O que significa a posição do Armínio Fraga

Está na coluna do Armínio Fraga, economista brasileiro que possui também a nacionalidade norte-americana e é ex-presidente do Banco Central, no governo FHC, na Folha de S. Paulo de hoje:

“Em vários círculos, inclusive no governo, prevalece a posição de que a tributação não pode aumentar. Penso diferente. Eliminar uma série de subsídios injustificáveis e reduzir a regressividade da tributação nos permitiria obter um espaço fiscal de pelo menos dois pontos do PIB.”

 

O que Fraga quer dizer com essa redução da regressividade da tributação? Ele deseja tornar o sistema tributário menos injusto. Quem ganha mais pagará mais impostos, dando um alívio aos pobres que hoje suportam a maior parte da carga fiscal. É isso mesmo?

Laura Romano e Gisele Bossa, no Conjur, explicam o que acontece:

“O sistema tributário brasileiro é marcado pela regressividade, a carga tributária se concentra na tributação sobre o consumo e desconsidera a capacidade contributiva (rendimentos) de quem adquire o bem. No Brasil, quem aufere maior renda suporta menor carga fiscal graças à sua possibilidade de poupar mais e gastar menos.”

As duas pesquisadoras do Núcleo de Estudos Fiscais da Fundação Getúlio Vargas acham que a regressividade é um dos grandes problemas do sistema tributário brasileiro. Com elas concorda o economista Eduardo Moreira, que lançou o movimento “Somos todos 70%”.

Ele defende que devemos cobrar mais impostos dos mais ricos. “Nas pessoas desse grupo, segundo ele, 70% da renda não é tributada, e os outros 30% que são tributados pagam alíquota abaixo do resto do mundo.”

Forma-se aos poucos uma grande frente nacional a favor da justiça fiscal. Contra privilégios (*) colocados na legislação tributária ao longo de décadas pelos lobistas que atuam no Congresso Nacional. O rico não paga um tostão de imposto para ter  iate e jatinho; o pobre é obrigado a reservar dinheiro para o IPVA de seu carrinho.

Boa notícia. Estamos chegando a uma convergência. O doutor Armínio é um porta-voz da elite financeira, que defende uma candidatura “de centro” em 2022. O Eduardo Moreira é um ícone da esquerda light, que vai apoiar um candidato de esquerda. É fantástico: os dois estão falando a mesma língua.

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(*) Privilégio. “Posição de superioridade, amparada ou não por lei ou costumes, decorrente da distribuição desigual do poder político ou econômico.” (Dicionário MIchaelis)

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Pequena tragédia na Rua dos Funcionários

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O motorista de bermuda esperou sob a chuva a chegada do socorro.

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Não foi uma chuvinha. Durou duas horas e trouxe mais 35mm para os reservatórios meio secos.

Árvores foram derrubadas pelo vento forte e algumas caíram sobre carros.

Graças a deus o motorista não se machucou quando a árvore desabou sobre seu carro. Mas ligou para o 156 e não aconteceu nada. Só aviso de linha ocupada.

 

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ESTA MÚSICA É DEDICADA AO ÚLTIMO ELEITOR INDECISO

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Joseph Gordon-Levitt

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Joseph Gordon-Levitt junta-se aos Gregory Brothers numa balada para comemorar o debate final Biden-Trump.

Está no New York Times. Tem 3min58 e demora um pouco para carregar. Se quiser assistir clique aqui

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Não vai acontecer nada com o senador da grana na bunda. Somos a pátria do elitismo

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Um acordão no Senado permitiu ao ex-vice-líder do governo Jair Bolsonaro Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca e entre as nádegas, pedir na terça-feira (20) afastamento por 121 dias.

Com isso, o Ministro do STF Luis Roberto Barroso revogou o ato em que afastava o senador e que poderia acabar em cassação do mandato dele.

Rodrigues continuará como investigado no ar condicionado de casa.  Não é investigado por um deslize qualquer: a polícia diz que ele está envolvido em desvio de dinheiro destinado ao combate à Covid-19 em Roraima. Crime abominável.

A menos que apareçam evidências cabeludíssimas, reassumirá sua cadeira em quatro meses e vida que segue. No Brasil, quem tem foro privilegiado e um advogado caro (ele tem três) pode fazer praticamente tudo sem risco de cadeia.

O nome disso é elitismo. Herança portuguesa.

Na Revista dos Tribunais de 2015, vol.958 (Agosto 2015), Hugo Otávio Tavares Vieira, mestre em Direito e juiz federal da 1.ª Região, escreve que o elitismo está no DNA do Brasil.

As Ordenações Filipinas, transformadas em lei brasileira por D. Pedro I, vigoraram no nosso país até 1916, quase cem anos após a independência. Valiam mesmo após a revogação em Portugal, em meados do século 19.

Eram um monumento ao elitismo. Hugo Otávio cita trechos da lei portuguesa/brasileira e chama a nossa atenção para a ordenação que fala do meirinho-mor (primeiro livro. tít. LVII. caput e item 1):

“O Meirinho Mór deve ser homem muito principal e de nobre sangue, que as causas de muita importância, que lhe per nós, ou per nossas Justiças requeridas, possa bem fazer. (…) E a seu ofício pertence prender pessoas de Estado, e grandes Fidalgos, e Senhores de terras, e tais, que as outras Justiças não possam bem prender (…).”

Apesar do estilo empolado, o espírito da ordenação é claro. “Até mesmo para uma função menor, como a de meirinho, as Ordenações exigiam sangue nobre”.

