Zero Zero lê Leprevost

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VLT. Projeto de bilhões ocupa a última linha da última promessa de Leprevost para o transporte coletivo. Aqui, uma estação de VLT de São Paulo.

 

 

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Recebo mensagem de alguém que se assina Zero Zero. Ela cita as cinco promessas de Leprevost para o transporte urbano.

 

  • Reintegrar o transporte coletivo. Tornar os terminais de ônibus 100% acessíveis para pessoas com deficiência e seguros para todos. Renovar a frota de ônibus de Curitiba e utilizar combustíveis menos poluentes.
  • Revitalizar a linha de ônibus Inter hospitais.
  • Acabar com a indústria da multa. Investir mais em conscientização.
  • Realizar parceiras públicas privadas para construção de estacionamento subterrânea.
  • Investir na integração de modais de transporte. Fazer estações de compartilhamento de bicicleta e ciclovias de verdade. Implantar o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.

 

Zero Zero acha que houve um grande chute no Plano de Governo.

“Acabar com a Indústria da Multa?” Isso não tem sentido, nada significa, a menos que o Leprevost escreva: Vou descumprir o Código Nacional de Trânsito, que manda multar nos casos que especifica.

ZZ assustou-se com a promessa de “fazer ciclovias de verdade”. O que é uma ciclovia de verdade? Quando vou do Bosque do Papa ao Parque São Lourenço estou pedalando numa ciclovia de mentira?

E declara-se pasmo com a última linha do elenco de promessas para o transporte público: implantar o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos. Está em último lugar, assim como aquela linha que se coloca no fim da lista de presentes de Natal: comprar uma besteirinha qualquer para a chata da tia Zulmira (nome fictício).

Zero Zero acha que o VLT é um chute, e de dimensão cósmica. Não dá para escrever uma linha a mais no plano de governo sem explicar que VLT significa um investimento de bilhões de reais – quantos bilhões depende da extensão e do número de linhas.

Nem dizer ao menos se será um veículo leve sobre trilhos operando na canaleta do expresso como um metrô de superfície ou numa das linhas alternativas que aparecem no o edital de chamamento público para receber as Propostas de Manifestação de Interesse (PMI), que a prefeitura lançou em maio.

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Por isso, Zero Zero confirma sua descrença na eleição e se oferece ao voto do eleitor curitibano.

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Zero Zero lê Raphael

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Todo motor diesel polui o ar com O2, CO2, NO, NO2, SO2 e H2S. Este aqui, da cidade de Mauá, é um super poluidor. Para melhorar o ar da cidade é preciso motores elétricos, desses que se usam no metrô e nos bondes.

 

 

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Recebo nova mensagem de alguém que se assina Zero Zero e é professor. Diz:

Não acredito que o Raphael escreveu o Plano de Governo que está em sua propaganda na internet. Ele escreve bem. Jamais publicaria a intenção de

Criar um Canal aberto com o prefeito, que estará 24 horas a disposição da população, para sugestões, reclamações e denúncias.

Crítica do ZZ: O que estará 24 horas a disposição da população – o prefeito? O Canal aberto?

No mesmo bloco de texto, o programa anuncia:

A prefeitura irá disponibilizar uma equipe de “atendimento ao cidadão” sempre de plantão para qualquer situação que necessite ser priorizada.

Crítica do ZZ: Um dia, se você reclamar a promessa de estar sempre de plantão em qualquer situação, a Prefs vai responder: Você não leu direito, cara. Está escrito lá “em qualquer situação que necessite ser priorizada”.

Em seguida, o Raphael promete “Revitalizar e modernizar as Ruas da Cidadania, com espaços para FabLabs e Coworkings Públicos.

Observação do ZZ: Eu não imagino o que pode ser um FabLab. Muito menos um Coworking Público. Tenho medo de convidar uma estudante para um Coworking Público. Por menos que isso um colega foi acusado de Sexual Harassment, que o delegado  aliviou para comportamento inadequado.

