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Assim entramos para a história das relações político-literárias Brasil-EUA

dldldl Da esquerda para a direita: Roberto Abreu, Helio Puglieli, Roberto Velozo, Roberto Muggiati, Aurelio Benitez (de costas), Dos Passos e eu acendendo o charutinho imperialista dele.

 

Em artigo sobre John dos Passos, publicado na Gazeta do Povo e no blog do Ze Beto, a propósito do relançamento do livro “Brasil em Movimento”, de 1963, pela Editora Benvirá, Roberto Muggiati lembra a visita do escritor ao Brasil.

“Foi justamente no “Inter” (assim o chamávamos) que, com um bando de jornalistas (a maioria de esquerda), fui ver os espólios de Dos Passos, socialista lendário e romancista revolucionário, agora incorporado à direita. Como aponta muito bem Paulo Markun no prefácio da nova edição: “Quando veio ao Brasil, era nome de peso entre a direita norte-americana e integrava a equipe da National Review de William F. Buckley Jr., a Bíblia do conservadorismo norte-americano, altar-mor do senador Joseph McCarthy.” Markun reproduz o último diálogo entre o hesitante Dos Passos e o seguro Hemingway:

Dos Passos: “A pergunta que eu continuo me fazendo é para que serve uma guerra pelas liberdades civis se você destruir essas liberdades no processo?”

Hemingway: “Liberdades civis, uma merda. Você está conosco ou está contra nós?”

(…)

“No capítulo do livro dedicado ao Paraná, Dos Passos fala mais de Maringá, mas não deixa de dar umas pinceladas sobre Curitiba, “cidade agradavelmente letrada com uma bela biblioteca pública e todo um antecedente de publicação e pesquisa histórica.” Refere-se especificamente ao nosso encontro no “Inter”: “Eu estava ali para dar uma palestra num dos centros binacionais que oferecem cursos de língua inglesa, serviço de biblioteca e palestras sobre assuntos norte-americanos.”

Dos Passos, aos 62 anos, revelou-se um gringo simpático, nos divertimos conversando com ele, o Adherbal (Fortes de Sá Jr.) acendeu até o charuto que ele tragou desinibidamente naqueles tempos em que fumar ainda era chique.¨

O texto completo em http://jornale.com.br/zebeto/2013/02/23/dos-passos-no-parana/#more-179823

Posted on 23rd fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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MUSSA

 

mussa jose Os tempos heróicos da velha Ùltima Hora.

 

Mussa José Assis foi um dos grandes jornalistas que conheci – e falo do jornalista no sentido amplo, aquele que levanta cedo e trabalha duro; que colhe, interpreta, edita e distribui informação de qualidade. Poucos colegas escreveram com a mesma clareza. Raros entenderam como a precisão gramatical torna o fato mais emocionante.

Uma vida intensa, rica de experiência, grande demais para este blog. Há na cidade ao menos uma centena de profissionais cujas capacidades foram modeladas pelo seu talento. Vão lembrar a importância do trabalho dele na imprensa do Paraná. Aqui, quero focalizar a fase da Última Hora, que mudou a maneira como a geração de 60 viveu o jornalismo.

Antes da UH o jornal era romântico; depois tornou-se business.

Foi isso que Mussa aprendeu (e ensinou) na Ultima Hora: não basta fazer um diário repleto de notícias – é preciso que bem cedo o jornal esteja no ponto de venda. E se vender tudo, há que entregar novos exemplares ao banqueiro, para que o leitor jamais fique sem o que ler.

Em 1960, antes de Philip Kotler chegar ao Brasil, Samuel Wainer ensinou que o marketing tem quatro pernas – produto, preço, distribuição e promoção. Os jornais de Curitiba empacavam na distribuição. A Ultima Hora do Paraná, que Ari de Carvalho dirigia e Mussa secretariava, vendia diariamente 30 mil exemplares. Não tinha assinantes. (Hoje, 50 anos depois, o líder registra 40 mil exemplares.)

Mussa era um jornalista completo. Porque gostava de aprender. E porque começou do começo, como repórter de setor. Na política conseguia notícias que os outros não tinham. Não era milagre, era trabalho. Ele mesmo revelou mais tarde sua grande fonte informações exclusivas durante o primeiro governo Ney Braga: as latas de lixo. Metódico revirava todas, principalmente as do gabinete do governador, onde achava bilhetinhos amassados ou mal rasgados, ordens aos secretários, broncas, minutas de decretos.

