.
.
.
.
.
.
Impossível ignorar a palavra de Jayme Lima numa hora dessas. Na Folha de Londrina, ele fez o apelo: “Governador tenha bom senso e salve a previdência estadual”
.
.
No início do primeiro mandato do governador Beto Richa fui nomeado presidente da ParanaPrevidência.Com ajuda inestimável de quase todos os diretores, de técnicos em atuária e em previdência, advogados e outros profissionais dessa organização, em um período de dois anos aumentamos os ativos de R$ 4,6 bilhões para R$ 8 bilhões. Nesse período, modernizamos a instituição em tecnologia, reformamos o Plano de Carreira e de Cargos e Salários, melhoramos o atendimento aos aposentados pensionistas, implantamos uma gestão direcionada para a transparência e credibilidade, trabalhamos arduamente na elaboração e aprovação da Lei de Reforma do Plano de Custeio (Lei 17.435/2012) que deu sobrevida de 75 anos aos recursos da ParanaPrevidência.
Fomos ainda em busca de recursos devidos pelo governo federal referentes a royalties da entrada em operação de duas outras turbinas de Itaipu, demos início aos estudos para a volta dos recursos “tungados” do antigo Instituto de Previdência do Estado (IPE) e transformados em 1992, pelo governador Roberto Requião, na duplicação da rodovia federal Curitiba/Garuva.
Em meados do ano passado surgiram comentários em blogs políticos que o governo buscava transformar a ParanaPrevidência em departamento da Secretaria da Fazenda. Saíram em defesa da instituição, fizeram um ato de desagravo no Teatro Guaíra com a presença do governador e diretores dizendo que nada aconteceria com a previdência estadual, a maior e a melhor do Brasil.
Agora, o governo estadual, com evidente inspiração assoprada pelo novo secretário da Fazenda, propõe a extinção do Fundo de Previdência, que está composto com contribuições a ele vertidas pelos servidores públicos do Estado do Paraná, e sua incorporação ao Fundo Financeiro, cujos recursos se confundem com aqueles do Tesouro do Estado, e, desse modo, acaba com os objetivos da ParanaPrevidência que é, a médio e longo prazos, substituir o Tesouro estadual no pagamento de aposentados e pensionistas (algo que a ParanaPrevidência atingirá na próxima década, se não for extinto o Fundo de Previdência).
A proposta agora noticiada torna evidente o propósito do governo estadual de apropriar-se de recursos do servidor público do Estado do Paraná, e isso é ilegal, imoral e inconstitucional, pois configura uma “tunga” ao bolso dos servidores ativos e inativos, que há muitos anos contribuem mensalmente para a formação do Fundo de Previdência.
Sempre tive o governador como um homem honesto e competente, e, portanto, apelo ao seu bom senso e que salve a previdência estadual desse ataque aos ativos financeiros dos servidores ativos e inativos e mantenha viva a ParanaPrevidência, que é uma instituição modelo para o Brasil.
JAYME DE AZEVEDO LIMA é ex-diretor presidente da ParanaPrevidência de 2010-2012 e advogado em Curitiba
.
.
A promoção Gastronomia no Palácio pode ter sido um sucesso. Mas o cardápio fracassou.
A Altman Gastronomia, por exemplo, oferecia um enorme sanduiche chamado Cheedar Bacon BBQ Burger por R$20. Como sabem os queijeiros, Cheddar escreve-se assim, com um e e dois dd. Homenagem à cidade de Cheddar, na Inglaterra, onde nasceu.
Já o Ernesto vendia Hamburguer de Porchetta na Ciabatta pelos mesmos R$20. Só que precisa escrever Hamburger (sem u), como em inglês. Ou Hamburguês, como fazem os que querem homenagear os inventores do sanduiche.
O capuccino preparado pelo Barista infelizmente não existe. É cappuccino, respeitando a grafia italiana. O nome atravessou fronteiras. Sergio Correa da Costa registra que, na França, a Nestlé usa-o no rótulo do Nescafé: Préparation instantanée pour cappuccino. Há ainda capuchino, como querem dicionaristas portugueses. Em Viena, leio do Wikipedia, pode-se pedir Kapuziner. Todos homenageiam a cor marrom da roupa dos frades capuchinhos. E cappuccio quer dizer capuz. Em espanhol? Capucha. Há também Caperucito. Pense na Caperucita Roja.
Tem que abandonar as palavras que a gente não sabe escrever direito? O escritor francês Maurice Druon acha que não. As palavras dos outros às vezes são mais belas que as nossas. “Cada palavra ostenta sua marca de origem; tal como os seres humanos cada uma conserva algo de seu país natal. Uma certa aura de exotismo envolve essas palavras, conferindo-lhes encanto especial.”