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Ao final, uma pergunta que não quer calar: Por que Raphael não fala em transporte sobre trilhos? Não pretende melhorar o ar de Curitiba, poluído por  O2, CO2, NO, NO2, SO2 e H2S dos motores Diesel?

Por isso, Zero Zero reafirma que é candidato. E, com muita humildade, pede seu voto.

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Zero Zero, o azarão

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Até na pobre Pyongyang, na Coreia do Norte, há metrô. Uma das linhas foi construida a 120 metros de profundidade. E lá a engenharia pesada ainda engatinha.

 

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A eleição para prefeito de Curitiba vai ter um segundo turno de arrepiar, com três candidatos em igualdade de condições – o Rafael, o Leprevost e o Zero Zero.

As pesquisas não ajudam as previsões. Os institutos e o próprio Tribunal Regional Eleitoral insistem em ignorar o Zero Zero. O crescimento do ZZ é inegável.

Há muita mentira em campanha eleitoral. Sempre houve. Gosto da história do velho político do Sudoeste, o doutor Candinho, que explicava como os companheiros ganhavam.

-Eles olham bem o candidato, vão no cartório ver quantos alqueires ele tem, observam o jeitão. E escolhem o que vão dizer. Pode ser ladrão, corno ou viado.

Fazia uma pausa antes do final.

-Teve um caso em que chamaram de duas coisas ao mesmo tempo. O povo não acreditou e perderam a eleição. É preciso cuidado com essas coisas.

Aqui ainda não teve essa de ladrão, viado ou corno. Por enquanto um é despreparado, o outro superado.

Mas nunca se sabe.

O Zero Zero é misterioso. Muita gente treme só ao falar nele. E o candidato da turma do contra.

Contra o faz de conta da eleição curitibana.

Faz de conta que não dá para construir o metrô porque o subsolo é muito úmido. Em Nova York fizeram o metrô da Segunda Avenida congelando a lama do subsolo da ilha de Manhattan a 40 metros de profundidade. Confira: explosões controladas, congelamento do solo, renovação e purificação do ar lá embaixo.

Os dois outros candidatos fazem de conta que a falta de dinheiro para o sistema é culpa da URBS. Não dizem que a alteração do contrato que permitiu à empresas receber por passageiro e não por quilômetro rodado foi coisa do prefeito Luciano Ducci, eleito pelo Beto.

Faz de conta que não dá para acabar com o meu cheiro no rio Belém, embora todos saibam que rio não caga.

Os dois culpam o Gustavo pelo mau estado das calçadas. Como vereadores nada fizeram para mudar a lei que torna a calçada responsabilidade do proprietário do imóvel.

Eles prometem de tudo.

Zero Zero, o azarão,  fica na dele.

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Dá pra acreditar em banqueiro?

 

 

 

 

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E os empregos, como ficam?

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Com a greve dos bancários, a Vila Hauer está quase parando. Restaurante de quilo da Marechal Floriano, bem em frente ao centro administrativo, vendia 300 refeições por dia; agora só 150. O que acontecerá se o Bradesco dispensar os funcionários do HSBC?

 

A mesma angústia é sentida na Avenida Kennedy, onde funciona o centro de processamento de dados do banco. Mais de mil funcionários podem ser dispensados, porque banqueiro não é bobo.

 

O Bradesco não quer um centro administrativo em Curitiba e outro na Cidade de Deus. Duplicar estruturas é coisa de quem não entende de gestão.

 

O banco nega que vá demitir a partir do mês que vem. É bom lembrar que o HSBC também negou a intenção de vender. Está lá em destaque na página de economia da Gazeta de 29 de novembro de 2011.“A operação é boa e o grupo não quer vender”.

 

Emilson Alonso, que ocupou a presidência do banco a partir de 2008, informava que a venda da operação de varejo do Chile ao Itau era um negócio pequeno e sem ligação com o Brasil.

 

“A operação do Chile tinha quatro agências, 5 mil clientes e ativos de US$ 20 milhões. Quase nada.” O HSBC Brasil tem 867 agências, 400 postos de atendimento, 5,5 milhões de clientes pessoa física e ativos de R$ 116 bilhões.

