{"id":10405,"date":"2021-07-26T06:16:55","date_gmt":"2021-07-26T06:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10405"},"modified":"2021-07-26T06:27:34","modified_gmt":"2021-07-26T06:27:34","slug":"o-brasil-de-ontem-ensina-o-brasil-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10405","title":{"rendered":"O Brasil de ontem ensina o Brasil de hoje"},"content":{"rendered":"<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_10406\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/escravid\u00e3o-laurentino-gomes.jpg\" rel=\"lightbox[10405]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10406\" class=\"size-full wp-image-10406\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/escravid\u00e3o-laurentino-gomes.jpg\" alt=\"dghghghg\" width=\"640\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/escravid\u00e3o-laurentino-gomes.jpg 640w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/escravid\u00e3o-laurentino-gomes-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10406\" class=\"wp-caption-text\"><em>O segundo volume de Escravid\u00e3o pega o s\u00e9culo XVIII.<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>O segundo volume da trilogia Escravid\u00e3o, do jornalista e historiador Laurentino Gomes, traz \u00a0preciosa contribui\u00e7\u00e3o para entender o momento atual. Com paci\u00eancia e m\u00e9todo, o autor pesquisou um longo per\u00edodo da hist\u00f3ria do Brasil. Na ess\u00eancia da pr\u00e1tica escravocrata apareceram malfeitos dos administradores portugueses. O m\u00e9todo n\u00e3o mudou muito.<\/p>\n<p>Vejam, por exemplo, esse dom Louren\u00e7o de Almeida, primeiro governador da capitania de Minas Gerais, desmembrada da de S\u00e3o Paulo em 1720. Um bandida\u00e7o. A Corte demorou para descobrir seu golpe, que era de incr\u00edvel simplicidade: retardava decis\u00f5es importantes e aproveitava o tempo para meter a m\u00e3o.<\/p>\n<p>Eis a hist\u00f3ria: descobriram em 1731 que o Brasil n\u00e3o tinha s\u00f3 ouro em abund\u00e2ncia; havia tamb\u00e9m uma fortuna em pedras preciosas em Morrinhos, Minas Gerais. Foram levar a boa not\u00edcia a dom Louren\u00e7o, que elogiou a descoberta e n\u00e3o decidiu nada; ficou calado durante dez anos. Nesse per\u00edodo chamou sua turma \u2013 o ouvidor da comarca, um padre e um vendedor que conhecia o caminho das pedras.<\/p>\n<p>Durante uma d\u00e9cada, a quadrilha extraiu e vendeu diamantes ilegalmente. Dom Louren\u00e7o tornou-se um dos homens mais ricos de Portugal, com fortuna avaliada em 18 milh\u00f5es de cruzados, o dobro do que possu\u00eda quando era capit\u00e3o-mor na \u00cdndia.<\/p>\n<p>Caiu porque n\u00e3o se aguentou e come\u00e7ou a exibir a patrim\u00f4nio. Nas cerim\u00f4nias oficiais, conta Laurentino, um de seus criados ostentava no dedo uma pedra de diamante de 82,5 quilates, cerca de 16,5 gramas.<\/p>\n<p>Isso tudo lembra o caso das vacinas, onde o ministro chamou uma turma de colegas e os colocou em postos-chave. Ficaram encarregados de tomar ou n\u00e3o tomar provid\u00eancias sobre as vacinas, que valem como diamantes numa pandemia. Isso permite, na pior das hip\u00f3teses, que um jogue a culpa no outro, at\u00e9 que os investigadores (e o p\u00fablico) se confundam com tantas vers\u00f5es.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m tira essas coisas espertas do nada. Na cabe\u00e7a de um Pazuelo o pesquisador \u00e9 capaz de achar o DNA de um dom Louren\u00e7o.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. &nbsp; &nbsp; &nbsp; . O segundo volume da trilogia Escravid\u00e3o, do jornalista e historiador Laurentino Gomes, traz \u00a0preciosa contribui\u00e7\u00e3o para entender o momento atual. Com paci\u00eancia e m\u00e9todo, o autor pesquisou um longo per\u00edodo da hist\u00f3ria do Brasil. 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