Ele está com uma cara boa. Saudável. Tinha esquecido dele?

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Macaulay Culkin completou 40 anos quinta-feira passada. (Foto Esquire)

 

Fez só quatro filmes nos últimos 20 anos. Nenhum emplacou da maneira como “Esqueceram de Mim”. Mas Macaulay Culkin não se preocupa com isso. Pelo menos não do ponto de vista financeiro.

Aqueles filmes realmente bombaram. Foi tanto dinheiro que deu para fazer um trust fund.

E ficar amigo do Michael Jackson.

Lembra do termo? Foi usado pela defesa do deputado Eduardo Cunha para explicar que o dinheiro da Suiça era dele mas não era dele.

Pois “o termo trust se refere a relações jurídicas criadas – inter vivos ou após a morte – por alguém, o outorgante, quando os bens forem colocados sob controle de um curador para o benefício de um beneficiário ou para alguma finalidade específica.”

Então Macaulay tem um trust fund que começou modestamente em 1998 com vinte milhões de dólares e hoje ninguém comenta o tamanho.

Mas dá para viver uma vida agradável, frequentar bons restaurantes, ter uma namorada e dois gatos.

Está tudo na matéria de capa da revista Esquire deste mês.

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Opa! Baixou a taxa de contaminação (I)

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Na Inácio Lustosa, um bom exemplo de como cuidar das ruas. Falta estimular a restauração de casas históricas com alguma importância arquitetônica.

 

No domingo com menos Covid 19 no ar, foi bom passear pelo centro. Rever ruas, praças e árvores – velhas conhecidas que ninguém sabia como sobreviveram ao frio e à peste.

Sobreviveram bem, como se vê aqui na Inácio Lustosa, onde as magnólias continuam firmes, dispostas a espalhar perfume daqui a pouco, com a primavera.

Esse canteiro central é sobrevivente de uma onda de falta de juízo que atacou alguns vereadores e até funcionários da prefeitura. Achavam que era necessário acabar com o canteiro central para aumentar o fluxo de veículos. O IPPUC não concordou. Curitiba já tem as vias rápidas que precisa, agora deve pensar em recuperar o centro.

Como nós, a cidade de Vancouver, Canadá, resistiu às auto-estradas urbanas, estimulou a construção de prédios de apartamentos e hoje tem o segundo melhor índice de trajetos à pé e de bicicleta do país, mais de 30%.

Em Paris, 46% dos trajetos – para as compras, para o teatro, para o trabalho – são feitos à pé. Quando isso é possível, cai a poluição atmosférica e o stress urbano.

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Como em outras cidades, a grafitagem evita pichação.

 

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Opa! Baixou a taxa de contaminação (II)

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Sanduíche de pepino é coisa de inglês. Muito citado em peças de Oscar Wilde.

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Na semana passada, a Secretaria de Saúde divulgou a menor taxa de contaminação por Covid 19 desde o início da pandemia: 0,76.

Não significa que está tudo bem. Quer dizer que cem doentes conseguem infectar outras 76 pessoas. Ainda é preciso cuidado.

Mas o povo leu a estatística com otimismo – a contaminação diminuiu! E saiu. Foi para a praça aos milhares, sem máscara, cheio de apetite. Comeu de tudo, principalmente os sanduíches na promoção do pão com bolinho, que vai até o dia 20.

Bolinho de carne de siri, na Ostra Bêbada. De costela com bacon, no Amarillo. De carne com linguiça Blumenau, no Armazém Santana. Tudo veneno, a menos que você tenha 20 anos e jogue futebol três vezes por semana.

Pena que Curitiba, capital invejada no mundo, não possua um lugar que sirva sanduíche de pepino.

Eis a receita básica:

Broa de centeio fatiada. Tire a casca.

Pepino cortado em finas fatias.

Passe manteiga ou cream cheese, o que você preferir.

Polvilhe lemmon pepper. (Pimenta do reino com raspas de limão siciliano).

Embrulhe em papel filme e deixe na geladeira.

Ideal para os dias quentes que estão voltando.

Com chá, é claro.

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Há alternativas

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O povo da rua voltou à Prefeitura para pedir banheiros químicos e outras necessidades.

Errou o endereço.

Não é o prefeito que decide esse pedido.

É a cidade que deve escolher. Pode oferecer banheiros químicos gratuitos aos que vivem na rua.

Ou pode reabrir o Beco do Mijo.

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Dallagnol, Kamala Harris e a biodiversidade

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Ex-Procuradora Geral boa de voto. (Foto C-Span).

 

Nem todo mundo ficou satisfeito com o julgamento do procurador Deltan Dallagnol pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Analistas de diferentes tendências políticas concordaram que o corporativismo de membros do MP e a pressão política contra a Lava Jato foram determinantes na decisão, ou melhor, na ausência de decisão representado pelo arquivamento do caso após 42 adiamentos.

Na véspera do julgamento, integrantes do Ministério Público assinaram um manifesto em que defendem a “importância das garantias constitucionais da inamovibilidade e da independência” de suas funções.

Resultado: caso arquivado porque as punições mais leves para ele, como advertência ou censura, já prescreveram.

A procrastinação pode ter sido usada para apoiar o colega, dentro do melhor espírito corporativo.

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É robusto esse esprit de corps, seja na magistratura, no ministério público ou nas polícias.

Mas há meios de amenizá-lo. Um deles é mudar o processo de escolha de parte dos juízes e promotores.

O sistema de concurso público não indica mérito – indica treinamento. Albert Camus dizia que o êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo.

A consequência é uma perigosa homogeneidade entre os aprovados. Resulta na indicação de juízes e promotores predominantemente brancos (84,4%, de acordo com pesquisa do CNJ em 2013) e de classe média (60% dos pais e 47% das mães de promotores públicos têm curso superior, contra 9% e 8,9% do conjunto da sociedade).

Vencedores de concurso trazem para o serviço público visões peculiares. É diferente e frequentemente distorcida a realidade vista do alto, do ponto de vista da minoria branca e com acesso aos melhores colégios e cursos preparatórios.

Esse quadro pode mudar 1) se o sistema de cotas entrar efetivamente em vigor; e 2) se parte dos juízes e promotores  for eleita pelo voto dos jurisdicionados.

Ficaremos, claro, expostos aos perigos eleitorais, como a demagogia e corrupção. Mas custa tentar? Acreditar na biodiversidade?

Países como os Estados Unidos – onde ninguém discute a força das instituições democráticas – adotam o voto popular para escolher juízes e procuradores.

Agora, a ex-procuradora geral da Califórnia Kamala Harris, negra, eleita por votação universal, é a candidata do Partido Democratico à vice-presidência dos Estados Unidos. Os bons serviços à sociedade de Harris e de outros procuradores negros, latinos, asiáticos eleitos pelo voto popular podem estimular o legislador brasileiro a abrir o inadiável debate sobre o assunto.

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A “cara de ameixa preta” foi superada

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Só servia para prisão de ventre.

 

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Quando alguém diz que não gosta de jiló, lembro do case da ameixa preta da Califórnia.

Na metade do século passado havia nos Estados Unidos uma aversão nacional contra a ameixa preta. Era um produto carregado de “limitações psicológicas”, segundo Ernerst Dichter, presidente do instituto de Pesquisa de Motivação.

A ameixa preta não vendia. Era um apenas um laxante secreto, produto reservado a velhas solteironas, cheio de outros significados desagradáveis.

Quando submetidos ao teste de associação de palavras as pessoas falavam isso: “velha solteirona” e “seca”.

A “cara de maracujá de gaveta” do português em inglês é “old prune face”, cara de ameixa preta.

As campanhas para derrubar o preconceito, bancadas pelos produtores da Califórnia, começaram com crianças brincando, correndo alegres em anúncios coloridos. Depois subiram da faixa etária, com adolescentes patinando ou jogando tenis.

No texto frases como: “Ponha asas nos seus pés”, ideia mais tarde usada pelo “Red Bull me dá asas”.

Outro anúncio: “Ameixas ajudam a dar cor ao seu sangue e rubor à sua face”.

A campanha foi tão bem sucedida que a ameixa da Califórnia virou a exceçã0 no mercado agrícola. Mesmo quando outros produtos agrícolas perdiam preço, a ameixa se mantinha firme e forte.

Se houver uma Associação Brasileira do Jiló, deve contratar uma pesquisa.

 

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Os mortos de Curitiba nos abençoam

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Rafael Greca. (Foto BemParaná)

 

 

Está no BEMPARANÁ:

 

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), afirmou que as 854 pessoas mortas em Curitiba pelo Covid-19 “agradecem” pelo tratamento recebido pelo sistema de saúde da Capital paranaense. A afirmação foi uma resposta ao questionamento sobre como a atual gestão enfrentou a pandemia do coronavírus na cidade.

“Nós já temos 854 mortos. Mas eu tenho certeza de que do outro lado do caminho, eles nos abençoam, eles nos agradecem que seus momentos finais não foram de agonia, nem de padecimento, mas foram de conforto e a eles nada faltou”, disse o prefeito, em entrevista ao jornalista João Ribeiro, de Ponta Grossa (Campos Gerais).

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NINGUÉM LEVA A CHAMPIONS LEAGUE POR ACASO

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Ele ganha 7,6 milhões de dólares por ano, fora os prêmios. E merece cada dólar que ganha. (foto Wikipedia)

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Ganha quem tem mais posse de bola: 62 a 38%.

Ganha quem faz mais faltas para evitar contra-ataques: 22 a 15.

Além de fazer mais faltas e ter mais posse de bola, o Bayern tem no gol Neuer.

São Manuel Neuer.

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Trotsky. Assista com moderação

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Herói de filmes de ação ou rock star? 

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O resumo da nova série do Netflix está em PopKult, portal de propaganda soft do regime de russo.

Trotsky é uma mini-série de oito episódios sobre a vida de Leon Trotsky. Dirigido por Alexander Kott e Konstantin Statsky. O ator Konstantin Khabensky faz Leon Trotsky, reprisando um papel que ele criou e desempenhou dez anos atrás na série biográfica Esenin, dedicated to Soviet poet Sergei Esenin. Trotsky foi criado em colaboração com PP Productions of Mexico and Sreda Productions da Russia.

