A culpa não é do Felipão – Felipão é o produto da arrogância da CBF somada à leniência do governo

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A mãe da todas as humilhações. (Foto UOL)

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A culpa é do Estado brasileiro, que não cobra as dívidas dos clubes com a Previdência Social e com o Imposto de Renda.

Que prestigia dirigentes esportivos com maus antecedentes, como José Maria Marin e Marco Polo del Nero, o homem do bilhete.

A culpa é da Justiça, que não condena dirigentes esportivos corruptos, como Ricardo Teixeira.

A culpa é do Legislativo, que empurra com a barriga uma legislação para reorganizar o esporte no Brasil.

A culpa é nossa, da imprensa, que coloca o foco no oba-oba e pouco investiga. Quando investiga tem preguiça ou medo de divulgar tudo que descobriu de podre nos subterrâneos do futebol.

UMA SAIDA PARA A CRISE MORAL

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos (Proforte – PLs 5201/13 e 6753/13) aprovou o relatório do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) para o refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol. É um caminho para superar a crise moral e etica em que o esporte se debate. O texto seguirá agora para o Plenário da Câmara.

Texto descarta qualquer anistia ou perdão dos débitos dos clubes. O relatório prevê, no entanto, a unificação de todas as dívidas – com o INSS, o Imposto de Renda, o FGTS e a Timemania – em um montante único e o prazo de 25 anos para o pagamento.

O SUBSTITUTIVO EM RESUMO

Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte – LRFE

Responsabilidade Fiscal, Financeira, Gestão Transparente e Democrática

– Apresentação obrigatória das CNDs (um mês antes das competições, sob pena de rebaixamento)

– Cumprimento e regular pagamento dos contratos de trabalho – jogadores e funcionários

– Responsabilidade pessoal dos dirigentes

– Proibição de antecipação de receitas de qualquer natureza, que ultrapasse o fim do mandato, respeitando contratos anteriores

– Implantação de sistema único, padronizado dos registros contábeis

– Obrigatoriedade de publicação anual das demonstrações financeiras em site da entidade

– Controle do déficit financeiro

– Limite de 4 anos para mandato de presidente, com única recondução

– Instituição de Comitê de Acompanhamento da Execução das regras estabelecidas (representantes: clubes, jogadores, patrocinadores, imprensa, Bom Senso, Poder Executivo)

Do Parcelamento (direitos e obrigações)

– Não haverá anistia, nem perdão de dívidas

– Montante único dos débitos (INSS, IR, FGTS, Timemania, Banco Central)

– Prazo de 25 anos

– Taxa TJLP

– 50% – 3 primeiros anos (uma “quebrada de galho” – os clubes terão o benefício de pagar somente metade do valor parcelado devido nos primeiros 3 anos, o que irá ajudá-los a se enquadrarem com menos dificuldades)

– 50% – após pagamento última parcela

– Documento único de arrecadação

– Montante das dívidas (excluídas, trabalhistas, empréstimos) – aproximadamente R$ 3,3 bilhões

– Arrecadação para União – R$ 140 milhões/ano

– Profunda economia dos meios administrativos dos órgãos públicos que cuidam das dívidas

– Excluir IR da Timemania (melhora atratividade para o apostador)

Fundo de Iniciação Desportiva na Educação – inicie

– Utilização dos recursos do fundo: Parcerias: clubes e escolas públicas (Ensino Fundamental)

– Repartição descentralizada para Estados e municípios (FPE – Estados mais pobres ganham mais)

Origem dos recursos:

– Nova raspadinha, LOTEX

– Autorização para CEF implantar Aposta Desportiva – combater evasão de divisas (R$ 600 milhões/ano, segundo FGV)

– Lei de Incentivo ao Esporte

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Agora pode

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O promotor deixa. (Foto NYT)


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Aos que vão para Nova York, o New York Times informa:

Agora é legal possuir maconha na cidade.

O promotor distrital do Broklin, Kenneth P. Thompson, anunciou que a promotoria não vai denunciar adultos carregando até duas onças da droga, a menos que haja “fator agravante”.

Alguns fatores agravantes: ter uma folha corrida significativa ou fumar em alguns locais públicos ou perto de crianças.

P.S. – Duas onças são 56,7 gramas.

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Dos dicionários

Ponto mais alto: pináculo, apogeu

Ponto mais baixo: nadir.

O futebol brasileiro estava no apogeu em 1970; agora, com os 7 a 1, chegou ao nadir.

