raiva difusa, sem saber o que fazer – e sem perceber que a culpa é muito dos usuários que não estão organizados, nem entendem a necessidade de reagir.

Por enquanto, Curitiba e a região metropolitana lembra o barco dos tolos, um livro satírico de Sebastian Brand, publicado em 1494. Conta a história de um barco cheio de tolos e guiado por tolos, que segue para o Paraiso dos Tolos. Virou um quadro famoso de Hieronimus Bosch.
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Era o melhor sistema de transporte do Brasil.

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Hobbes, o Livro de Jó e a realidade da Era Putin neste Leviatã

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O mal está em toda parte.

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Ainda vou conseguir o shooting script de Leviatã, filme de Andrei Zvyagintsev indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Tenho o palpite que desde as primeiras páginas, plano por plano, vou desvendar a receita do artesanato cinematográfico com grandeur – a fórmula dos grandes épicos.

Quero vê-la aplicada às histórias das favelas, bocas-de-fumo, associação de políticos com bandidos, padecimentos dos pequenos trabalhadores que procuram sobreviver no Estado sem lei.

Trabalho de gênio. Sobre o filme, o crítico Andrew O’Hehir, de Salon, não poupa elogios. “É uma obra prima, trabalho de gênio, amargo e cheio de humanidade, que deve ser visto de novo e de novo, porque cada vez ficará melhor”.

O autor/diretor foi buscar inspiração em duas fontes. A primeira é Hobbes, com sua visão do estado opressor. A outra é o Livro de Jó, considerado o grande reservatório de sabedoria do Velho Testamento.

Jó, o homem íntegro da terra de Hus, temia a Deus e fugia do mal. Para prová-lo, Deus permitiu que perdesse todos os bens e a família. Assim mesmo Jó não perdeu a fé. “Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!”

Um contra uma cidade inteira. Aqui, numa cidadezinha da costa, Kolya (Alexey Serebriakov), dono de uma pequena oficina macânica, luta contra um prefeito corrupto Vadim (Roman Madyanov), que o crítico Peter Bradsohw, do Guardian, acha parecidíssimo com Boris Yeltsin.

O prefeito quer construir sua mansão na propriedade em que a família dele sempre viveu. E desapropria o terreno a preço vil. Para se defender, o mecânico pede ajuda do velho companheiro de exército Dimitry (Vladimir Vdovichenkov), um advogado esperto de Moscou. Mas a vinda dele provoca novas desgraças para Kolya e sua bela mulher Lilya (Elena Lyadova).

O filme denuncia a justiça que trabalha para os poderosos, em parceria com a Igreja.

O Estado hipertrofiado, minado pela burocracia, serve aos interesses de gangsters – e a felicidade individual é uma hipótese tão remota como alguém pescar a grande baleia bíblica com um anzol.

O mito da inocência. Todo o talento do diretor é investido na destruição de ilusões como o devido processo legal e a justiça social porventura remanescentes entre o público.

O referencial de Andrei Zvyagintsev é russo. “Vivemos em um sistema feudal onde tudo está nas mãos de uma só pessoa e todos vivem uma subordinação vertical”. Mas ele diria o mesmo se conhecesse, por exemplo, o Maranhão e as práticas políticas da família Sarney.

“Viver na Russia é caminhar por um campo minado”, insiste o diretor em Cannes, sem perceber que o mesmo se aplica ao Brasil, China, India, Africa do Sul e a todos os candidatos ao Bric. Serve também para o México, Estados Unidos e muitos outros paises.

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P.S. – No Pravda, não achei resenha sobre o Leviatã. Mas o editor jurídico David R. Hoffman afirma em artigo intitulado “O Oscar deste ano será mais branco”, que a festa da Academia de Cinema de Hollywood está mais falsa do que nunca. Ficará mais branca com a omissão do filme “Selma” justamente no ano em que Martin Luther King completaria 86 anos – e não há um ator negro entre os indicatos para melhor ator, melhor atriz, melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante.

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Desperdício

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Uma hora vai faltar.


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Saiu agora o relatório do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Curitiba está entre as capitais que mais desperdiçam água tratada – quase 40%

Os sistemas de tratamento e distribuição com menos perdas estão em Goiânia, Porto Alegre, Brasília, Campo Grande, Rio de Janeiro, Vitória, Florianópolis, Palmas, São Paulo e Belo Horizonte.

A campeã nacional de desperdício é Macapá, 73,6%.

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Silêncio obsequioso

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E dai, pegaram você?


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Não vi a continuação do noticiário sobre o assalto ao ônibus dos militares da 5a. Região que voltavam no Rio pela BR-116.

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Democracia é ouvir e tuitar

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Se gostou, tweet, cara! (Obama ontem no Congresso)

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Antes, havia duas maneiras de se comportar no Congresso dos EUA durante a apresentação do discurso sobre o estado da União – levantar-se e aplaudir ou ficar sentado e lançar aquele olhar para o orador.

Agora, com o Twitter. durante os 65 minutos em que falou aos congressistas, Obama recebeu mais de mil tweets.

Alguém lembrou de colocar os tweets no telão?

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Obama e as midias sociais hoje à noite

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Todos os olhos no Presidente.


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Mesmo em janeiro, mês de férias, políticos têm que trabalhar. Propelidos por forte instinto de sobrevivência, inventam assuntos, reúnem-se com ex-inimigos, fabricam pesquisas sobre porcaria nenhuma, as pespones, demitem assessores, nomeiam assessores.

Tudo para não perder espaço na mídia.

