logo
Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
post

Não festeje o fim do cabresto. Os currais eleitorais podem ter migrado para dentro da urna eletrônica

O sucesso do sistema de votação eletrônica adotado por muitos países, entre eles o Brasil, pode se transformar num histórico fracasso tecnológico e político. As máquinas de votação estão tendo sua confiabilidade questionada. Hackers podem invadir o sistema e alterar as votações.

 É o que diz na revista Salon o jornalista Brad Friedman. Ele sustenta que as máquinas de votar usadas por um quarto dos eleitores americanos (e pela totalidade dos brasileiros) podem ser manipuladas ao custo de US$10.50 em peças. O hacker não precisa ter elevado conhecimento técnico. Continue reading »

Posted on 1st novembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
post

Depois da tempestade, Nova York compartilha carro para enfrentar o engarrafamento geral

 

Arrumando o metrô Aqui embaixo compartilhando esforços; na rua, compartilhando carros.

 

Enquanto equipes trabalham sem parar para o metrô voltar a funcionar amanhã às 6h, o prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg anunciou uma medida para o trânsito andar. Os milhões de novaiorquinos que tiraram os carros da garage devem compartilhar o transporte.

Nenhum carro entra na cidade sem pelo menos três passageiros. É uma imposição temporária porque com o metro e os ônibus funcionando poucos usam carro particular em Nova York.

E se Curitiba tentasse implantar uma vez por semana um Dia de Compartilhar o Carro?

Posted on 31st outubro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
post

Que pais maravilhoso é o Brasil! Sempre desmoralizando as piores evidências

Nada é o que parece.

Aquele senador Demostenes Torres, lembram? Parecia que ia limpar o Congresso dos corruptos. No fim, descobriram que o corrupto era ele, empregado do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

A Ação Penal 470, vulgo mensalão, ia colocar na cadeia os responsáveis pela compra de votos de parlamentares e, de quebra, liquidar com as chances eleitorais do PT. Tai a vitória do Haddad.

Quando surgiu aquele mendigo galã, viciado em crack, o povo desconfiou que ele era fabricação da mídia ou de algum empresário da moda.

Agora, depois de sete anos, reapareceu o jacaré do Parque Barigui. Um jornalista resolveu se garantir e deu à notícia o seguinte título: “Foto do suposto jacaré do Parque
Barigui circula nas redes sociais”.

Ele está certo. Num país povoado por supostos homens de bem alguém supostamente inteligente vai acreditar na suposta história desse jacaré de Curitiba?

o jacaré O suposto jacaré do Parque do Barigui
Posted on 31st outubro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
post

Pensando nas pesquisas

Mauro Paulino, diretor do Datafolha Mauro Paulino, diretor do Datafolha

 

 

O Roda Viva, da TV Cultura, entrevistou o diretor do Instituto Datafolha, sociólogo Mauro Paulino, sobre as pesquisas desta eleição. Alguns tópicos:            

Divulgação de pesquisas. Existem vários projetos no Congresso limitando a divulgação de pesquisas eleitorais. Todos inúteis. A Constituição garante e o bom senso aconselha a liberar toda informação que nos ajude a votar com mais clareza. Mesmo na véspera da eleição.

O erro que a lei brasileira comete é permitir a divulgação parcial da pesquisa.

Ou não explicar ao leitor e aos jornalistas que existe muita informação importante no relatório de pesquisa além dos números que indicam “se a eleição fosse hoje, em qual desses candidatos o sr/sra votaria”.

Amostra precária. Importante também é saber que existe mais de um jeito de fazer pesquisa e mais de um jeito de construir a amostra que representa o conjunto da população.

Vamos começar pela segunda parte. A amostra geralmente é retirada do censo do IBGE. Quando o censo é recente, como acontece agora, a informação é de melhor qualidade. Mas à medida em que nos distanciamos da data do censo, o erro vai aumentando. Se o instituto quiser, pode gastar um dinheirinho do patrocinador para melhorar a base de dados comprando informações da companhia de luz, de água ou de gás. Listas melhores podem ser obtidas na própria prefeitura.

