{"id":10415,"date":"2021-08-06T08:06:06","date_gmt":"2021-08-06T08:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10415"},"modified":"2021-08-06T08:07:44","modified_gmt":"2021-08-06T08:07:44","slug":"esquerda-ou-direita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10415","title":{"rendered":"Esquerda ou direita?"},"content":{"rendered":"<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_10417\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda.jpg\" rel=\"lightbox[10415]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10417\" class=\"size-full wp-image-10417\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda.jpg\" alt=\"gghghg\" width=\"640\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda.jpg 640w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda-500x500.jpg 500w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/esquerda-400x400.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10417\" class=\"wp-caption-text\"><em>A d\u00e9cada de 1960 foi de escolhas pol\u00edticas.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Os anos 1960 foram de defini\u00e7\u00e3o. Esquerda ou direita? Progressista ou reacion\u00e1rio? Nacionalista ou entreguista? Havia quest\u00f5es mais complicadas, que exigiam uma passada na Biblioteca P\u00fablica antes de responder: como decidir entre Trotski e Lenin sem ler ao menos vinte livros sobre a revolu\u00e7\u00e3o russa? (Os melhores em espanhol ou franc\u00eas). E outros vinte volumes para achar um lugar no gradiente do pensamento vermelho, que come\u00e7ava no anarquismo mais violento e chegava ao welfare state com ch\u00e1 das cinco na Fortnun &amp; Mason.<\/p>\n<p>Gostava de imaginar que estava do lado certo, sem ser um daqueles radicais chatos e monotem\u00e1ticos. E aqui entrava a \u00faltima pergunta: reforma ou revolu\u00e7\u00e3o? Nem reforma, nem revolu\u00e7\u00e3o \u2013 o importante era o movimento, \u00a0O PSB acreditava no socialismo moderado, que aceita conviver com o capitalismo, desde que consiga mitigar os efeitos mais cru\u00e9is do sistema. Para isso, discut\u00edamos interven\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais para o Brasil. O local era a sede do Partido Socialista Brasileiro, PSB, fundado em 1947 por Jo\u00e3o Mangabeira, Hermes Lima e outros pensadores como dissid\u00eancia da Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional, UDN.<\/p>\n<p>O diret\u00f3rio municipal de Curitiba, presidido pelo general Agostinho Pereira, ficava na Rua 15, a 200 metros do Clube Curitibano. Almo\u00e7os de trabalho ocorriam no Bar Paran\u00e1, ao lado, que servia uma sopa h\u00fangara bastante decente.<\/p>\n<p>Era um partido de trabalhadores intelectuais, como Ant\u00f4nio Houaiss, Rubem Braga, Joel Silveira, Evandro Lins e Silva, Evaristo de Morais Filho e Marcelo Cerqueira. Aqui, o diret\u00f3rio municipal era presidido pelo Colbert Malheiros e integrado por jornalistas como Jairo Regis, Jos\u00e9 Augusto Ribeiro, Milton Cavalcanti, Nilton Stadler de Souza, Carlos Augusto Albuquerque, Edesio Passos, Ronald Pereira, presidente da Uni\u00e3o Paranaense dos Estudantes, Luis Fernando Magalh\u00e3es. E professores universit\u00e1rios como meu cl\u00ednico Reginis Prochmann, Amilcar Gigante, Dante Roman\u00f3 Jr e Sebasti\u00e3o Vieira Lins, ex-deputado constituinte ao lado de Jos\u00e9 Rodrigues Vieira Neto, que continuava a dirigir, na clandestinidade, o Partido Comunista Brasileiro.<\/p>\n<p>Defend\u00edamos o direito de greve, a educa\u00e7\u00e3o universal e gratuita, a sa\u00fade p\u00fablica para todos, a Petrobr\u00e1s, a reforma agr\u00e1ria, a nacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas estrat\u00e9gicas, a uni\u00e3o dos pa\u00edses latino-americanos em um bloco econ\u00f4mico. Fidel Castro e Che Guevara eram refer\u00eancias de luta. E havia aquele papa bondoso, o Jo\u00e3o 23, que mandava trocar nossos medos pelos sonhos e esperan\u00e7as.<\/p>\n<p>Muitos eram jornalistas. Havia jornais de todas as tend\u00eancias, criados para apoiar os partidos criados em 1945. Com a queda de Get\u00falio Vargas e o fim do Estado novo, surgiram tr\u00eas grandes partidos, a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional, o Partido Social Democrata e o Partido Trabalhista Brasileiro, todos com seus jornais e r\u00e1dios. O PSD era apoiado pela Gazeta do Povo, de Acir Guimar\u00e3es, em sociedade com Mois\u00e9s Lupion, tamb\u00e9m dono de O Dia, e do Correio do Paran\u00e1, de Londrina, e da r\u00e1dio Guairac\u00e1. O Diario da Tarde, de Roberto Barroso, era da oposi\u00e7\u00e3o. Havia a PRB-2, que dividia seu afeto entre os v\u00e1rios partidos, nos v\u00e1rios hor\u00e1rios. E pequenos jornais e revistas, de sobreviv\u00eancia incerta porque o caixa n\u00e3o era alimentado com regularidade nem pelo pessoal do governo, nem pelos grupos de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a sa\u00edda do interventor Manoel Ribas, foi nomeado interventor Brasil Pinheiro Machado, que devia administrar as elei\u00e7\u00f5es atendendo a todas as for\u00e7as pol\u00edticas. O novo interventor, por\u00e9m, nomeou um secretariado exclusivamente pessedista escolhido entre as tradicionais fam\u00edlias do estado. Arranjou uma briga bem grande, que aumentou ainda mais quando come\u00e7ou a fazer pol\u00edtica em causa pr\u00f3pria, de olho na elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do outro lado estava Mois\u00e9s Lupion, com suas ind\u00fastrias e seus jornais. Com dois pr\u00e9-candidados o PSD rachou. Lupion cooptou uma ala do PTB para que lan\u00e7asse sua candidatura e entrou em campanha. A situa\u00e7\u00e3o ficou insustent\u00e1vel para o interventor Pinheiro Machado, que acabou renunciando e sendo substitu\u00eddo pelo Tenente Coronel M\u00e1rio Gomes da Silva, em outubro de 1946. O novo interventor, que contava com o apoio do PTB, prometeu elei\u00e7\u00f5es id\u00f4neas e pac\u00edficas. Em janeiro de 1947, Lupion se elegeu em vit\u00f3ria\u00a0 f\u00e1cil contra o o deputado federal Bento Munhoz da Rocha Neto, do Partido Republicano. A candidatura de Lupion era praticamente invenc\u00edvel, porque conseguiu o apoio oficial.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Aqui a hist\u00f3ria eleitoral se interrompe por alguns par\u00e1grafos porque \u00e9 preciso falar do interventor Mario Gomes. Era um oficial alto, simp\u00e1tico, de sorriso aberto. Tipo de pol\u00edtico adequado \u00e0quele tempo engra\u00e7ado em que n\u00e3o havia mais ditadura, mas o pessoal ainda n\u00e3o tinha reaprendido como funciona a democracia.<\/p>\n<p>Contem que o interventor assumiu e chamou o chefe do cerimonial para combinar o banquete de posse.<\/p>\n<p>-O que temos para servir?<\/p>\n<p>-Peru, excel\u00eancia. A Granja Canguiri est\u00e1 cheia de perus.<\/p>\n<p>-Que venha, chefe. E a farofa do recheio com bastante toicinho defumado.<\/p>\n<p>Foi um sucesso. Os comensais elogiaram tanto que o interventor encomendou outro banquete para dali a quinze dias, quando se comemorava uma data c\u00edvica.<\/p>\n<p>Mais louvores na festa agradabil\u00edssima. E, em r\u00e1pida sucess\u00e3o, vieram outros \u00e1gapes onde foi servido peru na cerveja, \u00e0 proven\u00e7al, ao escabeche, estufado com farofa e s\u00e1lvia, verdadeiras orgias gastron\u00f4micas.<\/p>\n<p>O interventor ganhou um apelido, General Peru. Seis meses depois acabou a interventoria e n\u00e3o havia um \u00fanico peru no Canguiri.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Lupion lan\u00e7ou para sua sucess\u00e3o o engenheiro Pl\u00ednio Franco Ferreira da Costa e para o senado o desembargador Jos\u00e9 Munhoz de Melo. N\u00e3o teve \u00eaxito. Bento Munhoz da Rocha tornou-se governador em 1950, em dobradinha com Get\u00falio Vargas. Lupion voltou em 55 para um segundo mandato e provou ser verdade que o segundo governo sempre \u00e9 pior que o primeiro. Chegou a 1960 com o prest\u00edgio em frangalhos; graves acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o mobilizaram o eleitor para o outro lado e a vit\u00f3ria ficou com Ney Braga, candidato em dobradinha com J\u00e2nio Quadros, o homem que prometia varrer a corrup\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>A imprensa melhorou com a chegada de O Estado do Paran\u00e1, em 1950. Era do empres\u00e1rio Aristides Mehri em sociedade com Fernando Camargo. Nasceu para apoiar Bento Munhoz da Rocha, pol\u00edtico e intelectual, assumiu o governo de um dos estados mais ricos do Brasil. Em 1950, o Brasil era o maior produtor de caf\u00e9 do mundo e 50% do caf\u00e9 exportado saia das lavoras paranaenses.