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Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
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Deus inventou o homem porque ficou desapontado com o macaco. (Idéias inspiradoras para o Ano Novo, por Mark Twain e outros.)

Pírulas de sabedoria para 2013 Uma ajuda para 2013

 

A cada Ano Novo renovo agradecimentos e votos de saúde aos milhares de idiotas, néscios e pobres de espírito que andam por ai.

Sem eles, nosso sucesso seria muito mais difícil.  (Mark Twain)

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É melhor ficar calado e parecer estúpido do que abrir a boca e acabar com as dúvidas.

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Adão era humano. Ele não queria comer a maçã porque era gostosa; comeu porque era proibido.

Se a serpente fosse proibida, ele comia a serpente.

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É impossível contar uma mentira da qual todo mundo duvide ou uma verdade em que todo mundo acredite.

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Jamais nasceu um grande homem em um pais de fatos pequenos.

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O caminho mais curto para o fracasso é copiar o método da concorrência.

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“A última vez que eu penetrei numa mulher foi quando visitei a Estatua da Liberdade”.  (Woody Allen)

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Meu nome é Al Gore. Eu era o próximo presidente dos Estados Unidos.

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É preciso aprender a diferença entre o que é profundo, justo e ético e aquilo que vai dar certo.

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O público acredita em qualquer mentira, desde que seja suficientemente absurda.

Posted on 26th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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O verdadeiro fim do mundo

Em dezembro, este é o portal do fim do mundo

 

Disseram que o mundo ia se acabar.

Onde preparar o espírito para o momento anunciado? Escolho Santa Felicidade.

É sabido que Dante Alighieri inspirou-se neste bairro de imigrantes do Veneto para descrever o terceiro circulo do Inferno, o dos gulosos.

Por toda parte fotografo manifestações de glutonismo patológico. E gritos, gemidos, buzinas bestiais, caldeirões a levantar fervura, a cruel risada de Malacoda, o que tem rabo e é do mal.

Estou no lugar certo, não resta a menor dúvida: o fim do mundo – ou pelo menos o começo do fim do mundo – será aqui e em nenhuma outra parte de Curitiba.

Na mesa ao lado, um grupo de mulheres se prepara para a Travessia. Com certeza conhecem que estão condenadas porque pedem muitos martinis, vodca e vinho da casa. E misturam tudo.

Sob efeito dos espíritos gritam alto, riem do pobres colegas da repartição (ou será escritório?), debocham do chefe distante e da ridícula mulher que o cara foi arranjar não se sabe onde.

Lá fora Caronte, o barqueiro do Inferno, espera por clientes disfarçado de taxista.

Todo dia ele cruza várias vezes a Ponte do Aquironte, que, sob o nome de Rio Cascatinha, passa fétido ao lado do restaurante do mesmo nome antes de desaguar no Barigui.

Elas continuam bebendo vodca e vinho da casa, também denominado Vinagrão de Santa Felicidade. Agora, tontinhas, sacam seus cartões de crédito para pagar a conta (que não conferem) e ignoram os taxis.

-Se beber, dirija! – berra uma gordinha.

Com compreensível dificuldade acha a chave, liga o motor, dá uma aceleradinha. Aponta o bico do carro para a Manoel Ribas e vai.

O pega na madrugada será emocionante.

 

Posted on 20th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Doutores e malandrinhos na Boca dos anos 60

Boca Maldita Boca Maldita, dezembro de 2012.

 

O manual de jornalismo recomenda: seja breve. Atenha-se aos fatos.

O desafio é confirmar os fatos. Será que é verdade mesmo? Aqui há dez fofoqueiros para cada cidadão veraz.

No começa da década de 60, durante dois anos, escrevi com o entusiasmo dos estreantes, uma coluna sobre política e economia na página 2 da edição paranaense da Ultima Hora. As notas – 14 ou 15 todo o dia – eram obtidas na Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal, em alguns gabinetes do governo e em escritórios.

Mas o tempero, o jeito sem cerimônia, o ethos da cidade, vinha de um trecho da Avenida Luiz Xavier, ex-João Pessoa, que começava após a esquina da Ermelino de Leão, onde ficava o Café Ouro Verde, e terminava 60 metros adiante, onde funcionou o Cine Ópera.

