Para estancar a sangria

Matéria de João Filho no Intercept Brasil:

“Impossibilitados de controlar diretamente a Lava Jato, a turma capitaneada por Michel Temer claramente busca uma solução política para delimitar a operação e estancar a sangria. A pressa do governo em acelerar o projeto se justifica quando percebemos que as empreiteiras estão caguetando governistas importantes como José Serra (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB). Essa semana também ficou comprovado que Michel Temer recebeu em sua conta eleitoral R$ 1 millhão não declarado do presidente Andrade Gutierrez.”

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Quem avisa amigo é

Está no Elio Gaspari:

 

“As antenas políticas de Michel Temer captaram sinais de que os tucanos estão voando em direção ao muro.

É sempre bom lembrar que o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer foi ajuizado em 2015 pelo PSDB.”

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Agora todo mundo corre para explicar Trump

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Seriamente, mas não literalmente.

 

 

 

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Era só uma piada, caricatura de Mussulini, cavalo paraguaio.

Agora é preciso explicá-lo. As pesquisas custam caro e davam Hillary na frente. O que fizeste do meu dinheiro, marqueteiro?

Bem, em primeiro lugar, os Estados Unidos têm voto facultativo. uma armadilha. Além de calcular quantos por cento dos moradores do distrito (lá o voto é por distrito) apoiam Trump, você precisa imaginar quantos por cento estão dispostos a sair de casa para votar.

Os pesquisadores de opinião pública erraram feio em alguns distritos do interior onde quase todo mundo foi votar de raiva do Obama e da Hillary.

Os eleitores republicanos tinham mais vontade de ganhar do que os democratas.

Mas a melhor explicação para o resultado está em The Atlantic e foi escrita por Salena Zito.

“The press takes him literally, but not seriously; his supporters take him seriously, but not literally.”

É isso. A imprensa entende literalmente, mas não seriamente, o que Trump diz; os eleitores o entendem seriamente, mas não literalmente.

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Igualzinho

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Se ganhar não governa

 

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Está no New York Times:

Donald Trump e outros aguerridos candidatos republicanos adotaram uma tática particularmente perigosa nestes últimos dias de campanha, diz o jornalão americano. Advertem que eles vão promover o impeachment de Hillary Clinton caso ela ganhe a eleição de terça-feira. E enquanto não vier o impedimento, travarão o governo com intermináveis investigações e outras táticas.

A policia federal de lá está ajudando a acabar com a candidata. Foi o diretor geral do FBI que anunciou dias atrás a reabertura das investigações sobre os famosos emails de Hillary enquanto secretária de Estado.

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Coisa de profissionais

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Greca, o retorno

 

 

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A equipe que tocou a campanha de Raphael Greca vem ganhando eleições desde 1988, com Jaime Lerner, Cassio Taniguchi, Beto Richa e o próprio Raphael. Marcelo Catani, Fernando Ghignone e Mônica Santana estão entre os vitoriosos.

Em um pleito marcado pela insistência em golpes baixos, eles identificaram corretamente o momento de usar o grosso da munição contra Ney Leprevost, que chegou a liderar a pesquisa no segundo turno.

Um candidato apoiado pelo PC do B na capital do Lava Jato? Um bacharelando pela Faculdade de Administração à Distância do Estado do Tocantins? Um cara capaz de engendrar uma trapalhada com o terreno do Instituto dos Cegos?

A campanha negativa derrubou os números de Leprevost, que não estava preparado para contra-atacar.

Um marqueteiro veterano acha que, se bem usada, a história do nojo de pobre ganhava a eleição. Mas se não ganha eleição.

Alerta. Um terço do eleitorado recusou-se a participar do pleito. A soma das abstenções, votos nulos e em branco dá 421 mil pessoas. Raphael teve pouco mais de 460 mil.

Este foi o recado mais duro que as urnas poderiam dar aos candidatos: nós não acreditamos em políticos, nem em partidos, nem em eleições.

Alguns tentaram amaciar o golpe. A ausência do eleitor dever-se-ia (viva a mesóclise!) à invasão das escolas públicas e à má comunicação dos novos locais de votação.

