A perigosa Ucrania

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Ogiva nuclear.

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No meio desse blablabla sobre a crise da Ucrania, alguém deveria lembrar que podia ser pior.

Podia ser muito pior.

A Ucrania é tecnicamente um estado nuclear. A usina de Chernobyl – recordam-se da tragédia? – fica em Pripyat, no norte, a uns cem quilômetros de Kiev. Ainda há no país quinze reatores nucleares, que produzem metade da eletricidade que a Ucrania consome. Espera-se que os russos tenham removido o plutônio produzido nos RN.

No blog da New York Review of Books o especialista Jeremy Bernstein lembra que em 1991 a Ucrania possuia o terceiro maior arsenal de ogivas atômicas do mundo, atrás apenas dos EUA e da Russia. No final da Guerra Fria, o país tinha cerca de 1.900 ogivas atômicas e centenas de armas nucleares de outros tipos.

Não é hora de ficar dizendo besteira na televisão. É hora de agradecer a Deus e aos ucranianos terem aderido ao desarmamento.

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Um metrô dentro do metrô de Londres – do tamanho do nosso

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Uma das nove estações do Crossrail.

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Quando o metrô de Curitiba for iniciado todo o mundo vai começar a perguntar: “Como está a obra?”

E ninguém vai responder, de modo claro e simples, como merecemos.

Começarão então os boatos, meias-notícias, interpretações de relatórios escritos em jargão burocrático. Haverá um editorial em algum jornal exigindo informações. Em troca do editorial o jornal ganhará uma página de matéria paga com mais relatórios em burocratês.

Vai ser um horror, a menos que alguém se lembre de ver como anda o Crossrail, novo metrô de Londres, que corta o centro da cidade, por baixo do atual metrô, a uma profundidade de até 35 metros.

Ele terá dois túneis e 21 quilômetros de extensão.

Coincidência, a mesma extensão do nosso.

Mas por que Londres está construindo um metrô se já tem um, com 400 quilômetros e 268 estações, por sinal o mais antigo do mundo? Justamente por ser o mais antigo, ele não é o mais rápido. Com o novo trecho, que corta o centro da cidade, tudo vai ser mais fácil. O tempo de viagem do centro até o aeroporto, por exemplo, vai ficar pela metade. O número de passageiros duplicará nas principais linhas.

Durante os estudos não houve campanha anti-metrô em outdoors, jornal, rádio ou qualquer outro meio de propaganda. Ninguém é idiota de achar que cidade grande pode viver sem transporte sobre trilhos.

Os londrinos acompanham o andamento do novo metrô pela Internet. Há mapas mostrando como vão as coisas.

Se você clicar no mapa, aparecem relatórios simples e claros sobre os trabalhos do Phyllis, que é o apelido dado ao tatuzão deles.

Aqui estão os dados sobre a construção do túnel entre Royal Oak Portal e Farrington – uma distância de 6,8 quilômetros.

Longo, não é? Pois foi iniciado em 04/05/2012 e concluído em 08/10/2013. Dezessete meses de trabalho e estava pronto.

No dia de maior produção Phillys avançou 51 metros; na melhor semana cavou 249 metros. Colocou 4675 aneis de escoramento e retirou 575 mil toneladas de terra e pedra aproximadamente.

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A psicóloga plagiada e a força da Web

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Olha o que saiu na coluna da ombudsman Susana Singer da Folha de S. Paulo:

A tira de humor “Psicologa Direta”, de João Mirio Pavan, publicada na Folha durante uma semana era plágio da “Psicologa Honesta”, do espanhol Molg H.

O povo da Internet denunciou e a Folha retirou o humor copiado.

Veja o original em http://twicsy.com/i/GsD7ue

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Feriadão sem a escravidão dos engarrafamentos. Bom para aplaudir a grande performance de Chiwetel Ejiofor

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A Academia de Hollywood acabou a segregação. Bom para Ejiofor.


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O carnaval é um feriadão maravilhoso para quem ficou em Curitiba.

