{"id":29,"date":"2012-07-17T20:44:40","date_gmt":"2012-07-17T20:44:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adherbal.com\/?page_id=29"},"modified":"2020-07-04T05:54:14","modified_gmt":"2020-07-04T05:54:14","slug":"sobre-nos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.adherbal.com\/?page_id=29","title":{"rendered":"Sobre"},"content":{"rendered":"<p>Este blog \u00e9 herdeiro da coluna &#8220;Cidade sem Portas&#8221;, publicada nos anos 1970 no jornal O Estado do Paran\u00e1. E a coluna descendia da pe\u00e7a do mesmo nome, escrita por mim e pelo Paulo V\u00edtola, montada em 1973 no Teatro Paiol.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo refere-se \u00e0 liberdade escassa da \u00e9poca &#8211; o que n\u00e3o significa que hoje ela seja abundante, N\u00e3o \u00e9 livre o desempregado, o semialfabetizado, o uberizado, o sem teto, o sem banda larga.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia da cidade sem portas, do povo sem medo, \u00e9 de Carlos Drummond de Andrade no poema Cidade Prevista, escrito entre 1943 e 1945, durante o Estado Novo. O poeta exortava: &#8220;Irm\u00e3os, cantai esse mundo que n\u00e3o verei, mas vir\u00e1\/ um dia, dentro em mil anos, talvez mais&#8230;n\u00e3o tenho pressa. Um mundo enfim ordenado, uma p\u00e1tria sem fronteiras, sem leis e regulamentos, uma terra sem bandeiras, sem igrejas, nem quart\u00e9is, sem dor, sem febre, sem ouro.&#8221;<\/p>\n<p>A cidade sem portas \u00e9 sonho que vem de longe: \u00e9 aquela da Utopia, a cidade bela que Tomas Morus descreveu no s\u00e9culo 16 para condenar a injusti\u00e7a na Inglaterra, onde os camponeses expulsos da terra passavam fome nas ruas.<\/p>\n<p>E \u00e9 tamb\u00e9m a cidade desejada por Plat\u00e3o na Rep\u00fablica, um lugar de riso e gloria governado por um rei-fil\u00f3sofo e por magistrados escolhidos pela sabedoria, cujas decis\u00f5es s\u00e3o boas porque se baseiam na ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este blog \u00e9 herdeiro da coluna &#8220;Cidade sem Portas&#8221;, publicada nos anos 1970 no jornal O Estado do Paran\u00e1. E a coluna descendia da pe\u00e7a do mesmo nome, escrita por mim e pelo Paulo V\u00edtola, montada em 1973 no Teatro &hellip; <a href=\"https:\/\/www.adherbal.com\/?page_id=29\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-29","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/29","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/29\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9142,"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/29\/revisions\/9142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adherbal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}