 

Pelo tom da entrevista, o HSBC era praticamente invendável.

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Coxa ganhou, RPC perdeu

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Rede Paranaense de Comunicação decidiu mal.

 

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A RPC transmitiu todo o campeonato paranaense.

Inteirinho.

Até verdadeiras peladas que ninguém estava interessado em ver.

No dia do joguinho havia decisão em São Paulo e super-clássico em Belo Horizonte.

A RPC perdeu audiência (e dinheiro) para conquistar a fidelidade do público paranaense.

Ontem jogou boa parte do investimento no lixo.

No exato no momento em que o Coritiba foi à Argentina buscar uma inédita classificação para as quartas de final na Copa Sul Americana, a RPC mudou de ideia.

Espetáculo lindo. Vitória emocionante. 60 mil pessoas no Estádio Mario Kempes, de Cordoba.

E a RPC nada.

Transmitiu Corinthians X Cruzeiro pela Copa Brasil.

Que não era uma final.

Não era uma semifinal.

Era só o primeiro jogo do mata-mata para as quartas de final.

Não faz o mínimo sentido.

Principalmente porque a Fox News exibiu a parte final da vitória do Coritiba sobre o Belgrano.

Uma arrepiante disputa de pênaltis que transformou o goleiro Wilson em herói.

Goleada da Fox.

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Trump X Hillary: quem mente mais?

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Mentiras, meias verdades & hipérboles.

 

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Agora, após cada debate, uma dezena de experts conferem o que cada candidato alegou contra o outro ou em benefício próprio. Os brasileiros deviam fazer o mesmo?

 

Fique esperto com essa moda. Checagem dos fatos dá mais qualidade ao debate eleitoral, mas também serve para influenciar a opinião pública

 

Trata-se de uma velha novidade. Tem no mínimo quarenta anos, quando a NBC começou a verificar o que os candidatos diziam. O problema aparece quando há gente fazendo checagem apaixonada em prol de seu candidato.

 

New York Times, The Washington Post e Politico forçaram a mão nas críticas às mentiras, meias verdades e hipérboles de Donald Trump.

 

É um território perigoso para a profissão. James Taranto, do Wall Street Journal, escreveu no Twitter: “Fact checking é jornalismo de opinião fingindo que é objetivo.”

 

Está no Washington Times, que não odeia o Partido Republicano. Ele sustenta que os checadores de fatos são na verdade jornalistas liberais (nos EUA liberal significa de esquerda) tentando provar narrativas preconceituosas.

 

Para isso, segundo o Drudge Report, eles escolhem, na base de dados, fatos e números que lhes interessam – e ignoram o resto.

 

Yes, estatísticas podem ser manipuladas. Para cada estudo que chega do Brookings Institute, a Heritage Foundation pode ter um contra-argumento, utilizando diferente metodologia.

 

Exemplo 1: Trump disse que enquanto Secretária de Estado Hillary destruiu 13 celulares a marteladas. O fact checking revelou que foram apenas dois celulares.

 

Exemplo 2: Trump disse que nos EUA há cidades muito mais perigosas do que o Afganistão. Os checadores informam que nenhuma cidade americana se parece com zona de guerra, mas que o crime aumentou recentemente em várias, como Chicago.

 

O New York Times publicou, dia 9 de setembro, que “o número de homicídios aumentou em um quarto das cem maiores cidades.”

 

Exemplo 3: Trump afirmou que Hillary vai aumentar substancialmente os impostos. (Comício em 9 de setembro na Carolina do Norte). Checando a informação descobriu-se que Hillary não liberou em detalhes seu plano fiscal, mas parece que ela promete diminuir a carga tributária para famílias com menos de 250 mil dólares de renda anual e aumentar impostos nas camadas mais altas de renda.

 

Em dezembro, George Stephanopoulos, da ABC News, perguntou a ela a respeito de redução de carga tributária para famílias de renda menor: “Este é um compromisso firme?” Hillary foi evasiva: “Certamente é o meu objetivo”.

 

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Sobram capivaras, faltam onças

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Quando alguém falar bem da capivara, conte a história da criança que morreu de febre maculosa.

