Eles ainda dizem que não dá

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Abrigo de ônibus no bairro Barceloneta.

Com preguiça, empresários de ônibus e a Urbs garantem que não dá para ter painéis com horários nos pontos de ônibus. No máximo, nos terminais.

Em Barcelona, Berlim, Nova York e centenas de cidades pelo mundo os passageiros recebem informação online sobre o ônibus que vem ai.

Tudo depende de uma tela, um modem e uma rede que funcione bem.

Ah, em quase todo o mundo os passageiros esperam seus ônibus sentados nos abrigos. Os bancos não encarecem o sistema – o que encarece é a má administração.

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A paella marinara, quase obrigatória

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Eu já achava que o charme de Barcelona não está na arquitetura futurista, mas no jeito amável de vila de pescadores do bairro de Barceloneta. Ai descobri que Pablo Picasso escolheu esse pedaço da cidade para morar. Agora não tem mais discussão.

Aqui, a paella é consumida por nove entre dez turistas brasileiros.

Em alguns restaurantes eles pagam entre 30 e 50 euros por uma amostra desse risoto ibérico. Outros, como a Casa Tomaso, deixam por 20. Claro que o lagostin é um pouco mais anêmico. Em compensação, é mais saboroso.

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Olha uma Louis Vuiton. Superlegítima

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Se você sair bem arrumada com uma bolsa Luis Vuitton vendida por um camelô no Passeig de Gracia, em Barcelona, pode não enganar todo mundo, mas a maioria vai acreditar que ela é autêntica.

Lá dentro sai por 1.500 euros; aqui fora fica por 30

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Tempo de escracho

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Escrache (no Brasil escracho) é a palavra do ano para os espanhóis.

Tem sido muito usada para designar a manifestação popular frente à casa de um político para denunciar seus malfeitos.

O termo – conta El Periodico, de Barcelona – foi tomado de empréstimo do ativismo sul-americano, onde destacou-se o escracho frente ao apartamento do governador Sergio Cabral, no Rio de Janeiro e manifestações ocorridas na Argentina e Uruguai.

Agora, escrache vai entrar com todas as honras para o dicionário da Fundacion para o Espanhol Urgente-Fundéu, entidade constituída pela agência EFE e o banco BBVA, e assessorada pela Real Academia Espanhola para velar pelo bom uso do idioma nos meios de comunicação.

-Buscavamos uma palavra de interesse do ponto de vista linguístico e que tenha estado em destaque na atualidade – explica Joaquim Muller, diretor geral da Fundeo. -Escrache reúne qualidades sob dois aspectos: tem origem não de todo conhecida e se convertem em protagonista de fatos atuais, centro de uma polêmica em que se cruzavam elementos linguísticos e políticos.

O dicionário da Real Academia Espanhola não registra o substantivo e sim o verbo escrachar como expressão própria do espanhol de Buenos Aires com dois significados: romper ou destruir; fotografar uma pessoa.

O Dicionário de Americanismos da Associação de Academias de Lingua Espanhola acrescenta um terceiro significado para escrachar: deixar alguém em evidência.

Embora os espanhóis citem a década de 1990 como o período em que o termo começou a ser usado na Argentina, os primeiros registros são do início do século – aparece nos glossários de lunfardo, a gíria das classes baixas da Argentina. Nos anos 50 houve aquela importação de gráficos argentinos para o Brasil, entre eles grandes diagramadores que deram cara à Última Hora, Diario do Paraná e outros veículos.

Ouvi o Benjamin Stainer reclamar a demora na entrega do escrache de marginal apresentado na delegacia. Numa briga na Boate Marrocos, um repórter ameaçou o garçon que trouxe a conta, onde foram acrescentados dez copetins tomados por uma bailarina uruguaia:

-Isso é roubo! Vou te escrachar na Tribuna!

O dicionário Aulete online dá três significados para escrachar. Está la:

(es.cra.char) Bras. verbo

1. Desmoralizar, desmascarar, revelar as intenções de alguém que tentava ocultá-las

2. Fotografar e fichar na polícia.

3. Repreender asperamente, descompor; ESCULACHAR

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Rumo à Catalunya

No museu do Barcelona, casal paulista ouve a gravação do canto da torcida.O estádio Camp Nou é o único lugar de Barcelona onde há mais brasileiros do que japoneses.‏
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A Catalunha deve se separar da Espanha?

Opinarão brasileiros em geral que não temos nada com isso, o problema é ibérico.

Estão enganados.

Se finalmente for convocado o plebiscito para decidir sobre a independência catalã, claro que o assunto vai repercutir intensamente no Brasil. O torcedor poderá ficar privado de uma de suas derradeiras alegrias, a de assistir pela TV a cabo aos duelos entre Barcelona e Real Madrid pelo campeonato espanhol.

Na fila para apanhar o avião em Guarulhos vejo o ministro Cesar Peluso passar. Como ele se aposentou em agosto no Supremo Tribunal Federal, tenho a esperança de conseguir dois minutos de conversa informal. Numa dessas, ele dá uma dica sobre a constitucionalidade da reivindicação catalã. Ou, pelo menos, como santista, ele opina sobre a situação do Barcelona – aquele time que encheu o Santos na decisão do título mundial.

Foi da final de Yokohama, da Copa Mundial de Clubes, em 2011, lembram? Mesmo escalando três zagueiros para brecar a equipe catalã, o Santos foi humilhado. Murici Ramalho aguentou todo tipo de crítica, porque respeitou demais o Barcelona. Perdeu por 4 a 0, sem ver a cor da bola.