<\/p>\n<p>Em 1955 surgiu o Diario do Paran\u00e1 e o diretor, Adherbal Stresser, era outro amigo de Bento, seu antigo diretor do Departamento de Divulga\u00e7\u00e3o. Era um jornal bonito, desenhado pelo argentino Benjamin Stainer, cujo caderno liter\u00e1rio abrigou Tem\u00edstocles Linhares, Eduardo Virmmond, Wilson Martins, Walmor Marcelino, Silvio Back.<\/p>\n<p>O compromisso do governador era transformar o Paran\u00e1. Era um lugar de tropeiros e imigrantes; seria o laborat\u00f3rio da inova\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e administrativa. Asfaltou estradas asfaltadas, resolveu a crise de energia el\u00e9trica (fundou a Copel e construiu a termel\u00e9trica de Figueira), aumentou a rede escolar. Construiu o Teatro Guaira, a Biblioteca P\u00fablica e o Centro C\u00edvico. Juscelino Kubitschek disse em v\u00e1rias entrevistas que Bento inspirou Bras\u00edlia. Mas ningu\u00e9m garante porque JK era um mineiro gentil.<\/p>\n<p>E chegamos a 1962, com elei\u00e7\u00e3o em 11 estados e uma novidade: hor\u00e1rio eleitoral gratuito no r\u00e1dio e na televis\u00e3o rec\u00e9m-chegada ao Paran\u00e1. \u00c9 o que determinava a Lei n\u00ba <span class=\"spanfile\">4.115<\/span>, de 22 de agosto de 1962. As emissoras de r\u00e1dio e de televis\u00e3o eram obrigadas a reservar um espa\u00e7o de duas horas para\u00a0a\u00a0propaganda eleitoral gratuita nos 60 dias anteriores \u00e0s 48 horas do pleito.\u00a0Havia duas emissoras de TV em Curitiba: a TV Paranaense, canal 12, que foi ao ar em 29 de outubro de 1960, por iniciativa do empres\u00e1rio Nagib Chede. O pequeno est\u00fadio ficava no \u00faltimo andar do Edif\u00edcio Tijucas, no centro de Curitiba, e tinha uma coluna de sustenta\u00e7\u00e3o bem no meio. A TV Paran\u00e1, canal 6, inaugurada logo em seguida, em dezembro, era dos Di\u00e1rios Associados e ocupava o t\u00e9rreo e um andar do edif\u00edcio Mau\u00e1, ao lado do Diario do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Havia duas vagas para o senado e para preenche-las houve uma acomoda\u00e7\u00e3o entre os conservadores e o trabalhismo, que resultou nas candidaturas do banqueiro Adolpho de Oliveira Franco e de Amauri Silva.<\/p>\n<p>O hor\u00e1rio eleitoral na TV era uma atra\u00e7\u00e3o e um desafio. Ningu\u00e9m entendia de televis\u00e3o, Jos\u00e9 Augusto Ribeiro ficou encarregado do programa do PSB porque era um jornalista muito bom e \u00f3timo orador. Na primeira visita ao est\u00fadio da TV Paran\u00e1 descobrimos que ia ser jogo duro. O dono mandou avisar que as c\u00e2meras estariam ligadas no hor\u00e1rio mas n\u00e3o haveria operador. A luz resumia-se em um panel\u00e3o na cara do candidato, que devia se mover at\u00e9 um ponto marcado a giz no ch\u00e3o. Parado ali, estava enquadrado no centro das telas situadas 20 andares abaixo. A loja Stier, no t\u00e9rreo do Edif\u00edcio Garcez, oferecia suas amplas vitrines para que o povo pudesse assistir aos programas eleitorais. A outra alternativa era a sala de estar da casa de algumas centenas de curitibanos ricos. Imediatamente surgiu o televizinho, personagem que brilhou nos primeiros anos da TV, consolidando amizades e rela\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>Os outros partidos tiveram mais recursos e agrados dos Di\u00e1rios Associados \u2013 slides, filmes, m\u00fasica de fundo, cortes de c\u00e2mera, wipes e outros truques. A c\u00e2mera parada do PSB era uma contribui\u00e7\u00e3o da empresa \u00e0 luta contra o avan\u00e7o do perigo comunista no Brasil.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Sem ter o que fazer, me alistei no trabalho de base, resultado da coliga\u00e7\u00e3o n\u00e3o oficial entre o PSB e o Partid\u00e3o. Um domingo fui com Expedito Rocha para Santa Quit\u00e9ria. Descemos na pra\u00e7a, ele se dirigiu ao bar da esquina e pediu uma cacha\u00e7a. Durante horas admirei meu mentor conversando com um e com outro, descobrindo os problemas deles no trabalho e explicando como era poss\u00edvel resolver muita coisa se todos agissem juntos. Quando fomos embora, quatro ou cinco pingas depois, ele sabia tudo sobre as f\u00e1bricas e tinha acertado duas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Expedito Rocha \u2013 como o Brasil confirmou mais tarde \u2013 era um artista.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Houve queixas pelo mau atendimento. O juiz eleitoral decidiu da melhor maneira poss\u00edvel, porque a lei era muito gen\u00e9rica.<\/p>\n<p><em>(Observa\u00e7\u00e3o: Os detalhes \u2013 alguns interessant\u00edssimos &#8211; \u00a0ser\u00e3o inclu\u00eddos na pr\u00f3xima semana, ap\u00f3s eu concluir a pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral.)<\/em><\/p>\n<p><em>*<\/em><\/p>\n<p>Quando terminou a apura\u00e7\u00e3o os paranaenses tinham dois novos senadores: Adolpho de Oliveira Franco, da UDN, e Amauri Silva, do PTB. Amauri e seu suplente Rubem de Melo Braga tiveram <span class=\"spanfile\">390.057<\/span> votos. Adolpho (suplente Milton Menezes, ex-prefeito de Londrina) teve <span class=\"spanfile\">326.057<\/span>.<\/p>\n<p>Dos 780 mil votos v\u00e1lidos mais de 60 mil foram para Sebasti\u00e3o Vieira Lins, candidato do PSB, que peregrinou por todo o Estado de \u00f4nibus. Nas cidades quentes do Norte andava de sand\u00e1lias como S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Para deputado estadual, Amilcar Gigante obteve mais votos do que metade dos 45 deputados eleitos, mas n\u00e3o conseguiu um assento na Assembl\u00e9ia porque o sistema eleitoral era, e ainda \u00e9, do voto proporcional. Candidatos menos votados, cujos partidos integravam coliga\u00e7\u00f5es, beneficiaram-se das sobras eleitorais. Mas ningu\u00e9m queria se coligar com aquele PSB.<\/p>\n<p>O sistema \u00e9 injusto? Fizemos essa discuss\u00e3o e eis a conclus\u00e3o irretruc\u00e1vel: toda representa\u00e7\u00e3o popular \u00e9 injusta porque vai contra a ideia de democracia, que \u00e9 o governo do povo, da democracia direta. Do referendo, do plebiscito, do projeto de lei de iniciativa popular, do recall, das assembleias de bairro.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Est\u00e1 nos livros de Hist\u00f3ria que o Marechal Deodoro, em 1889, n\u00e3o proclamou a democracia, proclamou a rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o republicana de 1891 copiou o modelo federativo centralizador e presidencialista dos EUA. Alexander Hamilton e James Madison deixaram claro, nos Papeis Federalistas, que a ess\u00eancia dessa rep\u00fablica consistia na exclus\u00e3o do povo, como ente coletivo, de qualquer decis\u00e3o do governo. Em vez do povo, as decis\u00f5es seriam tomadas pelo conjunto de \u201crepresentantes\u201d populares. \u201cEles t\u00eam a sabedoria, nas palavras de Madison, para discernir o que \u00e9 melhor para o pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Deu no que deu.<\/p>\n<p>L\u00e1, a tentativa de invas\u00e3o do Capit\u00f3lio para impedir a posse de Joe Biden.<\/p>\n<p>Aqui, o Bolsonaro e o insano projeto da volta do voto impresso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. &nbsp; &nbsp; &nbsp; . Os anos 1960 foram de defini\u00e7\u00e3o. Esquerda ou direita? Progressista ou reacion\u00e1rio? Nacionalista ou entreguista? Havia quest\u00f5es mais complicadas, que exigiam uma passada na Biblioteca P\u00fablica antes de responder: como decidir entre Trotski e Lenin &hellip; <a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10415\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10415"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10415\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10419,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10415\/revisions\/10419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}