.
.
.
O Reinaldo Azevedo descobriu um vídeo na Internet em que Gleisi Hoffmann pede voto para Roberto Requião.
E comenta: “Com poucas pessoas o tempo foi tão generoso como com Gleisi Hoffmann, né?”
Está na Veja.
.
E comenta: “Com poucas pessoas o tempo foi tão generoso como com Gleisi Hoffmann, né?”
Está na Veja.
.
.
É ele.
Robert Aaron, um músico, tornou-se figura internacional quando o noticiário sugeriu que ele vendeu a heroina que matou Philip Seymour Hoffman.
A informação está na capa do New York Times.
Aaron, de 57 anos, já tocou com muitas celebridades – David Bowie, Wyclef Jean, Mick Jagger e Amy Winehouse são algumas.
É também um viciado. Vende a droga para financiar seu próprio consumo.
No apartamento dele, a polícia encontrou 296 saquinhos de heroina, no valor de 3 mil dólares.
.
.
.
Tem restaurante que ousa abrir uma filial e quebra a cara.
O Victor já abriu três e acertou todas.
Toda noite tem fila no Victor Santa Felicidade.
.
.
Negro jardim onde violas soam
E o mal da vida em ecos se dispersa:
À toa uma canção envolve os ramos,
Como a estátua indecisa se reflete
No lago há longos anos habitado
Por peixes, não, matéria putrescível,
Mas por pálidas contas de colares
Que alguém vai desatando, olhos vazados
E mãos oferecidas e mecânicas,
De um vegetal segredo enfeitiçadas,
Enquanto outras visões se delineiam
E logo se enovelam: mascarada,
Que sei de sua essência (ou não a tem),
Jardim apenas, pétalas, presságio.
.
(Carlos Drummond de Andrade)
.
O Millor ensinou mais:
A crase não existe no Brasil. É uma invenção de gramáticos. Nunca ouvimos ninguém falando com crase.
Se quiser, incorporador, consulte os burocratas para confirmar – não existe lei municipal, estadual ou federal obrigando o incorporador a vender apartamento com crase.
Pergunte na prefeitura – ela dá alvará para prédios sem crase. E até sem acento.
.
.
.
Laurentino Gomes caminha para vender dois milhões de livros com sua trilogia “1808”, “1822” e “1889”, em que conta a vinda de D. João VI para o Brasil, a Independência e a proclamação da República. O sucesso foi tão grande que ele confessou hoje de manhã para seus colegas da Academia Paranaense de Letras que ainda não decidiu o tema do próximo livro.
Como jornalista que virou historiador, ele olha com interesse o momento atual – ano eleitoral, véspera do 7º pleito majoritário consecutivo, maior período contínuo de democracia neste século e no século passado. Mas também vê as ruas vazias de manifestantes do ano passado e os jornais cheios de títulos assustadores. A economia complicou, o mundo encolheu e as dificuldades estão batendo aqui.
Para Laurentino, é impossível analisar o que acontece agora sem voltar ao século 19.
Aquelas três datas são o DNA do Brasil. Ainda há o problema dos escravos ( temos 16 milhões de analfabetos), a estridência da imprensa (tão livre hoje como no Segundo Império) documenta o recorde de corrupção dos políticos e o deserto de idéias da política.
Então, exige-se uma nova proclamação da República.
Ainda não são as vivandeiras de 1964, mas há gente que marcha com a família e lembra o tempo dos generais. “É a nostalgia monárquica”.
Laurentino defende a idéia de que o Brasil tem saudades do Império porque a monarquia oferecia soluções prontas e hoje pede-se à sociedade que se organize para elaborar soluções.
Ai entra o nosso lado Macunaima. Ai que preguiça…
.
.
No final, lembrei Raymundo Faoro, o advogado gaucho que ajudou os brasileiros a entenderem melhor seu país. A grande obra de Faoro esteve ameaçada de encalhar nas prateleiras das livrarias. Ou – pior – de nem ser editada. Era um enorme volume (mais de 900 páginas) com um título difícil: “Formação do Patronato Político Brasileiro”. A diretoria da Editora Globo e o autor começaram a quebrar cabeça para achar um título com mais pegada. Estavam quase desistindo quando chegou Erico Veríssimo com a solução: “O nome do livro vai ser “Os Donos do Poder” – um título à prova de encalhe, como ficou provado nos anos seguintes.
Perguntei a Laurentino se ele teve um Erico Veríssimo. Não teve. O “1808” surgiu de repente, numa madrugada, sem ajuda externa.
.
.
.
.
.
Achei essa faixa na Marechal Mallet, no Juvevê.
Um auto padrão é, por exemplo, aquele Fusca 62 que já rodou 120 mil quilômetros e nunca deu problema.
Mais um exemplo do Novo Português.