O repórter da Corte Suprema se aposenta após 58 anos

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Lyle Denniston

Lyle Denniston, foto New York Times

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No Brasil, se incluídos os picaretas, há milhares de repórteres parlamentares. Em compensação, existem poucos repórteres judiciais, um tipo de jornalismo mais valorizado nos Estados Unidos e na Europa.

Há poucos dias, o presidente interrompeu a sessão da Suprema Corte dos Estados Unidos para homenagear o jornalista Lyle Denniston, que se aposenta aos 86 anos, após 58 anos de atividade ininterrupta na Corte.

De seu posto no recinto do tribunal, Denniston cobriu julgamentos históricos como Brown versus Board of Education, sobre a integração racial nas escolas; Roe v. Wade, em que a Corte autorizou o aborto; Bush v. Gore, que decidiu a eleição de 2000.

Vida dura de repórter, principalmente no início da carreira. Minutos após confirmada a decisão, ele devia ditar pelo telefone uma notícia que mudaria a história do país. Foi repórter do Wall Street Journal, Baltimore Sun, Boston Globe e mais recentemente do SCOTUSblog. (Devia existir um blog como esse no Brasil.)

“Seus posts claros, rigorosos e isentos narravam os argumentos e opiniões dos ministros e logo se tornaram leitura obrigatória dos observadores da Corte pelo país”, escreve Jesse Wegman, no Editorial Observer do New York Times de hoje.

Traduzir juridiquês para língua de leigo talvez tenha sido o maior desafio desse repórter – muito maior do que atribuir as ministros decisões tendenciosas, partidárias ou preconceituosas. Os ministros votam como votam. O jornalistas só precisa trabalhar duro, ter bom arquivo, ser claro. O leitor descobrirá qual é a do magistrado.

Lyle Denniston não costuma relacionar o ministro com o presidente que o nomeou. Acha que não é relevante. Até hoje sustenta que a decisão no caso da contagem de votos da Flórida, que deu a vitória a Bush sobre Gore em 2000, não teve coloração política. Pode ser ingenuidade, mas ele acredita que a Corte decidiu o que achava melhor para o país.

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A grande banda sinfônica faz aniversário

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Concerto da Banda Sinfônica, em comemoração aos 155 anos da Polícia Militar do Paraná. Foto de Paulo Rosa

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A coisa está tão feia que os amigos perguntam se há alguma coisa boa para se comemorar.

Claro que há. Agora, no próximo dia 4 de julho, a Banda Sinfônica da Polícia Militar do Paraná faz aniversário. Número redondo – completa 160 anos.

Sabe de alguma outra instituição amada pelos curitibanos que tenha resistido tanto tempo?

Anos de glória. Nada a denegrí-la, a tirar o brilho da trajetória que teve até uma passagem pela guerra do Paraguai, em 1865.

O único mau momento foi por volta de 1957 – ano do centenário! – quando deixou brecha para que o pessoal da Aeronáutica montasse uma banda inesquecível, porque foi formada pelos maiores ases da música que atuavam no Rio de Janeiro.

A CONCORRÊNCIA

De maneira um tanto heterodoxa, o comandante da Base Aérea do Bacacheri mandou um subordinado, o sargento Natércio Santos, à ainda capital da República. Missão: instalar-se no ponto dos músicos, nas escadarias do Teatro João Caetano, e convidar os cobras para vir tocar aqui.

Lembre: era 1957. Vinicius de Morais e Antonio Carlos Jobim estavam terminando Canção do Amor Demais, que Elizeth Cardoso gravaria no ano seguinte. Era o início oficial da bossa nova. Por toda parte havia música ao vivo, principalmente no Beco das Garrafas, em Copacabana. Músicos de todo país corriam para o Rio. Poucos conseguiam uma situação estável na profissão.

Em troca de salário garantido no fim do mês e aposentadoria no fim da carreira, vieram alguns dos melhores. Sorte que o brigadeiro só dispunha de autorização para contratar 27 músicos. Caso contrário faria também sua banda sinfônica para concorrer com a PM.

D. PEDRO II, UM FÃ

Os admiradores da banda da PM costumam lembrar que só ela foi elogiada pelo imperador Pedro II, um senhor de muito bom gosto musical, frequentador das óperas de Paris e Milão. Foi no dia 20 de maio de 1880.

Sem a banda da PM teria sido impossível inaugurar o velho Teatro Guaira, em 1917. A aniversário meio século da apresentação também é agora, no dia 11 de julho.

Em 1959, o próprio presidente Juscelino Kubitschek fez questão de convidar a nossa banda sinfônica para ajudar a inaugurar Brasília. JK era capitão-médico da Polícia Militar de Minas Gerais e entendia de bandas.

Nas grandes paradas de 7 de Setembro ela chegou a desfilar com 159 integrantes. Regida pelo maestro Angelo Antonello, gravou discos que poderiam ser relançados agora. Alguém se candidata a patrocinar o evento?

No repertório, o destaque era a ouverture de O Guarani, de Carlos Gomes, e dobrados militares.

Nas noites de sábado, para os elegantes bailes do Clube Curitibano, a banda tirava o uniforme e virava a ótima Orquestra do Antonello.

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Cadeia maxflex

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A geração maxflex não tem medo do colchão mole.

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Os presos do Lava Jato pedem maxflex, apesar da advertência de médicos: colchão macio faz mal para a coluna.

Os advogados deles, que fazem essas reivindicações, são jovens. Não sabem o que é lordose, cifose ou escoliose. Muito menos dor ciática. Por isso exigem colchões macios, de luxo.

A cadeia maxflex (foto) do ex-governador Sergio Cabral é uma prova da distância que separa causídicos de esculápios.

Então se, por algum motivo, justo ou injusto, alguém estiver a caminho de Piraquara, devem pedir ao advogado para não aceitar colchão com pillow top (doentiamente macio), nem com 800 molas (estrutura fraca). Os bons, durinhos, vêm com suporte de borda.

Se tudo isso for negado, o preso tem argumento para um pedido de habeas corpus.

A pena foi extrapolada. Ele foi condenado à cadeia, não à lombalgia.

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Top 10

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RMC cada vez mais violenta.

RMC cada vez mais violenta.

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Atlas da Violência.
No mapa do crime a região metropolitana de Curitiba, representada por Piraquara, ocupa um honroso 8º lugar em número de homicídios.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA.

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Não se animem

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Previsão do Banco Safra para 2017: Produto Nacional Bruto ainda em queda.

“nossa projeção para o resultado do 2T17 e também do ano apresentavam viés de baixa, uma vez que,
descontando o efeito positivo do PIB agropecuário, o cenário ainda é de uma economia bastante
fraca, com consumo recuando por nove trimestres seguidos e investimentos caindo em 13 dos 14 últimos trimestres.”

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Não falta madeira para construir essa arca. Mas, e o projeto?

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Eraclio Zepeda

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Quando as águas da enchente cobrem tudo e todos, é porque de há muito começou a chover na serra. Nós é que não nos demos conta.

A frase é de Eraclio Zepeda, poeta e revolucionário mexicano, que morreu em 2015. O “nós” refere-se ao povo mexicano mas poderia ser para os brasileiros. Já batemos nos 20 milhões de desempregados (os registrados e os que desistiram de procurar emprego), multidões de sem teto habitam as marquises das cidades, há fome e doença, mas o Ministério da Saúde teve o orçamento cortado.Questão de austeridade.

É assustadora a abulia da opinião pública. Só reage às 20h30 ao saber pelo Jornal Nacional a denúncia do dia. A culpa é dos corruptos, Brasil. Tiramos os petralhas de lá, falta o Temer.

O JN não informa que chove na serra.

A situação está tão difícil que foram perguntar ao técnico Tite se aceitaria uma eleição, já que tem mais de 80% de aprovação dos brasileiros. Está no El Pais de hoje. Tite disse que não.

No mesmo El País – veja em http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/29/opinion/1496068623_644264.html – Eliane Brum recomenda a leitura de Sobre a tirania – Vinte lições do século XX para o presente, que será lançado pela Companhia das Letras no início de junho. “Perturbado pela chocante eleição de Donald Trump, escreve Eliane, Timothy Snyder, professor de história da universidade de Yale, postou um texto no Facebook que se tornou viral. Ele começava assim: “Os americanos não são mais sábios que os europeus, que viram a democracia dar lugar ao fascismo, ao nazismo ou ao comunismo. Nossa única vantagem é ser capaz de aprender com a experiência deles”. O texto foi ampliado e se tornou um livro best-seller nos Estados Unidos, já convertido para várias línguas. Agora chega ao Brasil, traduzido por Donaldson M. Garschagen.”

O problema da opinião pública ficou complicado, principalmente em países com um sistema eleitoral de certa qualidade. No ReputatioLab, (www.reputatiolab.com) Nicolas Vanderbiest analisa a pesquisa sobre a comunicação e o buzz do mal, que é a nova roupa do negative ad. a publicidade negativa.

Ela destruiu o PT – que estava distraído distribuindo cargos federais à base parlamentar e não observou a chuva na serra.

O buzz do mal chama-se marketing de guerrilha. (Veja detalhes em www.publicidade viral/marketing-de-guerrilha-e-ferramentas). Consagrou bordões. “Vai pra Cuba!”, “Se gosta de bandido, pega um trombadinha e leva pra casa!”, “Lula tinha que saber!”

O outro nome é Astro Turf. Astroturfing é a ativação de movimentos espontâneos que têm uma causa associada a uma marca, promovendo barulho e disseminando mensagens que conseguem engajar um público específico. O termo em inglês vem de Astro Turf (grama sintética) em oposição ao termo grass roots (que são movimentos espontâneos da comunidade).

É isso e o JN, que sofre anemia de Ibope mas ainda é o maior influenciador de opiniões.

Derrubaram a Dilma, vão derrubar o Temer, vão eleger esse cara em que você está pensando só para votar reformas sem juizo da CLT e da previdência. Depois vai todo mundo para a praia. A limpeza da área fica com esses caras em que você está pensando.

Deu pra entender? Alguém ajuda a construir uma arca? Quem sabe desenhar a chuva na serra?

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Carne forte

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As exportações vão bem, Brasília é que vai mal.

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Crise? Que crise?

O Paraná aumentou em 15% as exportações de carnes no primeiro quadrimestre de 2017.

Foram embarcados US$ 944,97 milhões nos primeiros quatro meses desse ano, contra US$ 819,4 milhões no mesmo período do ano passado. Tem de tudo: carne bovina, suína, de frango, de peru (natural e processada) e carnes salgadas.

A JBS participou das exportações, claro. Mas foi grande o papel das cooperativas, onde não houve Lava Jato, nem Operação Carne Fraca.

O cooperativismo brasileiro foi apresentado como exemplo na reunião da ONU para o desenvolvimento sustentável, em Bangcok.

Em http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao/2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/113151-agenda-2030-como-as-cooperativas-podem-contribuir está a notícia da Ocepar sobre o lançamento da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

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“A República não precisa de sábios”, disse o juiz que mandou Lavoisier para a guilhotina há 223 anos

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A guilhotina também serviu para executar, mais tarde, Robespierre e Danton

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Não custa lembrar que hoje, 8 de maio, é o 223º aniversário da execução de Lavoisier, sábio francês considerado o inventor da química. Escreveu a obra fundamental Tratado de Química Elementar, publicada em 1789.

Lavoisier morreu na guilhotina, condenado por um peculato que ninguém conseguiu provar. Foi mais uma vítima do Terror que se instalou na França entre 1793 e 1794, no tempo de Robespierre, Danton e Marat.

Como cobrador oficial de impostos de Luiz XVI,
função pouco popular, Lavoisier acabou acusado de peculato. Não existiam provas. Um antigo funcionário da Receita, Mollien, testemunhou a inocência de Lavoisier, que não deixou “uma única objeção sem resposta, um único cálculo sem refutação, uma única justificativa sem prova.”

Se não havia prova, o que havia? Havia um inimigo, Jean Paul Marat, que era médico e cientista, antes de se tornar o principal panfletário da Revolução Francesa.

Em 1780, antes do Terror, Marat submetera à Academia Real das Ciências um trabalho pretensioso e equivocado, intitulado “Pesquisas Físicas sobre o Fogo”. Nele defendia que o fogo era a manifestação de um fluido especial, o fluido ígneo, cujas sombras produziriam as formas trêmulas das chamas. “Uma vela – garantia ele – confinada num espaço limitado, apaga-se porque o ar, dilatado pela chama, comprime-a e a abafa.”

Lavoisier foi o relator da comissão que desqualificou o trabalho.

Marat tornou-se o principal acusador, com artigos raivosos em seu jornal L’Ami du Peuple. Um trecho de um deles: “Denuncio-lhes o corifeu dos charlatães, o senhor Lavoisier, filho de um sovina, aprendiz de químico, aluno do agiota genebrino, coletor-geral de impostos, diretor da pólvora e do salitre, administrador da Caixa de Descontos, secretário do Rei, membro da Academia de Ciências, íntimo de Vauvilliers, administrador infiel da subsistência e o maior intrigante do século.”

O Lavoisier foi condenado. Ah, mas ele é um grande cientista, argumentavam os moderados. “A república não precisa de sábios”, respondeu o juiz que o condenou. No dia seguinte à execução, Joseph Louis de Lagrange, outro importante cientista, expressou mágoa com palavras que se tornariam famosas:

“Bastaram alguns instantes para cortar a sua cabeça; mas cem anos talvez não sejam bastantes para produzir outra igual.”

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Mais informações sobre a condenação de Lavoisier em http://ohomemhorizontal.blogspot.com.br/2007/05/obra-e-tragdia-de-lavoisier.html

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Marcha da maconha, a 11a

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Aumentou este ano a presença feminina.

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Rita Lee foi uma espécie da madrinha da 11a Marcha da Maconha por causa da resposta que deu a Pedro Bial na entrevista da Globo: “Você vai falar de maconha? Pensei que fosse falar de café, coca-cola, cigarro, açucar e alcool. Tudo droga!”

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A boa luta

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Elizabeth Warren é exemplo da academia na política.

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Como devem agir os progressistas quando a direita assume o poder?

Isso acontece agora no Brasil, nos Estados Unidos, na Inglaterra. Aqui, a resistência à manobra parlamentar que retirou Dilma da presidência e colocou no Planalto um vice neoliberal, organiza-se em torno de Lula e da necessidade de preservar o estado democrático de Direito – ou o que sobrou dele.

Nos Estados Unidos o esforço para salvar o Partido Democrático é mais ambicioso porque em boa parte está ancorado na academia. As universidades produzem pensadores e ativistas políticos capazes de injetar ideias na frente liberal.

Um exemplo é a senadora Elizabeth Warren que acaba de lançar This Fight is Our Fight (The Battle to Save Americas’s Middle Class), da Metropolitan Books/Henry Holt & Company.

O New York Times publica hoje uma resenha de Paul Krugman, que começa com um apelo aos acadêmicos ainda enclausurados em seus gabinetes “como monges medievais” – saiam do conforto e venham colaborar porque os tempos são difíceis.

Elizabeth Warren deixou a cátedra de direito em Harvard para uma posição ativa na política. Saiu de sua cabeça boa parte da reforma financeira de 2010, inclusive a formação do Consumer Financial Protection Bureau – órgão encarregado de caçar fraudadores.

O Dodd-Frank Act criou a figura da delação premiada para combater crimes financeiros. Premiada mesmo, com um valor relacionado ao tamanho do malfeito denunciado pelo delator (whistleblower). Estava destinada a liderar o que Krugman chama de “ala democrática do Partido Democrático” no governo Hillary Clinton.

Para ela está claro que é preciso combater a grande corrupção das uberorganizações financeiras – elisão, evasão e sonegação fiscal. Não é difícil deduzir do livro que o Brasil precisa urgentemente de um Dodd-Frank Act, ao lado da lei 12.850 (que trata das organizações criminosas do ponto de vista do direito penal). Com metade do dinheiro sonegado de volta ao caixa do Tesouro, recoloca-se a República em funcionamento.

O livro de Warren é um manifesto que oferece caminhos aos liberais americanos. Krugman chama ao conjunto de ideias iluminismo populista. Vai contra a crescente concentração de renda e riqueza em mãos de uma pequena elite. A concentração de benefícios econômicos está minando o sistema político.

A desigualdade de renda (e de poder) causa estagnação da receita familiar, insegurança crescente e redução de oportunidades. O livro mostra pequenos retalhos do drama popular. Um empregado do Walmart obrigado a completar a cesta básica no armazém de uma associação de caridade. Um trabalhador da DHL forçado a aceitar redução salarial para não perder o emprego. Jovens que sofrem para pagar financiamento estudantil.

A senadora recorre ao passado para reforçar seu argumento. Sua história pessoal de sucesso é resultado da oferta de ensino de alta qualidade em faculdades públicas agregado a um salário mínimo relativamente alto. No Brasil não foi diferente. Lembre o número de políticos importantes – Jaime Lerner, Roberto Requião, Saul Raiz – que estudaram no Colégio Estadual do Paraná e na UFPR.

A conclusão inevitável é que a República precisa de sábios – gente capaz de distinguir o fato da opinião, a prova da convicção. Logo, necessita fortes investimentos públicos em educação, pesquisa, extensão.

Uma infraestrutura moderna ajuda a indústria a lucrar e se expandir. (A internet existe graças aos investimentos do exército norte-americano em pesquisa.)

Em resumo: This Fight is Our Fight é um recado para a atual geração de políticos, condenada a desaparecer se não estudar, se não aprender a reduzir a desigualdade. O quadro é dramático. Pre apocalíptico. Acentuam-se os sinais de que o outro país – aquele que mora em favelas, controlado por helicópteros, cercado de tanques – está a ponto de explodir.

No dia em que ele romper o cerco policial, ai de nós.
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