Ninguém dominou tão bem a arte de organizar sua rede de informantes. Nem conseguiu, como ele, acesso frequente às boas fontes. Mussa tinha jeito para lidar com os que estão no poder. Eles não gostam de quem tem medo deles e desprezam quem os bajula. Nesse fio da navalha anda o bom repórter.

Promovido a Secretário da Última Hora em São Paulo, Mussa foi instalado num apartamento no Largo do Paissandu. Morava a quinhentos metros da redação, no Vale do Anhangabau, e não tinha horário para entrar nem para sair. Durante o dia tratava da produção da notícia – um leque variado que incluía clubes de bairro, times da várzea, sindicatos, quarteis. Curitiba pulsava na UH.

À noite, olho no relógio, cuidava da oficina. O caminhão para Curitiba tinha que partir às 11 horas. Sorte que a BR-116 da época era um tapete. Quatro da manhã o jornal estava na Rodoviária de Curitiba, onde uma parte era despachada para Paranaguá, Ponta Grossa e outras cidades. Acho que até hoje não apareceu jornal tão bem sucedido como aquela Ultima Hora.

Vejo com saudade o Mussa chegando à oficina, entre linotipos e uma impressora que não podia esperar. Um espaço barulhento, onde tudo era rápido e a precisão uma hipótese. Daí a adrenalina de correr até a redação, definir o desenho da página, o título, a legenda da notícia – e voltar a tempo de corrigir antes da impressão o erro inevitável.

Por fim a alegria de conferir a prova de página. Perfeita, a manchete forte, uma foto surpreendente. Era imenso aquele jornal de 12 páginas e nenhum anúncio. Está hoje nas bibliotecas e nos museus do jornalismo como um testemunho da história da imprensa e da alma de todos nós.

 

 

Posted on 22nd fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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Yes, nós também temos drones

 

Vamos produzir drones Entra na linha de montagem o drone brasileiro

 

O Brasil vai fabricar aviões não tripulados (drones) capazes de competir com os melhores,  aqui e no exterior.

notícia foi divulgada pela Embraer, que assinou um acordo com a companhia de defesa Avibras para produzir aviões não tripulados. No momento, o objetivo é produzir o modelo Falcon, de interesse das Forças Armadas, destinado a missões de reconhecimento e de vigilância terrestre e marítima.

Os drones são cada vez mais usados no mundo para combater o contrabando e o terrorismo. Nos Estados Unidos, cumprem adicionalmente missões de assassinato seletivo contra líderes do terror.

Alguns desses líderes, apesar do sobrenome árabe, são cidadãos nascidos nos Estados Unidos.  A oposição republicana no Congresso questiona o direito que tem o Presidente da República de mandar matar, sem julgamento, cidadãos suspeitos de atividade terrorista.

A Casa Branca recusa-se a dividir com o Congresso pareceres legais, produzidos pelo Departamento de Justiça, que justificariam os assassinados sem julgamento. Os republicanos, em represaria, ameaçam votar contra a confirmação de John O. Brennan como diretor da CIA.

Desde o século 19, quando Rui Barbosa reproduziu grande parte da Constituição dos EUA em seu anteprojeto que depois virou a Constituição de 1891, o Brasil copia leis e instituições norte-americanas. Não há um só motivo para desacreditar que logo teremos uma lei dos drones parecida com a deles. E o governo brasileiro também possa matar cidadãos suspeitos em nome da segurança nacional.

Ao menos um brasileiro apoia a idéia. Outro dia, no Manhattan Connection, da Globo News, o jornalista Caio Blinder defendeu o assassinato de cientistas que colaboram no programa iraniano de enriquecimento do urânio.

Se for como a lei americana, a legislação permitirá ao governo espiar lá de cima o que acontece na empresa, no escritório e até no quintal dos brasileiros. Novos equipamentos permitem identificação facial a longa distância e possibilitam, ao menos em tese, fotografar (ou alvejar) um inimigo a partir de um drone.

A tentação é grande porque existe uma guerra civil não declarada no país. Facções criminosas ocupam áreas hoje inacessíveis à polícia. Na fronteira, o contrabando de droga e armas pesadas aumenta. Nas esquinas das grandes cidades, bandidos esperam que um cidadão de bem pare no sinaleiro para assaltá-lo.

