Haddad

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Graduado, mestre e doutor. Currículo Lattes acima de qualquer suspeita. (Foto Reuters)

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Fernando Haddad brilhou no Roda Viva. Com finos argumentos rebateu as perguntas grossas que os inimigos já deviam ter cansado de dirigir ao PT. Não vão fazer um mea culpa? É a favor do Maduro? E a corrupção da Petrobrás?

Tirou de letra. E ainda detalhou pacientemente os erros que o governo anda cometendo na área de educação.

Além disso, como notou uma amiga, mesmo na pandemia está sarado e afiado. Sorri bonito. “Um artista de cinema”, resumiu.

É o melhor candidato que a esquerda possui para 2022.

Por que?

Porque Haddad não é Lula – 70% dos eleitores ainda resistem ao Lula.

E porque não é o Bolsonaro – 70% dos eleitores jamais votarão no Bolsonaro.

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SOB FOGO FAMILIAR

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A sobrinha de Trump conta “Como Minha Família Criou o Homem mais Perigoso do Mundo”.

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“Too Much and Never Enough” (“Muito e Nunca o Bastante”) é o título do livro que Mary L. Trump está publicando sobre seu tio presidente dos Estados Unidos. A justiça liberou a obra apesar de um acordo de confidencialidade assinado pela autora há 20 anos, por ocasião da morte do avô.

O juiz entendeu que o contrato de sigilo não é aplicável porque Donald Trump agora não é apenas o tio de Mary, é o presidente da República. De cidadão privado transformou-se em figura pública.

A justiça decidiu também que a editora Simon & Schuster – que já imprimiu dezenas de milhares de exemplares – não é parte do acordo de não confidencialidade (Non Disclosure Agreement).

O comportamento de Trump, diz a sobrinha, foi moldado “pelo seu pai sociopata” e pela mãe, que abandonou a criança numa fase crítica do desenvolvimento psicológico.

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P.S. – Não sei se o exemplo é útil para o Brasil. Não há informação sobre a vocação literária dos sobrinhos do Bolsonaro.

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Daumier no século 19: “Paris está gripada”

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Nenhuma semelhança.

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Está com saudade do parque?

 

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A gente era feliz.

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O MEC ACABA DE CRIAR NOVA TITULAÇÃO: DOUTOR HONORIS QUASE

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O problema do Ministério da Educação parecia resolvido há cinco dias. (Reprodução Facebook).

 

 

“Eu sou o técnico, escalo a equipe”, disse o presidente Bolsonaro apontando os “êxitos” do Ministério e pedindo palmas. Aquela declaração, feita em entrevista coletiva, no começo da pandemia, ficou nos arquivos.

Agora, os jornalistas estão puxando o registro da coletiva para cobrar do técnico esta terceira derrota. Primeiro, aquele colombiano que dava aula em Londrina, depois o Abraham, agora o pós-doutor.

O MEC está uma bagunça.

O meme está nas redes. “Doutor Honoris Quase”. Foi usado hoje pelo sub-procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, para cobrar a conta das trapalhadas. Quanto custa ficar dez dias sem Ministro da Educação em tempo de pandemia?

 

 

 

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Tomara que em dezembro haja verão

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Parati, janeiro de 2012. Calor e preguiça.

 

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A brisa da manhã na praça. O sol, a flor do estio. Para a alegria completa basta a cerveja do isopor ter-se mantido estupidamente gelada.

Daqui do isolamento, invejo pessoas que cultivam a arte de se espreguiçar. Elas ocupam praças, praias e parques de países como a Alemanha, Portugal, Nova Zelândia e Paraguai. Aproveitam até o último gomo seu direito de ir e vir – e não ferem o direito à saúde porque lá o governo reconheceu a pandemia fez o que devia fazer.

Não advogo mas lutarei até a morte para garantir-lhes a livre locomoção – principalmente para invadir o paraíso dos bacanas. A praia é do povo como o céu é das gaivotas e das fragatas. Castro Alves em Pontal do Sul, já pensou? O vate cantaria o prazer de sentar na divisa da areia com o mar, naquele exato ponto onde chegam a onda e seu orvalho.

Abaixo a elegância. Bonito é sem maquiagem, é não combinar a parte de cima com a parte de baixo, nem ostentar abdome sarado. Aquela gordurinha, então, é felicidade em estado puríssimo. Tudo madona de Rubens, meu nobre, lacrando na festa pós-covid. Só acha suas coxas anacrônicas quem não entende de mulher.

Belas sobreviventes da peste, anunciam um novo mundo. Os vírus estão pacificados; os vermes finalmente voltaram para onde vieram.

 

 

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Nunca faça tatuagem barata nem vote no cara errado. Depois vai ser complicado tirar

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“Será que sai?” 

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Se continuar assim, podem morrer mais 100 mil brasileiros até agosto, diz Universidade de Washington

 

O mundo vê alarmado a pandemia explodir no Brasil, onde há mais mortes por 100 mil habitantes do que nos outros países.O Guardian ouviu o doutor Drauzio Varela para confirmar a falta de juizo do governo brasileiro. “Estamos sem rumo”, explicou nosso médico e lider. Quando os líderes eleitos não lideram, surgem lideranças pro tempore.

A Universidade de Washington fez uma projeção indicando que mais 100 mil brasileiros podem morrer antes de agosto, possivelmente colocando o país à frente dos EUA como o lugar onde a doença produziu mais vítimas. O Guardian chama o governo Bolsonaro de “confuso” e “disfuncional”.

O presidente faz o que o primeiro ministro Boris Johnson tentou fazer na Inglaterra – deixar o povo na rua para que adquirisse “imunidade de rebanho”, situação em que morre muita gente mas os sobreviventes ficam imunes à doença. O Imperial College apresentou uma estimativa de quantos ingleses iam morrer e Johnson desistiu do plano macabro. Aqui, Bolsonaro continua incentivando a volta ao trabalho.

O paralelo entre o que acontece agora e a Gripe Espanhola é inevitável. Em 1918 as estatísticas eram pobres mas estima-se que morreram entre 35.000 e 100.000 pessoas. Claudio Bertolli Filho, autor de livro sobre a pandemia de 1918 conta que os líderes da época não deram importância à gripe que começava a matar gente – igualzinho ao Bolsonaro. Mas não tentaram, como o Ministério da Saúde tentou agora, manipular os números.

 

 

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Nei & Toninho: um roteiro para depois da pandemia

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O milagre cubano agora no Japão. (Foto Radio Havana)

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Imagine um imenso naufrágio. Entre os escombros, boia uma garrafa. Dentro dela a rota para uma ilha onde há água fresca da fonte, fruta-pão e sol.

Agora corte para a maltratada cidade de Havana na virada do milênio. De uma viela surgem “habaneros” famintos de dólares. “Puros? Chicas? PPG?” – sussurram no ouvido do turista.

Novo corte. Paisagem da pandemia do coronavirus. Das sombras emergem famílias divididas pelo Fla-Flu da baixa política, burocratas exibindo curvas de contaminação e casais a procura de advogado: descobriram no confinamento o quanto são inviáveis.

Pensei nesse roteiro de rotas e remédios para a pós-pandemia ao ler velha crônica do jornalista Nei Sroulevich em homenagem a Antonio Carlos Valente – meu primo empresário do setor turístico que inventou as Rotas da Reconciliação e foi dos primeiros a reconhecer os poderes do PPG vendido em Cuba.

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Antes de prosseguir, devo explicar que os dois, o Sroulevich, morto prematuramente em 2004, e o Valente, vivíssimo em seu isolamento no Rio de Janeiro, são essenciais para o momento que o Brasil vive.

Nei Sroulevich, jornalista e produtor de cinema no exílio, membro do Partidão e diretor da revista Manchete em Paris dos anos 1960. Um cara que parecia conhecer todo mundo e ajudava quem precisava. (O futuro diretor Cacá Diegues, estudante de cinema sem dinheiro, dormia clandestinamente no quarto dele no Hotel du Levant, no Quartier Latin. No chão, enrolado no edredon e no lençol extra).

Nei e outros refugiados ilustres (Fernando Henrique Cardoso, Darcy Ribeiro, Max da Costa Santos, Violeta Arraes, irmã de Miguel Arraes, Luiz Felipe Alencastro) se encontravam em certo restaurante do Marais para jantar e dividir um vinho. Por que a comida era sensacional? Não, porque era barata.

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Ao voltar, em 1974, dedicou muita energia ao Cinema Novo, onde sobravam projetos brilhantes e faltava dinheiro até para alugar uma câmera Arriflex de segunda mão e algumas horas de edição na moviola da produtora Lider.

Sroulevich foi o perfeito middleman, o cara que faz acontecer, o meio de campo capaz de sentar na frente do grande banqueiro – digamos José Luiz Magalhães Lins, o chefão do Banco Nacional de Minas Gerais – e convencê-lo das vantagens de financiar a juros de amigo a produção de A Queda (Rui Guerra, 1978), Getulio Vargas (Ana Carolina, 1974), Um Homem Célebre (Miguel Faria Jr, 1974) e Se Segura Malandro (Hugo Carvana, 1978). E de convencer Pierre Cardin a copatrocinar Joanna Francesa (1973), com Jeanne Moreau, direção de Cacá Diegues, música de Chico Buarque de Holanda e Roberto Menescal.

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Um dia, Nei se encontra com o empresário de turismo Antonio Carlos Valente e admira a nonchalance com que este fuma seu Cohiba Lancero (R$6,5 mil a caixa) e prescreve PPG aos que tentam baixar o colesterol e elevar a atividade sexual. O que impressiona no novo amigo é seu bem sucedido projeto das Rotas de Reconciliação, desenhadas sob medida – uma viagem inesquecível para cada casal à beira da separação.

Toninho é um harmonizador. Reaproxima os que se afastaram pela política. Viaja muito. De cada país traz uma experiência boa para ensinar. Viajar coloca as coisas em perspectiva. Nei pensa diferente: vê o mundo dominado pelos fazedores de guerra. “Querem nos suicidar”, adverte, invocando o embaixador Jório Dauster, maravilhoso papo, tradutor de J.D. Salinger e Nabokov.

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A Rota da Reconciliação não é remédio apenas para casais em crise. É uma poderosa metáfora da vida. Vale para grupos sociais, organizações políticas, para os que temem a Deus e para os que debocham da ciência; para os suicidas, para os que se vestem no Harrods, os veganos, os ensandecidos, bem como para os torcedores do Combate Barreirinha.

Imagino que para todos o Turismo Valente, passada a peste, será capaz de inventar rotas, sentidos para a vida, até refazer elos rompidos.

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O recado de Nei e Toninho é simples. Primeiro, é preciso entender esse terror. Uma tragédia cujos atores são o vírus mortífero, o empresário cúpido e o governo cúmplice. Segundo, reconhecer que a catástrofe sanitária, social e econômica vai destruir nosso modo de vida. Se um novo mundo for construído com sabedoria teremos a libertação do homem da idade do ouro que, segundo Octávio Paz, dorme em cada um de nós e só espera um sinal para despertar – o sinal do amor.

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P.S. – O site da Rádio Havana informa:

A partir de setembro, o medicamento cubano PPG – Policonasol será fabricado no Japão com matéria-prima procedente de Cuba. O remédio é utilizado para tratar doenças cerebrovasculares isquêmicas.

O produto tem como base a cera da cana-de-açúcar. Diminui o índice de colesterol ruim e tem um efeito antiagregante plaquetário e antioxidante. Além disso, é um suplemento que melhora a qualidade de vida dos idosos.

 

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Dinheiro fácil

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Plataforma da Petrobras.

 

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Em 19 de fevereiro, a ação ordinária da Petrobrás (PETR3) valia 32,57 reais.

No dia 18 de março, com a pandemia, a PETR3 desabou para 11,05 reais.

Agora se recupera: subiu para 19,29 na manhã de hoje, 8 de maio.

Será que volta para os 32 ou o mundo nunca será o mesmo depois do Covid-19?

 

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