Por-se em sossego só traz vantagens. Você não precisa enfrentar quatro horas de estrada perigosa para chegar a Pontal do Sul. Não sera explorado ao entrar no supermercado porque esqueceu de levar laranja e detergente. Está livre da fila na padaria (onde o pão é batizado com toneladas de bromato). Não terá o desgosto de descobrir que um ladrãozinho entrou na sua casa e levou a TV.

Aqui, temos as ruas sem engarrafamento, os ônibus sem greve e os filmes – os do Oscar e os outros. Muitos são bons, alguns são ótimos e há os excelentes como esse corajoso 12 Anos de Escravidão. Desconfio que só poderia ter sido feito na Inglaterra porque nos EUA persiste a aversão ao debate sobre a escravatura.

Durante 133 minutos, o diretor Steve McQueen, nascido em Londres, reconstroi a história de um músico negro, homem livre, (Chiwetel Ejiofor, grande atuação, candidato ao Oscar de melhor ator) raptado por mercadores de escravos e devolvido aos campos de algodão da Luisiana. Brad Pitt, um dos produtores, faz um papel secundário mas importante.

David Cox, no Guardian, conta que McQueen baseou-se, para filmar 12 anos de Escravidão, num livro de memórias de Solomon Northup com o mesmo título escrito em 1841. “De acordo com o mito, o trabalho desapareceu de circulação instantaneamente para ser redescoberto apenas agora pela esposa de McQueen. Como as Memórias de Anne Frank, só encontradas muitos anos depois do nazismo derrotado.”

Não é verdade. O livro já tinha sido adaptado para televisão, em 1984, pelo diretor Gordon Parks, o mesmo de Shaft. Produzido com o apoio financeiro da National Endowment for the Humanities, a Odisseia de Salomon Northup foi exibida pela PBS, rede de emissoras públicas. E só.

Chad Williams, na revista Humanities, lembra que o filme recebeu pouca atenção, talvez porque o roteiro submeteu-se a uma série de restrições e cuidados, ao contrario do que acontece hoje com seu remake produzido com absoluta liberdade. “Ele merece reconhecimento por oferecer um retrato da escravidão nos EUA feito com coragem, detalhes e pesquisa histórica. O filme atual credencia-se a maiores aplausos não apenas por ser uma bela obra de arte, mas porque parte de um esforço para contínuar lembrando a saga de Northup e a história mais ampla da escravidão”.

Os produtores de Hollywood nunca lidaram bem com a questão dos escravos.

No clássico The Birth of a Nation (D.W. Griffith, 1915) surgem centenas de escravos. Mas eles são mostrados como brutos merecedores de seu destino.

Em 1940, Hattie McDaniel ganhou um Oscar pelo papel da escrava da casa Mammy, em …E o Vento Levou, mas sua personagem era cúmplice do sistema. Na cerimônia de entrega dos prêmios ela foi sentada numa mesa separada. Segregada.

Mandingo (Richard Fleischer,1975) celebrava a violenta sexualidade negra. Foi classificado de “lixo racista” por Roger Ebert.

E agora, o que acontecerá amanhã, quando a Academia de Hollywood decide entre as qualidades de 12 Anos de Escravidão e Gravidade, outra obra de arte? Só há uma certeza – se for o vencedor, McQueen não precisará subir num palco segregado, primeiro por ser inglês, segundo, porque segregação deixou de ser politicamente correta.

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A bola da vez

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A próxima discussão.


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Vem ai nova etapa da discussão sobre o marco civil da Internet. Com certeza, vai bater no STF.

Estamos falando do futuro da media e da liberdade de imprensa.

Talvez entender melhor o que disse Thomas Jefferson quando afirmou: “Onde a imprensa é livre e todo o homem é capaz de ler, estamos seguros.”

(Significa que em um país com 33 milhões de analfabetos absolutos, estamos inseguros.)

Uma sugestão para começar é prestar atenção nesse debate entre Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif.

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Os grevistas estavam na garagem, todo animados, tomando cerveja paga pelo patrão. Fala sério, que greve foi essa?

