Hora de tomar uma

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Coquetal no terraço do Tate Modern.

 

 

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O parque é do bairro. Fecha na hora que a gente quiser

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Salvando o verde do centro da cidade.

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EC1 significa  Easter Central post code área. (Há também EC2, EC# e EC4). Engloba Inslington e  bairros de classe média no norte de Londres. É central mas longe do centrão, aquelas ruas superpovoadas por multidões de turistas.

Fortune Street Park faz parte de uma dezena de parques semi-públicos administrados pelos moradores do bairro. São mantidos por instituições de caridade e pelo City Bridge Trust – braço bondoso da City, que é o centro da maior rede de paraísos fiscais do mundo.

O parque é semi-público porque, quando termina o movimento, um funcionário da instituição de caridade que o administra fecha os portões. A hora varia. Pode ser às seis da tarde no inverno ou às dez da noite no verão.

Fica ao lado do centro cultural Barbican, que todos admiram. Por perto há mercados, muito comércio de rua. Da EC1 é possível chegar à pé aos hotspots. E também há ônibus, underground, ciclovia.

Viver aqui não é barato, também não é caro. Os alugueis estão 10% mais altos que a média de Londres.

Os brinquedos são simples, atraentes, engenhosos. Adultos estão por perto. Conversam nas mesas de madeira rústica, abastecida de sucos, café e granola.

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Os pássaros mais comuns por aqui são o rouxinol, o coleirinho e o picapau.

 

 

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Para o morador daquela casa ali, o parque é também quintal. O nome nasceu com o Fortune Theatre, do século 16. Contemporâneo do Globe Theatre, de Shakespeare.

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A moda é ser paleo

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Corredores largos, pé direito altíssimo..

 

Descobri que sou paleo no Whole Foods.

Paleo vem de paleolítico, gente que procura comer como o homem das cavernas – raizes, carne, peixe, nozes, castanhas e frutas.

O mercadão norte-americano invadiu a Europa e faz sucesso também entre veganos e onívoros.

Sete enormes espaços em Londres.

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Gostei dos sofás.

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Um ano de amor e tragédia à beira do Tâmisa

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“Le Reve” (O Sonho) foi escolhido para turbinar a publicidade da exposição. Nos anos 1930, jornais publicaram críticas que consideravam o quadro priápico e inaceitável. O tempo passou. “Le Reve” continua priápico, mas deixou de ser inaceitável.

 

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Para a maioria dos artistas plásticos, um ano de trabalho fornece material para povoar uma sala de exposição. No maximo.

Picasso foi uma exceção a essa regra. Há mais de 100 pinturas, esculturas e desenhos em sua exposição “Picasso 1932 Amor, Fama e Tragédia”, que atrai grande público ao Tate Modern, à beira do Tamisa. (tate.org.uk).

O material exposto é só uma fração do que foi produzido naqueles 12 meses e vem acompanhado de farto arquivo de documentos – uma conta do açougueiro, foto do algum de família, um manuscrito de Andre Breton.

A superprodutividade de Picasso em 1932 foi atribuída à sua paixão. O affair com Marie-Thérèse Walter – ele 50, ela 22 anos –  exacerbou a criatividade e instigou novas investigações formais.

Laura Cummings, do Guardian, avalia que a atividade intensa, que resultava em até três óleos no mesmo dia, imagem dando origem à nova imagem, é uma revelação sobre o método criativo do espanhol. Suor e inspiração, “o pincel movendo-se em torno do corpo da amante como uma língua ou mão.” Quem tiver um tempinho deve ler o texto dela. É afiado, mistura de bom jornalismo e crítica aguçada.

Tudo mudou depois do ano de 1932. O fascismo dominou a Europa. Marie-Therèse adoeceu gravemente depois de nadar na água contaminada do rio Marne. Um outro Picasso nasceria da tragédia.

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A exposição foi primeiro apresentada no belo Museu Nacional Picasso de Paris  (5, rue de Thorigny). Circula pela Inglaterra, talvez vá aos EUA. Um dia chegará aqui.

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Picasso aos 50 anos declara: “Jamais farei arte para servir interesses políticos, religiosos ou militares”.

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Londres, 34 graus (II)

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O fuzilamento de Maximiliano

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Nem todos os soldados atiram; um recarrega a arma. O quadro de Edouard Manet, hoje na National Gallery, em Londres, primeiro não foi aceito no Salão de Paris, depois cortado em pedaços. 

 

 

 

O Segundo Império Mexicano terminou assim – com o fuzilamento do imperador Maximiliano – um fantoche de Napoleão III.

O imperador Fernando Maximiliano de Habsburgo-Lorena foi capturado após um cerco em Santiago de Querétaro, em 1867

No Brasil, país que odeia (odiava?) a violência, o Império terminou entre agitações pelo fim da escravidão, mas ninguém pensou em organizar um pelotão de fuzilamento para cuidar do Imperador.

Vinte e dois anos depois do fuzilamento de seu colega mexicano, D. Pedro II deixou o trono e foi gozar confortável exílio em Paris.

Afinal, ela não era um fantoche. Era o Imperador Constitucional do Brasil. Uma boa parte do povo amava a monarquia, embora não gostasse da Princesa Isabel como sucessora.

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Londres 34 graus

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O bus deles tem horário

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Ponto de ônibus de Londres tem quadro de horário.

Todos os pontos.

Há uma placa digital em cada ônibus que manda um sinal para a central e para os pontos de parada.

Aqui também os ônibus têm placa digital que manda um sinal para a Urbs e para alguns terminais.

Na rua, dizem, seria temerário instalar os avisos.

Sabe os vândalos? Destruiriam tudo.

Curioso é que não há vandalismo na publicidade da Clear Channel.

Os desconfiados acreditam que as informações não são para todos porque muitos ônibus têm viagens canceladas arbitrariamente.

Não é por acaso.

A Urbs paga por passageiro transportado e não por quilômetro rodado.

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Lição de história

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Somerset House

 

 

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Todo poder é fugaz.

 

Em 1547, Edward Seymour,  poderoso Lorde Protetor e  Duque de Somerset, resolveu construir um palácio na margem do Tâmisa.

Em 1552, o palácio concluido, Seymour é surpreendido com uma ordem de condução coercitiva até a Torre de Londres. Lá é executado e o palácio se torna propriedade da Coroa inglesa.

Hoje, a Somerset House é administrada por um trust comandado pelos banqueiros da City. Um bom local para tomar chá, ver obras de arte de Van Gogh e, se tiver um amigo para ouvir, filosofar sobre a fragilidade essencial das coisas.

 

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Arquitetura moderna, ouro verde, a nova estética que definiu Brasília e encantou o mundo. O que isso tem a ver com a governadora Cida Borguetti?

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E a conta da luz – onde vai parar?

 

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As luzes nunca se apagam. O Palácio Iguaçu não consegue descansar após o expediente. O pior é que isso acontece há 64 anos.

Aos fatos:

Quando o arquiteto curitibano radicado no Rio de Janeiro David Azambuja (1910-1981) começou a projetar o Palácio Iguaçu, em 1951, os jornais Gazeta do Povo e O Dia, controlados pelo grupo do ex-governador Moisés Lupion, iniciaram a primeira briga – a indicação de Azambuja estava errada, devia ter havido um concurso internacional para escolher o responsável pelas obras.

Foi intenso o tiroteio entre situação (Aristides Mehri e Fernando Camargo, amigos de Bento, haviam criado O Estado do Paraná para defender o governo) e oposição. Sobraram acusações de modernismo exibicionista, erros técnicos, atraso nas obras e até desvio de recursos.

O Palácio foi inaugurado pelo presidente Café Filho, em 1954. Quem se interessar pode fazer uma antologia de editoriais e piadas sobre a aventura da comemoração do centenário de emancipação política do Paraná.

Tudo foi esquecido quando os paranaenses descobriram que eram protagonistas de uma revolução estética nacional, pioneiros de uma arquitetura que determinaria o desenho da nova capital Brasilia.

“Este Paraná vive entre o sonho e a invenção”, definiu Bento. O Palácio Iguaçu é a melhor síntese desse belo momento.

Nos anos 1950, o Paraná era rico. Produzia metade da gigantesca safra de café que anualmente o Brasil exportava para o mundo. E o Brasil era responsável por metade do consumo mundial. Nadávamos em ouro verde.

Os tempos mudaram, o dinheiro encurtou, mas há pouco tempo o Palácio Iguaçu foi totalmente reformado pelo governador Beto Richa. Não houve concorrência, o que gerou uma nova onda de acusações de pouco respeito pela Lei das Licitações e escasso amor ao dinheiro público.

Agora, candidata à reeleição, a governadora Cida Borguetti trabalha de dia e de noite para enfrentar duas ações que tramitam em conjunto, de forma sigilosa. Uma das ações já chegou a ser julgada improcedente pelo TRE, mas a acusação recorreu ao TSE, que ordenou o retorno da ação à instância inferior para nova averiguação.

A defesa da governadora informou a Agência Estado que “nenhuma ação imputa responsabilidade ou conduta irregular da governadora” e que agora, só aguardam uma decisão definitiva do TSE.

 

 

 

 

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