Repetindo, se for parecida com a lei americana, a legislação permitirá à polícia agir contra esses inimigos da sociedade. Mas quem são os inimigos? Nada garante que entre eles não sejam incluídas por engano pessoas que estão passeando na favela, velejando no Lago de Itaipu ou paradas no sinaleiro.

 

Posted on 21st fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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Pedágio entre Curitiba e Florianopolis vai para 1,70 sexta-feira

peda gio O nosso pedágio.

 

Na próxima sexta-feira, o pedágio vai ficar mais caro para quem trafega no trecho Curitiba-Florianópolis a partir do dia 22 de fevereiro. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou as  revisões tarifárias e o reajuste da Tarifa Básica de Pedágio (TBP) das rodovias BR-116 e 376 (Paraná) e BR-101 (Santa Catarina). O trecho é explorado pela Autopista Litoral Sul S.A.

São 300 quilômetros (cinco postos de cobrança) por R$8,50. Até Paranaguá – 80 quilômetros administrados pela Ecovia – continua R$13,90.

Posted on 18th fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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Um mundo sem juizo

Silver linings playbook Para ser feliz não precisa ser normal – basta encontrar alguém que seja pirado na mesma frequência da gente.

 

Em matéria de Oscar, estou torcendo pela comédia “O lado bom da vida”.

É uma história alegre, bem contada, e com uma filosofia devastadora – defende a idéia de que, para ser feliz, um maluco não precisa ser trazido de volta à realidade, apenas encontrar alguém tão maluco quanto ele.

Não estou sozinho nessa torcida. A editora de cinema do jornal The Guardian, Catherine Shoard, vestiu o uniforme do anti-heroi do filme Pat (Bradley Cooper), foi para a pista de cooper e explicou sua preferência pela comédia romântica de David O. Russell.

Há muito tempo um filme não conseguia o Top Five – ser indicado ao mesmo tempo para os Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Roteiro.

O personagem central, Pat, é um professor de ginásio bipolar, que tenta trazer de volta sua ex-mulher, Nikky. Para isso, quer estar em forma: corre todo dia no parque enrolado num saco de lixo – suar mais, acredita, acelera a perda de peso. E disputa um campeonato de dança onde seu par, Tiffany (Jennifer Lawrence) é uma nova amiga igualmente perturbada.

O filme é baseado em livro de Matthew Quick, já nas livrarias. Conta a vida de pirados, maníacos e deprimidos. E vai mais além: trata de superstições e delírios que estão encravados na sociedade. Pat Senior (Robert de Niro), por exemplo, tem moderado TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Não assiste a jogo dos Eagles sem estar com um lenço verde na mão esquerda e ao lado de uma pessoa que não dê azar (juju, na gíria dele).

Vamos falar sério: crenças assim orientam decisões de dezenas de milhões no esporte, na política, até no amor.

Cliff, o psiquiatra de Pat ensina: Você precisa de uma estratégia para conseguir vitórias e suportar eventuais fracassos.

O diretor David O. Russel usa uma linguagem cinematográfica elegante e econômica. É um craque nas elipses. Um exemplo, logo no início do filme: a mãe de Pat, Dolores, vai buscá-lo no hospital. Um amigo, Danny (Chris Tucker), pede carona. Dolores concorda depois de informada por Pat que o amigo realmente está de saida. Mas, adiante, toca o telefone dela. É alguém do hospital.

-O quê? Você tem certeza? Então, vou leva-lo de volta agora mesmo!

Para o filho:

-Você mentiu, Pat. Danny não está liberado para ir embora.

Os dois discutem. Danny intervém.

-Eu sou culpado. Pat não sabia. Ele é meu amigo, estava querendo me ajudar. Me leve de volta para o hospital. Mas leve Pat para casa. Ele está legal, a senhora vai ver.

Corta. A cena seguinte começa com um take do assento trazeiro. Vazio. A seguir, a câmera dá uma pan mostrando Pat, no banco do carona. Linguagem eficiente do diretor e do montador Jay Cassidy, veterano de muitos sucessos, entre eles “Uma Verdade Inconveniente”, aquele documentário apresentado pelo ex-vice presidente Al Gore que mudou a cabeça de muita gente sobre a questão ambiental.

Um conselho aos eventuais leitores deste blog: vão lá e assistam. Num mundo que pode ser insensível e cruel, administrar a dor e o desapontamento com ajuda de crenças irracionais ou ritualísticas não prejudica ninguém e pode proporcionar conforto e paz.