Por isso, da próxima vez que fizer aquela sopa de frutos do mar pode enviar um bilhete ao amigo que adora o prato: “Venha comer um bouillabaisse conosco.”
*
O cardápio traz também uma inovação que vai revolucionar a indústria do vinho: a A-DHOC oferecia, a R$10, taças de vinhos tinto, reserva e branco. Não sou do ramo, mas vinho reserva, ensina a Enciclopédia do Vinho, é aquele maturado durante um número determinado de anos, conforme a lei. Nada a ver com a cor do vinho.
.
Nunca ouvi o Levir Culpi dizer frase feita, cair no lugar comum.
Agora mesmo, na entrevista coletiva depois do jogo com a Caldense, um repórter ansioso perguntou se ele ia pedir reforços.
-Para que reforços? Já temos 35 jogadores. É preciso treinar mais.
.
.
.
O professores do Paraná decretaram nova greve geral porque o governador descumpriu o acordo de discutir com a classe a lei 252/2015.
O presidente da Assembléia Legislativa, Ademar Traiano, pede segurança ao governo do Estado e ao Judiciário para a votação. O projeto altera a lei do ParanaPrevidênci e transfere o pagamento dos aposentados para o Fundo de Previdência.
(Um minuto para entender melhor. O governo não avançou em 11% das aposentadorias para garantir os pagamentos do Tesouro? E agora manda os aposentados receber do Fundo Previdenciário? Isso é constitucional?)
Em todo caso, o Tribunal de Justiça deferiu liminar de interdito proibitório, “para o fim de determinar que o réu (APP-Sindicato), bem como os demais participantes do movimento, se abstenham de turbar ou esbulhar a posse do autor, sob pena de multa diária de R$ 100 mil”. Tradução: não dá para assistir ao novo tratoraço.
O Secretário de Segurança garantiu 1.000 policiais militares para impedir invasão do plenário da Assembléia. Ontem, os primeiros policiais conviviam com a animação das crianças no lado sul da Praça Nossa Senhora de Salette.
E com o festival Gastronomia no Palácio, que oferecia barreado a R$15 na Altman Gastronomia e hamburger de porchetta na ciabatta a R$20 no Ernesto.
.
.
“O anúncio [do cerco policial] não vai mudar em nada a nossa estratégia”, disse Walkíria Olegário Mazeto, secretária educacional da APP-Sindicato. “A nossa intenção é ocupar o Centro Cívico novamente. É um espaço público.”
.
.
.
.
Acima vemos uma foto histórica: a Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Pastor Gilson de Souza (PSC), acaba de dar parecer favorável ao projeto de lei 252/2015, que altera a lei do ParanaPrevidência. O relatório favorável foi escrito pelo deputado Fernando Scanavaca (DEM). O deputado Tadeu Veneri, do PT, foi o único que votou contra.
Esse parecer é no mínimo precipitado – no máximo, uma irresponsabilidade que os deputados (*) podem pagar na próxima eleição. Estão apoiando uma tunga na Previdência estadual.
É preciso perguntar à sociedade paranaense, que contribui todo dia com ICMS, se concorda com a transferência de 33 mil inativos, hoje pagos pelo caixa do Tesouro, para o Fundo Previdenciário da ParanáPrevidência. Isso vai descapitalizar, implodir o fundo.
O governo quer expulsar esses aposentados de sua folha para atingir as metas previstas no pacote do ajuste fiscal. As contribuições previdenciárias correspondem a 87,84% do que o estado precisa para cobrir o rombo das finanças estaduais.
Só que o dinheiro não é do governo, é dos servidores. É a poupança deles.
Os governos, lembra Tadeu Veneri, não fizeram contribuições para o fundo. Então, o projeto 252/2015 é contra o interesse daqueles que sustentam o fundo, que são os servidores.
Como funciona o fundo de previdência?
O dinheiro é aplicado em títulos do tesouro? Quais? Não é preciso ser um gênio para desconfiar que a reforma da previdência está sendo mal feita.
Há um estudo que mostre como ficará a sustentabilidade do fundo após as mudanças propostas pelo governo?
Quanto de fato o governo tem a receber como royalties da Usina de Itaipu? Quem garante que o dinheiro chegará ao fundo?
O segundo parecer técnico do Ministério da Previdência Social (MPS) sobre o tema apontou falta de elementos e estudos técnicos-atuariais indispensáveis para a avaliação dos resultados e impactos financeiros da medida.
A Assembleia não deveria votar sem respaldo de quem tem responsabilidade de regulamentar o assunto. O governo do Estado pediu anuência do Ministério da Prevudência à sua proposta. É bom lembrar que o primeiro projeto do Governo Richa, que previa o confisco total do fundo previdenciário, já havia sido reprovado pelo Ministério.
.
