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Para os menos desenvolvidos Washington receita continuar com ônibus a diesel e adotar FSSM (Faecal sludge sanitation machine)

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Mais ônibus a diesel vão cruzar a praça.

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Os velhos ônibus de Curitiba passavam barulhentos pela República Argentina com seus 30 passageiros e enchiam o ar de NO2, dióxido de nitrogênio. Um nojo.

Agora, passageiros vão andar nos modernos biarticulados que passarão barulhentos pela João Gualberto, rumo a Santa Candida, enchendo o ar de NO2. Mais nojo. A agressão aos pulmões aumentará dez vezes.

Toda grande cidade – aquela que passou de um milhão de habitantes – sofre de congestionamento e só consegue ter um ar saudável com o uso de trilhos (metrô subterrâneo ou de superfície, bonde, VLT) e ônibus elétrico. Como diz a Volvo em sua página em inglês: “The future is electric”.

Mas isso é caro. A última conta feita no tempo do Gustavo Fruet, chegava a cinco bilhões de reais, um bilhão e meio de dólares.

Como estamos em crise, derrubaram a presidente da República, que oferecia o dinheiro através do BNDES, e encomendaram mais ônibus biarticulados. Países “em desenvolvimento” como o Brasil estão condenados à poluição dos pneus velhos e dos motores diesel.

Arrisco prognosticar que logo chegará ao país outra ideia “inovadora” inspirada por Washington:  máquinas para processar massa fecal.

Muitos leitores já ouviram falar na eficiência das fábricas de fertilizantes que os consultores do Banco Mundial constroem na Africa para resolver o problema do saneamento básico em países carentes. O engenhoso dispositivo permite conectar a produção de fezes humanas à produção de grãos e assim baratear o custo dos alimentos.

No site allafrica.com achei a matéria intitulada “South Africa: Turning Human Waste into Fertilizer Pellet by Pellet”, em tradução livre: “Africa do Sul: Transformando Dejeto Humano em Fertilizante, Pelota por Pelota”.

A repórter Julie Frederikse informa que “a municipalidade de eThekwini, em Durban, usa um inovativo processo que busca maximizar o reuso de dejetos sólidos. Em parceria com o Grupo de Pesquisa sobre Poluição da Universidade de In KwaZulu Natal (UKZN), a cidade desenvolveu a Máquina de Sanear Massa Fecal (Faecal Sludge Sanitation Machine).”

O funcionamento é simples e barato. “Após ser removida das 30 mil fossas que existem na cidade, a massa fecal segue para a máquina cujos fornos estão regulados em 500 graus Celsius para matar todas as bactérias patogênicas. Após o processo de pasteurização e secagem, o produto é embalado em sacos de 20 quilos, que podem ser usados com segurança como fertilizante nas lavouras”.

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hjhjhjh Campo experimental na Africa do Sul.

 

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P.S. – Já imaginou como aumentará o poder de competição da soja brasileira quando o produtores substituírem fertilizantes químicos caros por Faecal Sludge Fertilizer Machine?

 

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Posted on 10th março 2018 in Sem categoria  •  No comments yet

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