A conversa não saiu. Havia um certo distanciamento entre nós e o ministro, imponente na magnífica poltrona que a Singapura oferece aos da classe executiva. Na econômica, o povo fica em seu lugar – um quadradinho onde não há espaço nem para esticar a perna, quanto mais para divagação esportiva.

A viagem foi triste, entre outros motivos porque a Dilma Rousseff acabou com a última oportunidade de esbanjar no exterior. Agora, mesmo no cartão de débito, que não concorre a prêmios nem acumula milhas, você paga um adicional de 6,38% do Imposto Sobre Operações Financeiras.

Se o deficit na conta do turismo continuar imenso, o governo descobrirá que nunca vai tapar esse buraco assustando o turista padrão CVC. Quem gasta mesmo, Mantega, são os executivos mais bem pagos do país, gente com diploma do ITA, da Unicamp e de grandes universidades de fora.

Eles viajam o tempo todo para Estados Unidos, Canadá, Europa e Asia, onde está o comando de suas empresas. A explicação para o vaivém é simples: com todos esses satélites espionando o mundo, só é secreto o que for transmitido na orelha do subordinado.

Quanto à independência da Catalunha, aliás Catalunya, todo brasileiro patriota deve ser a favor. Enfraquece a seleção da Espanha.

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O trânsito

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Em 2010, depois dos terríveis crimes de trânsito, Curitiba se mobilizou.

E rapidamente se desmobilizou, porque ninguém é de ferro.

Sobrou esta placa, no Parque do Barigui, assinada pelo prefeito Beto Richa e pela Federação Nacional de Seguros, prometendo segurança no trânsito.

Os números entretanto dizem que a promessa ainda não foi cumprida.

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A turma do Estado

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Fecharam a redação. Acabou um tempo do jornalismo do Paraná.

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Mesa no Blue Note

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Pegue o trem A para chegar ao Blue Note

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Vejo no jornal que Oscar Peterson está no Blue Note. Mas só hoje à noite.

O Blue Note é o único local de visita obrigatória em Nova York. Devia constar em todos os guias e na Constituição dos Estados Unidos. Se essa terra tem um exemplo de fraternidade universal, de tolerância cósmica é o templo do jazz do Village, frequentado por hordas de brasileiros, japoneses e agora chineses.

Não dá para fazer reserva. Sold out.

Se fosse um cidadão inglês me conformava. Como brasileiro, malandro, inzoneiro, peguei o trem A, desci na Rua 4 e fui para a fila das reservas canceladas. Uma garçonete brasileira passava e ouviu minha prece.

-Serve no bar?

Claro que serve, amiga irmã. Porque do bar passei para uma mesa com mais seis pessoas. Ou oito. Uma inacreditável mesa frente ao piano.

Oscar Peterson que lutava contra a artrite, sofreu um derrame em 1993. Levou dois anos se recuperando e voltou aos shows. Estava limitado à mão direita, a esquerda servia para garantir o swing nos graves. Mas que mão direita!

Na mesa apertada todos ficamos obrigatoriamente íntimos. Um casal de professores de Coney Island conta que vive no melhor lugar da cidade, considerando o custo/benefício. Para chegar, só vinte minutos de trem, a linha D é expressa, eles descem na Rua 4 e caminham um pouco. Havia também dois colombianos e não sei mais quem.

É de arrepiar ver os 125 quilos de Oscar Peterson caminhando pelo palco, uma alegria só. Começar com os standards, um depois do outro, um melhor do que o outro, até fim do horário do primeiro set . Foi embora sem muita despedida, apenas aquele grande sorriso.

Achei no arquivo o tocador de marimbas de uma estação do trem A e no You Tube uma gravação de Take the A Train de 1968, onde se ouve Peterson em grande forma. Depois da doença, ele gravou um disco pela Verve, que acho muito bom, mas os críticos dizem que não é seu melhor trabalho.

É época de celebrar Oscar Peterson, que morreu um dia antes do Natal – 23 de dezembro de 2007.

Em sua biografia ele conta o segredo que ensinou a seus alunos de jazz na Universidade de Toronto – estudem Bach, especialmente O Cravo Bem temperado, as Variações Goldberg e a Arte da Fuga. Quem aprender será um pianista sério no futuro.

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Está pronto

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pinheiro

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Veja esses carrinhos que atrapalham o trânsito (de carros e de gente) e enfeiam a cidade. Que tal reorganizar a afamada coleta seletiva do lixo?

cat

Curitiba, a injusta..

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Contrariando a lenda, o catador não rouba criancinhas.

But,

1. Não contribui para a cidade parecer mais justa.

2. Não ajuda a resolver o problema da coleta de lixo.

3. Não aumenta a segurança pública.

4. Não enfeita a rua – ao contrário.

Então,

Há algum motivo para Curitiba ainda ter esse tipo de coleta informal de lixo?

Ela está na contramão do desenvolvimento urbano.

E na contramão da rua onde você tenta transitar com seu carro.

Alguns carrinheiros maltratam animais. Vários foram apanhados furtando objetos do interior de carros. Muitos trabalham bêbados. Todos são cabos eleitorais e assim ganham uma espécie de salvo-conduto para andar por ai.

Como disse um indignado da Boca Maldita:

asp

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O carrinheiro é o atestado ambulante de nossa incompetência ecológica.

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