Posted on 15th fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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A imprensa e a renúncia

o papa Abdicação difícil de interpretar

 

 

A imprensa mundial estava despreparada para lidar com a notícia – e principalmente com a interpretação da notícia – da renúncia do Papa Bento XVI.  Os jornais brasileiros, muito menos. O que ela 1.5em;">significa?

 

Ontem, um despacho da Associated Press conseguiu uma explicação: “A aposentadoria do Papa significa exatamente isso – aposentadoria”.

 

Hoje, a Folha de S. Paulo completou:  “Bento XVI não interferirá na escolha do sucessor. Vaticano disse ontem que o papa Bento 16 não vai interferir diretamente na escolha de seu sucessor, relata Graciliano Rocha. “O papa não é um cardeal e não vai participar do conclave”, afirmou o porta- voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, em referência à reunião de cardeais que definirá o novo pontífice.”

Bento XVI será chamado Bispo Emérito de Roma e um assessor, Greg Burke, acrescentou que poderá ser chamado de Sua Santidade “como uma cortesia”, como os ex-presidentes da República. Receberá homenagens como teólogo e pensador. O anel pontifício vai ser destruído, como acontece quando um papa morre. Simbolicamente, a destruição significa que ele não vai influir na escolha do sucessor. Uma coisa impensável na política aqui de fora do Vaticano.

 

Mas os jornalistas do mundo inteiro continuam com suas dúvidas sobre o que aconteceu em Roma segunda-feira passada.

A renúncia foi um ato personalíssimo? O Papa, iluminado pelo Espírito Santo, sentindo a saúde abalada, decidiu que era hora de passar o báculo para alguém com mais saúde para enfrentar os problemas da Santa Sé?

Ou é melhor uma interpretação mais secular? O Papa não suportou a pressão gerada internamente pela dificuldade em administrar problemas diários do Vaticano.

No New York Times, Rachel Donadio, lembra que em 2010 promotores de justiça de Roma apreenderam US$30mi do Banco do Vaticano. E a investigação sobre lavagem de dinheiro continua.

Naquele mesmo ano, policiais prenderam o mordomo do Papa acusando-o do roubo de um diário, que conteria documentos detalhando profunda corrupção dentro do Vaticano.

O documentarista Alex Gibney, ganhador do Oscar por “Mea Maxima Culpa”, diz que a renuncia está ligada à imagem de tolerância ante escândalos sexuais que ocorreram principalmente nos Estados Unidos.

O Vaticano relevou detalhas da doença cardíaca (o papa usa um marca-passo há mais de dez anos) que complica o desempenho da missão do pontífice.

Agora, o que importa é saber se o novo papa, pelo fato de ser novo, poderá resolver os problemas da Igreja. Ou se a eleição vai iniciar uma reforma profunda como parecia que seria feito há mais de meio século, quando o Concílio Vaticano escolheu o Papa João XXIII.

E mais importante ainda, diz um analista, é fortalecer o catolicismo como grande força civilizadora, que precisa ser democrática para se ajustar aos novos tempos.

Posted on 13th fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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O caso Cabrito (Não há nada tão real como o jornalismo ficcional)

Germano Farid Germano Filho

 

Está no Comunique-se

 

“Barriga” de jornalista no Twitter vira caso de polícia

 

Renata Cardarelli

 

Na manhã dessa terça-feira, 5, o perfil do Twitter mantido pelo jornalista Farid Germano Filho, da Rede Pampa, publicou que o Grêmio tinha contratado o jogador argentino Enrico Cabrito. Horas depois, sites informaram que o atleta não existe, sendo “criado” por internautas, e comentaram a “barriga”. Ao Comunique-se, o jornalista afirma, entretanto, que sua página na rede social foi invadida e que vai procurar as autoridades para registrar boletim de ocorrência.

 

Farid Germano Filho contratou profissional de TI para saber quem invadiu sua conta (Imagem: Divulgação)

Germano Filho conta que estava em casa quando recebeu uma ligação que o questionava sobre quem era o suposto atleta argentino. Negando conhecê-lo, o jornalista foi informado que a notícia da contratação pelo Grêmio estava em seu microblog. “Foi um spam. Imediatamente, coloquei uma nota e troquei a senha. Desconfio que deixei meu Twitter aberto em algum lugar. Foi uma maldade muito grande e deu toda essa repercussão”.