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Se sou dono do ônibus, como deixo os grevistas pregarem faixa no meu ônibus?

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Da coluna do Bessa, hoje, na Gazeta. O título é “Greve Animada”:

“De acordo com informação que chegou à coluna ontem, era de muita festa o clima nas garagens das empresas de ônibus de Curitiba durante a greve dos motoristas e cobradores que paralisou a cidade nesta quarta-feira. Tinha até cerveja, consta.”

Está na Folha:

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT-PR), ameaçou nesta quarta-feira (26) pedir a prisão dos presidentes dos sindicatos das empresas e dos funcionários de ônibus se a greve dos motoristas e cobradores de ônibus for combinada, disse em entrevista à “RPC TV”, afiliada da “TV Globo” no Paraná.

“Se esse jogo for combinado, eu vou pedir a prisão do presidente do sindicato das empresas e dos trabalhadores. É inaceitável a gente ouvir os depoimentos e ver a forma como isso está sendo conduzido”

Faz bem o Gustavo. Investigue essa greve de mentirinha, Gustavo.

Os ônibus não sairam porque os empresários não quiseram.

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Carli vai para o juri popular. A menos que obtenha outra decisão protelatória do STJ

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O primeiro voto foi do des. Telmo Cherem.

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Está na Gazeta

“Por unanimidade, a 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu nesta quinta-feira (20) que o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, acusado de matar dois jovens em um acidente de trânsito em 2009, em Curitiba, vai a júri popular. A sessão que definiu o destino do julgamento começou por volta das 13h45, no primeiro andar do prédio anexo do TJ-PR, e terminou pouco depois das 17 horas.

Votaram na sessão os desembargadores Telmo Cherem, que é o relator do caso, Campos Marques e Benjamim Acacio de Moura e Costa. Com o parecer, também fica decidido que o ex-deputado vai responder por homicídio com dolo eventual, quando o agente assume o risco de matar.

Também por unanimidade de votos foi decidido que o teste de alcoolemia de Carli Filho não terá validade. O exame foi realizado sem o consentimento do acusado, enquanto ele estava inconsciente no Hospital Evangélico, com amostras de sangue colhidas judicialmente do laboratório da instituição de saúde.”

Um comentário e uma pergunta. O comentário:

Seria mais fácil convencer Carli Filho a ir para a cadeia se as penitenciárias brasileiras tivessem um mínimo de conforto e segurança?

Em seu livro “Assassino de Reputações”, Romeu Tuma Júnior conta a Claudio Tognolli como é a “Maison d’Arret” (Casa de Detenção) de Mônaco, que conheceu por ocasião da prisão de Salvatore Cacciola.

É um presídio diferente dos brasileiros. Não cheira mal. Tem uma capelinha bem arrumada, quadra coberta e área de lazer, além de biblioteca, salão de jogos, cozinha limpa e comida boa.

“Não resisti a experimentar um pimentão assado, recheado com carne moída ao molho monegasco”, conta Tuma Junior. “Nas celas, TV a cabo, frigobar, ferro de passar, cafeteira, beliche, escrivaninha, banheiro com porta, privada com tampa, enfim um flat”.

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Em Porto Alegre, Ministério Público de Contas pede informações sobre despesas com estruturas temporárias

Está na Zero Hora:

Após a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado admitirem bancar parte das estruturas temporárias do Beira-Rio para a Copa do Mundo 2014 em Porto Alegre, o Ministério Público de Contas (MPC) enviou um ofício às administrações municipal e estadual pedindo informações sobre as negociações para solução do impasse.

Os dois governos têm cinco dias para disponibilizar uma resposta ao pedido.

Depois da reunião de segunda-feira, no Palácio Piratini, sede do governo gaucho, a Fifa distribuiu nota oficial cancelando entrevista de Jérôme Valcke e prometendo solução para estruturas temporárias até hoje, quinta-feira.

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Além da Arena, estamos bancando as estruturas temporárias para as transmissões da HBS. Será que vivemos numa cidade de otários?

