{"id":6316,"date":"2016-04-23T18:48:02","date_gmt":"2016-04-23T18:48:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=6316"},"modified":"2016-04-23T18:54:41","modified_gmt":"2016-04-23T18:54:41","slug":"conexao-leste-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=6316","title":{"rendered":"Caminhos da Seda"},"content":{"rendered":"<p>.<\/p>\n<div id=\"attachment_6317\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/thubron_1-042116.jpg\"  rel=\"lightbox[6316] attachment wp-att-6317\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6317\" class=\"size-large wp-image-6317\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/thubron_1-042116-1024x724.jpg\" alt=\"hjhjhjh\" width=\"610\" height=\"431\" srcset=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/thubron_1-042116-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/thubron_1-042116-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/thubron_1-042116-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/thubron_1-042116.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6317\" class=\"wp-caption-text\"><em>Colonos holandeses na \u00cdndia. (New York Review)<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>The Silk Road, a New History of the World, de Peter Francopan, (Ejd. Knopf, 645 pag, US$30,00, ou US$17,44 na Amazon) &#8211; considerado o melhor livro de hist\u00f3ria de 2015 &#8211; ainda n\u00e3o foi traduzido. Mas quem quiser aventurar-se na vers\u00e3o inglesa vai sair na frente naquilo que parece urgente para os sulamericanos\u00a0 &#8211; confirmar que o mundo n\u00e3o nasceu euroc\u00eantrico, nem o eurocentrismo com a sua variante anglo-norteamericana \u00e9 o \u00fanico farol a nos guiar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O objetivo escancarado de Francopan, historiador da Universidade de Oxford, onde dirige o Oxford Centre for Byzantine Research, \u00e9 virar os refletores que hoje iluminam a Europa para o Iran e os st\u00e3os da Asia Central, at\u00e9 mesmo o Afganist\u00e3o. Essas regi\u00f5es, segundo ele, foram os verdadeiros motores do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em vez da China, com a promessa de quadruplica\u00e7\u00e3o da demanda de bens de luxo nos pr\u00f3ximos dez anos, ou da India, onde mais gente tem acesso ao telefone celular do que ao aparelho sanit\u00e1rio, conv\u00e9m olhar para a regi\u00e3o situada entre o Leste e o Oeste, ligando a Europa ao Oceano Pac\u00edfico. &#8220;Foi nesse eixo que o mundo evoluiu&#8221;, escreve o autor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Silk Road, <a href=\"http:\/\/www.nybooks.com\/articles\/2016\/04\/21\/silk-roads-different-vision-of-history\/\">lembra<\/a> Collin Thubron, da New York Review, n\u00e3o \u00e9 uma designa\u00e7\u00e3o muito antiga. O termo Seidenstrasse foi cunhado em 1877 pelo ge\u00f3grafo alem\u00e3o Ferdinand von Tichthofen para descrever, geralmente no plural, o emaranhado de caminhos do com\u00e9rcio entre a China e o Mediterr\u00eaneo. Essas vias foram usadas pelos romanos para negociar com a grande dinastia Han, em 207 Antes de Cristo. Ou quando as invas\u00f5es mong\u00f3is foram consolidadas na Pax Mongolica no cora\u00e7\u00e3o da Asia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dois mil anos atr\u00e1s, diz Frankopan, sedas chinesas eram usadas pela elite de Cartago, ricos iranianos possuiam cer\u00e2mica Proven\u00e7al, enquanto especiarias da India seguiam para cozinhas de Roma e do Afganist\u00e3o. Mas se o com\u00e9rcio, a promessa de ganhos, foi o motor que levou as pessoas ao longo dos caminhos da seda, outras coisas seguiram junto. As campanhas militares de Alexandre o Grande levaram a cultura grega ao Vale do Indo &#8211; um dos locais onde <a href=\"https:\/\/www.harappa.com\/video\/story-of-india\">nasceu<\/a> a civiliza\u00e7\u00e3o &#8211; \u00a0e um dos resultados foi que o deus Buda ganhou forma e o budismo tornou-se popular. O cristianismo espalhou-se ao longo das estradas da seda. Avan\u00e7os cient\u00edficos, ideias filos\u00f3ficas e muitos mais resultados dessa fertiliza\u00e7\u00e3o cruzada que expos o Ocidente ao Oriente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o Brasil, o desafio consiste em esquecer um pouco Vasco da Gama, Cristov\u00e3o Colombo e Pedro Alvares Cabral e pensar nos caminhos pioneiros que levararam para oeste do meridiano de Tordesilhas. Est\u00e1 ai, desconhecida da maioria, a\u00a0Iniciativa para a Integra\u00e7\u00e3o da Infraestrutura Regional Sul-Americana, (IIRSA), programa conjunto dos governos dos 12 pa\u00edses para estimular a integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e sociocultural da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>H\u00e1 um grande mercado interno a ser expandido. E h\u00e1 o nosso Caminho da Seda, a ferrovia Brasil-Bol\u00edvia-Peru, que pode reduzir a US$30 o frete da tonelada de soja importada pela China.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. &nbsp; &nbsp; . The Silk Road, a New History of the World, de Peter Francopan, (Ejd. Knopf, 645 pag, US$30,00, ou US$17,44 na Amazon) &#8211; considerado o melhor livro de hist\u00f3ria de 2015 &#8211; ainda n\u00e3o foi traduzido. 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