A hipótese não fica de pé quando se observa a abstenção e os votos nulos por região da cidade. Lá no sul, onde vivem os mais pobres e desinformados, o número ficou em 30%. Na 177 Zona eleitoral (Batel, Agua Verde, Rebouças, alto índice de curso superior) passou de 34%.

Curitiba já teve um dos eleitorados mais homogêneos do Brasil – interessado em política, crítico e independente. A partir da eleição de 1985, os votos começaram a se dividir entre centro, bairro e periferia; entre ricos, pobres e muito pobres, destituídos até da capacidade de se informar.

Neste ano, a divisão aumentou – a rejeição ao PT e a seus aliados apareceu com força.

Tudo faz parte de um processo de transformação dos eleitores, que passaram da independência à apatia e em seguida à antipatia em relação aos candidatos e às instituições políticas.

 

 

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“Billions” tem dois alfa+ e uma dominatrix. Chega?

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O desempenho de Giamatti vale os onze episódios.

 

 

 

 

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Perdeu um pouco da auto-confiança? Assista a Billions, a série que abala o Netflix. O crítico Sam Wollanston do Guardian fez isso e encantou-se com os homens alfa+ interpretados por Paul Giamatti (promotor público de Nova York Chuck Rhoades) e Damian Lewis (mega operador de Wall Street Bobby “Axe” Axelrod). Eles tentam destruir-se enquanto lutam pelo poder e por Maggie Siff (psicoanalista e dominatrix de beleza cruel).

A série agrada o público brasileiro porque é pedagógica. Um passo a passo para a arte de corromper. Manual para controlar figurões do executivo, legislativo e judiciário. A propina paga ao funcionário venal para ganhar um contrato pode parar em hedge funds como o de Axelrod. Não há Lei do Colarinho Branco que possa com um malfeitor do mercado financeiro. (veja o que escreve Gabriel Tate, do Telegraph).

Emily Nussbaum, da revista Newyorker adora série. “É um melodrama sujo e grandioso sobre um anti-herói endinheirado de Manhattan, o biblionário Axelrod, com o padrão de baixaria da Showtime (Esposa dominatrix, sexo lésbico filmado com câmera oculta, fantasias sobre vinganças anais.) “Não consigo parar de assistir”, escreve a resenhista, que elogia o ritmo inteligente da trama e as “fantasias desconcertantes que ela provoca”.

O filme não cita, mas vale lembrar Jasper Fforde, romancista do Pais de Gales. Ele é filho de John Standish Fforde, ex-presidente do Banco da Inglaterra, cuja assinatura aparece nas notas de libra. Com o talento pessoal e a bagagem da família Fforde escreveu: “Se não fosse pela cobiça, intolerância, ódio, paixão e homicídio, não haveria obras de arte, edifícios monumentais, descobertas da Medicina, Mozart, Van Gough, Muppets ou Louis Armstrong.”

Poderia ser o roteirista de Billions.

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O voto nulo não resolve. Mas tonifica a democracia

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O Código Eleitoral prevê, art. 224:
Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

Baseada nesse artigo, sempre aparece, em véspera de eleição, uma campanha pelo voto nulo, para que haja novo pleito.

Infelizmente voto nulo não anula pleito.

A justiça eleitoral tem decidido que o eleito é quem obtém metade mais um dos votos válidos, excluídos os nulos, em branco e as abstenções.

Então estamos combinados: votar nulo não vai obrigar a justiça a convocar novas eleições.

Mas dará um recadão ao pais.

Ei, Brasil: Curitiba está cada vez menos idiota.

Eles prometeram demais. VLT, segurança pública, leite pras crianças, ensino “de primeiro mundo”, fim da gastança e oscambau.

Poluíram o ambiente político com desagradável cheiro de enrolação.

Assim como o PMDB transformou “heterogeneidade” em palavrão (vide Veríssimo), eles fizeram da campanha eleitoral sinônimo de delação.

Delataram-se a não mais poder.

Se tudo for verdade, serão indiciados, processados e quiçá condenados pelos seguintes artigos do Código Penal: artº 155 (furto) ou artº168 (apropriação indébita) ou artº171 (estelionato) ou artº299 (falsidade ideológica), sem falar nos artigos 138, 139, 140, 141, 142, 143, 144 e 145, que tratam dos crimes contra a honra.

