{"id":2937,"date":"2014-02-11T18:22:31","date_gmt":"2014-02-11T18:22:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=2937"},"modified":"2014-02-20T21:07:51","modified_gmt":"2014-02-20T21:07:51","slug":"uma-lei-contra-os-manifestantes-terroristas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=2937","title":{"rendered":"Democracia em perigo: querem votar uma lei contra os &#8220;manifestantes&#8221; terroristas"},"content":{"rendered":"<p>.<br \/>\n<div id=\"attachment_2939\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/c\u00e2meras-no-ch\u00e3o.jpg\" rel=\"lightbox[2937]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2939\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/c\u00e2meras-no-ch\u00e3o-1024x576.jpg\" alt=\"ghghghghg\" width=\"610\" height=\"343\" class=\"size-large wp-image-2939\" srcset=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/c\u00e2meras-no-ch\u00e3o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/c\u00e2meras-no-ch\u00e3o-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/c\u00e2meras-no-ch\u00e3o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2939\" class=\"wp-caption-text\"><em>C\u00e2meras no ch\u00e3o. Jornalistas protestam contra o assassinato do colega.<\/em><\/p><\/div><br \/>\n.<br \/>\n.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 indigna\u00e7\u00e3o maior do que ver um companheiro assassinado. Pior se for no trabalho, como aconteceu com o rep\u00f3rter cinematogr\u00e1fico Santiago Andrade, da Band, que filmava a manifesta\u00e7\u00e3o quando foi atingido pela explos\u00e3o de um foguete.<\/p>\n<p>Quem atirou n\u00e3o \u00e9 um \u201cmanifestante\u201d no exerc\u00edcio do direito democr\u00e1tico de protestar. Alberto Dines definiu o criminoso, que usa um punhal tatuado no bra\u00e7o: \u201cEle faz parte de um surto terrorista n\u00e3o muito diferente dos fascistas e nazistas que sa\u00edram \u00e0s ruas em Roma e Berlim para impor o regime da viol\u00eancia.\u201d.<\/p>\n<p>Sem usar a palavra \u201cterrorista\u201d, a presidente Dilma foi na mesma linha: \u201ca liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 um princ\u00edpio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e amea\u00e7ar vidas humanas, nem depredar o patrim\u00f4nio p\u00fablico ou privado\u201d.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia do Rio identificou os agressores e prendeu um deles. H\u00e1 mandado de pris\u00e3o contra o outro.<\/p>\n<p>Esta a miss\u00e3o do Estado: capturar e punir os criminosos. Depressa. Dentro da lei. E evitar novas trag\u00e9dias.<\/p>\n<p>Luiz Gonzaga Beluzo adverte hoje: \u201d O sistema de poderes e garantias ancorado na lei \u00e9 o n\u00facleo central do Estado contempor\u00e2neo. \u00c9 isso que o obriga a punir, no exerc\u00edcio do monop\u00f3lio da viol\u00eancia, as tentativas de opress\u00e3o arbitr\u00e1ria de um indiv\u00edduo sobre o outro. N\u00e3o h\u00e1 como pensar a sobreviv\u00eancia da sociedade dos indiv\u00edduos-cidad\u00e3os sem imaginar a presen\u00e7a do poder repressivo do Estado. \u201c<\/p>\n<p>Senadores  defenderam a vota\u00e7\u00e3o pelo plen\u00e1rio da Casa do projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo.<\/p>\n<p>Est\u00e1 na Veja Online: \u201cPelo projeto de lei, o crime de terrorismo ser\u00e1 punido com 15 a 30 anos de pris\u00e3o em regime fechado. As penas poder\u00e3o ser elevadas nos casos em que tenha ocorrido morte e uso de artefato explosivo, como no caso envolvendo o cinegrafista. Dessa forma, a lei poder\u00e1 ser usada para enquadrar os black blocs.  Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o crime de terrorismo. Sem uma lei, crimes t\u00eam sido enquadrados na Lei de Seguran\u00e7a Nacional, da \u00e9poca da ditadura militar.\u201d<\/p>\n<p>Vai ser uma prova dif\u00edcil para o Legislativo lidar com o tema sem se curvar a press\u00f5es de grupos radicais. Ter\u00e1 que aprovar uma lei que co\u00edba a viol\u00eancia dos manifestantes  mantendo-se dentro dos limites que caracterizam o Estado democr\u00e1tico. <\/p>\n<p>Na Europa abalada pelo atentado \u00e0s Torres Gemeas, o parlamento ingl\u00eas definiu uma linha que n\u00e3o devia ser ultrapassada &#8211; deu \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia superioridade sobre suas pr\u00f3prias leis e determinou que os tribunais julgassem a compatibilidade da administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a com a Conven\u00e7\u00e3o Europeia dos Direitos Humanos. <\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada apesar de uma campanha internacional exigindo algo como as regras que Bush implantou nos EUA e que na \u00e9poca foram apoiadas pela m\u00eddia. A pondera\u00e7\u00e3o veio com vozes respeitadas como a de Tom Bingham, ex-presidente da suprema corte inglesa.<\/p>\n<p>Os cr\u00edticos, disse Bingham, deviam responder, antes de tudo, a duas perguntas:  primeira, qual dos direitos estabelecidos pela Carta da Uni\u00e3o Europeia eles queriam abolir? Segundo, eles preferiam viver em um pa\u00eds onde esses direitos n\u00e3o fossem protegidos pela lei?<\/p>\n<p>Algu\u00e9m, por exemplo, gostaria de morar em um mundo onde fosse permitida a pris\u00e3o indiscriminada de \u201csuspeitos\u201d, a tortura e a deten\u00e7\u00e3o sem prazo definido e sem julgamento?<\/p>\n<p>O fundamental, naquele momento e hoje, na Europa ou no Brasil, \u00e9 manter a regra da lei , \u201cThe Rule of Law\u201d, que \u00e9 o t\u00edtulo do pequeno grande livro de Bingham, que pode ser comprado na Amazon por $8,99.<\/p>\n<p>,<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. . . N\u00e3o h\u00e1 indigna\u00e7\u00e3o maior do que ver um companheiro assassinado. 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