As flores do outono

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O Juvevê (em tupi-guarani, “árvore espinhosa”) explode em cores.

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Negro jardim onde violas soam
E o mal da vida em ecos se dispersa:
À toa uma canção envolve os ramos,
Como a estátua indecisa se reflete

No lago há longos anos habitado
Por peixes, não, matéria putrescível,
Mas por pálidas contas de colares
Que alguém vai desatando, olhos vazados

E mãos oferecidas e mecânicas,
De um vegetal segredo enfeitiçadas,
Enquanto outras visões se delineiam

E logo se enovelam: mascarada,
Que sei de sua essência (ou não a tem),
Jardim apenas, pétalas, presságio.

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(Carlos Drummond de Andrade)

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A crase, aliás, o acento agudo, também não foi feito para humilhar ninguém

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Crase: “A crase não foi feita pra humilhar ninguém.” (Ferreira Gullar)


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O Millor ensinou mais:

A crase não existe no Brasil. É uma invenção de gramáticos. Nunca ouvimos ninguém falando com crase.

Se quiser, incorporador, consulte os burocratas para confirmar – não existe lei municipal, estadual ou federal obrigando o incorporador a vender apartamento com crase.

Pergunte na prefeitura – ela dá alvará para prédios sem crase. E até sem acento.

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Chove em Curitiba

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Quanto mais chuva….

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…mais solitário o manequim.

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No café dos acadêmicos, um diagnóstico: o Brasil sofre de perigosa nostalgia monárquica

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Laurentino Gomes caminha para vender dois milhões de livros com sua trilogia “1808”, “1822” e “1889”, em que conta a vinda de D. João VI para o Brasil, a Independência e a proclamação da República. O sucesso foi tão grande que ele confessou hoje de manhã para seus colegas da Academia Paranaense de Letras que ainda não decidiu o tema do próximo livro.

Como jornalista que virou historiador, ele olha com interesse o momento atual – ano eleitoral, véspera do 7º pleito majoritário consecutivo, maior período contínuo de democracia neste século e no século passado. Mas também vê as ruas vazias de manifestantes do ano passado e os jornais cheios de títulos assustadores. A economia complicou, o mundo encolheu e as dificuldades estão batendo aqui.

Para Laurentino, é impossível analisar o que acontece agora sem voltar ao século 19.

Aquelas três datas são o DNA do Brasil. Ainda há o problema dos escravos ( temos 16 milhões de analfabetos), a estridência da imprensa (tão livre hoje como no Segundo Império) documenta o recorde de corrupção dos políticos e o deserto de idéias da política.

Então, exige-se uma nova proclamação da República.

Ainda não são as vivandeiras de 1964, mas há gente que marcha com a família e lembra o tempo dos generais. “É a nostalgia monárquica”.

Laurentino defende a idéia de que o Brasil tem saudades do Império porque a monarquia oferecia soluções prontas e hoje pede-se à sociedade que se organize para elaborar soluções.

Ai entra o nosso lado Macunaima. Ai que preguiça…
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Com Rene Dotti e Ario Dergint.

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No final, lembrei Raymundo Faoro, o advogado gaucho que ajudou os brasileiros a entenderem melhor seu país. A grande obra de Faoro esteve ameaçada de encalhar nas prateleiras das livrarias. Ou – pior – de nem ser editada. Era um enorme volume (mais de 900 páginas) com um título difícil: “Formação do Patronato Político Brasileiro”. A diretoria da Editora Globo e o autor começaram a quebrar cabeça para achar um título com mais pegada. Estavam quase desistindo quando chegou Erico Veríssimo com a solução: “O nome do livro vai ser “Os Donos do Poder” – um título à prova de encalhe, como ficou provado nos anos seguintes.

Perguntei a Laurentino se ele teve um Erico Veríssimo. Não teve. O “1808” surgiu de repente, numa madrugada, sem ajuda externa.

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Com Albino de Brito Freire.


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Com Ricardo Pasquini.

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Respeite as regras – pelo menos até você aprender a jogar o jogo. (Gota de sabedoria atribuida ao doleiro Alberto Youssef, aquele do André Vargas)

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Um carrinho exemplar

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Aqui só estaciona se for um auto padrão.

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Achei essa faixa na Marechal Mallet, no Juvevê.

Um auto padrão é, por exemplo, aquele Fusca 62 que já rodou 120 mil quilômetros e nunca deu problema.

Mais um exemplo do Novo Português.

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Olhe ai a vacina influenza 2014

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A caixa contém 10 seringas com 0,5ml (1 dose) cada.

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Na caixa está escrito vacina influenza trivalente (fragmentada, inativada)

Na parte de baixo, em fundo verde Cepas OMS 2014 Hem. Sul.

Na lateral, a origem: “Fabricado por GlaxoSmithKline Biologicals” Depois o endereço em Dresden – Alemanha.

Na OAB custa R$20 para advogados e 38 para dependentes. Nos laboratórios, R$80.

A Anvisa determinou que as vacinas influenza trivalentes, que começarão a ser utilizadas no Brasil a partir de fevereiro de 2014 deverão conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação: um vírus similar ao vírus influenza A/California/7/2009 (H1N1)pdm09, um vírus similar ao vírus influenza A/Texas/50/2012 (H3N2) e um vírus similar ao vírus influenza B/Massachusetts/2/2012.

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Uma cidade amedrontada.

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Só o GOE para acalmar a praça.


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Pergunte ao Yahoo quais os bairros mais seguros de Curitiba na data em que a cidade festeja o 321º aniversário.

Ele responderá: Os bairros seguros e de classe alta de Curitiba são esses: Batel, Jardim Social, Bigorrilho, Água Verde, Ecoville, Órleans, Centro, Rebouças, Prado Velho, Pilarzinho, Juvevê, Alto da Glória, Abranches, Ahú, Bacacheri, Cabral, Centro Cívico, Cristo Rei, Hugo Lange, Mercês, Jardim das Américas, Mossunguê e Portão.

A informação está caduca. Os registros policiais dizem o contrário.

A violência cresce no Batel, que aparece em primeiro lugar na lista dos mais seguros. E cresce muito no Batel Soho, apelido que deram à região da Praça da Espanha. Roubos de automóveis, assaltos à mão armada, invasão de restaurantes, traficantes instalados no meio da praça para atender melhor os clientes.

Esta noite o bicho pegou. Veio a Guarda Municipal com sua tropa de elite. Apareceram revólveres e rifles.

O agito terminou mais cedo.

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Quanto pior melhor

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Plataforma da Petrobrás.

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Os analistas econômicos vêem positivamente a derrocada das ações da Petrobrás, que associam à queda na aprovação de Dilma Rousseff.

É a velha teoria do quanto pior, melhor.

Se a ação cair mais, se a Petrobrás estiver quase quebrando no dia da eleição, a chance de mudança é maior.

Veja o que diz o analista do HSBC: “Com base nos artigos de imprensa acima mencionados, acreditamos que o índice de aprovação sofrível do
governo, associado a uma oposição organizada, pode possivelmente significar mais chance de mudança
nas eleições presidenciais de 2014, podendo impactar positivamente a Petrobras, reduzindo o risco de uma
interferência política negativa sobre a qual falamos anteriormente.”

A analista Paula Barra, do InfoMoney, ratifica a opinião com fatos:

“Petrobras, BB e Eletrobras sobem até 10% com queda na popularidade da Dilma”.

O Itaú confirma:

“A cada queda da Dilma teremos uma forte alta na bolsa”, afirmou gestor da Asset do Itaú – InfoMoney

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Um sonho curitibano

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Elgson Gomes


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Em Curitiba, o inventor do prédio de um por andar foi o arquiteto Elgson Ribeiro Gomes, falecido ontem.

É o Edifício Canadá, no número 560 da Comendador Araujo, antigo Caminho de Mato Grosso. Foi feito para abrigar as famílias da classe alta que não queriam mais viver em casas inseguras do Batel ou do Alto da Glória.

A Globo realizou um documentário sobre a vida de Elgson.

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