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O sortudo

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Elson Sato vinha apostando em resultados "lógicos". Mudou e ganhou.

Elson Sato apostava na lógica. Mudou e ganhou.

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Está no portal G1:

O estudante de Direito Elton Sato, de Maringá, cravou 7 a 1 para a Alemanha no bolão do canal SporTV e ganhou uma televisão.
Foi o único a acertar entre 148 mil apostadores.

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Para entender a Copa do Mundo

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Outro “inglês”. Só cinco canarinhos jogam no Brasil.

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Poucos duvidam de que está na hora de mudar o futebol brasileiro. Para os últimos descrentes, o New York Times fez um levantamento de quem joga onde. Assim se desvenda a Copa do Mundo e o que há por trás dela. É a lógica do dinheiro e da malandragem.

O levantamento mostra como se divide o grupo de jogadores europeus que veio ao Brasil disputar um torneio muito lucrativo. Terminado o torneio voltarão a seus clubes na França, Alemanha, Itália, Inglaterra. Para os clubes a gratidão pelos bons contratos e pelas boas instalações onde treinam e jogam o ano inteiro.

Estão na Premier Liga inglesa 22% dos craques das seleções que disputaram as quartas de final.

Na semi-final, a vantagem passou para a Bundesliga alemã, onde jogam 23% dos craques do Brasil, Alemanha, Holanda e Argentina.

A Itália e Espanha foram eliminadas cedo, mas os jogadores de times espanhóis e italianos representam 9% e 14% dos que disputam as semifinais.

Em compensação, Brasil e Argentina estão sem jogadores locais.

O Brasil só tem cinco e a Argentina, quatro. O resto dos craques selecionados veio de fora. Isso significa que estiveram menos tempo a disposição da comissão técnica.

Felipão e Savella, técnicos malandros, tentam garantir os empregos repetindo fórmulas do futebol antigo. E mandam entregar a bola para Messi ou Neymar. E rezar para que tudo dê certo.

Vejam ai a situação na semifinal:

Bundesliga (Alemanha) 23%
Premier League (Inglaterra) 21%
Serie A (Italia) 14%
Eredivisie (Holanda) 11%
La Liga (Espanha) 9%
Serie A (Brasil) 4%
Liga 1 (França) 4%
Primera Division (Argentina) 3%
Primeira Liga (Portugal) 3%
Premier League (Ucrania) 2%

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Avô que atropelou criança de 2 anos não estava embriagada, diz polícia

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Centro de Guamiranga. Área urbana tem apenas 1.600 moradores.

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Escrevi ontem sobre o acidente de domingo, em Guamiranga, município de 7.500 habitantes, da região de Ponta Grossa. Na garagem da família, como informou Gizele da Silva, da Gazeta do Povo, havia seis carros na hora em que o neto de dois anos foi atropelado pelo carro guiado pela própria avó.

A avó de 51 anos manobrava o veículo na garagem de casa, não percebeu o neto que atrás do carro. Na casa estava toda a família reunida em almoço de confraternização. A polícia foi chamada e disse que a motorista não apresentava sinal de embriaguez.

Foi aberto inquérito, para confirmar os detalhes da morte, que ocorreu no hospital de Ponta Grossa, a 80 quilômetros. A conclusão provavelmente isentará a motorista de responsabilidade pela morte, que deve somar-se a outras 50 mil mortes no trânsito, registradas todo ano no Brasil.

CULPA DE QUEM?

A tragédia da criança esmagada pela viatura dói mais por causa da tecnologia. Como imaginar um motorista deixar de frear quando dispõe de moderno sistema de frenagem de emergência que potencializa a ação dos Antiblockier-Bremssystem, os ABS?

Parece que não há tecnologia capaz de fazer o motorista deixar de lado os problemas. Ou as vaidades.

Nada leva o dono da Ferrari a diminuir a velocidade; ele comprou a máquina para mostrar que é rápido.

Não há Cristo que o impeça de guiar com o celular no ouvido. Ele tem o iphone para exibir. Se tivesse um órgão sexual enorme, ostentaria o imenso pênis. Se fosse só para se comunicar, conservaria aquele Nokia velho que fala e recebe ligações.

E não há discurso que o convença de evitar a bebida, nem de queimar um baseado ou de cheirar uma carreira. Para ele, essas coisas tornam o ato de dirigir mais divertido.

