Os bons contra os maus

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Denzel Washington. 61, nasceu no ano em que foi lançado Os Sete Samurais. É o primeiro faroeste da vida dele.

 

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Eram dois cães, um bom outro mau. O mau vivia atacando o bom, que reagia. Quando perguntaram a Bernard Shaw qual cão saia vencedor, ele revelou: “Aquele que eu alimento.”

A saga dos sete justiceiros está ai, atualíssima. É exemplar para estes tempos de gente boa subjugada por gente má.

Gente má alimentada pelos poderosos cúpidos que mandam no Brasil e a gente nem sabe.

Justiceiros que defendem camponeses contra exploradores apareceram primeiro com Akira Kurosawa, em 1954. Os Sete Samurais era estrelado por Takashi Kimura.

Continuou, em 1960, com Yul Brynner, Steve McQueen e Charles Bronson, direção de John Sturges. Está no Netflix sob o título The Magnificent Seven, que virou Sete Homens e um Destino.

Agora, Denzel Washington estrela a nova versão, dirigida por Antoine Fuqua, roteiro Kurowawa e Shinobu Hashimoto. O New York Times gostou.

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Cães de Guerra – desedificante mas instrutivo

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Miles Teller é aquele de Whiplash, que ganhou o Oscar. Jonah Hill cria um tipo em homenagem ao Lobo de Wall Street, de Martin Scorcese

 

 

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Ir ao cinema é melhor do que pagar Cultura Inglesa.

 

A Cultura não é muito boa de gíria.

 

Assista esse Cães de Guerra e confirme: é uma aula magna de inglês. Inglês da pesada, das bocas quentes. Habilita você a viver na madrugada de Miami ou de Las Vegas, palco da maior feira de armas do mundo.

 

O filme de Todd Phillips, aquele da série Hangover, como Jonah Hill (Efraim Diveroli), Miles Teller (David Packouz) e Bradley Cooper (Henry Girard, chefão do negócio de armas).

 

Ensina, por exemplo, o que significa bake out. Lembra que a turma dizia: “O fulano tá cozido?” Baked out significa assado. Fechado em um forno. Conheci um cara que fazia isso na década de 1970 – mandava a turma entrar em seu fusquinha, fechava bem as janelas e acendia um enorme baseado. Em minutos o ar era só fumaça. Todo mundo respirava fundo e ficava baked out.

Esta utilíssima aula de inglês prossegue: há bagulhos que são mind-blowing. Consumidos talvez num bong hit. “Hey, mamma, came over and hit the bong!”

 

Servindo a própria mãe, mother fucker?

 

Além de se apropriar de toda essa cultura marginal, indispensável para o turismo de hoje, em Cães de Guerra tem-se uma aula sobre a guerra moderna.

 

Explica Packouz em voice over sobre imagens de militares em ação: O que você sabe sobre guerra? Eles dizem que é uma questão de patriotismo, democracia…ou falam alguma merda sobre um cara que odeia nossa liberdade. Mas quer saber sobre o que é mesmo? O que você está vendo? Um guri de Arkansas cumprindo o dever patriótico de defender seu país? Eu vejo um capacete, luvas à prova de fogo, colete à prova de bala e um M16. Vejo 17.500 dólares. É o que custa o equipamento do soldado americano. Mais de dois milhões de soldados lutaram no Iraque e Afghanistão. Isso custa ao contribuinte 4,5 bilhões de dólares por ano só para pagar a conta dessas guerras. E é isso. Guerra é um assunto econômico. Quem disser outra coisa é porque é burro ou está levando vantagem.

 

É uma comédia de 114 minutos – 90 absolutamente assistíveis. Custou 40 milhões de dólares. Em uma semana rendeu 37 milhões de bilheteria só nos Estados Unidos. Not bad.

 

Resumo: dois amigos de vinte e poucos anos vivem em Miami duranta a guerra do Iraque, aquela que Geaorge W Bush fez para agradar os taxanos donos do petróleo e outros amigos donos de fábricas de armas. Miles faz massagem e quando necessário masturba clientes ricos para manter a esposa e filha, tem tudo para virar um perdedor. Diveroli é o contrário, um bom vivant cheirador de pó, capaz de pagar mil dólares por uma garota gostosa. Ganhou esse dinheiro vendendo armas para o governo, que precisa de intermediários porque não quer deixar as digitais em guerras sujas do Oriente Médio e alhures.

 

Os dois estão ficando ricos com esses negócios, que são apenas migalhas comparado com as fortunas investidas pelo governo com empresas maiores. Um dia conseguem um contrato de 300 milhões de dólares, graças a Girard. As coisas se complicam quando descobrem que estão intermediando a compra de 47 milhões de cartuchos de munição vencida.

 

O filme é amoral, divertido e, como foi dito no início, muito instrutivo.

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Cidade sem trilhos

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Na Boca Maldita deserta, só uma banca do Partido Verde, pedindo eleitores para Gustavo Fruet.

 

 

 

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Eleição sem dinheiro resulta nesse milagre: Curitiba está misteriosamente limpa em pleno mês de setembro.

Há dois anos, lembra?, a rua estava cheia de carros de som e a calçada de santinhos e jornais de campanha.

Em toda esquina moças ofereciam adesivos para seu carro.

Os bêbados e craqueiros da Boca Maldita já tinham seu candidato e xingavam os outros de corruptos.

Quem acredita, como Paul Valéry, que política é a arte de evitar que o povo se ocupe com os assuntos que realmente lhe interessam, pode imaginar que agora, sem campanha, vai acontecer o contrário.

O povo vai perguntar aos candidatos porque ninguém fala no absurdo que é morar numa cidade engarrafada e sem trilhos.

Nem o trilho do metrô, que deveria correr na trincheira cavada na canaleta do expresso.

Nem o trilho do “bonde moderno” que Cassio Taniguchi mostrava nos vídeos – 300 passageiros por viagem.

Nem um modesto trilho de bonde elétrico, limpo e silencioso, como os que correm em qualquer cidade razoavelmente civilizada.

 

 

 

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Mudanças no centro

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Tchau, La Ronde Boite Show. A Cruz Machado não vai sentir sua falta.

 

 

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O centro está mudando.

Combalidos sobrados da rua Cruz Machado e da Saldanha Marinho foram transformad9s em estacionamento.

Agora, o número 336 e seu vizinho estão sendo demolidos com a mesma finalidade.

A Cruz Machado virou boca do lixo graças a um equívoco do prefeito Ivo Arzua, que mandou alargar a rua em 1960 pensando que ali passaria uma avenida estrutural.

Desapropriou várias casas para ligar a rua com a Fernando Moreira e depois criar um eixo de transporte leste-oeste.

Não deu certo.

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Tempo de ovações e protestos

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Nem todo filme político é bom, mas todo bom cinema é político. João Saldanha ensinava: “Política a gente faz desde que acorda e decide se escova os dentes de cima para baixo ou da esquerda para a direita!.

 

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Sexta-feira, ao final da sessão das 21h30 de “Aquarius”, no Crystal, o público rompeu em aplausos e gritos de “Clara! Clara!”.

 

Fiquei na dúvida: homenageavam a atriz Sonia Braga devido à cuidadosa, profunda, trabalhada criação da personagem Clara, que enfrenta a especulação imobiliária, ou aplaudiam a ativista que, ao lado do diretor Kleber Mendonça e do elenco, denunciou o “golpe constitucional” no Brasil durante o Festival de Cannes?

 

Empiricamente, sem ao menos uma pesquisa na mão, garanto que as duas alternativas são verdadeiras. Sonia Braga encara a resistência política que o momento requer e oferece a todos nós uma atuação inspiradora.

 

“Aquarius” foi escrito para ela como Cidadão Kane foi construído por e para Orson Walles.

 

E o governo Temer confirmou que é mesmo integrado por misóginos, racistas e golpistas, como os atores denunciaram, ao sabotar a distribuição do filme com a classificação até 18 anos – pura retaliação política.

 

Ou, corrigindo: confirmou que é tudo isso e também padece de insegurança crônica porque ontem, dia 1º, ante os protestos, o Ministério da Justiça recuou da decisão e reduziu a classificação para 16 anos.

