Drive thru – porque daqui a pouco acaba a pandemia

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A vida pela janela.

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O Santa Maria valoriza os projetos de investigação. O site do colégio diz que eles “propiciam condições para que as crianças sejam protagonistas de suas aprendizagens, elaborando e investigando hipóteses sobre o ambiente em que vivem. Por meio da investigação, percebem o mundo e as relações que nele se estabelecem.”

Hoje, o projeto importante é o drive thru. Impossibilitados de oferecer aulas presenciais, os professores conversam pela janela com alunos e pais. Não é quebra da quarentena: lá estão as máscaras e o distanciamento; é apenas um momento encantado. Um verifica que o outro não se transformou definitivamente em imagem do Zoom.

Eis a hipótese investigada com sucesso: é possível sobreviver ao isolamento com aulas virtuais e ter um aproveitamento não muito distante do normal. E é uma alegria verificar como aquela professora mais veterana ficou feliz com o resultado dos alunos e, sobretudo, com ela mesma.

Vamos reconhecer: mergulhar de cabeça em toda essa tecnologia foi uma incrível vitória pessoal.

Agora ela consegue tirar o máximo de sua câmera Logitech. Transformou o zoom meeting em zoom class. Sabe usar fundos virtuais. Gráficos e tabelas ficam mais bonitos. Melhora o rendimento do microfone. Acabou a reverberação. E a iluminação está mais certinha.

Aulas remotas, aposto, nunca mais deixarão a escola. Por mais que o mundo volte ao normal.

 

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Noel, Mônica e tamborim

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Assisti ontem à live de Mônica Salmaso com a turma reunida pelo Roberto Menescal. Super qualidade. Canta para o computador como se estivesse enfrentando a plateia do Paiol. Aqui, em 2014, perto do Natal, Monica homenageou Noel Rosa. O espetáculo trouxe a Curitiba 17 das mais de 250 composições feitas por Noel ao longo da sua curta carreira. No palco. o grupo Companhia Ilimitada usou instrumentos tradicionais e alguns não convencionais.  Foto AFSJ.

 

 

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No tempo do terno e gravata

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Magazin Avenida. Fechou em 1997. Vestiu curitibanos e curitibanas durante décadas. Abrigou o Silvestre, alfaiate que cortou boa parte dos ternos que desfilaram nas melhores festas da sociedade. Um dia o Magazin morreu, vítima do pret-a-porter, de maus clientes e de problemas de gerenciamento. Foto José Kalkbrenner

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SOL SILENTE

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Distópico.

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Aviso aos curitibanos: esse não é o “esplêndido sol silente de raios deslumbrantes” descrito por Walt Whitman em famoso poema.

É só um sol – um pobre sol no ocaso, transfigurado.

Nuvens de poeira, fumaça e gases vindas do oeste fragmentam a luz. Produzem tons vermelhos, violetas, amarelos, laranjas. Alarmes.

O espectro de luz que encanta os namorados do Bosque do Papa e assombra os ambientalistas não é só um fenômeno da ótica. É um Mal’ak. Vem anunciar um mundo sem divisões. Não mais libertos e escravos, patrícios e plebeus, lordes e servos, mestres e aprendizes, numa palavra, opressores e oprimidos. Apenas a vasta massa de sufocados na nuvem tóxica do ocidente.

Em 1953, o estrategista da RAND Corporation Herman Kahm criou o termo Megadeath para designar a eliminação de um milhão de pessoas. Alguém argumentou mais tarde que a guerra nuclear, longe de ser impensável, poderia ser uma decisão política realística para os EUA. A ideia foi debatida nos altos escalões e mais tarde nos baixos escalões até que se tornou, sob o nome de “Megadeath”, uma banda heavy metal.

Abaixo da linha do Equador, o termo não é muito conhecido. Mas as mortes em massa pela

  1. pandemia mal controlada,
  2. incêndios florestais,
  3. pelo envenenamento da água, do ar e do solo

somam quase uma Megamorte.

Se os bons vencerem, entretanto, Megamorte pode virar mote para um evento de hip hop.

O boletim do momento diz que o povo, bem, boa parte do povo ainda acredita em se proteger com máscaras, álcool e distanciamento.

Falta acreditar na advertência do anjo: expulsem da cidade os falsos pós-doutores de Harvard e os mestres de araque de Navarra, que negam o aquecimento, a vacina e a mais-valia.

Ou eles expulsam todos nós , os não-resignados.

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SINAIS DE TRÂNSITO DE CLET ABRAHAM

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Hoje, trabalhando numa rua de Oslo, ouço a pergunta:

-Isso que você está fazendo é legal?

-Não é a pergunta certa – disse. Você deveria perguntar: -Isso que você está fazendo é bom ou mau?

Ele retrucou:

-Tudo bem, mas o que significa esse desenho?

-Significa que deveria ser proibido morrer no mar Mediterrâneo só porque você está tentando escapar da miséria ou da guerra.