DESENVOLVIDOS ABANDONAM AUTOMÓVEL

Convém observar que essa tecnologia é subestimada pelos países desenvolvidos. Eles mandaram as fábricas de automóvel para cá. Agora andam de bonde, de metrô e de bicicleta em despoluídas avenidas sem cadáveres. Por algum motivo desconhecido, perderam o entusiasmo pelas invenções civilizadas. Muitos preferem patins, outros skate, quase todos correm e alguns chegam a confessar que seu grande barato é caminhar.

Na Copa do Mundo importamos o padrão FIFA. Com a indústria automobilística, nos anos 1950, tínhamos importado o padrão Renault e o padrão Volks. Por esses padrões, o mercado não deve funcionar a não ser em benefício das fábricas. Se a demanda estiver baixa, o governo precisa reduzir o IPI, caso contrário haverá desemprego e perda de lucratividade.

O padrão Volks/Renault exige que se faça mais asfalto por toda parte. Esqueça a escolinha precária, o posto de saúde sem antibiótico.

A prefeita de Guamiranga, onde a tragédia aconteceu, dedica boa parte do orçamento público à pavimentação de ruas e estradas. Sem asfalto, os carros andariam mais devagar, as pessoas sempre atrasadas não viveriam as emoções de um verdadeiro congestionamento. Continuariam naquele mundinho triste e desacelerado.

Falam que a perda de lucratividade pode fazer com que a Renault e a Volks decidam ir embora. Para onde? Talvez para algum lugar da Somália que sonha com sedans e limusines e imensos painéis de instrumentos com telas de LED. E anseia pelas notícias sangrentas após os grandes feriados nacionais.

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O dono da gang

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kkkk

O perigoso chefão.

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Está em O Globo:

Em ação realizada no hotel Copacabana Palace, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deteve nesta segunda-feira Raymond Whelan, CEO da Match, empresa que detém exclusividade para venda de pacotes e camarotes da Fifa.

Ele é apontado como elo entre a entidade e uma organização que desviava e comercializava ingressos da Copa do Mundo.

A Match pertence à FIFA.

Que pertence ao Joseph Blatter.

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Avó atropela e mata neto de dois anos

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Pavimentação da rua Getúlio Vargas, em Guamiranga.

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Uma avô atropelou e matou o neto de dois anos, que brincava na própria garagem.

Foi ontem, domingo, em Guamiranga, município de 7.500 habitantes, da região de Ponta Grossa. Na garagem da família, informa Gizele da Silva, da Gazeta do Povo, havia seis carros na hora da tragédia.

Guamiranga vive da agricultura (soja, fumo e milho) e do florescente turismo rural. A prefeita Telma Fenker, dentista formada na UEPG, investe em saúde, educação e pavimentação de ruas e estradas, não necessariamente nessa ordem. 80% da população moram na área rural.

Este ano, de novo, acidentes de trânsito devem matar quase 50 mil brasileiros nas cidades e estradas. Esse número não cai porque o governo continua estimulando o transporte individual. No dia 30 anunciou que o IPI reduzido para automóveis e caminhões vai até o Natal.

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Praça 19 de Dezembro. De noite eu namoro, de dia durmo

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Esse busão vem sempre atrasado.


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Seu guarda, eu não sou vagabundo
Eu não sou delinquente
Sou um cara carente
Eu dormi na praça
Pensando nela

Seu guarda, seja meu amigo
Me bata, me prenda, faça tudo comigo
Mas não me deixe ficar sem ela

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hjhjhjhjhjh

Olhe bem nos meus pés e responda: quem levou o pé direito do meu tênis?

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Sem Neymar, sem favoritismo

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Times de um só.


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A Argentina ganhou da Belgica e está na semi-final. Não é novidade que a Copa é das seleções que têm supercraques e não das que têm conjunto.

Geoffrey Wheatcroft da revista New Repúblic, diz isso – os times latino-americanos são bandas de um top singer. “Os grandes times brasileiros, que venceram as Copas de 1958, 62 e 70 (e deveriam ter ganho em 1966), estão no passado. O Brasil de 1970 era o melhor o mundo assistiu e Pelé era o craque do time. Mas não era um craque solitário. Quase no mesmo nível que ele estavam Gerson, Tostão e Rivelino, todos tocados pelo gênio”.

No selecionado brasileiro, segundo Wheatcroft, “se você tirar Neymar e vira um time qualquer. E é por isso que duvidei sempre que os brasileiros pudessem ser considerados favoritos. O mesmo se aplica (ou aplicava) ao Uruguai de Suarez, à Argentina de Messi e à Colômbia desse brilhante James Rodrigues.”

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