Coxa ganhou, RPC perdeu

.

 

hhjhjh

Rede Paranaense de Comunicação decidiu mal.

 

.

 

A RPC transmitiu todo o campeonato paranaense.

Inteirinho.

Até verdadeiras peladas que ninguém estava interessado em ver.

No dia do joguinho havia decisão em São Paulo e super-clássico em Belo Horizonte.

A RPC perdeu audiência (e dinheiro) para conquistar a fidelidade do público paranaense.

Ontem jogou boa parte do investimento no lixo.

No exato no momento em que o Coritiba foi à Argentina buscar uma inédita classificação para as quartas de final na Copa Sul Americana, a RPC mudou de ideia.

Espetáculo lindo. Vitória emocionante. 60 mil pessoas no Estádio Mario Kempes, de Cordoba.

E a RPC nada.

Transmitiu Corinthians X Cruzeiro pela Copa Brasil.

Que não era uma final.

Não era uma semifinal.

Era só o primeiro jogo do mata-mata para as quartas de final.

Não faz o mínimo sentido.

Principalmente porque a Fox News exibiu a parte final da vitória do Coritiba sobre o Belgrano.

Uma arrepiante disputa de pênaltis que transformou o goleiro Wilson em herói.

Goleada da Fox.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Trump X Hillary: quem mente mais?

.

 

ghjhjh

Mentiras, meias verdades & hipérboles.

 

.

Agora, após cada debate, uma dezena de experts conferem o que cada candidato alegou contra o outro ou em benefício próprio. Os brasileiros deviam fazer o mesmo?

 

Fique esperto com essa moda. Checagem dos fatos dá mais qualidade ao debate eleitoral, mas também serve para influenciar a opinião pública

 

Trata-se de uma velha novidade. Tem no mínimo quarenta anos, quando a NBC começou a verificar o que os candidatos diziam. O problema aparece quando há gente fazendo checagem apaixonada em prol de seu candidato.

 

New York Times, The Washington Post e Politico forçaram a mão nas críticas às mentiras, meias verdades e hipérboles de Donald Trump.

 

É um território perigoso para a profissão. James Taranto, do Wall Street Journal, escreveu no Twitter: “Fact checking é jornalismo de opinião fingindo que é objetivo.”

 

Está no Washington Times, que não odeia o Partido Republicano. Ele sustenta que os checadores de fatos são na verdade jornalistas liberais (nos EUA liberal significa de esquerda) tentando provar narrativas preconceituosas.

 

Para isso, segundo o Drudge Report, eles escolhem, na base de dados, fatos e números que lhes interessam – e ignoram o resto.

 

Yes, estatísticas podem ser manipuladas. Para cada estudo que chega do Brookings Institute, a Heritage Foundation pode ter um contra-argumento, utilizando diferente metodologia.

 

Exemplo 1: Trump disse que enquanto Secretária de Estado Hillary destruiu 13 celulares a marteladas. O fact checking revelou que foram apenas dois celulares.

 

Exemplo 2: Trump disse que nos EUA há cidades muito mais perigosas do que o Afganistão. Os checadores informam que nenhuma cidade americana se parece com zona de guerra, mas que o crime aumentou recentemente em várias, como Chicago.

 

O New York Times publicou, dia 9 de setembro, que “o número de homicídios aumentou em um quarto das cem maiores cidades.”

 

Exemplo 3: Trump afirmou que Hillary vai aumentar substancialmente os impostos. (Comício em 9 de setembro na Carolina do Norte). Checando a informação descobriu-se que Hillary não liberou em detalhes seu plano fiscal, mas parece que ela promete diminuir a carga tributária para famílias com menos de 250 mil dólares de renda anual e aumentar impostos nas camadas mais altas de renda.

 

Em dezembro, George Stephanopoulos, da ABC News, perguntou a ela a respeito de redução de carga tributária para famílias de renda menor: “Este é um compromisso firme?” Hillary foi evasiva: “Certamente é o meu objetivo”.

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Sobram capivaras, faltam onças

.

 

gghghg

Quando alguém falar bem da capivara, conte a história da criança que morreu de febre maculosa.

 

.

 

 

 

Notou como cresceu a colônia de capivaras do parque?

Ela é um roedor. Perigosa como o rato.  Sua missão: multiplicar-se e transportar o carrapato da febre maculosa de um lado para outro.