 

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Notou como cresceu a colônia de capivaras do parque?

Ela é um roedor. Perigosa como o rato.  Sua missão: multiplicar-se e transportar o carrapato da febre maculosa de um lado para outro.

40% dos contaminados com febre maculosa morrem. A doença matou no ano passado uma estudante de Maringá. A estimativa é de que 15 pessoas tenham morrido por complicações provocadas pela febre nos últimos dez anos.

Quiserem romantizar o ratão. Transformá-lo em símbolo de Curitiba, como o pinhão. Delírio de publicitário. Devia ter inventado um símbolo para nossa guerra – “I hate capivara”.

Em Belo Horizonte, neste momento, a capivara está sub judice.

A morte de menino contaminado pela febre maculosa reacendeu discussão sobre destino de animais na região, segundo a BBC.

O manejo das capivaras é complicado, porque se reproduzem muito depressa e nas cidades não encontram predador.

Não dá para criar onças e lobos-guarás no Parque do Barigui.

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Ulisses e o Estado usurpador

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A constituição de Ulisses removeu o entulho autoritário mas muitas sementes democráticas ainda não germinaram.

 

 

 

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O Laurentino Gomes disse sexta-feira na Academia Paranaense de Letras que é bom analisar os fatos com a perspectiva do tempo. Espere uns trinta anos e veja como a coisa ficou.

Exemplo: a “ditadura Vargas” trinta anos depois virou o “governo do Getulio”.

A “revolução redentora” em três décadas tornou-se o “golpe de 64”.

Do que será que vão chamar a “constituição cidadã”, que em 2018 completa trinta anos?

Ninguém sabe. Alguma coisa deu certo. Muito não aconteceu.

Que fim levou o mandado de injunção, que obrigaria o legislador a escrever a lei que falta para cumprir a ordem constitucional?

E a iniciativa popular? E o habeas data?

Mas Ulisses Guimarães ficou. Continuará sendo o pai desse imenso documento e o autor de um dos mais bonitos discursos que o Brasil já ouviu.

No dia 5 de outubro de 1988, ao entregar a nova Carta Magna, ele proclamou sua fé na sociedade brasileira e no futuro do pais.

Estou relendo com certa esperança o que ele falou:

 

(…)

A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou o antagonismo do Estado. 

O Estado era Tordesilhas. Rebelada a sociedade empurrou as fronteiras do Brasil, criando uma das maiores geografias do mundo.

O Estado encarnado na metrópole resignara-se ante a invasão holandesa no Nordeste. A sociedade restaurou nossa integridade territorial com a insurreição nativa de Tabocas e Guararapes sob a liderança de André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e João Fernandes Vieira que cunhou a frase da preeminência da sociedade sobre o Estado: Desobedecer a El Rei para servir El Rei.

O Estado capitulou na entrega do Acre. A sociedade retomou com as foices, os machados e os punhos de Plácido de Castro e seus seringueiros.

O Estado prendeu e exilou. A sociedade, com Teotônio Vilella, pela anistia, libertou e repatriou.

A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram.

Foi a sociedade mobilizada nos colossais comícios das Diretas Já que pela transição e pela mudança derrotou o Estado usurpador.

Termino com as palavras com que comecei esta fala.

A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar.

 

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PS – A íntegra aqui.

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Os bons contra os maus

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Denzel Washington. 61, nasceu no ano em que foi lançado Os Sete Samurais. É o primeiro faroeste da vida dele.

 

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Eram dois cães, um bom outro mau. O mau vivia atacando o bom, que reagia. Quando perguntaram a Bernard Shaw qual cão saia vencedor, ele revelou: “Aquele que eu alimento.”

A saga dos sete justiceiros está ai, atualíssima. É exemplar para estes tempos de gente boa subjugada por gente má.

Gente má alimentada pelos poderosos cúpidos que mandam no Brasil e a gente nem sabe.

Justiceiros que defendem camponeses contra exploradores apareceram primeiro com Akira Kurosawa, em 1954. Os Sete Samurais era estrelado por Takashi Kimura.