Sem ter ideia de quem possa ter invadido sua conta, o jornalista contratou um profissional especializado em tecnologia da informação para fazer uma investigação e tentar localizar o suposto invasor. A repercussão e as “mais duras ofensas” que Germano Filho tem recebido fazem com que ele repense sua presença na rede social. “Respeito essas mídias, mas passo a fazer um alerta: as pessoas se transformam, se tornam poderosas atrás do Twitter ou do Facebook. Há de se pensar como esses crimes devem ser tratados”.

Jornalista há mais de duas décadas, o funcionário da Rede Pampa enaltece o trabalho da imprensa esportiva gaúcha e descarta a pretensão da mídia em fazer chacota neste caso. “Assistindo colegas de profissão, alguns – dois ou três – têm levado para o lado da piada, do deboche e do despreparo da imprensa esportiva gaúcha. Não concordo com isso, é uma das melhores imprensas do Brasil, uma das mais corretíssimas”. Ele também comenta a “barriga” do comentarista da RBS, Paulo Brito, que anunciou a contratação de Enrico Cabrito na TV. “Nenhuma empresa quis fazer chacota. Conheço o Paulo, ele não faria isso”.

 

Paulo Brito quis brincar com nome “Cabrito”, fazendo alusão às brincadeiras com seu sobrenome (Imagem: Reprodução/RBS)

Tentação
Narrador e comentarista do ‘Jornal do Almoço’, da RBS, Brito admite que quis fazer uma brincadeira devido ao sobrenome do jogador fictício – que faz alusão ao seu. Ele assume que faltou apurar a informação e garante que o erro não se repetirá. “Caí na tentação, depois de 25 anos de profissão”, afirma, ao ressaltar que sempre deu informações certeiras. Nesta quarta-feira, 6, Brito explica o caso para os telespectadores do noticiário da afiliada da Globo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Brincadeira
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e na grande imprensa nessa terça-feira, 5. Porém, essa não era a intenção do estudante de jornalismo Fabiano Estrela ao dar vida a Enrico Cabrito no Twitter e comentar a sua contratação pelo tricolor gaúcho com seu amigo Enrico Lazzaronni. “A brincadeira era interna, jamais foi feita propositalmente para prejudicar quem quer que seja”, escreveu o universitário em sua página no microblog. Ele ainda relatou que a situação foi “engraçada”.

Posted on 8th fevereiro 2013 in Sem categoria  •  No comments yet
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Para ampliar o vocabulário

Les Miserables Não há nada como uma letra bonita para aprender novas palavras.

 

 

Para aumentar o vocabulário da turma do Inter – ainda instalado no 10º andar do Ed. Garcez – a professora Jô Fuchs colocava um disco de vinil, 78 rpm, na pick-up.

               

                Blue moon

                You saw me standing alone

                Without a dream in my heart

                Without a love of my one.

 

O ano era 1952 e logo assistiriamos ao filme With a Song in my Heart (Meu Coração Canta, diretor Walter Lang) com Susan Hayward no papel da Jane Froman. Mas a voz é de Froman. Confira em http://www.youtube.com/watch?v=gpt73y1BZeU.

Agora, em 2013, a professora manda entrar no youtube para aprender a letra de Do You Hear the People Sing e assistir a Les Miserables em seu computador. A versão completa da peça que vai ganhar pelo menos um Oscar está em http://www.youtube.com/watch?v=BMmF9el0S7k

Duas horas e meia, mas vale a pena. A letra vai ficar no seu ouvido pelos próximos anos.

O filme, que é candidatíssimo ao Oscar, dura um pouco mais.

 

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A crase não foi feita para humilhar ninguém

alugue Para consultar o Telegramática ligue para 3218-2425.  É grátis.

 

 

 

Quem defende os maus craseadores e garante que a crase (ao contrário da concordância verbal, por exemplo) não foi feita para humilhar ninguém é o poeta Ferreira Gullar. E diz ainda:

 

Maria, mãe do Divino Cordeiro, craseava mal, e o Divino Cordeiro, mesmo, não era o que se pode chamar um bamba na crase.

 

Zaratusta, que tudo aprendeu com os animais do bosque, veio aprender crase numa universidade da Basiléia.

 

Quem tem frase de vidro não atira crase na frase do vizinho.

 

Frase torcida, crase escondida.

 

Antes um abscesso no dente do que uma crase na consciência.

 

Uns craseiam, outros ganham fama.

 

Os campeões da crase quando erram ditam leis.

 

Os ditadores não sabem que em frases como a bala ou à bala, é indiferente crasear ou não.

 

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