40% dos contaminados com febre maculosa morrem. A doença matou no ano passado uma estudante de Maringá. A estimativa é de que 15 pessoas tenham morrido por complicações provocadas pela febre nos últimos dez anos.

Quiserem romantizar o ratão. Transformá-lo em símbolo de Curitiba, como o pinhão. Delírio de publicitário. Devia ter inventado um símbolo para nossa guerra – “I hate capivara”.

Em Belo Horizonte, neste momento, a capivara está sub judice.

A morte de menino contaminado pela febre maculosa reacendeu discussão sobre destino de animais na região, segundo a BBC.

O manejo das capivaras é complicado, porque se reproduzem muito depressa e nas cidades não encontram predador.

Não dá para criar onças e lobos-guarás no Parque do Barigui.

.

 

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Ulisses e o Estado usurpador

.

hhjhjh

A constituição de Ulisses removeu o entulho autoritário mas muitas sementes democráticas ainda não germinaram.

 

 

 

.

 

O Laurentino Gomes disse sexta-feira na Academia Paranaense de Letras que é bom analisar os fatos com a perspectiva do tempo. Espere uns trinta anos e veja como a coisa ficou.

Exemplo: a “ditadura Vargas” trinta anos depois virou o “governo do Getulio”.

A “revolução redentora” em três décadas tornou-se o “golpe de 64”.

Do que será que vão chamar a “constituição cidadã”, que em 2018 completa trinta anos?

Ninguém sabe. Alguma coisa deu certo. Muito não aconteceu.

Que fim levou o mandado de injunção, que obrigaria o legislador a escrever a lei que falta para cumprir a ordem constitucional?

E a iniciativa popular? E o habeas data?

Mas Ulisses Guimarães ficou. Continuará sendo o pai desse imenso documento e o autor de um dos mais bonitos discursos que o Brasil já ouviu.

No dia 5 de outubro de 1988, ao entregar a nova Carta Magna, ele proclamou sua fé na sociedade brasileira e no futuro do pais.

Estou relendo com certa esperança o que ele falou:

 

(…)

A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou o antagonismo do Estado. 

O Estado era Tordesilhas. Rebelada a sociedade empurrou as fronteiras do Brasil, criando uma das maiores geografias do mundo.

O Estado encarnado na metrópole resignara-se ante a invasão holandesa no Nordeste. A sociedade restaurou nossa integridade territorial com a insurreição nativa de Tabocas e Guararapes sob a liderança de André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e João Fernandes Vieira que cunhou a frase da preeminência da sociedade sobre o Estado: Desobedecer a El Rei para servir El Rei.

O Estado capitulou na entrega do Acre. A sociedade retomou com as foices, os machados e os punhos de Plácido de Castro e seus seringueiros.

O Estado prendeu e exilou. A sociedade, com Teotônio Vilella, pela anistia, libertou e repatriou.

A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram.

Foi a sociedade mobilizada nos colossais comícios das Diretas Já que pela transição e pela mudança derrotou o Estado usurpador.

Termino com as palavras com que comecei esta fala.

A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar.

 

***

 

PS – A íntegra aqui.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Os bons contra os maus

.

 

hhjhjhjh

Denzel Washington. 61, nasceu no ano em que foi lançado Os Sete Samurais. É o primeiro faroeste da vida dele.

 

.

Eram dois cães, um bom outro mau. O mau vivia atacando o bom, que reagia. Quando perguntaram a Bernard Shaw qual cão saia vencedor, ele revelou: “Aquele que eu alimento.”

A saga dos sete justiceiros está ai, atualíssima. É exemplar para estes tempos de gente boa subjugada por gente má.

Gente má alimentada pelos poderosos cúpidos que mandam no Brasil e a gente nem sabe.

Justiceiros que defendem camponeses contra exploradores apareceram primeiro com Akira Kurosawa, em 1954. Os Sete Samurais era estrelado por Takashi Kimura.

Continuou, em 1960, com Yul Brynner, Steve McQueen e Charles Bronson, direção de John Sturges. Está no Netflix sob o título The Magnificent Seven, que virou Sete Homens e um Destino.

Agora, Denzel Washington estrela a nova versão, dirigida por Antoine Fuqua, roteiro Kurowawa e Shinobu Hashimoto. O New York Times gostou.

.

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Cães de Guerra – desedificante mas instrutivo

.

 

hhkhkh

Miles Teller é aquele de Whiplash, que ganhou o Oscar. Jonah Hill cria um tipo em homenagem ao Lobo de Wall Street, de Martin Scorcese

 

 

.

 

Ir ao cinema é melhor do que pagar Cultura Inglesa.

 

A Cultura não é muito boa de gíria.

 

Assista esse Cães de Guerra e confirme: é uma aula magna de inglês. Inglês da pesada, das bocas quentes. Habilita você a viver na madrugada de Miami ou de Las Vegas, palco da maior feira de armas do mundo.

 

O filme de Todd Phillips, aquele da série Hangover, como Jonah Hill (Efraim Diveroli), Miles Teller (David Packouz) e Bradley Cooper (Henry Girard, chefão do negócio de armas).

 

Ensina, por exemplo, o que significa bake out. Lembra que a turma dizia: “O fulano tá cozido?” Baked out significa assado. Fechado em um forno. Conheci um cara que fazia isso na década de 1970 – mandava a turma entrar em seu fusquinha, fechava bem as janelas e acendia um enorme baseado. Em minutos o ar era só fumaça. Todo mundo respirava fundo e ficava baked out.

Esta utilíssima aula de inglês prossegue: há bagulhos que são mind-blowing. Consumidos talvez num bong hit. “Hey, mamma, came over and hit the bong!”

 

Servindo a própria mãe, mother fucker?

 

Além de se apropriar de toda essa cultura marginal, indispensável para o turismo de hoje, em Cães de Guerra tem-se uma aula sobre a guerra moderna.

 

Explica Packouz em voice over sobre imagens de militares em ação: O que você sabe sobre guerra? Eles dizem que é uma questão de patriotismo, democracia…ou falam alguma merda sobre um cara que odeia nossa liberdade. Mas quer saber sobre o que é mesmo? O que você está vendo? Um guri de Arkansas cumprindo o dever patriótico de defender seu país? Eu vejo um capacete, luvas à prova de fogo, colete à prova de bala e um M16. Vejo 17.500 dólares. É o que custa o equipamento do soldado americano. Mais de dois milhões de soldados lutaram no Iraque e Afghanistão. Isso custa ao contribuinte 4,5 bilhões de dólares por ano só para pagar a conta dessas guerras. E é isso. Guerra é um assunto econômico. Quem disser outra coisa é porque é burro ou está levando vantagem.

 

É uma comédia de 114 minutos – 90 absolutamente assistíveis. Custou 40 milhões de dólares. Em uma semana rendeu 37 milhões de bilheteria só nos Estados Unidos. Not bad.

 

Resumo: dois amigos de vinte e poucos anos vivem em Miami duranta a guerra do Iraque, aquela que Geaorge W Bush fez para agradar os taxanos donos do petróleo e outros amigos donos de fábricas de armas. Miles faz massagem e quando necessário masturba clientes ricos para manter a esposa e filha, tem tudo para virar um perdedor. Diveroli é o contrário, um bom vivant cheirador de pó, capaz de pagar mil dólares por uma garota gostosa. Ganhou esse dinheiro vendendo armas para o governo, que precisa de intermediários porque não quer deixar as digitais em guerras sujas do Oriente Médio e alhures.

 

Os dois estão ficando ricos com esses negócios, que são apenas migalhas comparado com as fortunas investidas pelo governo com empresas maiores. Um dia conseguem um contrato de 300 milhões de dólares, graças a Girard. As coisas se complicam quando descobrem que estão intermediando a compra de 47 milhões de cartuchos de munição vencida.

 

O filme é amoral, divertido e, como foi dito no início, muito instrutivo.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Cidade sem trilhos

.

hhjhjh

Na Boca Maldita deserta, só uma banca do Partido Verde, pedindo eleitores para Gustavo Fruet.

 

 

 

.

Eleição sem dinheiro resulta nesse milagre: Curitiba está misteriosamente limpa em pleno mês de setembro.

Há dois anos, lembra?, a rua estava cheia de carros de som e a calçada de santinhos e jornais de campanha.

Em toda esquina moças ofereciam adesivos para seu carro.

Os bêbados e craqueiros da Boca Maldita já tinham seu candidato e xingavam os outros de corruptos.