Apesar da distribuição internacional e de vários prêmios conquistados, Trotsky tem sido bastante criticado por imprecisões históricas e pelo tom melodramático. Em resposta, o produtor Konstantin Ernst declarou que a séria foi criada como ficção baseada na biografia do político e não como documentário.

 

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A Rússia possui uma poderosa máquina de propaganda capaz até de interferir nas eleições norte-americanas de 2016 para facilitar a eleição de Donald Trump. A série Trotsky, produzida em 2017 pelo Canal 1 pode ser assistida no Netflix e deve ser encarada como um produto da propaganda de Putin.

Benjamin Stephens escreveu no Jacobin, publicação da esquerda norte-americana: “Putin está reescrevendo a história de maneira sinistra para agradar à direita que domina a política na Russia atual.

“Em apenas 45 minutos da primeira parte, você descobre que Trotsky transmite, além de sexo e violência, um conjunto de imagens selvagemente antissemitas que vem de uma longa e tradição do pensamento reacionário russo. A série parece um casamento da política antideluviana dos aristocráticos imigrantes russos brancos com a estética populista contemporânea de Zack Snyder ou Chistopher Nolan.Mostra Trotsky como a mente que forjou a revolução por trás da figura de Lenin.”

Assim como a extrema direita contemporânea renovou-se chamando a si mesma de “populista” em oposição aos “globalistas” sustentados pelo “dinheiro do Soros”, Trotsky empacotou seu recado político em estética populista. Não se trata de um épico histórico meticulosamente elaborado como os de Eisenstein, Bondarchuk ou Tarkovsky. É uma colorida narrativa de supervilões, apimentada com toques de sexo e violência.

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Nicole Ford, in Foreign Affairs, tem uma visão parecida: “A série de oito capítulos reduz os líderes da Revolução de 17 a simples arquétipos, copiados das séries de gangsters da época de ouro de Hollywood. Lenine é o Edward G. Robison do melodrama – baixa estatuta mas cheio de ameaças megalomaníacas. Stalin tem o jeito frio, raivoso, mas controlado de George Raft. E Trotsky é uma espécie de James Gagney, capaz de tiradas épicas e atos cruéis.”

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Uma das críticas mais duras vem do World Socialist Web Site e começa pelo título da matéria: “Um degradante espetáculo de falsificação da história e de antissemitismo.”

“A minissérie é uma exposição da depravação política, intelectual e cultural de todos os envolvidos no patrocínio e produção dessa grotesca falsificação da história. Ele mistura mentiras, pornografia, anti-comunismo e anti-seminismo.”

“O regime de Stalin, que procurava se apresentar como a continuação política da revolução socialista de 1917, retratou Trotsky como agente do imperialismo britânico, do fascismo alemão e dos japoneses. O governo de Putin, que tenta se apresentar como a ressurreição da Mãe Russia, retrata Trotsky como um judeu bolchevique anti-Cristo.”

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El Pais publica matéria assinada por Maria R. Sahuquillo e David Marcial Pérez, que ouviram historiadores e o Volkov Bronstein, neto de Trotsky. Todos consideram a série cheia de invenções. “Entre as muitas falsidades que encontraram naquele roteiro: 1) que Ramón Mercader, seu assassino, era amante de Frida Kahlo, 2) que o criminoso era seu biógrafo, 3) que o assassinato ocorreu em legitima defesa.”

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The Guardian ainda não publicou nova resenha que o lançamento internacional parece exigir. Na de dois anos atrás, o correspondente em Moscou Shaun Walker citou o produtor Konstantin Ernst sobre o motivo de não escolherem Lenin para estrelar o show do centenário da revolução russa: “Trotsky era um verdadeiro rock star, e foi assim durante toda sua vida, não apenas durante a Revolução de Outubro”.

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Há policia demais, segurança de menos

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Em Havana.

 

Tem a polícia militarizada, força auxiliar do exército, que atira bala de borracha, esguicha spray de pimenta, usa arma de choque, isca o cachorro em cima de você.

Tem a polícia barra pesada, metralhadora na mão, granada na cintura, caveirão na esquina, que vai buscar bandido no mocó.

E tem a polícia de vizinhança. Décadas atrás patrulhavam as ruas de Curitiba. Parece que se mudaram e ninguém sabe para onde foram.

Talvez para Caiscais, a 30 minutos de trem de Lisboa.

Vi duplas de policiais pedalando, perdão, a pedalar pela praia e nas ruas de petit pavet com desenho igual ao da calçada de Copacabana. Sorriem para as pessoas e atuam como mediadores em incidentes com turistas.

Não precisam arma. Estão presentes, ponto.

A dupla a pedalar (ou a caminhar) pela rua já se chamou Cosme e Damião em homenagem aos santos do dia 27 de setembro.

Os Cosme e Damião transmitiam ao bairro uma sensação de segurança e paz. “Autoridade, respeito e cortesia”, alguém lembra disso?

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