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O Sete de Setembro e suas lições

Desfile de Sete de Setembro Desfile bonito na Avenida Candido de Abreu. (Foto Gazeta do Povo)

 

 

 

Por Adriana Fortes de Sá

 

Meu filho de quatro anos nunca tinha assistido a um desfile de Sete de Setembro. Acordamos cedo e fomos andando – moro perto – até a Avenida Cândido de Abreu. No caminho pipoqueiros, vendedores de algodão doce e de todo tipo de bugigangas. Meu pequeno ignora os apelos até enxergar as bandeirinhas do Brasil. Pergunto o preço:

-Dois real.

–Está cara! reclamo, mas o vendedor se defende:

-Já peguei por um e vinte.

Compro. O pequeno patriota fica feliz e chegamos à Avenida. Arquibancadas cheias. Conseguimos sentar no primeiro degrau. O desfile começa. Muitas crianças e jovens.Várias fanfarras e crianças que aprenderam a marchar e tocar tarol, surdo, caixa de guerra.

Narradores empolgados contam a história gloriosa da Independência e conclamam o povo a aplaudir, explicando:

-Os que estão em frente a arquibancada das autoridades(a única coberta) podem acenar! O Senhor Governador, sua esposa e demais autoridades acenarão de volta!! Acenem!!

Ao meu lado uma senhora, mãe de Kethelen de 10 anos e Camila de dois, doméstica em Curitiba e moradora de Colombo comenta:

-No ano passado as crianças receberam bandeirinhas de graça. Mesmo sendo ano de eleição onde eles(os políticos) tem gastos,  deveriam dar pelo menos uma pequena, do Paraná mesmo!

Generosa, pergunta ao meu filho a toda hora

-Quer suco? Bolacha? Iogurte?

Ele tímido responde que não. Ela trouxe um farnel para ficar das 8:30 às12:30 na Avenida e depois retornar até Colombo.

Agora são 10 e 30.  A bandeira nacional entra em oferta; baixou para um real.

Passa o carro do Bope-Rota, o popular Caveirão. Hora de fortes aplausos. É fácil escutar os comentários:

-Eles prendem os traficantes!Não dão mole! Esses trabalham!! Pena que logo estão soltos de novo!

Um mais exaltado, resume a opinião geral:

-Tinha que pena de morte!!

Palmas para os bombeiros, outra unidade que o povo valoriza. Lá pelo meio do desfile a arquibancada balança e pende para a direita. É a que esta montada em frente às Varas de Família, lugar onde esperamos da Senhora Justiça o que nosso bom senso ou a falta dele não consegue solucionar.

A Polícia Militar manda todo mundo descer da arquibancada e terminamos de assistir ao desfile no aperto da calçada. Foi um espetáculo bonito e cheio de bons exemplos. Chamou atenção o chefe escoteiro. Ele arrancou ali mesmo. na hora, a medalha da menina que no meio do desfile atendeu ao celular.


 

Posted on 8th setembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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A reunião colorida de um mundo sedento

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Dois mil e poucos congressistas, representando 140 paises.
A World Water Week começou com uma aula de boas maneiras do prefeito de Stockholm, Sten Nordin. Ele cumprimentou os congressistas, desejou-lhes uma boa reunião, confessou que não é um especialista em agricultura e água, contou uma piada e fechou o discurso. Cinco minutos cravados, um sucesso. Depois, vieram as preocupações.

Setenta por cento da água do mundo é usada na agricultura para alimentar 5 bilhões de habitantes. Se a demanda mundial de alimentos continuar a crescer na velocidade atual vai faltar água ou vai faltar comida. A menos que o mundo consiga produzir mais alimento com menos água.

Foi por demonstrar esse fato terrível com dados acima de qualquer suspeita – foram levantados e checado por grandes universidades e instituições em que trabalham mais de mil cientistas – que o IWMI, Internacional Water Management Institute recebeu o maior prêmio que o governo da Suécia entrega anualmente a pessoas ou organizações que trabalham pelo meio ambiente e sustentabilidade.

A apresentação feita por Colin Chartres, Director General of IWMI, também esta manhã, no primeiro dia da World Water Week, foi objetiva, bem fundamentada e lógica, mas ameaçadora. Ele mostrou, por exemplo, que equilíbrio alimentar do planeta é minado pelo crescimento populacional e pela elevação do produto nacional bruto. Com mais dinheiro, as pessoas comem mais carne. E são necessários 7 mil litros de água para um bom filé chegar à sua mesa contra apenas 173 litros por uma salada de alface.

Posted on 27th agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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A Semana Mundial da Água

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Organizada pelo Stockholm Water Institute, está começando a World Water Week.

O tema deste ano é uma preocupação milenar da humanidade, a seca e a falta de alimentos.

O mundo vai ter nove bilhões de habitantes em 2050 – não haverá comida para todos se as reservas de água continuarem a ser administradas como hoje.

Quem manda na água é uma das questões que delegados de 157 paises começam – mais uma vez – a discutir. No Brasil e em outras nações há leis e regulamentos expedidos pelos municípios, estados e governo federal. Freqüentemente elas estão em conflito.

A sociedade é sub-representada nas agências reguladoras e nos comitês de bacia. São poucos, por sinal, os cidadãos que entendem como são importantes esses comitês.

Ou o que é exatamente uma bacia hidrológica.

Posted on 26th agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Não há kiwi caro – há kiwi mal transportado

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O kiwi deles não é melhor que o nosso – só mais barato, mesmo vendido em euros.

O motivo: quem fala sobre a crise da infra-estrutura brasileira não sabe o gosto dela. Descobri isso quando levei para o hotel um kiwi da Nova Zelândia que chegou à Prateleira de um supermercado de Amsterdam por 60% daquilo de nós pagamos no Juvevê.

O kiwi está em bom estado no momentosa venda por vários motivos:

1 – O transporte marítimo não é prejudicado pela espera em filas enormes (mais de 100 da última vez que li a notícia) em portos de calado incerto e funcionários em greve;

2 – A viagem por terra é feita em vagão refrigerado de um trem que anda a 100 km por hora e não a 8km/h, a velocidade média do trem brasileiro.

2 – O preço no supermercado é resultado da concorrência entre muitas redes e não da fome de lucros de um grupo monopolista.

Posted on 25th agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Negócio casado

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Em Amsterdam, quem vai ao teatro, ao concerto, à ópera não precisa pagar transporte coletivo.

Basta mostrar o ingresso para o motorista/motorneiro e fazer a viagem. Vale também para a volta.

Em compensação, aí daquele que viajar sem tíquete. O fiscal dá uma multa de 35 euros que devem ser pagos na hora. Ali mesmo ou na delegacia.

Posted on 25th agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Futebol sem desculpa

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Aqui está desvendado o segredo do futebol sem buraco no campo – e sem desculpa para o gol perdido ou a falta mal cobrada.
O gramado do Ajax Arena, em Amsterdam, é um tapete. Dos mais caros. Custa dezenas de milhares de euros a cada manutenção.
E há manutenção toda semana.
Ventiladores e luz artificial substituem o sol que nunca aparece. Jardineiros tratam do gramado com um programa de computador. Sabem quanto de luz chegou a cada centímetro quadrado de grama. E só aparam na véspera do jogo.

Posted on 23rd agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Chicken or meat?

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NOVA YORK — Quase todo mundo concorda: comida de avião é muito ruim. Mas as companhias aéreas não são as únicas culpadas por isso — a biologia está contra elas. Segundo uma reportagem do “New York Times”, um dos motivos para a impressão de que ninguém se preocupou em cativar o paladar dos passageiros é que não conseguimos sentir plenamente o gosto da comida em grande altitude.

O problema é que o olfato, um importante coadjuvante nesta história, e o paladar ficam tão prejudicados nas alturas que é difícil distinguir o que é doce, salgado, amargo ou azedo. Mesmo antes de a aeronave decolar, a atmosfera dentro da cabine resseca o nariz. E, enquanto ao avião sobe, a mudança na pressão atmosférica entorpece cerca de um terço de nossas mais de dez mil papilas gustativas. Assim que se atinge uma altitude de cruzeiro de cerca de 12 mil metros, os níveis de umidade da cabine são mantidos baixos devido ao design do aparelho, concebido com a intenção de reduzir o risco de corrosão da fuselagem. Em pouco tempo, o nariz e as papilas gustativas estão ainda mais entorpecidos.

Há mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/ciencia-ajuda-explicar-por-que-comida-de-aviao-tao-ruim-4300890#ixzz23qHxjyWt

Posted on 18th agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Chicken or meat?

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NOVA YORK — Quase todo mundo concorda: comida de avião é muito ruim. Mas as companhias aéreas não são as únicas culpadas por isso — a biologia está contra elas. Segundo uma reportagem do “New York Times”, um dos motivos para que tenhamos a impressão de que ninguém se preocupou em tentar cativar o paladar dos passageiros é que não conseguimos sentir plenamente o gosto da comida quando estamos em grande altitude.
O problema é que o olfato, um importante coadjuvante nesta história, e o paladar ficam tão prejudicados nas alturas que é difícil distinguir o que é doce, salgado, amargo ou azedo. Mesmo antes de a aeronave decolar, a atmosfera dentro da cabine resseca o nariz. E, enquanto ao avião sobe, a mudança na pressão atmosférica entorpece cerca de um terço de nossas mais de dez mil papilas gustativas. Assim que se atinge uma altitude de cruzeiro de cerca de 12 mil metros, os níveis de umidade da cabine são mantidos baixos devido ao design do aparelho, concebido com a intenção de reduzir o risco de corrosão da fuselagem. Em pouco tempo, o nariz e as papilas gustativas estão ainda mais entorpecidos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/ciencia-ajuda-explicar-por-que-comida-de-aviao-tao-ruim-4300890#ixzz23qHxjyWt

Posted on 17th agosto 2012 in Sem categoria  •  No comments yet