O autor continua: “O que denuncia elitismo doentio é o fato de que existia um meirinho especial para prender nobres. Em outras palavras, um criminoso nobre não podia ser preso, nem sequer tocado, por um pobre. O malandro nobre só podia ser preso por um funcionário de sua própria estirpe. Isso ia além de uma sociedade aristocrática.”

“Era uma sociedade de castas”, diz o autor.

E continua sendo.

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Drive thru – porque daqui a pouco acaba a pandemia

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A vida pela janela.

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O Santa Maria valoriza os projetos de investigação. O site do colégio diz que eles “propiciam condições para que as crianças sejam protagonistas de suas aprendizagens, elaborando e investigando hipóteses sobre o ambiente em que vivem. Por meio da investigação, percebem o mundo e as relações que nele se estabelecem.”

Hoje, o projeto importante é o drive thru. Impossibilitados de oferecer aulas presenciais, os professores conversam pela janela com alunos e pais. Não é quebra da quarentena: lá estão as máscaras e o distanciamento; é apenas um momento encantado. Um verifica que o outro não se transformou definitivamente em imagem do Zoom.

Eis a hipótese investigada com sucesso: é possível sobreviver ao isolamento com aulas virtuais e ter um aproveitamento não muito distante do normal. E é uma alegria verificar como aquela professora mais veterana ficou feliz com o resultado dos alunos e, sobretudo, com ela mesma.

Vamos reconhecer: mergulhar de cabeça em toda essa tecnologia foi uma incrível vitória pessoal.

Agora ela consegue tirar o máximo de sua câmera Logitech. Transformou o zoom meeting em zoom class. Sabe usar fundos virtuais. Gráficos e tabelas ficam mais bonitos. Melhora o rendimento do microfone. Acabou a reverberação. E a iluminação está mais certinha.

Aulas remotas, aposto, nunca mais deixarão a escola. Por mais que o mundo volte ao normal.

 

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Noel, Mônica e tamborim

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Assisti ontem à live de Mônica Salmaso com a turma reunida pelo Roberto Menescal. Super qualidade. Canta para o computador como se estivesse enfrentando a plateia do Paiol. Aqui, em 2014, perto do Natal, Monica homenageou Noel Rosa. O espetáculo trouxe a Curitiba 17 das mais de 250 composições feitas por Noel ao longo da sua curta carreira. No palco. o grupo Companhia Ilimitada usou instrumentos tradicionais e alguns não convencionais.  Foto AFSJ.

 

 

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No tempo do terno e gravata

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Magazin Avenida. Fechou em 1997. Vestiu curitibanos e curitibanas durante décadas. Abrigou o Silvestre, alfaiate que cortou boa parte dos ternos que desfilaram nas melhores festas da sociedade. Um dia o Magazin morreu, vítima do pret-a-porter, de maus clientes e de problemas de gerenciamento. Foto José Kalkbrenner

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SOL SILENTE

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Distópico.

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Aviso aos curitibanos: esse não é o “esplêndido sol silente de raios deslumbrantes” descrito por Walt Whitman em famoso poema.

É só um sol – um pobre sol no ocaso, transfigurado.

Nuvens de poeira, fumaça e gases vindas do oeste fragmentam a luz. Produzem tons vermelhos, violetas, amarelos, laranjas. Alarmes.

O espectro de luz que encanta os namorados do Bosque do Papa e assombra os ambientalistas não é só um fenômeno da ótica. É um Mal’ak. Vem anunciar um mundo sem divisões. Não mais libertos e escravos, patrícios e plebeus, lordes e servos, mestres e aprendizes, numa palavra, opressores e oprimidos. Apenas a vasta massa de sufocados na nuvem tóxica do ocidente.

Em 1953, o estrategista da RAND Corporation Herman Kahm criou o termo Megadeath para designar a eliminação de um milhão de pessoas. Alguém argumentou mais tarde que a guerra nuclear, longe de ser impensável, poderia ser uma decisão política realística para os EUA. A ideia foi debatida nos altos escalões e mais tarde nos baixos escalões até que se tornou, sob o nome de “Megadeath”, uma banda heavy metal.

Abaixo da linha do Equador, o termo não é muito conhecido. Mas as mortes em massa pela

  1. pandemia mal controlada,
  2. incêndios florestais,
  3. pelo envenenamento da água, do ar e do solo

somam quase uma Megamorte.

Se os bons vencerem, entretanto, Megamorte pode virar mote para um evento de hip hop.

O boletim do momento diz que o povo, bem, boa parte do povo ainda acredita em se proteger com máscaras, álcool e distanciamento.

Falta acreditar na advertência do anjo: expulsem da cidade os falsos pós-doutores de Harvard e os mestres de araque de Navarra, que negam o aquecimento, a vacina e a mais-valia.

Ou eles expulsam todos nós , os não-resignados.

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SINAIS DE TRÂNSITO DE CLET ABRAHAM

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Hoje, trabalhando numa rua de Oslo, ouço a pergunta:

-Isso que você está fazendo é legal?

-Não é a pergunta certa – disse. Você deveria perguntar: -Isso que você está fazendo é bom ou mau?

Ele retrucou:

-Tudo bem, mas o que significa esse desenho?

-Significa que deveria ser proibido morrer no mar Mediterrâneo só porque você está tentando escapar da miséria ou da guerra.

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P.S. –  Clet Abraham é um artista de rua francês que mora em Florença. Está no Facebook.

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ESCOLHA A MELHOR MANCHETE PARA HOJE

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BBNBNB

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1) TRUMP VOLTA A TER FEBRE

2) GUEDES RENUNCIA

3) APOSTADOR DO JUVEVÊ LEVA MEGA SENA SOZINHO

 

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