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Está no acabamento. Mas o que interessa à Fifa são as estruturas temporárias.


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Houve até aposta. Mas quem é do ramo nunca duvidou que a Fifa ia aprovar a Arena.

Do jeito que estivesse.

O negócio da Fifa, o interesse do Blatter, não é exatamente o conforto do torcedor. Se o banheiro não tiver água, azar de quem comprou ingresso. O que importa mesmo é agradar um bilhão de pessoas em todo o mundo que receberão as imagens dos jogos.

(O Edson Militão havia publicado em sua coluna que Curitiba seria uma das sedes da Copa do Mundo. Prova? O jeito desleixado com que foram aprovadas as sedes da Africa do Sul – muitas mal acabadíssimas e uma delas ostentando uma pinguela entre o centro de imprensa e o estádio. Sob a pinguela passava um riozinho fedorento, verde de tanto coliforme.)

O pessoal que chega aqui, sedento de lucro, representa um polvo chamado Infront Sports&Media, empresa da Fifa sediada em Zug, Suiça, e uma das principais companhias de marketing esportivo do mundo.

Amplo cardápio. No site www. http://www.infrontsports.com informa que, depois de uma série de aquisições, pode oferecer hoje um amplo cardápio de serviços especializados. No ano passado, a Infront produziu 3.400 dias de eventos variados, incluindo 20 campeonatos mundiais em diferentes modalidades.

Ontem, a prefeitura de Curitiba autorizou a construção de uma ponte para os cabos óticos que vão carregar as imagens. É o início de investimentos em favor da Infront, estimados por enquanto em R$35 milhões.

As instalações vão ser usadas pela Host Broadcasting Services, empresa que pertence à Infront, dedicada exclusivamente a hospedar toda a operação de broadcast. Todas as câmeras que estiverem transmitindo o jogo, entrevistando gente num raio de dois quilômetros do estádio, serão da HBS. O mesmo vale para rádio e Internet. A empresa que diz estar “fazendo história” promete inovações tecnológicas sensacionais. Pena que ninguém vai compartilhar essa experiência.

Agora, a pergunta inevitável:

Por que Curitiba precisa pagar essa conta, se a infraestrutura temporária de telecomunicação vai gerar lucros fantásticos para a Fifa? Em Porto Alegre, as instalações temporárias estão sub judice. O Inter não paga, a Prefeitura não quer gastar mais dinheiro com a Copa, o governo do Estado hesita em fazer uma despesa que claramente não beneficia os gaúchos.

Outras perguntas:

Quando foi acertado que teríamos de bancar a estrutura da HBS? Consultaram os curitibanos, donos do dinheiro que está sendo gasto nas estruturas temporárias? Há um orçamento fechado, ou esse valor está sujeito a chuvas e trovoadas?

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Acabou a “manutenção”. Tem água na torneira de novo. E agora?

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Absorve metais pesados.

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E essa água meio marrom que sai da torneira depois de tanta chuva? Provavelmente é ferrugem e não faz mal à saúde.

Mas pode haver outros metais misturados. O sistema de Curitiba tem muitas perdas por vazamento. Quando o cano está furado e a água foi cortada, há uma pressão negativa. Pelo buraco, o cano passa a chupar a água da poça.

Para evitar doenças, a companhia aumenta o teor de cloro na água. Ele mata as bactérias patogênicas, mas não tira outros resíduos metálicos. Uma receita para zerar a contaminação está na Wired:

Ela usa casca da maçã e pele do tomate, futuros lixos que se metem entre você e a fruta. O cientista Ramakrishna Mallampati, pesquisador associado na Universidade Nacional de Singapura, misturou álcool com peles de tomate e cascas de macã e inventou esse novo jeito de purificar a água.

A receite: amasse pequenos pedaços de pele numa solução de álcool, seque, e coloque a mistura na água por duas horas.

Ela vai absorver metais pesados, pesticidas e nanopartículas de ouro e prata. Agora é só coar e beber.

PS – Experimente misturar também casca de laranja.

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