“Você se lembra da minha voz?”

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Em 1985 e hoje.


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O Reinaldo Azevedo descobriu um vídeo na Internet em que Gleisi Hoffmann pede voto para Roberto Requião.

E comenta: “Com poucas pessoas o tempo foi tão generoso como com Gleisi Hoffmann, né?”

Está na Veja.

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O homem que vendeu heroina a Seymour Hoffman

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O passador.(Foto NYT)

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É ele.

Robert Aaron, um músico, tornou-se figura internacional quando o noticiário sugeriu que ele vendeu a heroina que matou Philip Seymour Hoffman.

A informação está na capa do New York Times.

Aaron, de 57 anos, já tocou com muitas celebridades – David Bowie, Wyclef Jean, Mick Jagger e Amy Winehouse são algumas.

É também um viciado. Vende a droga para financiar seu próprio consumo.

No apartamento dele, a polícia encontrou 296 saquinhos de heroina, no valor de 3 mil dólares.

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Gastronomia

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Noite feliz.

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Tem restaurante que ousa abrir uma filial e quebra a cara.

O Victor já abriu três e acertou todas.

Toda noite tem fila no Victor Santa Felicidade.

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O jovem audaz no assento volante

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Passeio no espelho…

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…nas alturas.

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As flores do outono

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O Juvevê (em tupi-guarani, “árvore espinhosa”) explode em cores.

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Negro jardim onde violas soam
E o mal da vida em ecos se dispersa:
À toa uma canção envolve os ramos,
Como a estátua indecisa se reflete

No lago há longos anos habitado
Por peixes, não, matéria putrescível,
Mas por pálidas contas de colares
Que alguém vai desatando, olhos vazados

E mãos oferecidas e mecânicas,
De um vegetal segredo enfeitiçadas,
Enquanto outras visões se delineiam

E logo se enovelam: mascarada,
Que sei de sua essência (ou não a tem),
Jardim apenas, pétalas, presságio.

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(Carlos Drummond de Andrade)

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A crase, aliás, o acento agudo, também não foi feito para humilhar ninguém

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Crase: “A crase não foi feita pra humilhar ninguém.” (Ferreira Gullar)


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O Millor ensinou mais:

A crase não existe no Brasil. É uma invenção de gramáticos. Nunca ouvimos ninguém falando com crase.

Se quiser, incorporador, consulte os burocratas para confirmar – não existe lei municipal, estadual ou federal obrigando o incorporador a vender apartamento com crase.

Pergunte na prefeitura – ela dá alvará para prédios sem crase. E até sem acento.

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Chove em Curitiba

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Quanto mais chuva….

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…mais solitário o manequim.

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No café dos acadêmicos, um diagnóstico: o Brasil sofre de perigosa nostalgia monárquica

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Laurentino Gomes caminha para vender dois milhões de livros com sua trilogia “1808”, “1822” e “1889”, em que conta a vinda de D. João VI para o Brasil, a Independência e a proclamação da República. O sucesso foi tão grande que ele confessou hoje de manhã para seus colegas da Academia Paranaense de Letras que ainda não decidiu o tema do próximo livro.

Como jornalista que virou historiador, ele olha com interesse o momento atual – ano eleitoral, véspera do 7º pleito majoritário consecutivo, maior período contínuo de democracia neste século e no século passado. Mas também vê as ruas vazias de manifestantes do ano passado e os jornais cheios de títulos assustadores. A economia complicou, o mundo encolheu e as dificuldades estão batendo aqui.

Para Laurentino, é impossível analisar o que acontece agora sem voltar ao século 19.

Aquelas três datas são o DNA do Brasil. Ainda há o problema dos escravos ( temos 16 milhões de analfabetos), a estridência da imprensa (tão livre hoje como no Segundo Império) documenta o recorde de corrupção dos políticos e o deserto de idéias da política.

Então, exige-se uma nova proclamação da República.

Ainda não são as vivandeiras de 1964, mas há gente que marcha com a família e lembra o tempo dos generais. “É a nostalgia monárquica”.

Laurentino defende a idéia de que o Brasil tem saudades do Império porque a monarquia oferecia soluções prontas e hoje pede-se à sociedade que se organize para elaborar soluções.

Ai entra o nosso lado Macunaima. Ai que preguiça…
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Com Rene Dotti e Ario Dergint.

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No final, lembrei Raymundo Faoro, o advogado gaucho que ajudou os brasileiros a entenderem melhor seu país. A grande obra de Faoro esteve ameaçada de encalhar nas prateleiras das livrarias. Ou – pior – de nem ser editada. Era um enorme volume (mais de 900 páginas) com um título difícil: “Formação do Patronato Político Brasileiro”. A diretoria da Editora Globo e o autor começaram a quebrar cabeça para achar um título com mais pegada. Estavam quase desistindo quando chegou Erico Veríssimo com a solução: “O nome do livro vai ser “Os Donos do Poder” – um título à prova de encalhe, como ficou provado nos anos seguintes.

Perguntei a Laurentino se ele teve um Erico Veríssimo. Não teve. O “1808” surgiu de repente, numa madrugada, sem ajuda externa.

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Com Albino de Brito Freire.


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Com Ricardo Pasquini.

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Respeite as regras – pelo menos até você aprender a jogar o jogo. (Gota de sabedoria atribuida ao doleiro Alberto Youssef, aquele do André Vargas)

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Um carrinho exemplar

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Aqui só estaciona se for um auto padrão.

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Achei essa faixa na Marechal Mallet, no Juvevê.

Um auto padrão é, por exemplo, aquele Fusca 62 que já rodou 120 mil quilômetros e nunca deu problema.

Mais um exemplo do Novo Português.

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