Continuou, em 1960, com Yul Brynner, Steve McQueen e Charles Bronson, direção de John Sturges. Está no Netflix sob o título The Magnificent Seven, que virou Sete Homens e um Destino.

Agora, Denzel Washington estrela a nova versão, dirigida por Antoine Fuqua, roteiro Kurowawa e Shinobu Hashimoto. O New York Times gostou.

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Cães de Guerra – desedificante mas instrutivo

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Miles Teller é aquele de Whiplash, que ganhou o Oscar. Jonah Hill cria um tipo em homenagem ao Lobo de Wall Street, de Martin Scorcese

 

 

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Ir ao cinema é melhor do que pagar Cultura Inglesa.

 

A Cultura não é muito boa de gíria.

 

Assista esse Cães de Guerra e confirme: é uma aula magna de inglês. Inglês da pesada, das bocas quentes. Habilita você a viver na madrugada de Miami ou de Las Vegas, palco da maior feira de armas do mundo.

 

O filme de Todd Phillips, aquele da série Hangover, como Jonah Hill (Efraim Diveroli), Miles Teller (David Packouz) e Bradley Cooper (Henry Girard, chefão do negócio de armas).

 

Ensina, por exemplo, o que significa bake out. Lembra que a turma dizia: “O fulano tá cozido?” Baked out significa assado. Fechado em um forno. Conheci um cara que fazia isso na década de 1970 – mandava a turma entrar em seu fusquinha, fechava bem as janelas e acendia um enorme baseado. Em minutos o ar era só fumaça. Todo mundo respirava fundo e ficava baked out.

Esta utilíssima aula de inglês prossegue: há bagulhos que são mind-blowing. Consumidos talvez num bong hit. “Hey, mamma, came over and hit the bong!”

 

Servindo a própria mãe, mother fucker?

 

Além de se apropriar de toda essa cultura marginal, indispensável para o turismo de hoje, em Cães de Guerra tem-se uma aula sobre a guerra moderna.

 

Explica Packouz em voice over sobre imagens de militares em ação: O que você sabe sobre guerra? Eles dizem que é uma questão de patriotismo, democracia…ou falam alguma merda sobre um cara que odeia nossa liberdade. Mas quer saber sobre o que é mesmo? O que você está vendo? Um guri de Arkansas cumprindo o dever patriótico de defender seu país? Eu vejo um capacete, luvas à prova de fogo, colete à prova de bala e um M16. Vejo 17.500 dólares. É o que custa o equipamento do soldado americano. Mais de dois milhões de soldados lutaram no Iraque e Afghanistão. Isso custa ao contribuinte 4,5 bilhões de dólares por ano só para pagar a conta dessas guerras. E é isso. Guerra é um assunto econômico. Quem disser outra coisa é porque é burro ou está levando vantagem.

 

É uma comédia de 114 minutos – 90 absolutamente assistíveis. Custou 40 milhões de dólares. Em uma semana rendeu 37 milhões de bilheteria só nos Estados Unidos. Not bad.

 

Resumo: dois amigos de vinte e poucos anos vivem em Miami duranta a guerra do Iraque, aquela que Geaorge W Bush fez para agradar os taxanos donos do petróleo e outros amigos donos de fábricas de armas. Miles faz massagem e quando necessário masturba clientes ricos para manter a esposa e filha, tem tudo para virar um perdedor. Diveroli é o contrário, um bom vivant cheirador de pó, capaz de pagar mil dólares por uma garota gostosa. Ganhou esse dinheiro vendendo armas para o governo, que precisa de intermediários porque não quer deixar as digitais em guerras sujas do Oriente Médio e alhures.

 

Os dois estão ficando ricos com esses negócios, que são apenas migalhas comparado com as fortunas investidas pelo governo com empresas maiores. Um dia conseguem um contrato de 300 milhões de dólares, graças a Girard. As coisas se complicam quando descobrem que estão intermediando a compra de 47 milhões de cartuchos de munição vencida.

 

O filme é amoral, divertido e, como foi dito no início, muito instrutivo.

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