{"id":10363,"date":"2021-07-09T18:18:14","date_gmt":"2021-07-09T18:18:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10363"},"modified":"2021-07-09T18:18:14","modified_gmt":"2021-07-09T18:18:14","slug":"sobre-a-radio-da-boca-maldita-e-a-conspiracao-dos-notorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?p=10363","title":{"rendered":"SOBRE A R\u00c1DIO DA BOCA MALDITA E A \u201cCONSPIRA\u00c7\u00c3O DOS NOT\u00d3RIOS\u201d"},"content":{"rendered":"<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_10364\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo.jpg\" rel=\"lightbox[10363]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10364\" class=\"size-full wp-image-10364\" src=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo.jpg\" alt=\"nnhmhmh\" width=\"640\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo.jpg 640w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo-500x500.jpg 500w, https:\/\/www.adherbal.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/microfone-antigo-400x400.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10364\" class=\"wp-caption-text\">.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Est\u00e1 na rede nova edi\u00e7\u00e3o do Jornal Laborat\u00f3rio Marco Zero, da Uninter. A mat\u00e9ria de capa, assinada pela aluna Patr\u00edcia Louren\u00e7o, \u00e9 sobre uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria na Boca Maldita, no centro de Curitiba, que recebeu licen\u00e7a do Minist\u00e9rio da Comunica\u00e7\u00e3o, mas nunca foi ao ar. Um horror.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria d\u00e1 a entender que a r\u00e1dio n\u00e3o funcionou porque \u201coito not\u00f3rios senhores\u201d calaram um espa\u00e7o democr\u00e1tico, impediram que a comunidade do centro da cidade tivesse voz.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou not\u00f3rio mas me achei entre os oito citados. Assusta a gravidade da conspira\u00e7\u00e3o denunciada pela estudante. \u201cA \u00a0R\u00e1dio da Boca, al\u00e9m de n\u00e3o ter voz, silenciou todas as possibilidades do centro da cidade ter uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria ativa tocada por outras institui\u00e7\u00f5es. \u201c<\/p>\n<p>Daqui do Juvev\u00ea, bairro que tem sua voz no valoroso Jornal do Juvev\u00ea (e que n\u00e3o impede a exist\u00eancia de outras vozes), tento me solidarizar com a indigna\u00e7\u00e3o da futura colega mas n\u00e3o consigo. A hist\u00f3ria do \u201cespa\u00e7o democr\u00e1tico calado\u201d n\u00e3o \u00e9 real.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Um par\u00eantese para contar a saga de Julio Eduardo Gineste, um ex cocheiro de Paris, que em 1878 ganhou a concess\u00e3o da linha de dilig\u00eancias entre Curitiba e Ponta Grossa. Cada dilig\u00eancia levava seis pessoas. O tempo de viagem era de tr\u00eas dias, mas ele ganhava seu dinheiro.<\/p>\n<p>Dezoito anos depois, em 1896, chegou a Ponta Grossa o primeiro trem de passageiros e o tempo de viagem caiu para tr\u00eas horas.<\/p>\n<p>Tchau, dilig\u00eancias. O neg\u00f3cio do Julio Eduardo Gineste virou p\u00f3.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>Acho que isso ocorreu com a Sociedade Civil Boca Maldita. A ideia da r\u00e1dio surgiu no tempo da ditadura, provavelmente no governo Figueiredo. Vieram as Diretas J\u00e1, veio Tancredo, veio Sarney, veio a Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3, veio Collor. O pedido s\u00f3 foi atendido quando Lula era presidente.<\/p>\n<p>A\u00ed, inebriada de tanta democracia, Curitiba era s\u00f3 felicidade, do Bar do Leleco ao Ile de France. Nenhuma voz silenciada, nem a dos b\u00eabados do Bar Bebedouro, nem a dos porn\u00f3grafos do teatro da meia-noite, nem a dos chatos que invadiam a Livraria do Chaim nas manh\u00e3s de s\u00e1bado. R\u00e1dio pr\u00e1 qu\u00ea?<\/p>\n<p>Havia uma overdose de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Curitiba hospedava, em 2003, doze esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio, cada qual com seu nicho de p\u00fablico. Transmitiam em FM, ondas curtas e m\u00e9dias, e tinham seus sites. Havia ainda r\u00e1dios em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, Colombo, Arauc\u00e1ria e Campo Largo, que falavam para a capital.<\/p>\n<p>O interesse do p\u00fablico estava tamb\u00e9m no UOL, Universo Online, no ar desde 1996, com servi\u00e7os de bate papo, edi\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da Folha de S\u00e3o Paulo, not\u00edcias do New York Times, Not\u00edcias Populares, revista Isto \u00c9. Mais O Estado de S. Paulo, Veja, Globo, a Rede Bandeirantes.<\/p>\n<p>E nas as redes internacionais. O servi\u00e7o de internet da BBC nasceu em 1994. A trag\u00e9dia da princesa Diana, seu amor imposs\u00edvel pelo Dodi, a morte chocante foi acompanhada por 2,5 bilh\u00f5es, entre eles muitos curitibanos que madrugaram no computador, pulando da BBC para o Daily Mail, para o Times, para o Le Monde.<\/p>\n<p>Naquele momento, ganhar uma concess\u00e3o de r\u00e1dio era uma furada t\u00e3o grande quando operar uma linha de dilig\u00eancias para Ponta Grossa na v\u00e9spera do trem de passageiros.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>P.S. \u2013 Um pleito aos futuros jornalistas: estudem sociologia. Saibam que n\u00e3o h\u00e1 comunidade, nem identidade, muito menos fraternidade em regi\u00f5es absolutamente heterog\u00eaneas, como o centro de grandes cidades. Descubram que o curitibano vai \u00e0 Boca para destilar rancores, desejar a mulher do pr\u00f3ximo, achar um advers\u00e1rio pol\u00edtico ou esportivo. Da\u00ed o nome Boca Maldita. Aqui est\u00e1 combinado: ningu\u00e9m fala bem de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Mas o caf\u00e9 \u00e9 bom.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. &nbsp; &nbsp; &nbsp; . Est\u00e1 na rede nova edi\u00e7\u00e3o do Jornal Laborat\u00f3rio Marco Zero, da Uninter. 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