Diante disso, votar no Zero Zero (e Confirma) é, no mínimo, contribuir para melhorar o ar da sala.

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Zero Zero lê as promessas do Leprevost

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De VLT rumo à Barreirinha. Romântico.

 

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Zero Zero, o alternativo, passou o domingo lendo os planos de governo dos adversários.

Constatou que Leprevost continua prometendo construir “ciclovias de verdade” sem explicar porque  as atuais são ciclovias de mentira.

Mas ficou feliz ao ver que o 55 arranjou por onde passar o Veículo Leve sobre Trilhos.

A linha do trem.

É um avanço. Na semana passada ninguém, nem o Leprevost, nem o Ratinho, revelava o trajeto.

Agora falta combinar com a América Latina Logística, ALL. A concessionária é acusada de provocar terríveis acidentes ferroviários, mas ainda conserva alguns engenheiros para cuidar do que sobrou das linhas.

Um deles, consultado pelo Zero Zero, explicou que é mais fácil implantar o Trem Bala entre Curitiba e São Paulo do que fazer um VLT levar passageiros  da Estação Central até a Barreirinha.

Bullshit.

Por isso, Zero Zero insiste: já que os outros só enrolam, vote em quem respeita o eleitor.

Zero Zero. E aperte Confirma.

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Zero Zero lê Raphael. Novamente

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Ainda estamos em outubro. Imagine a temperatura no verão.

 

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Zero Zero passou o domingo relendo o programa de governo do 33 e do 55.

No site do Raphael não encontrou nem uma leve menção à necessidade de revogar aquela decisão desastrosa de Luciano Ducci, que deixou de pagar às empresas de ônibus por quilômetro rodado. Agora paga por passageiro transportado.

Tem motorista que faz trocadilho. “Eles pagam por quilômetro roubado”.

Trocadilho injusto. Mas é verdade que viagens são canceladas com mais frequência do que antigamente.

Os ônibus andam mais lotados. Agora no verão vai faltar ar em algumas estações-tubo.

O Raphael não colocou aquela palavra no plano de governo. A palavra que todos esperam ver impressa, como compromisso firme.

Trilhos.

Por isso, o Zero Zero confirma que é candidato.

E humildemente pede seu voto.

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Trump, quem diria, vítima de “rigged election” e de manipulção da midia

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O Urban Dictionary vende canecas com as palavras que estão na moda.

 

 

 

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Continuando o curso de inglês informal, aprendi nova palavra: rigged. Meter a mão numa eleição inventando coisas sobre o outro candidato. Manipular o mercado financeiro. Cambalacho em licitação. Privilégio em concurso público. Coisas assim.

O Urban Dictionary ensina: rigged significa dar indevida vantagem a uma das partes numa disputa.

É o jeito de fazer o partido adversário parar de atrapalhar. Donald Trump passou o fim de semana denunciando uma suposta (suposta está no Manual de Redação) manipulação eleitoral. Um pleito viciado, como os de antigamente.

O candidato a vice Mike Pence e o conselheiro político Rudy Giuliani apoiaram a denuncia. Pence declarou à NBC: “Muitos americanos sentem que esta eleição está sendo manipulada”.

De que jeito? Dando grande ênfase às acusações contra Trump e aliviando as notícias que prejudicam Hillary.

Trump é um machista cretino? Claro que é. Tem até vídeo de onze anos atrás em que ele confirma tudo, admitindo que gosta de avançar nas mulheres, boliná-las sem autorização. A grande midia não para de reproduzir as imagens.

Hillary é leniente com o machismo? Claro que é. Tanto que aliviou para o lado de Bill, também acusado de avanços parecidos desde os tempos de governador de Arkansas. A grande mídia fala muito pouco sobre esses malfeitos.

 

O ex-presidente do Congresso Newt Gingrich acusou a imprensa pela queda de Trump nas pesquisas. “Quatorze milhões de pessoas escolheram Donald Trump. Vinte executivos de TV decidiram destruí-lo”,

informando que 80% a 85% de todos os editores de jornais e TVs estão contra o candidato do Partido Republicano.

Pode ser apenas o velho jus esperneandi. Mas todo mundo sabe que quando a grande mídia unifica o discurso qualquer político está ferrado.

 

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