Em Washington, o presidente Barack Obama trocou até de redator de discursos. O novo vai apresentar o trabalho hoje às 9h da noite, no tradicional pronunciamento sobre o estado da União.

Quem é do ramo observará que foi feito um esforço adicional para transformar essa rotina sem graça em notícia. Coisa de publicitário competente.

Começa com a chamada no Facebook e outras mídias sociais. “Todos os olhos no Presidente”, convoca a chamada, antecipando que não será um blablabla inconsequente.

O post foi curtido em todo o mundo por 7.350 pessoas, entre elas a minha colega Silvia Ogrodovski, que assessora a secretaria Fernanda Richa. Não conferi o que está acontecendo para os lados do Gustavo Fruet, mas o novo secretário de comunicação Paulo Vitola é ligadíssimo em mídias digitais.

Portanto, o Paraná está no circuito Obama de veiculação, que nas últimas semanas garantiu um espaço adicional para as manobras do Presidente derrotado nas eleições de meio de mandato.

A Casa Branca usa cada vez mais as plataformas digitais, incluindo YouTube, Facebook, Medium, Vine, LinkedIn e Twitter. Além do site oficial, www.whitehouse.gov. Quem der uma olhada hoje à noite, vai ver uma novidade: GIFs de seis segundos para reforçar a mensagem e melhorar a compreensão do público.

A diretora de comunicação de Obama Jennifer Palmieri explicou ao NYTimes que todo mundo vai transmitir o discurso. A grande mídia acrescentará um filtro político, através de repórteres e analistas. Isso significa que para o público da Fox News não haverá a mensagem de Obama, mas a interpretação ultraconservadora de Rupert Murdoch, o dono da rede.

Com a mídia social o contato é sem intermediários. A fala é entendida de acordo com o referencial de cada pessoa. Os analistas políticos, a turma do Murdoch, só chegam depois.

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Quatro bandidos dominam 42 militares

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Está na Gazeta do Povo:

“Um ônibus com 42 militares do 20.º Batalhão de Infantaria Blindado, do Bacacheri, em Curitiba, foi roubado por quatro homens armados em Campina Grande do Sul, na madrugada de ontem. Eles voltavam do Rio de Janeiro, onde participavam da Força de Pacificação do Complexo da Maré. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os assaltantes levaram carteiras, celulares e relógios das vítimas.”

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Leve Curitiba

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Diga cheese!

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Nove entre dez turistas chegam a Curitiba implorando para ir ao Madalozzo.

Dali seguem ao Empório Durigan.

O frango prensado incomparável e o vinho inesquecível.

A família Durigan chegou a Curitiba na década de 1870 e só cento e dez anos depois descobriu a fórmula de encantar turistas.

O importante – agora eles aprenderam – não é o terroir.

É a fotografia.

E o preço.
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Um verdadeiro asti por 22 reais.

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Começou a fase MPB da Oficina de Música de Curitiba

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Parceria de alto nível.

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Egberto Gismonti e a Orquestra à Base de Sopro de Curitiba iniciaram a segunda fase da Oficina com casa cheia.

Cheia mesmo. O Guairão lotado.

A dúvida não era a qualidade do show que ia começar.

Era o ar condicionado do Guaira, que está para ser trocado

Funcionou com bastante dignidade.

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Saia do calor – leve as crianças ao Museu da Vida

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Está ficando bonito.


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De novo esse horroroso tempo de férias. Uma multidão de pais, mães e avós mandando não gritar assim, parar de chorar, não entrar na água, não correr. E chega de sorvete, não mexa no brinquedo do seu primo, engula o choro.

Outro verão do não.

Um não gritado por adultos estressados, inseguros, desinformado e destreinados.

Passaram a responsabilidade para a escola e agora a escola está de férias.

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Assim mesmo, eles ficam se achando.

Não sabem (Mario Quintana sabia) que adulto não passa de uma criança obsoleta.

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Se você é adulto, e ficou triste com a notícia de sua acelerada obsolescência, pense que nunca é tarde para entender como funciona uma infância feliz e saudável.

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Em 1948, os adultos que se preparavam para redigir a Declaração Universal dos Direitos do Homem decidiram colocar à frente de todos o princípio que declara:
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

Mas as crianças merecem proteção especial.

Elas são vida – e valorizar os Direitos Humanos é valorizar a vida.

Esta foi a ideia geradora da Pastoral da Criança:

Dona Zilda Arns era uma sábia. Médica do serviço público, descobriu que o dinheiro do orçamento nunca chegava para as necessidades. A burocracia ia comendo grande parte no caminho entre a Secretaria e o postinho de saúde.

Inventou atalhos para o dinheiro render.

Reuniu um exército de agentes voluntários – 109 mil líderes comunitários atuantes e 90 mil coordenadores e capacitadores.

A criança atendida pela Pastoral tem boa saúde e custa pouco: R$2,31 cada uma. Nas áreas atendidas, o índice de mortalidade infantil é o mais baixo do Brasil.

O relatório anual da Pastoral aprovado na semana passada informa que há 1.217.943 crianças menores de seis anos acompanhadas, em um milhão de famílias, espalhadas pelos 27 estados brasileiros.

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Agora está nascendo em Curitiba o Museu da Vida, que funciona na sede da Pastoral, à rua Jacarezinho. O gerúndio é necessário porque ainda falta muito trabalho para concluir o projeto. Mas o bosque ao fundo, fresquinho, com trilha e tudo, está pronto há séculos.

Faça uma visita.

É a melhor oportunidade deste verão para verificar que nem sempre é possível preparar um futuro para as crianças, mas sempre é possível preparar as crianças para o futuro.

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