{"id":10551,"date":"2021-11-26T04:40:25","date_gmt":"2021-11-26T04:40:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10551"},"modified":"2021-11-29T04:28:08","modified_gmt":"2021-11-29T04:28:08","slug":"lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10551","title":{"rendered":"LULA"},"content":{"rendered":"<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_10552\" style=\"width: 218px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lula.jpg\" rel=\"lightbox[10551]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10552\" class=\"size-medium wp-image-10552\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lula-208x300.jpg\" alt=\"kklkl\" width=\"208\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lula-208x300.jpg 208w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lula.jpg 451w\" sizes=\"auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10552\" class=\"wp-caption-text\"><em>O livro \u00e9 assinado por um craque em biografias.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Li num estir\u00e3o 200 p\u00e1ginas, mais da metade, de <strong>Lula<\/strong>, a biografia que Fernando Morais acaba de lan\u00e7ar pela Companhia das Letras. Ele diz que escreveu um thriller e escreveu mesmo. O texto \u00e9 el\u00e9trico, em movimento incessante das massas que v\u00e3o e vem \u2013 e ora consagram o l\u00edder metal\u00fargico que tirou 30 milh\u00f5es de brasileiros da mis\u00e9ria, ora o xingam de ladr\u00e3o, pedem algemas, aplaudem a pris\u00e3o, convencidas que ele e o PT s\u00e3o a fonte de toda corrup\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Morais come\u00e7ou a trabalhar no relato em 2011 e testemunhou a dor de d. Marisa com a persegui\u00e7\u00e3o do juiz Sergio Moro, o grampo il\u00edcito no escrit\u00f3rio dos advogados da defesa, a condu\u00e7\u00e3o coercitiva para gerar imagens na TV \u2013 parte do<em> lawfare<\/em>, a guerra feita a partir dos tribunais e da m\u00eddia. Viu o povo gritando \u201cResista!\u201d do lado de fora do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, e ouviu, o senador Lindenberg aconselhar Lula a seguir para uma embaixada e s\u00f3 voltar daqui a 20 anos, como Peron na Argentina, que se elegeu, elegeu o sucessor e por fim elegeu a esposa Isabelita.<\/p>\n<p>Resistir era in\u00fatil e resultaria em mortes \u2013 havia o equivalente a uma brigada motorizada, caveir\u00f5es e tropas de choque em torno do Sindicato. O asilo pol\u00edtico n\u00e3o era coisa para o Lula, mas a pris\u00e3o era. Desde jovem enfrentou o confinamento em pris\u00f5es da ditadura militar e aquela da Pol\u00edcia Federal de Curitiba pereceu menos assustadora, porque otimista achava que n\u00e3o ficaria mais de dez dias em Santa C\u00e2ndida.<\/p>\n<p>Mas durou 580 dias e s\u00f3 acabou gra\u00e7as ao Vermelho, o hacker de Araraquara que quebrou o sigilo das comunica\u00e7\u00f5es entre os procuradores e o juiz e desnudou a conspira\u00e7\u00e3o. Personagem que justifica um filme s\u00f3 para ele. Se n\u00e3o fosse\u00a0 esse\u00a0 Walter Delgatti, os ministros do STF n\u00e3o teriam evid\u00eancia material da suspei\u00e7\u00e3o do juiz e Lula poderia est\u00e1 at\u00e9 agora ouvindo o \u201cBom dia, Presidente!\u201d e o \u201cBoa noite, Presidente!\u201d do acampamento de Santa C\u00e2ndida.<\/p>\n<p>Fala de novo do bairro porque esta \u00e9 uma das raras falhas da narrativa. Morais descreve como habitado pela classe m\u00e9dia alta, gente de colarinho que n\u00e3o gosta do PT, nem de trabalhador em geral. \u00c9 uma injusti\u00e7a. O bairro \u00e9 de gente pobre, tem at\u00e9 favela. Resume a desigualdade cada vez maior do pa\u00eds. Barracos se amontoam atr\u00e1s do cemit\u00e9rio. Mais adiante, a bela casa do grande empres\u00e1rio do transporte coletivo. E, mais adiante ainda, a mans\u00e3o de famoso advogado tributarista. Ap\u00f3s o muro de tr\u00eas metros, casas de madeira assinalam com seus lambrequins pedindo pintura o estilo arquitet\u00f4nico dos colonos que vieram para c\u00e1 no tempo do presidente Lamenha Lins.<\/p>\n<p>Desembarcaram para substituir os escravos. Com a Lei do Ventre Livre em 1871 e a aboli\u00e7\u00e3o em 1888, faltou m\u00e3o-de-obra, houve problemas de produ\u00e7\u00e3o e ainda bem que os colonos da Sil\u00e9sia chegaram para criar galinha e plantar verdura nas chacrinhas que ganharam do governo. N\u00e3o eram grandes, uns 100 mil metros quadrados cada uma, s\u00f3 quatro alqueires. Mas estavam perto da estrada da Graciosa e por ali come\u00e7ou a transitar em carro\u00e7as, toda manh\u00e3, a produ\u00e7\u00e3o do cintur\u00e3o verde de Curitiba.<\/p>\n<p>Pena que, com o tempo, os polaquinhos casaram e foi preciso dividir a ch\u00e1cara, em duas, depois em quatro, depois em vinte partes e onde o lugar para plantar, e a grama para a vaquinha?<\/p>\n<p>Agora, em Santa Candida e na vizinha Barreirinha, na Cachoeira e no Abranches h\u00e1 muito desemprego, gente sonhando com frango e com o tempo em que havia leite abundante para fazer queijo. Hoje tem um pessoal furtando, ali nunca foi lugar de gatuno. Os ricos, os que chegaram de mercedes e bmw para atirar foguetes no acampamento, vinham do Cabral, do Juvev\u00ea, do Ahu, Fernando Morais. Voc\u00ea se enganou com a barulheira. Mas nos deu um livro emocionante. Esse <strong>Lula <\/strong>ser\u00e1 traduzido e aplaudido em muitas l\u00ednguas, porque conta uma hist\u00f3ria universal de resist\u00eancia e luta e dor e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>.<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; . Li num estir\u00e3o 200 p\u00e1ginas, mais da metade, de Lula, a biografia que Fernando Morais acaba de lan\u00e7ar pela Companhia das Letras. Ele diz que escreveu um thriller e escreveu mesmo. 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