 

O filme de Kleber Mendonça tem tudo para ser um clássico do cinema. Descende da tragédia grega (da qual emprestou um deus ex machina que dá solução à trama), e dos grandes faroestes. Tem vilões e heroína bem marcados, quase teatralmente, o que não é defeito. Defeito é acreditar que todo mundo tem que ser James Dean e que interpretação só presta se for contida.

 

A história se passa em Recife, cuja área, segundo Fabio Victor, da Folha de S. Paulo, é metade roubada ao mar, metade à especulação.

 

Mas poderia ter como cenário Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer grande cidade brasileira.  Ou Nova York, onde developers como Donald Trump destruíram boa parte da ilha de Manhattan e avançam agora contra preciosidades como a Chinatown. O mandarim das elites substituiu o cantonês nas duas últimas décadas e o preço do metro quadrado não para de subir.

 

O mesmo acontece no East End londrino e em outras capitais. O filme de Kleber Mendonça tem o apelo planetário que justifica sua indicação ao Oscar. Está acima das preferências políticas.

 

Já escrevi demais. Agora corram ao cinema, aplaudam em pé e gritem Clara! Clara!

 

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(sábado, 3 de setembro de 2016 – 00:54)

 

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Lembra?

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Tinha a melhor boate de Curitiba. Famoso nos anos 1950, foi vendido para o grupo de Guarapuava dono da rede San Martin.

 

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Canet morreu

Os paranaenses estão chorando a morte do governador Jaime Canet Junior.

Ele faleceu no Instituto de Neurologia de Curitiba, onde estava internado desde a semana passada. O corpo será velado amanhã no Palácio Iguaçu a partir das 10h.

Perdi um amigo; o Paraná perdeu um exemplo de homem público.

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E se…?

 

A União Europeia decidiu que os gigantescos estímulos fiscais que a Apple recebeu da Irlanda são ilegais.

Ordenou que o pais cobre $14,5 bilhões de dólares relativos às isenções.

Já imaginou se o Mercosul pudesse exigir do Brasil que recuperasse ao menos parte de suas generosas isenções à Renault, Volkswagen e GM?

 

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I showed her my six pack. (“Mostrei a ela meu abdômen sarado.”)

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Belo six pack.

 

 

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Ninguém ignora que Olimpíada é superação. Six pack é isso – o abdomem dos sonhos.

Alguns já sabiam. Depois de Usain Bolt levou Jady Duarte para a cama, o mundo sabe que um bom six pack pega mulher.

Aquela cordilheira de músculos tem insuperável poder de sedução.

Leia a declaração de Jady Duarte no dailymail.co.uk:

‘He was stood in front of us and suddenly he pulled up his shirt and showed us his six pack. I had never seen anything like it.”

Em português:

“Ele estava parado em nossa frente e subitamente levantou a camisa e mostrou-nos seu six pack. Eu nunca tinha visto nada como aquilo.”

O jornal informa que Jady foi contrabandeada para dentro da Vila Olímpica. Na pequena cama de solteiro de Bolt teve incomparável noite de amor.

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CONSELHOS DOS ESPECIALISTAS

 

Não tente conseguir um six pack com essas maquininhas de microeletrochoques. É uma furada.

Em vez de gastar dinheiro a toa trate de mudar a dieta. Faça seis pequenas refeições por dia. Pratique exercícios abdominais específicos.

Arranje um/uma personal trainer. Pratique interval training de alta intensidade.

Em oito semanas você sentirá grande transformação no abdômen.

Ou estará namorando o/a personal trainer.

Ou terá uma crise de hernia de disco – e voltará a comer pastel de camarão com cerveja na feirinha da Praça da Ucrânia.

 

 

 

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Bolt, te cuida “mermão”. Os teus US$75 mi de patrimônio estão em risco

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A outra recebe US15 mil por mês, não recebe?

 

 

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Ta na Folha de S. Paulo:

Affair olímpico do campeão conta os detalhes.

40 minutos direto! Campeão é campeão.

Fez o selfie.

Ai teve repeteco.

Rápida olhada no cronometro. O cara é um monstro!

Outro selfie.

Saiderinha.

Mais um clique.

Chau.

Faz ligação

-Consegui, amiga! viu o selfie?

….

-Aquilo é incrível! Duro como pedra!

-Não, amiga, o abdomem dele. Eu estava tão atenta ao abdômen que, a princípio, nem notei que era Usain Bolt!

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