Quem acredita, como Paul Valéry, que política é a arte de evitar que o povo se ocupe com os assuntos que realmente lhe interessam, pode imaginar que agora, sem campanha, vai acontecer o contrário.

O povo vai perguntar aos candidatos porque ninguém fala no absurdo que é morar numa cidade engarrafada e sem trilhos.

Nem o trilho do metrô, que deveria correr na trincheira cavada na canaleta do expresso.

Nem o trilho do “bonde moderno” que Cassio Taniguchi mostrava nos vídeos – 300 passageiros por viagem.

Nem um modesto trilho de bonde elétrico, limpo e silencioso, como os que correm em qualquer cidade razoavelmente civilizada.

 

 

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Mudanças no centro

.

 

jjkjkj

Tchau, La Ronde Boite Show. A Cruz Machado não vai sentir sua falta.

 

 

.

O centro está mudando.

Combalidos sobrados da rua Cruz Machado e da Saldanha Marinho foram transformad9s em estacionamento.

Agora, o número 336 e seu vizinho estão sendo demolidos com a mesma finalidade.

A Cruz Machado virou boca do lixo graças a um equívoco do prefeito Ivo Arzua, que mandou alargar a rua em 1960 pensando que ali passaria uma avenida estrutural.

Desapropriou várias casas para ligar a rua com a Fernando Moreira e depois criar um eixo de transporte leste-oeste.

Não deu certo.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Tempo de ovações e protestos

.

 

hjkjkj

Nem todo filme político é bom, mas todo bom cinema é político. João Saldanha ensinava: “Política a gente faz desde que acorda e decide se escova os dentes de cima para baixo ou da esquerda para a direita!.

 

.

.

 

Sexta-feira, ao final da sessão das 21h30 de “Aquarius”, no Crystal, o público rompeu em aplausos e gritos de “Clara! Clara!”.

 

Fiquei na dúvida: homenageavam a atriz Sonia Braga devido à cuidadosa, profunda, trabalhada criação da personagem Clara, que enfrenta a especulação imobiliária, ou aplaudiam a ativista que, ao lado do diretor Kleber Mendonça e do elenco, denunciou o “golpe constitucional” no Brasil durante o Festival de Cannes?

 

Empiricamente, sem ao menos uma pesquisa na mão, garanto que as duas alternativas são verdadeiras. Sonia Braga encara a resistência política que o momento requer e oferece a todos nós uma atuação inspiradora.

 

“Aquarius” foi escrito para ela como Cidadão Kane foi construído por e para Orson Walles.

 

E o governo Temer confirmou que é mesmo integrado por misóginos, racistas e golpistas, como os atores denunciaram, ao sabotar a distribuição do filme com a classificação até 18 anos – pura retaliação política.

 

Ou, corrigindo: confirmou que é tudo isso e também padece de insegurança crônica porque ontem, dia 1º, ante os protestos, o Ministério da Justiça recuou da decisão e reduziu a classificação para 16 anos.

 

O filme de Kleber Mendonça tem tudo para ser um clássico do cinema. Descende da tragédia grega (da qual emprestou um deus ex machina que dá solução à trama), e dos grandes faroestes. Tem vilões e heroína bem marcados, quase teatralmente, o que não é defeito. Defeito é acreditar que todo mundo tem que ser James Dean e que interpretação só presta se for contida.

 

A história se passa em Recife, cuja área, segundo Fabio Victor, da Folha de S. Paulo, é metade roubada ao mar, metade à especulação.

 

Mas poderia ter como cenário Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer grande cidade brasileira.  Ou Nova York, onde developers como Donald Trump destruíram boa parte da ilha de Manhattan e avançam agora contra preciosidades como a Chinatown. O mandarim das elites substituiu o cantonês nas duas últimas décadas e o preço do metro quadrado não para de subir.

 

O mesmo acontece no East End londrino e em outras capitais. O filme de Kleber Mendonça tem o apelo planetário que justifica sua indicação ao Oscar. Está acima das preferências políticas.

 

Já escrevi demais. Agora corram ao cinema, aplaudam em pé e gritem Clara! Clara!

 

***

 

(sábado, 3 de setembro de 2016 – 00:54)

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Lembra?

.

 

gghghghg

Tinha a melhor boate de Curitiba. Famoso nos anos 1950, foi vendido para o grupo de Guarapuava dono da rede San Martin.

 

.

.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário