Não acredite em exemplos, principalmente em bons exemplos. Mas não custa prestar atenção neles

O Jaime Lerner viajava o mundo inteiro anotando as soluções que cidades encontravam para seus problemas. Raramente conseguiu transplantar os bons exemplos para Curitiba.

Por isso, é difícil que o atual prefeito consiga se convencer da urgência de arrumar as calçadas. Parece que uma força irresistível garante a sobrevivência de calçadas esburacadas, tortas ou adernadas.

Em todo caso, peço que vereadores, planejadores do IPPUC e a turma das associações de bairro observem a solução prática e de baixo custo adotada em Salzburgo. Aqui as ruas foram divididas em três partes – uma destinada a veículos motorizados, outra a bicicletas, a terceira a pedestres.

As três partes foram pavimentadas com o mesmo tipo de cimento asfáltico. Aplicado no mesmo dia, pelo mesmo empreiteiro, dentro do mesmo contrato de licitação.

O resultado é bonito. Tem a beleza das soluções simples. Como o drible da vaca de Pelé em Mazurkievicz na Copa de 70. Ou como a ideia de que lavando bem as mãos antes de fazer um parto os médicos reduziriam a mortalidade das mães por febre puerperal. Ou de que colocar sinaleiros nas esquinas melhoraria o trânsito.

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