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P.S. –  Clet Abraham é um artista de rua francês que mora em Florença. Está no Facebook.

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ESCOLHA A MELHOR MANCHETE PARA HOJE

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BBNBNB

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1) TRUMP VOLTA A TER FEBRE

2) GUEDES RENUNCIA

3) APOSTADOR DO JUVEVÊ LEVA MEGA SENA SOZINHO

 

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Relevantes declarações bíblicas

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“Só vou comer porque você está insistindo.”

 

 

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Ao mar!

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Os navios de cruzeiro atracados desde março em Miami.

 

 

Quem sonhava com viagem em transatlântico de luxo não precisa mais sonhar.

O roteiro do luxo está traçado. A publicidade anuncia amplas suítes com vista para o mar. Os mais belos destinos em sete continentes. Atendimento personalizado por comissários que falam sua língua. Restaurantes abertos 24 horas. Cassino, club, fitness e beauty center.

Você será recebido a bordo por um staff em uniforme de gala, que servirá o melhor champagne em taças de cristal da Bohemia.

Não é cedo para toda essa festa?

Claro que é. O governo dos EUA  só liberou os cruzeiros para atender a pressão da indústria do turismo da Flórida, um dos estados-pêndulo que podem dar a vitória a Trump dia 3 de novembro.

Agora, vejam a crueldade das companhias que se preparam para voltar a operar: elas mantém milhares de tripulantes trancados em navios sem receber pagamento. Haitianos, salvadorenhos, panamenhos, sem dinheiro e sem passaporte. Eles ficam à mercê dos empregadores.

O Miami Herald informa que para a tripulação do navio Grand Celebration, da Bahamas Paradise Cruise Line, atracado em Palm Beach, a espera foi particularmente difícil. O pessoal da limpeza e da cozinha trabalhou sem salário desde março e agora entrou com uma reclamação (class action) no tribunal federal de Miami.

A ação diz que a companhia obrigou os empregados a trabalhos forçados. Entre outras acusações.

Apesar dos abusos denunciados, o governo dos EUA faz um único pedido às companhias de navegação: os cruzeiros devem respeitar “procedimentos seguros”.

Se der zebra, a responsabilidade é das companhias marítimas.

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A petição dos marinheiros à justiça federal dos EUA.

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O que perdemos com o desmonte do monopólio natural e legal da Petrobrás

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Fachin: para ele, o Congresso é que deveria decidir.

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Por seis votos contra quatro, o Supremo Tribunal Federal abriu caminho para a transformar as refinarias da Petrobrás em subsidiárias para então vendê-las, sem a chancela do Legislativo. O voto vencido do relator, ministro Luis Edson Fachin, merece atenção.

“Não se está afirmando – escreveu o ministro – que essa venda não seja possível, necessária ou desejável dentro do programa de desinvestimentos da empresa, mas que essa ação depende do necessário crivo do Congresso Nacional e procedimento licitatório”.

Parece inquestionável esse argumento. De uma lógica esmagadora. Entretanto, seis ministros formaram maioria contra ele.

Fachin observou que a criação das subsidiárias, no caso das refinarias, não tem o objetivo de cumprir com a tarefa social da estatal, mas apenas de facilitar a venda de ativos da Petrobras.

O projeto desse governo – e de quem está por trás desse governo – é liquidar a empresa, acabar com o monopólio natural, legal, regulamentado, de óleo e gás, cuja história está ligada ao desenvolvimento do Brasil nos últimos 60 anos.

O que é monopólio natural? É aquele de interesse nacional, que oferece óbvios benefícios à sociedade, característico de setores que exigem grandes investimentos em infraestrutura como energia elétrica, exploração de petróleo e gás, saneamento.

O desmonte do refino vai acelerar o retorno do Brasil à condição de país colonial, exportador de óleo bruto e importador de gasolina, querosene de aviação e outros derivados de alto valor agregado.

Essa condenação é descrita em qualquer livro de primeiro ano de economia política: “Economias coloniais tendem à produção de monocultura agrícola, com elevado “excedente” intercambiável no mercado mundial.” É a divisão internacional do trabalho. Países centrais, com as universidades, centros de pesquisa, indústrias sofisticadas. E pobres países periféricos.

O que o ministro Fachin disse em seu voto foi, em outras palavras, o seguinte: vender o refino, considerado o “filé mignon” do negócio do petróleo – que é, por definição, monopolista –  vai tornar mais anêmico o caixa da empresa. Investimentos em pesquisa e geração de energias limpas, atualmente em curso, serão paralisados. Haverá consequências graves para o projeto de desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Para o bem estar do povo brasileiro.

Não é o Poder Executivo e sim os deputados e senadores que devem decidir isso.

 

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NOVO DICIONÁRIO

Pardo, adjetivo e substantivo masculino; Branco candidato a vereador que quer entrar na cota.

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