(*) Fazem parte da Comissão de Finanças os deputados Gilson de Souza, Artagão Junior, Elio Rusch, Fernando Scanavaca (relator da lei) Paulo Litro, Tadeu Veneri e Tiago Amaral.
.
.
.
A possibilidade de dar outro resultado era igual a zero.
O arquivo é a solução mais brilhante que o legislativo tem encontrado para indagações difíceis de responder.
Todo mundo concordando fica mais fácil para o povo entender. Por exemplo: todo mundo concordou que não dava para descobrir as causas do incêndio que consumiu os arquivos e o Centro de Processamento de Dados da Assembléia Legislativa do Paraná, em 1994, tempo do Anibal Curi.
A Folha de S. Paulo noticiou assim:
“O primeiro secretário da Assembléia Legislativa, deputado Anibal Khuri (PTB/PR), disse que os prejuízos são elevados.
“Houve destruição dos setores financeiros e de pessoal”, afirmou o deputado, que deixou o prédio 15 minutos antes de o incêndio começar.
Além do Centro de Processamento de Dados e dos setores financeiro e pessoal, o fogo destruiu o restaurante, o setor de arquivo e duas agências bancárias.”
Os bombeiros disseram que possívelmente o incêndio começou com um curto-circuito em um dos computadores. Todo mundo concordou.
Sem qualquer objeção. Em latim diz-se nemine contradicente.
.
.
.
“Como você pensa que vai terminar o filme que está rodando em sua cabeça?” – pergunta o filho abandonado ao pai, um envelhecido rock-star que tenta reconquistar a família após uma vida dissoluta.
O filho é o ótimo Tom Donnelly (Bobby Cannavale) e o pai Al Pacino, em seu melhor filme de muitos anos. Não é pouca coisa. Na véspera de comemorar 75 anos (ele é de 25 de abril de 1940) o ator já foi Michael Corleone, em Godfather, Tony Montana em Scarface e Frank Slade em Perfume de Mulher.
Danny Collins é a história meio engraçada, meio triste de um velho roqueiro de sucesso – pense em Neil Diamond, Rod Stewart, muito em Tom Jones e um pouco em Barry Manilow. No elenco estão também a nora Samantha (Jennifer Garner) e a neta Hope (Giselle Eisenberg) e a namorada Mary (Annette Bening).
Danny decidiu largar a droga e a bebida e voltar a compor ao descobrir uma carta que John Lennon escreveu para ele 40 anos antes e que só agora chegou às suas mãos.
Compra um piano Steinway e se instala em um hotel Hilton de New Jersey para trabalhar. Está no meio de uma temporada de grandes shows e a decisão contraria Frank (Chistopher Plummer), empresário e amigo de décadas.
Como Danny Collins é um velho sedutor, o desfecho da história é meio previsível. O que não se pode prever é a sensacional atuação de Al Pacino, que parece decidido a criar outro Frank Slade.
O produtor e diretor Dan Fogelman, de 39 anos, escreveu o roteiro que dá muitas voltas especialmente para Pacino, mesmo sem conhecer o ator – seu ídolo da juventude.
Deu certo. Como também deu certo o filme que estava rodando na cabeça de Danny Collins e do filho que reconquista enquanto parte da plateia enxuga discretamente uma lagrimazinha.
.
.
.
Tranquilo, inteligente, carinhoso com o dono, o Mastim Tibetano chegou a valer 2,5 milhões de reais. Era um exagero provavelmente alavancado pela turma do marketing. Mas um exemplar bem criado, com 66 cm de altura, era vendido em média por 500 mil reais.
Agora, como a contração da economia mundial atingiu também a China, a demanda por cães de luxo zerou junto com a procura por Rolls Royce e relógios de luxo.
O New York Times está contando a história de Nibble, mastim puro sangue que foi salvo por defensores dos animais a caminho do matadouro, no Nordeste da China. Ele ia ser vendido por 15 reais.
Chinês não perdeu a mania de comer carne de cachorro. E o couro curtido vira luvas de inverno.
.
.
A campanha eleitoral na Inglaterra chega à reta final. É muito mais educada que a nossa, claro. Mas tem seus momentos mais ardorosos.
Como Ed Miliband do Partido Trabalhista está na liderança nas pesquisas, os conservadores atiram nele. O Daily Telegraph, que apoia Cameron (lá os jornais assumem o candidado abertamente – não há apoios velados) informa na primeira página que Miliband caso eleito abandonará o Projeto Trident a pedido de Vladimir Putin.
The Guardian, de centro esquerda, destaca o resultado de três pesquisas que favorecem o Labour Party.
Um vídeo, publicado corretamente da página de Opinião, compara as duas Kensigtons, a elegante de Londres e a paupérrima de Leverpool. E garante que a de Liverpool teme com razão um novo periodo de austeridade conservadora.