{"id":1157,"date":"2013-03-19T19:29:06","date_gmt":"2013-03-19T19:29:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=1157"},"modified":"2013-03-19T20:09:06","modified_gmt":"2013-03-19T20:09:06","slug":"soneto-18-de-qual-traducao-voce-gosta-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=1157","title":{"rendered":"Soneto 18 &#8211; De qual tradu\u00e7\u00e3o voc\u00ea gosta mais?"},"content":{"rendered":"<p>O Soneto 18 \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.sparknotes.com\/shakespeare\/shakesonnets\/section2.rhtml\">considerado<\/a> o mais famoso entre todos os sonetos de Shakespeare. Talvez seja o mais famoso poema l\u00edrico da l\u00edngua inglesa. Entre tudo que o Bardo escreveu provavelmente esses versos s\u00f3 perdem em popularidade para o &#8220;to be or not to be, that is the question&#8221;.<\/p>\n<p>Entre os brasileiros que se arriscaram na tradu\u00e7\u00e3o do Soneto 18 inclui-se Geraldo Carneiro, que publicou no ano passado &#8220;O Discurso do Amor Rasgado&#8221;, (Editora Nova Fronteira) com poemas, cenas e fragmentos da obra de Shakespeare. Ai vai, tamb\u00e9m, para compara\u00e7\u00e3o, a tradu\u00e7\u00e3o de Jorge Wanderley (Editora Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1990).<\/p>\n<div id=\"attachment_1159\" style=\"width: 313px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Geraldo-Carneiro.jpg\" rel=\"lightbox[1157]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1159\" class=\"size-full wp-image-1159\" title=\"Geraldo Carneiro\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Geraldo-Carneiro.jpg\" alt=\"gcarneiro\" width=\"303\" height=\"166\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1159\" class=\"wp-caption-text\"><em>Geraldo Carneiro<\/em><\/p>\n<div class=\"mceTemp mceIEcenter\">\n<dl id=\"attachment_1160\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 288px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/jorgeWanderley.jpg\" rel=\"lightbox[1157]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1160\" title=\"jorgeWanderley\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/jorgeWanderley.jpg\" alt=\"jwanderley\" width=\"278\" height=\"320\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\"><em>Jorge Wanderley<\/em><\/p><\/div>\n<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Shall I compare thee to a summer\u2019s day?<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Thou art more lovely and more temperate:<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Rough winds do shake the darling buds of May,<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> And summer\u2019s lease hath all too short a date:<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Sometime too hot the eye of heaven shines,<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> And often is his gold complexion dimm\u2019d;<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> And every fair from fair sometime declines,<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> By chance or nature\u2019s changing course untrimm\u2019d;<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> But thy eternal summer shall not fade<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Nor lose possession of that fair thou owest;<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Nor shall Death brag thou wander\u2019st in his shade,<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> When in eternal lines to time thou growest:<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> So long as men can breathe or eyes can see,<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> So long lives this, and this gives life to thee.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>(tradu\u00e7\u00e3o de Geraldo Carneiro)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Te comparar com um dia de ver\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>Tu \u00e9s mais temperada e ador\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p><em>Vento balan\u00e7a em maio a flor-bot\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>E o imp\u00e9rio do ver\u00e3o n\u00e3o e dur\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p><em>O sol \u00e0s vezes brilha com rigor,<\/em><\/p>\n<p><em>Ou sua tez dourada \u00e9 mais escura;<\/em><\/p>\n<p><em>Toda beleza enfim perde o esplendor,<\/em><\/p>\n<p><em>Por acaso ou descaso da Natura;<\/em><\/p>\n<p><em>Mas teu ver\u00e3o nunca se apagar\u00e1,<\/em><\/p>\n<p><em>Perdendo a posse da beleza tua,<\/em><\/p>\n<p><em>Nem a morte rir\u00e1 por te ofuscar,<\/em><\/p>\n<p><em>Se em versos imortais te perpetuas.<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto algu\u00e9m respire e veja e viva,<\/em><\/p>\n<p><em>Viva este poema, e nele sobrevivas.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Geraldo Carneiro nasceu em Belo Horizonte, em\u00a011\u00a0de junho de 1952. \u00c9 poeta, letrista e roteirista. Mora no Rio de Janeiro\u00a0desde 1955, quando seu pai Geraldo Andrade Carneiro para l\u00e1 se transferiu, por ser secret\u00e1rio do presidente Juscelino Kubitschek.<\/p>\n<p>Geraldo Carneiro ficou conhecido como compositor desde o final dos anos 60, por suas parcerias com Eduardo Souto Neto, dentre as quais a can\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Choro de Nada<\/em>, gravada por Vinicius de Moraes e Toquinho,\u00a0em 1975, e por Antonio Carlos Jobim e Mi\u00facha,\u00a0em 1978.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>(tradu\u00e7\u00e3o de Jorge Wanderley)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Comparar-te com um dia de ver\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>Tens mais do\u00e7ura e mais amenidade:<\/em><\/p>\n<p><em>Flores de maio, ao vento rude v\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Como o estio se vai, com brevidade:<\/em><\/p>\n<p><em>O sol \u00e0s vezes em calor se exalta<\/em><\/p>\n<p><em>Ou tem a ess\u00eancia de ouro sem firmeza<\/em><\/p>\n<p><em>E o que \u00e9 formoso, \u00e0 formosura falta,<\/em><\/p>\n<p><em>Por sorte ou por mudar-se a natureza.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas teu ver\u00f5 eterno brilha a ver-te<\/em><\/p>\n<p><em>Guardando o belo que em ti permanece.<\/em><\/p>\n<p><em>Nem a morte rir\u00e1 de ensombrecer-te,<\/em><\/p>\n<p><em>Quando em verso imortal, no tempo cresces.<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto o homem respire, o olhar aque\u00e7a,<\/em><\/p>\n<p><em>Viva o meu verso e vida te ofere\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O pernambucano Jorge Wanderley (1938-1999) nasceu no Recife, onde se formou em medicina, que exerceu durante largo per\u00edodo, e tamb\u00e9m em letras. Em 1976, atra\u00eddo pelo assunto que o encantava, transferiu-se para o Rio de Janeiro e concluiu o mestrado e o doutorado em letras. Lecionou literatura na UERJ at\u00e9 sua morte.<\/p>\n<p>Quem quiser saber mais pode dar uma olhada no <a href=\"http:\/\/www.shakespeare-online.com\/sonnets\/18detail.html\"><em>site<\/em><\/a> de an\u00e1lises da obra do Bardo<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Soneto 18 \u00e9 considerado o mais famoso entre todos os sonetos de Shakespeare. Talvez seja o mais famoso poema l\u00edrico da l\u00edngua inglesa. 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