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Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
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Da futura série “Maus jornalistas recebem grandes prêmios”

Ela dirigiu um império do mal Ela dirigiu um império mediático

 

O jornal The Guardian informa que a jornalista Rebekah Brooks deixou a News Corporation, de Rupert Murdoch, com mais 18,8 milhões de libras esterlinas (36.2 milhões de reais) na conta bancária.

Uma compensação pelos anos em que ela exerceu a função de principal executiva da News International no auge do escândalo da invasão de privacidade, que abalou a política inglesa. Ela é (era?) uma boa amiga do primeiro ministro James Cameron e do ex-primeiro ministro Tony Blair.

A informação oficial do grupo Murdoch não cita nomes. Apenas dá conta que um diretor não identificado recebeu 10.8 milhões de libras “como compensação pela perda do emprego”. O valor inclui vários benefícios, como o pagamento de um escritório do bairro de Marylebone – coração da City londrina – durante dois anos, com funcionários e tudo.

The Guardian diz: “entende-se que essa pessoa é Brooks.” Como fiel escudeira de Murdoch, ela foi compensada pelos perigos que correu administrando o jornal de escândalos News of de Word (fechado após as denúncia de phone hacking) e Sun, além das operações de TV e rádio.

Posted on 12th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Tudo na hora certa

 

A rua fecha na hora do rush Fecharam a Padre Agostinho na hora do rush.

 

Não é preciso ter medo. A polícia respeita o horário do expediente. Aqui na Padre Agostinho, eles chegaram no começo da tarde e foram embora ao anoitecer.

Claro que, com duas faixas a menos, houve o maior engarrafamento do ano.

De madrugada, hora de maluco apostar corrida com carrão, onde está a polícia?

Posted on 11th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Fique esperto, Mantega. Só dinheiro barato não tira a gente dessa crise

Mais gente na vitrina. E na loja? A gente olha mas não entra

 

O Brasil não vai escapar da crise só porque baixou os juros.

Dinheiro barato não significa necessariamente maior volume de compras. Essa lenda é do tempo da penúltima crise. Agora temos a inadimplência em alta. E consumidor endividado é um cara cauteloso que olha muito a vitrine e entra pouco na loja.

O presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior, faz uma declaração pessimista ao InfoMoney. Ele acha que neste momento o brasileiro quer limpar seu nome e isso vai afetar as compras de Natal. “Apostamos em um crescimento modesto de 4% nas vendas de Natal e em um tíquete médio de R$ 83, quando tivemos um de R$ 100 no ano passado”.

Quem pode estar certa é a revista Economist, que pediu à Dilma Rousseff para demitir o ministro Guido Mantega. Além de estimular a demanda, o governo precisa fazer alguma coisa pela oferta.

Isso quer dizer produtos melhores e mais baratos. Uma modesta camisa de algodão não pode custar R$205. Não na Rua 15, onde o povo que foge dos preços dos shoppings vai procurar presentes de Natal.

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Amy Gorda. Ela vale o ingresso

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Rebel Wilson salva o filme Rebel Wilson salva o filme

 

Se você gosta de musica pop e de humor baixo e grosseiro, vá assistir A Escolha Perfeita (Pitch Perfect, EUA, 2012), a história do vocal The Barden Bellas. As meninas são afinadas. Querem participar de um concurso nacional de corais a capella no Lincoln Center. Mas primeiro precisam ganhar dos Treble Makers, um grupo masculino.

Em matéria de enredo isso é tudo.

As situações são aquelas das comédias juvenis que nos ajudam a entender o senso de humor norte-americano. Brasileiros estão assimilando. Ouvi gargalhadas de um grupo adolescente. Os garotos estavam se divertindo de verdade. E tomando coca-cola. E arrotando. Puro mimetismo.

O filme é engraçado em alguns momentos e repetitivo na maior parte do tempo. Segue a filosofia do Costinha: “Quanto mais repito uma piada, mais eles riem”

Na Universidade de Barden parece que quem canta não precisa assistir aulas desde que ensaie em algum lugar do campus.

Quem for vai se divertir com Rebel Wilson, que faz Fat Amy. A comediante australiana de 26 anos, pode ser vista em Quatro Amigas e um Casamento (Bachelorette, EUA, 2012), que também está nos cinemas.

(Rebel poderia também dar um depoimento para Muito Além do Peso, documentário de Estela Renner, que denuncia a maior epidemia infantil da história e discute o que o governo, os pais e a escola deixam de fazer sobre assunto tão grave.Mal programado (16h30m) no Espaço Itau.

Posted on 11th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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O que Paulo Autran acharia de Brad Pitt nesse indigente O Homem da Mafia

 

 

Brad Pitt é bom, o filme é horrível O fracasso no bolso. Ele é produtor do filme.

 

Paulo Autran dizia que a platéia mais rigorosa do Brasil mora em Curitiba.

Mas mesmo ele teria se admirado com o que aconteceu sábado, na sessão das 21h10 do Cinemark Mueller: metade dos que compraram ingresso para assistir a O Homem da Máfia, com Brad Pitt, levantou e foi embora com menos de meia hora de filme.

As pessoas sairam em grandes grupos, reclamando da porcaria que estava na tela. Desconfio que amanhã, com o efeito boca-a-boca, a plateia vai encolher ainda mais. E na semana que vem só um milagre segura o filme em cartaz.

Entre os 50% que resistiram estava uma senhora simpática, de ar conformado.

-A senhora aguentou até o fim – elogiei. -É porque gosta do Brad Pitt?

-Tinha esperança que eles devolvessem o dinheiro da entrada.

O filme é arrastado. Até cenas de violência se transformam em interminável slow motion.

O pior é a insistência em passar uma mensagem política. A dificuldade dos mafiosos para tomar decisões é comparada com a lentidão da burocracia de Washington.

A comparação meio óbvia entre mafiosos e políticos não aparece uma vez só. É reiterada com insistência de camelô.

O Homem da Mafia ficou pretensioso e meio sem sentido. Ninguém paga ingresso para se entediar com discursos do Bush e do Obama na campanha de 2008. As pessoas queriam apenas uma história de gangsters com um pouco de humor. É o que prometem o trailer e as notas de divulgação.

O crítico Kevin Carr escreveu em seu blog que falta sutileza e originalidade ao cinema do diretor Andrew Dominik (que fez também o chatíssimo O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford). E sobram redundancias, como se fossemos idiotas que precisam explicação para a piada.

Há também falhas primárias de execução do roteiro. Em um bar da pesada aparece Barak Obama na C-Span. É como imaginar o garçon da Stuart ligando a TV Câmara.

Posted on 2nd dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Natal no Edifício Avenida

dsçbst Fez um friozinho mas não choveu.

 

Foi um espetáculo bonito – mas não foi de graça.

A agência de viagem cobrou 80 reais por um lugar na janela, o estacionamento subiu para 15 e a pipoca ficou por 8.

Em compensação, a música pré-gravada do ano passado foi substituida por uma orquestra de verdade.

Guardas municipais passearem pela Avenida na esperança vã de espantar os batedores de carteira.

Dia 1º tem mais.

 

Posted on 1st dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Um lindo sábado de sol – e Bia vai casar

No sábado de sol, a noiva Como o anjo do soneto

 

Bia ganhou o sábado, que ia passar enfiada no Hotel Slaviero.

Foi para a rua, subiu no banco de praça, ficou altíssima – e melhorou a sessão de fotografias que estava devagar. Ainda por cima ganhou um baita elogio da prima assistente.

-Você está muito linda, Bia.

Uma senhora passava e confirmou:

-Muito linda mesmo. Felicidades eternas para vocês.

Eternas como no soneto 116 de Shakespeare.

 

Let me not to the marriage of true minds

Admit impediments: love is not love

Which alters when it alteration finds,

Or bends with the remover to remove.

O, no! it is an ever fixed mark

That looks on tempests and is never shaken;

It is the star to every wandering bark,

Whose worth’s unknown, although his height be taken.

Love’s not Times’s fool, though rosy lips and cheeks

Within his bending sickle’s compass come;

Love alters not with his brief hours and weeks,

Bet bears it out even to the edge of doom.

If this be error and upon me proved,

I never writ, nor no man ever loved.

 

Ou, na tradução de Jorge Wanderley:

 

Ao casamento de almas verdadeiras

Não haja oposição. Não é amor

O que muda à mudança mais ligeira

Ou, desertando, cede ao desertor.

Oh, não, que o amor é marca muito firme

E nem a tempestade o desbarata;

É estrela para a nau, que o rumo afirme,

Valor ignoto – mas na altura, exata.

Não é do Tempo mera extravagância,

Amor, embora a foice roube o riso

À face e ao lábio rosa; na constância,

Resiste até o Dia do Juízo.

Se há erro nisto e assim me for provado,

Nunca escrevi, ninguém terá amado.

 

 

 

 

Posted on 26th novembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Um conselho do filósofo para os males da cidade engarrafada e insegura: volte a ser famosa

 

 

 

A condição de ser feliz Euripedes nunca se meteu em política. Mas tinha uma receita de felicidade

 

A primeira condição para ser feliz é ter nascido em uma cidade famosa.

                                                                                  (Eurípides, no ano 415 antes de Cristo.)

 

Em 1970, Curitiba ficou famosa.

Jaime Lerner assumiu a Prefeitura com o Plano Diretor debaixo do braço e transformou a cidade em modelo de boas soluções urbanas.

Não era só o Plano. Ele chegou com a equipe pronta, afinada e maturada ao longo de anos na Escola de Arquitetura da UFPR e no IPPUC.

Leu o discurso de posse e no dia seguinte já estava governando.

Ganhamos todos.

Agora, 42 anos depois, atual prefeito fez campanha pedindo reeleição porque “Curitiba é um canteiro de obras.”

Não foi nem para o segundo turno. O eleitor negou a Luciano Ducci um novo mandato porque se sentiu em um canteiro de obras mal planejadas e pessimamente administradas.

Então elegeu Fruet como que dizendo: vá lá, termine as obras e organize a coisa.

É o que se lê nas pesquisas. O cidadão votou preocupado com a cidade outrora famosa. Com postos de saúde que funcionam mal, com engarrafamentos, com a falta de creches, com o trânsito assassino.

É um mandato claro e simples, para cumprir com urgência, lembrando que governar é pegar no leme e dirigir a embarcação. E que navegação é coisa complicada, em sentido lato ou figurado. Há ventos ariscos, tempestades chegam quando menos se espera.

Se o capitão do navio convocar uma reunião com os marinheiros para decidir se recolhe as velas ou muda de rumo, afundará antes do consenso.

Vale a pena insistir nesse ponto: Jaime Lerner fez um grande governo em 70 porque pegou no leme, que em latim é gubernaculum, e executou o plano que trazia pronto.

Daí, é estranho que o Gustavo Fruet não tenha escalado seus auxiliares logo após a eleição. Não era difícil, os nomes estavam na boca do povo que nem os da seleção de 70. Ninguém reclamaria da escolha.

Agora complicou. As semanas passaram e é espantoso como se multiplicou o número de vencedores/credores – grupos políticos, organizações variadas, pessoas físicas. Junto, multiplicaram-se as listas de pretendentes.

Mesmo que os nomes saiam hoje, registre-se que o prefeito eleito perdeu tempo negociando nomes quando podia preparar ações para o primeiro dia de governo.

As urnas ofereceram um único conselho ao novo prefeito. Disseram: Vai, Gustavo, toque o barco.

Se alguém reclamar o mau jeito, lembre que o serviço é pra ontem. E que governar não é uma ciência exata.

 

 

 

Posted on 26th novembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet