{"id":9543,"date":"2020-09-21T07:27:09","date_gmt":"2020-09-21T07:27:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=9543"},"modified":"2020-09-21T07:32:54","modified_gmt":"2020-09-21T07:32:54","slug":"preto-zeze-das-quadras-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=9543","title":{"rendered":"PRETO ZEZ\u00c9 DAS QUADRAS PARA O MUNDO"},"content":{"rendered":"<p>.<\/p>\n<div id=\"attachment_9544\" style=\"width: 285px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/PRETO-ZEZE.jpg\" rel=\"lightbox[9543]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9544\" class=\"size-full wp-image-9544\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/PRETO-ZEZE.jpg\" alt=\"gghghg\" width=\"275\" height=\"183\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9544\" class=\"wp-caption-text\"><em>Uma chave para entender as comunidades<\/em>.<\/p><\/div>\n<p>.<\/p>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 paz na sociedade enquanto as favelas n\u00e3o ocuparem seus espa\u00e7os, escreve Preto Zez\u00e9 no livro <em>Das Quadras para o Mundo<\/em> (CeNE Editora, Fortaleza, 2019). \u00c9 um relato autobiogr\u00e1fico sobre a vida da maioria negra que vive nas periferias de Fortaleza e seu trabalho de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Vale para todo o Brasil.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o tiver paz para a favela, n\u00e3o vai ter paz para ningu\u00e9m. Porque ou dividimos as riquezas que o trabalho coletivo produz, ou todos ir\u00e3o sucumbir na barb\u00e1rie que a concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e oportunidades pode gerar. E a\u00ed, quando o \u00f3dio dominar geral, n\u00e3o vai sobrar ningu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Preto Zez\u00e9, cujo nome de batismo \u00e9 \u00a0Francisco Jos\u00e9 Pereira, nasceu em Fortaleza, entre as ruas de terra da favela das Quadras e o asfalto da Aldeota. Filho de retirantes, m\u00e3e dom\u00e9stica e pai pintor de paredes, \u00e9 o mais velho de cinco irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Seu primeiro projeto de empreendedor foi ser lavador de carros nas ruas da cidade; formou-se na cultura dos bailes funks e da picha\u00e7\u00e3o. Em 90 iniciou seu ativismo social na cultura Hip Hop, em particular na m\u00fasica rap.<\/p>\n<p>Um trabalho de base que come\u00e7ou na Quadra, comunidade encravada no lado rico da cidade. E prosseguiu nas periferias e munic\u00edpios vizinhos, chegando a reunir multid\u00f5es que shows que ganharam apoio de Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay, dos Racionais MC, maior grupo de rap do Brasil.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Preto Zez\u00e9 foi de tudo: poeta, apresentador, rapper, letrista, blogueiro do site G1 e rep\u00f3rter da TV Verdes Mares. Hoje \u00e9 presidente internacional da CUFA &#8211;\u00a0 Central \u00danica das Favelas, presente em 27 pa\u00edses, que j\u00e1 arrecadou mais de 100 milh\u00f5es em donativos para v\u00edtimas da pandemia aqui no Brasil. A entidade foi criada por ele, MV Bill, a rapper Nega Gizza, o produtor Claudio Athayde e outros astros do hip hop de nome pouco conhecido fora das periferias.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o das comunidades, que hoje representam uma for\u00e7a cultural, pol\u00edtica e econ\u00f4mica, \u00e9 um produto de tudo isso &#8211; hip hop, do rap, do street dance, do basquete de rua, dos bail\u00f5es de funk. Teve o apoio de l\u00edderes como a Luizianne Lins e Roberto Claudio, ex-prefeitos de Fortaleza e pol\u00edticos do PT, PDT, PC do B e outros partidos de esquerda.<\/p>\n<p>Ao longo de 200 p\u00e1ginas, o leitor vai ganhando familiaridade com g\u00edrias e etiquetas das periferias, que o autor chama de Brasil invis\u00edvel. Conhece seus medos, sonhos e conquistas. Ganha respeito pela causa e aprende a evitar encrencas nas quebradas e tumultos.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>\u201cFesta cheia \u2013 adverte Preto Zez\u00e9 \u2013 \u00e9 granada sem pino.\u201d<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. . 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