De noite, o freio na venda de ações. Que tal vender a dívida ativa?

Está no site da Gazeta do Povo:

“Richa desautoriza Costa e descarta venda de ações da Sanepar e Copel.

Secretário da Fazenda havia proposto negociar papéis das estatais para fazer caixa. Governador disse que não
fará isso”.

Engraçado que, com toda essa falta de dinheiro, o Secretário da Fazenda ainda não sugeriu a venda da dívida ativa, como fizeram outros Estados e municípios.

O Luis Nassif, no GGN, fez o levantamento de quem usa esse recurso para ajudar o caixa magro.

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Tudo por dinheiro

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O governo do Paraná tem 58% das ações nominativas, com direito a voto. Ainda dá para vender alguma coisinha.


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O governo do Paraná estuda vender parte das ações que possui na Copel e na Sanepar. A informação é do secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Machado da Costa.

As da Copel são mais valorizadas porque dificilmente desapontam na hora de distribuir dividendos.

A ordinária nominativa (CPLE3), que dá direito a voto, não está cara.

Valia 38,49 no pico de agosto de 2012.

Ontem, estava por 24,45.

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Livro celebra o trato digestivo. E é um sucesso

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Giulia Enders. Por enquanto, só em alemão.

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Giulia Enders, guarde esse nome. Você ainda vai ouvir falar muito sobre ela. Jovem (24 anos), faz doutorado na Universidade Goethe, de Frankfurt. Acaba de lançar o best seller Darm mit Charme, que pode ser traduzido como Charmosos Intestinos, e vendeu 200 mil exemplares em oito semanas.

No Guardian, o resenhista Philip Oltermann recomenda não classificar a obra como “livro para ler no banheiro”, principalmente porque não se deve ler livros no banheiro.

A autora discute o ato de defecar, a prisão-de-ventre e outros problemas do intestino, mas a mensagem é otimista. O trato gastrointestinal não é apenas o mais injustiçado órgão do corpo humano, mas “o mais importante conselheiro do cérebro”.

Giulia Enders lamenta que nós tenhamos tanto orgulho das complexas atividades do cérebro e do coração e consideremos o intestino como pouco mais do que um tubo vergonhoso que produz “pequenas coisas marrons e ruidos”.

Poucos sabem que só a última parte dos oito metros de intestino lida com fezes, que ele produz mais de vinte tipos de hormônio, contém mais de mil espécies de bactérias e é controlado por um sistema nervoso que só perde em complexidade para o cérebro. Os cientistas começam a explorar uma interessante hipótese: a saúde dos intestinos tem influência direta em nosso bem-estar, na motivação, na memória e no senso de moralidade. Mais do que o próprio DNA.

Abri um vídeo dela explicando essas coisas. Não sei uma palavra de alemão, além de Danke, mas entendi a mensagem. Essa Giulia é uma tremenda comunicadora.

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Na terra do não pode

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Receita para afugentar turista. Proiba tudo.

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Apareceu uma nova proibição no Bosque do Papa.

Agora não pode fotografar a casa de polaco que o Jaime Lerner deixou lá em homenagem aos bravos colonos que vieram para cá na segunda metade do século 19.

Não pode por que?

A Prefeitura quer ver as fotos nas redes sociais, compartilhadas no mundo inteiro.

Então, é ideia de quem?

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Sinal amarelo para o comércio. Hora de aparecer

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Vendas em baixa? Mexa-se. No Barigui, a loja Carmen Steffens contratou modelos para inspirar as clientes.


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Está no site da Associação Comercial do Paraná: “Número de lojistas cai pela primeira vez em dez anos”.

A queda nas vendas do comércio varejista, setor que exibiu taxas vigorosas de crescimento até pouco tempo atrás, está levando empresas a fecharem as portas. Pela primeira vez em dez anos, o número de companhias do varejo informantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) diminuiu nos últimos 12 meses até março. Segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a retração foi de 2,6%. No mesmo período, o volume de vendas do varejo ampliado – que inclui veículos e materiais de construção – recuou 3,4%.

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A Generoso, de novo

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Lojinhas.

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Falta alguém descobrir a praça Generoso Marques. Descobrir de verdade. Contar seus mascates, ouvir as histórias dos carrinheiros, registrar a vida difícil das putas – 18 horas de trottoir às vezes não chega para pagar a pensão e o restaurante de quilo.
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O pombo e a carrinheira

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Laurentino Gomes inicia uma trilogia da escravidão no Brasil

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A história completa da escravidão no Brasil, uma tarefa que Laurentino começa agora. e só vai concluir a partir de 2021.


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“A escravidão é proibida em todos os países, mas isso não significa que não exista mais. Hoje, cerca de 27 milhões de pessoas sofrem formas de tratamento que merecem a classificação de “escravidão” – tanto quando aqueles seres comprados e vendidos há 200 anos pelo comércio transatlântico de escravos. Muitas vítimas da escravidão contemporânea são jovens – da mesma idade dos alunos de escolas na Inglaterra e no País de Gales.”

As modernas formas de escravidão são destaque no Museu Internacional da Escravidão de Liverpool. É para isso que serve a História – para não se repetir hoje os erros do passado. No site, que faz parte do currículo das escolas inglesas e galesas, os alunos são estimulados a discutir porque direitos humanos fundamentais – incluindo aqueles das crianças e jovens – são diariamente desrespeitados por empresas e governos pelo mundo.

Por isso é bem-vindo o novo trabalho de Laurentino Gomes, jornalista, escritor e campeão de vendas: uma trilogia sobre a escravidão.

É bom que a escravidão seja definitivamente passada a limpo, para todo mundo entender; esmiuçada como foi a vinda de D. João VI ao Brasil, a independência e a república na trilogia anterior.

Basta digitar “escravidão no Brasil” para o Google informar que há uma abundante bibliografia sobre o assunto, que começa lá pelo século 16, quando o padre Antonio Vieira escreveu: “Sem negros não há Pernambuco” – e ganha cada dia maior importância.

Por que as estatísticas mostram que há doze negros presos para cada branco? E por que a TV noticia toda noite mortes de negros em “confronto” com a polícia?

Por que há tantos negros no chão-de-fábrica e tantos descendentes de europeus e asiáticos no andar da diretoria?

Parece que entender a escravidão é pré-requisito para compreender o que está acontecendo hoje no Brasil que ainda mantém salões e senzalas. E onde o Ministério Público do Trabalho vive denunciando casos de trabalhadores submetidos a regime semelhante à escravidão.

A divisão desigual da renda nacional e o Brasil-que-não-tem-mesmo-jeito resultam em boa parte do não pagamento da divida social com os descendentes dos escravos.

Pena que o trabalho de Laurentino não é para o mês que vem. Ele prevê os primeiros resultados lá por 2021.

Então, saúde!

P.S. – E o Brasil, quando vai fazer o seu Museu da Escravidão?

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Uber. Se eu fosse dono de uma frota de taxis teria muito medo dele

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Uber Taxi App In MadridNo começo era Uber Cab, o supertaxi, talvez para lembrar Ubermensch, o Super Homem de Nietzsche. Agora é só Uber, Em Nova York, Londres, Shangai ou aqui em Madri..

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A sigla amedronta os proprietários de taxis em muitos países.No Brasil, sindicatos e associações tentam na Justiça colocar o aplicativo fora da lei. Mas estrangeiro que chega a São Paulo ou ao Rio não quer outra coisa, até porque no Uber você pode exigir motorista que fale inglês.

O negócio é simples e lucrativo. Qualquer pessoa pode se inscrever com a Uber para dar caronas remuneradas. Se for aceito, ganha telefone com o aplicativo. Não mexe com dinheiro porque todos os pagamentos são com cartão de crédito. E só trabalha no horário que tiver disponível. Mas cuidado: se sua avaliação positiva, feita pelo cliente, cair abaixo de 93% você perde a credencial.

Em Nova York, declínio do taxi tradicional, aquele que você apanha na rua e paga a corrida de acordo com o taxímetro, é relacionado ao crescimento do Uber. Mas ainda há 13 mil desses taxis amarelos – os medallion taxis – na cidade. O que diminui a cada dia é o valor deles.

A licença de taxi chegou a custar 1,2 milhão de dólares cada. Era um grande negócio porque representava um ativo – como uma ação ou um obra de arte. Porém, melhor do que quadros ou ações, que só dão lucro na hora da venda, os medallions valorizavam-se com o tempo e davam lucro enquanto se valorizavam.

Até recentemente o valor da licença parecia ir numa única direção – para cima. Agora, o tombo é grande e a desvalorização parece não encontrar o fundo do poço.

No último outono, em Filadélfia, uma cidade que necessita desesperadamente de taxis nas ruas, a autoridade de trânsito autorizou a venda de 45 novas licenças – valorizadas pela capacidade de conduzir deficientes. Esperava vender por 475 mil dólares cada. Não apareceu ninguém para comprar.

Finalmente, a cidade conseguiu vender três licenças – a 80 mil dólares cada.

Como o negócio dos taxis fez muitos milionários – há frotas com 900 carros – era inevitável a pressão para controlar o Uber e outros apps. E inventar um “plano de salvação” para os donos do negócio.

O Observer de New York registrou um encontro secreto entre o presidente da autoridade do trânsito e o maior frotista da cidade. Do encontro emergiu uma autoridade cheia de preocupação com o futuro do negócio “que muito beneficia a cidade”.

-Há um novo ator disputando o mercado sem sofrer o rigor da regulamentação a que os madaillon taxis são submetidos. É preciso compensar os prejudicados – disse o presidente. –Revalorizar seus taxis, para sermos justos.

Espera ai – todo mundo diz que em New York, mais do que em qualquer lugar, funciona o mercado, a inovação, a livre concorrência.

É, geralmente funciona.

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O que há em comum entre o massacre dos professores e o julgamento de Eichmann em Jerusalem? A banalidade do mal

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Hannad Arendt. De alguma forma, ela deve estar presente.Ela e seus “homenzinhos banais”.

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O drama do Centro Cívico chega à academia.

Celso Antonio Bandeira de Mello (jurista, PUC-SP),Jorge Luiz Souto Maior (jurista e magistrado, USP),
Kenarik Boujkian (desembargadora, TJSP, ex-presidente da associação dos Juízes para a democracia),
Pedro Rodolfo Bodê de Moraes (sociólogo, UFPR) e Larissa Ramina (UFPR)
vão julgar sexta-feira às 18h30 no Teatro da Reitoria os responsáveis pelo massacre que resultou em mais de 200 feridos na praça Nossa Senhora de Salete.

Quem são os culpados? O governador Beto Richa, o secretário de Segurança Fernando Francischini? O comandante da Polícia Militar, cel Cesar Kogut? Os soldados que obedeceram a ordem absurda de atirar bombas e atiçar cachorros contra professores indefesos? Ou o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ademar Traiano, que decidiu prosseguir com a sessão apesar de saber que havia feridos e aumentava a violência lá fora? Ou o desembargador que determinou interdito proibitório da presença de professores no Plenário da Assembléia? Ou o presidenta da APPSindicato, que prosseguiu com a manifestação?

Todos eles?

Nenhum deles?

É difícil avaliar responsabilidades em eventos tão complexos. Elas se diluem (como no caso de Eichmann) ao longo da cadeia de comando que começa no governador do Estado e termina no soldado que segurava o pitbull; entre deputados que defenderam “lei e ordem” e enxergam black blocs na praça; entre juízes chamados a dar sentenças proibindo a continuação da greve dos professores e as manifestações.

Para estar preparado é bom reler os jornais e blogs que noticiaram os eventos. E também buscar algumas idéias seminais sobre esse tipo de violência nem sempre adequadamente tipificado.
Começo relendo Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

O texto é claro, direto, jornalístico, escrito para atender encomenda da revista New Yorker. O conceito de banalidade do mal, de acordo com Arent, caracteriza não o próprio mal, mas seus protagonistas. Para autora, “não são monstros diabólicos mas sim homenzinhos banais, cidadãos obedientes e acríticos.”

O mal se agrava, ensina Arendt, pela ausência de reflexão. Desde sempre houve pessoas comuns ansiosas por ordens e a conformar-se com a opinião massificada, sem uma avaliação crítica das consequências da sua ação ou inação.

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Que tal um rigoroso inquérito sobre a liberação do Ruy?

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Ruy Franco de Almeida Junior.

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É um canhoto bom de bola, 26 anos. Tem raça.

Jogou bem todo o Paranaense e ontem, no Couto, parou o ataque do Coritiba.

Fez um gol e não comemorou. “É respeito, fui criado no Coxa.”

Há jogadores que não ficaram porque fizeram sucesso.

Tem o Rafinha, que está no Bayern de Munique.

O Miranda, no Atlético de Madri.

O Adriano, no Barcelona.

E o Lucas Mendes, que era do Olimpique e agora está no Al-Jaish, do Qatar.

Para só falar nos ex-coxas que jogam em clubes lá fora.

E há cabeças de bagre, pernas de pau irrecuperáveis, que se foram, thanks God.

Mas esse Ruy não precisava ter isso embora.

Primeiro, porque joga bem.

Segundo, porque é solidário.

Talento vence um jogo mas só espírito de equipe ganha o campeonato.

Então, por favor, alguém responda:

Quem foi que dispensou o Ruy?

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