Na maioria dos países os dados censitários são melhores porque os moradores – proprietários e locatários – são corretamente identificados. No Brasil não há bons controles. Você pode vender sua casa e se mudar sem que o IBGE registre. Como o mercado imobiliário é muito dinâmico, a migração de moradores altera até mesmo as características socioeconômicas de uma região.

Tipos de entrevista. Além da base de dados precária, há o sistema de obtenção das entrevistas. O Instituto Datafolha entrevista as pessoas nas ruas. O Ibope vai nas casas. O pesquisador do Datafolha vai para a rua com a missão de entrevistar 15 mulheres da classe C. Para descobrir de são realmente na classe C pergunta o que elas têm em casa, se mora de aluguel, se tem carro etc. Pois é. E se a entrevistada mentir? Se, por vergonha, contar que tem carro e não tem? Que é dona da casa e não é? O resultado ficará distorcido.

As pesquisas de boa qualidade são feitas na casa do entrevistado. Isso não acontece em grandes cidades porque há problemas nas pontas. Os ricos se blindam em prédios e condomínios fechados. Os pobres vivem em favelas perigosas.

Outro bom sistema usado lá fora é a entrevista telefônica. É barata e rápida. Mas hoje 50% dos brasileiros não tem telefone fixo. E a TIM, Vivo e outras companhias não divulgam os telefones dos assinantes de celulares.

Rejeição. Mais do que a preferência, é fundamental mostrar a rejeição aos candidatos. Mas cuidado com a formulação da pergunta. Você pode:

A – Abrir um leque com o nome dos candidatos e perguntar em qual deles o entrevistado não votaria de jeito nenhum. Ou

B – Perguntar em QUAIS ele não votaria. Esse S faz grande diferença.

As perguntas. Há perguntas subjetivas – questões religiosas, aborto, casamento homossexual. E há as objetivas, ligadas ao dia-a-dia do eleitor, como o transporte público, o estado das calçadas e ruas, os assaltos, a eficiência do posto de saúde.

Numa eleição municipal, as objetivas valem mais. Ao eleger prefeito e vereadores o eleitor quer saber se vão resolver o problema da calçada, do ônibus lotado, da falta de um posto policial.

Se as questões subjetivas entrarem no relatório como a mesmo destaque das objetivas o público e a democracia sairão perdendo.

Posted on 30th outubro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
post

Seis histórias em que o eleitor de Curitiba não acredita. Elas podem decidir o segundo turno

Só os dois Os candidatos e as descrenças do eleitor

 

 

Agora são só os dois. Os programas e os debates podem melhorar. Eles leram as pesquisas qualitativas que derrotaram o Luciano. Sabem por que o eleitor não apoiou a reeleição do prefeito. Eis algumas revelações das quali:

 

Sobre o transporte público. O discurso sobre a “sobrevida” do transporte sobre pneus não funciona mais. Todos concordam que os ônibus devem continuar rodando por ai, de preferência poluindo pouco. Mas esse sistema de só estimula o cidadão a tirar o carro na garagem. Querem metrô já.

 

Sobre a Avenida das Torres. Não há exigência federal para construir aquele viaduto estaiado. O dinheiro não vem carimbado. E ainda faltam dez transposições da Linha Verde.

 

Sobre a fiscalização do trânsito. A maioria não crê nas histórias da Consilux sobre os frames do acidente provocado pelo deputado Carli Filho. Ninguém concorda com o fiscal burocrata, que multa até às 19h, assina o ponto e vai para casa. E eleitor quer fiscalização a noite inteira. Armada. Porque maluco do volante também anda armado e atropela de madrugada.

 

Sobre as relações com a Câmara Municipal. Vai haver independência dos poderes? Haverá transparência? Como? Podemos fiscalizar?

 

Sobre o empréstimo para o estádio da Copa. Na undécima hora o prefeito retirou da câmara o projeto de revisão dos valores dos títulos municipais que serão entregues ao Clube Atlético Paranaense. Isso é doação de dinheiro público para uma entidade privada. Esse recurso deve ir para educação, saúde e segurança.

 

Sobre audiências públicas. O eleitor acha, com razão, que audiência pública de verdade deve começar na Internet. E continuar durante o tempo necessário. Essas ai são enganadoras.

 

Posted on 8th outubro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
post

Ponti no Guairão

§

 

Domingão no Guaira Jean Luc Ponti e a Sinfônica fecharam o domingão eleitoral.

 

Jean Luc Ponti com a Orquestra Sinfônica do Paraná foi um momento feliz do domingo eleitoral. O resultado foi bom. Houve uma ou outra falha, claro. Desencontro com a turma da cozinha. Na próxima, alguém precisa arranjar tempo para mais um ensaio.

Esse Willian Leconte, que acompanha Ponti em suas turnês, é uma fera do teclado.

Poucas horas depois do concerto, já havia um vídeo no You Tube. É de amador. O Guaira podia colaborar colocando na Internet pelo menos o som de sua gravação. Clique para assistir.

http://www.youtube.com/watch?v=Y9AGza4ovU0

Posted on 8th outubro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
post

Explosão carcerária? Discriminação? É tudo que Obama e Romney não querem debater

  1. Isso eles não debatem O debate americano e seus temas proibidos

     

    Analistas eleitorais e institutos de pesquisa concordam que Mitt Romney “venceu” o primeira debate com o presidente Barack Obama. Romney foi mais agressivo, levou Obama às cordas e deu ao público a impressão de que está com a razão.Falta dizer que ele mostrou energia para defender argumentos sobre alguns pontos de interesse de republicanos e democratas. Os candidatos aparentemente concordaram em deixar de lado outros problemas que afligem a sociedade americana.

    No Guardian, o colunista Glenn Greenwald, que escreve cobre liberdades civis e segurança nacional, aponta os principais temas que os candidatos deixaram de debater

    1. Explosão carcerária. Os EUA têm 5% da população mundial e 25% da população carcerária. Comentário: “A população carcerária é o fato central da sociedade americana, assim como a escravidão foi o fato central em 1850”.

    2. Discriminação racial. Um em cada quarto afroamericanos está na cadeia. As prisões e os procedimentos judiciais que terminam em condenação são mais arbitrários e rápidos para negros e latinos do que para brancos.
    3. Desequilíbrio orçamentário. O deficit orçamentário vem em grande parte dessa discriminação. O estado da Califórnia gasta mais com o sistema penitenciário do que com o sistema universitário. Um dos motivos da hipertrofia das penitenciárias é a questão da droga – tratada como caso de polícia e não como questão de saúde pública.
    4. Crise humanitária. Aumentam as mortes de civis inocentes com o crescimento dos bombadeios por drones, aqueles aviões sem piloto. Eles atacam principalmente áreas do Paquistão e do Afaganistão. Os bombardeios são ordenados por Obama com a mesma liberalidade de George Bush. Com isso, cresce a má vontade com os EUA nos países muçulmanos.

A longa lista de políticas públicas altamente questionáveis prossegue com

a. o rápido crescimento da rede de vigilância sobre os cidadãos. Ninguem sabe se os dados produzidos pelo monitoramento das atividades dos americanos (mesmo as mais inóquas) estão sob controle.

b. Há acordos comerciais internacionais que resultam do desaparecimento de empregos no país.

c. E o questionamento mais antigo e gritante – por que o Departamento de Justiça de Obama recusa-se a processar os criminosos de Wall Street responsáveis pela crise financeira de 2008?

 

 

Posted on 5th outubro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet