No tempo do terno e gravata

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Magazin Avenida. Fechou em 1997. Vestiu curitibanos e curitibanas durante décadas. Abrigou o Silvestre, alfaiate que cortou boa parte dos ternos que desfilaram nas melhores festas da sociedade. Um dia o Magazin morreu, vítima do pret-a-porter, de maus clientes e de problemas de gerenciamento. Foto José Kalkbrenner

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SOL SILENTE

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Distópico.

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Aviso aos curitibanos: esse não é o “esplêndido sol silente de raios deslumbrantes” descrito por Walt Whitman em famoso poema.

É só um sol – um pobre sol no ocaso, transfigurado.

Nuvens de poeira, fumaça e gases vindas do oeste fragmentam a luz. Produzem tons vermelhos, violetas, amarelos, laranjas. Alarmes.

O espectro de luz que encanta os namorados do Bosque do Papa e assombra os ambientalistas não é só um fenômeno da ótica. É um Mal’ak. Vem anunciar um mundo sem divisões. Não mais libertos e escravos, patrícios e plebeus, lordes e servos, mestres e aprendizes, numa palavra, opressores e oprimidos. Apenas a vasta massa de sufocados na nuvem tóxica do ocidente.

Em 1953, o estrategista da RAND Corporation Herman Kahm criou o termo Megadeath para designar a eliminação de um milhão de pessoas. Alguém argumentou mais tarde que a guerra nuclear, longe de ser impensável, poderia ser uma decisão política realística para os EUA. A ideia foi debatida nos altos escalões e mais tarde nos baixos escalões até que se tornou, sob o nome de “Megadeath”, uma banda heavy metal.

Abaixo da linha do Equador, o termo não é muito conhecido. Mas as mortes em massa pela

  1. pandemia mal controlada,
  2. incêndios florestais,
  3. pelo envenenamento da água, do ar e do solo

somam quase uma Megamorte.

Se os bons vencerem, entretanto, Megamorte pode virar mote para um evento de hip hop.

O boletim do momento diz que o povo, bem, boa parte do povo ainda acredita em se proteger com máscaras, álcool e distanciamento.

Falta acreditar na advertência do anjo: expulsem da cidade os falsos pós-doutores de Harvard e os mestres de araque de Navarra, que negam o aquecimento, a vacina e a mais-valia.

Ou eles expulsam todos nós , os não-resignados.

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SINAIS DE TRÂNSITO DE CLET ABRAHAM

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Hoje, trabalhando numa rua de Oslo, ouço a pergunta:

-Isso que você está fazendo é legal?

-Não é a pergunta certa – disse. Você deveria perguntar: -Isso que você está fazendo é bom ou mau?

Ele retrucou:

-Tudo bem, mas o que significa esse desenho?

-Significa que deveria ser proibido morrer no mar Mediterrâneo só porque você está tentando escapar da miséria ou da guerra.

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P.S. –  Clet Abraham é um artista de rua francês que mora em Florença. Está no Facebook.

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ESCOLHA A MELHOR MANCHETE PARA HOJE

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BBNBNB

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1) TRUMP VOLTA A TER FEBRE

2) GUEDES RENUNCIA

3) APOSTADOR DO JUVEVÊ LEVA MEGA SENA SOZINHO

 

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Relevantes declarações bíblicas

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“Só vou comer porque você está insistindo.”

 

 

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Ao mar!

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Os navios de cruzeiro atracados desde março em Miami.

 

 

Quem sonhava com viagem em transatlântico de luxo não precisa mais sonhar.

O roteiro do luxo está traçado. A publicidade anuncia amplas suítes com vista para o mar. Os mais belos destinos em sete continentes. Atendimento personalizado por comissários que falam sua língua. Restaurantes abertos 24 horas. Cassino, club, fitness e beauty center.

Você será recebido a bordo por um staff em uniforme de gala, que servirá o melhor champagne em taças de cristal da Bohemia.

Não é cedo para toda essa festa?

Claro que é. O governo dos EUA  só liberou os cruzeiros para atender a pressão da indústria do turismo da Flórida, um dos estados-pêndulo que podem dar a vitória a Trump dia 3 de novembro.

Agora, vejam a crueldade das companhias que se preparam para voltar a operar: elas mantém milhares de tripulantes trancados em navios sem receber pagamento. Haitianos, salvadorenhos, panamenhos, sem dinheiro e sem passaporte. Eles ficam à mercê dos empregadores.

O Miami Herald informa que para a tripulação do navio Grand Celebration, da Bahamas Paradise Cruise Line, atracado em Palm Beach, a espera foi particularmente difícil. O pessoal da limpeza e da cozinha trabalhou sem salário desde março e agora entrou com uma reclamação (class action) no tribunal federal de Miami.

A ação diz que a companhia obrigou os empregados a trabalhos forçados. Entre outras acusações.

Apesar dos abusos denunciados, o governo dos EUA faz um único pedido às companhias de navegação: os cruzeiros devem respeitar “procedimentos seguros”.

Se der zebra, a responsabilidade é das companhias marítimas.

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A petição dos marinheiros à justiça federal dos EUA.

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O que perdemos com o desmonte do monopólio natural e legal da Petrobrás

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Fachin: para ele, o Congresso é que deveria decidir.

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Por seis votos contra quatro, o Supremo Tribunal Federal abriu caminho para a transformar as refinarias da Petrobrás em subsidiárias para então vendê-las, sem a chancela do Legislativo. O voto vencido do relator, ministro Luis Edson Fachin, merece atenção.

“Não se está afirmando – escreveu o ministro – que essa venda não seja possível, necessária ou desejável dentro do programa de desinvestimentos da empresa, mas que essa ação depende do necessário crivo do Congresso Nacional e procedimento licitatório”.

Parece inquestionável esse argumento. De uma lógica esmagadora. Entretanto, seis ministros formaram maioria contra ele.

Fachin observou que a criação das subsidiárias, no caso das refinarias, não tem o objetivo de cumprir com a tarefa social da estatal, mas apenas de facilitar a venda de ativos da Petrobras.

O projeto desse governo – e de quem está por trás desse governo – é liquidar a empresa, acabar com o monopólio natural, legal, regulamentado, de óleo e gás, cuja história está ligada ao desenvolvimento do Brasil nos últimos 60 anos.

O que é monopólio natural? É aquele de interesse nacional, que oferece óbvios benefícios à sociedade, característico de setores que exigem grandes investimentos em infraestrutura como energia elétrica, exploração de petróleo e gás, saneamento.

O desmonte do refino vai acelerar o retorno do Brasil à condição de país colonial, exportador de óleo bruto e importador de gasolina, querosene de aviação e outros derivados de alto valor agregado.

Essa condenação é descrita em qualquer livro de primeiro ano de economia política: “Economias coloniais tendem à produção de monocultura agrícola, com elevado “excedente” intercambiável no mercado mundial.” É a divisão internacional do trabalho. Países centrais, com as universidades, centros de pesquisa, indústrias sofisticadas. E pobres países periféricos.

O que o ministro Fachin disse em seu voto foi, em outras palavras, o seguinte: vender o refino, considerado o “filé mignon” do negócio do petróleo – que é, por definição, monopolista –  vai tornar mais anêmico o caixa da empresa. Investimentos em pesquisa e geração de energias limpas, atualmente em curso, serão paralisados. Haverá consequências graves para o projeto de desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Para o bem estar do povo brasileiro.

Não é o Poder Executivo e sim os deputados e senadores que devem decidir isso.

 

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NOVO DICIONÁRIO

Pardo, adjetivo e substantivo masculino; Branco candidato a vereador que quer entrar na cota.

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QUEM É ELE

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O desembargador Kassio Nunes Marques tem forte apoio no Centrão.

 

Vários veículos saíram atrás de informações sobre o indicado de Jair Bolsonaro para o STF.

Uma análise da BBC News Brasil de decisões proferidas pelo desembargador Kassio Nunes Marques indica que ele se aproxima do governo Bolsonaro ao julgar questões indígenas, ambientais e de interesse do setor agropecuário.

Em setembro de 2019, por exemplo, uma decisão liminar sua reverteu a determinação de um juiz de primeira instância para que fossem retirados 2,5 mil moradores não indígenas da Terra Indígena Jarudore, território dos índios Bororo, em Poxoréu (MT).

A decisão atendeu a um recurso da prefeitura da cidade argumentando que a desocupação provocaria “vultosos prejuízos” à ordem, à segurança e à economia da cidade.

Já o Ministério Público, favorável à retirada, argumentou na ação que, durante décadas, os Bororo foram “expulsos de suas terras por atos sucessivos do Estado de Mato Grosso” e “abandonados pelo Poder Público Federal que pouco ou nada fez para proteger e resguardar o seu território tradicional”, o que favoreceu a entrada da “fazendeiros, grileiros e garimpeiros”.

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Já em setembro de 2018, o desembargador derrubou outra decisão da primeira instância que suspendia o registro no Brasil de defensivos agrícolas à base de glifosato, devido à suspeita de que a substância — o agrotóxico mais vendido no mundo — seria cancerígena.

A decisão foi antecipadamente comemorada no final de agosto pelo então ministro da Agricultura, Blairo Maggi, indicando uma possível informação privilegiada sobre os rumos do processo.

“Notícia Boa! Acaba de ser cassada a liminar que proibia o uso do glifosato no Brasil”, postou nas redes. No dia seguinte, ele reconheceu que a decisão ainda não estava pronta e se desculpou.

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QUEM É ELA

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A doutora Barrett tem lado.

 

A revista Jacobin foi pesquisar as sentenças produzidas ultimamente pela futura ministra da Suprema Corte dos EUA Amy Coney Barret.

Surgiu o perfil de uma ultraconservadora.

Poucas semanas antes de o presidente Donald Trump indicá-la para uma vaga na Suprema Corte, a juíza Amy Coney Barrett deu uma sentença que pode ajudar as grandes corporações a escapar de leis que exigem o pagamento de hora extra para os trabalhadores.

Essa sentença foi uma entre muitas que Barrett produziu em favor de interesses corporativos contra trabalhadores. Como juíza federal ela decidiu limitar a aplicação de leis contra a discriminação por idade, restringiu o poder de agências federais de defesa do consumidor e reduziu os direitos dos consumidores contra empresas-abutres que praticam cobrança predatória.

 

 

 

 

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