Na hora do almoço e no fim do dia as fontes surgiam para o cafezinho, o cigarro e o papo. Eram políticos, amigos dos políticos, inimigos dos políticos, aspones e boateiros compulsivos. Apareciam também advogados, juízes, promotores públicos, que formavam rodas separadas. E profissionais liberais de outras áreas. E vendedores. E picaretas – malandrinhos pálidos à procura da oportunidade de intermediar algum negócio e levar comissão.

Circulando de roda em roda, olho aflito no horário de fechamento da coluna, entre duas e três da tarde, eu tentava descobrir o que havia de real em cada história. Confirmava diariamente que o mundo é feito de maledicentes, incensadores, levianos – e pela minoria que, por algum motivo inconfessável, resolve contar a verdade.

Quando aparecia uma dessas joias raras às vezes era necessário omitir a fonte. E surgiu a fórmula: “Ontem, na Boca Maldita, um cidadão informava que…”

Por que Boca Maldita? Batismo oficial não houve. Ouvi o apelido do Anfrisio Siqueira, outros o escutaram do professor da UFPR  Abrão Fucz. Ou do cartorário José Nocite.

Não sei se isso é importante.

Importante é constatar que, durante uns vinte anos, a Boca foi ágora, muro de lamentações, pátio de conflitos, onde se exibiam sem pudor as contradições da cidade.  E jornalismo vive do conflito, como a democracia alimenta-se da contradição.

Posted on 14th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Incrível: 12 praias catarinenses nunca registraram poluição durante os últimos dez anos

Uma das doze, em Florianópolis O Campeche, uma das 12 praias sem poluição nos últimos dez anos.

 

Há esperança para quem quer entrar em um mar sem bactérias patogênicas.

O Diario Catarinense divulgou hoje uma lista das praias de Santa Catarina que nunca apresentaram sinais de poluição nos últimos dez anos.

A pesquisa é elaborada semanalmente pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) em 194 pontos ao longo de 560 quilômetros de costa.

Das 12 praias mais limpas do estado, quatro ficam em cidades ao Norte de Florianópolis – Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itapoá e São Francisco do Sul – e outras três em duas cidades ao Sul do Estado: Imbituba e Laguna. Quatro das praias da Capital figuram na relação: três na região Leste da Ilha (Barra da Lagoa, Joaquina e Mole) e a Praia do Campeche, no Sul.

Posted on 14th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Da futura série “Maus jornalistas recebem grandes prêmios”

Ela dirigiu um império do mal Ela dirigiu um império mediático

 

O jornal The Guardian informa que a jornalista Rebekah Brooks deixou a News Corporation, de Rupert Murdoch, com mais 18,8 milhões de libras esterlinas (36.2 milhões de reais) na conta bancária.

Uma compensação pelos anos em que ela exerceu a função de principal executiva da News International no auge do escândalo da invasão de privacidade, que abalou a política inglesa. Ela é (era?) uma boa amiga do primeiro ministro James Cameron e do ex-primeiro ministro Tony Blair.

A informação oficial do grupo Murdoch não cita nomes. Apenas dá conta que um diretor não identificado recebeu 10.8 milhões de libras “como compensação pela perda do emprego”. O valor inclui vários benefícios, como o pagamento de um escritório do bairro de Marylebone – coração da City londrina – durante dois anos, com funcionários e tudo.

The Guardian diz: “entende-se que essa pessoa é Brooks.” Como fiel escudeira de Murdoch, ela foi compensada pelos perigos que correu administrando o jornal de escândalos News of de Word (fechado após as denúncia de phone hacking) e Sun, além das operações de TV e rádio.

Posted on 12th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Tudo na hora certa

 

A rua fecha na hora do rush Fecharam a Padre Agostinho na hora do rush.

 

Não é preciso ter medo. A polícia respeita o horário do expediente. Aqui na Padre Agostinho, eles chegaram no começo da tarde e foram embora ao anoitecer.

Claro que, com duas faixas a menos, houve o maior engarrafamento do ano.

De madrugada, hora de maluco apostar corrida com carrão, onde está a polícia?

Posted on 11th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet
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Fique esperto, Mantega. Só dinheiro barato não tira a gente dessa crise

Mais gente na vitrina. E na loja? A gente olha mas não entra

 

O Brasil não vai escapar da crise só porque baixou os juros.

Dinheiro barato não significa necessariamente maior volume de compras. Essa lenda é do tempo da penúltima crise. Agora temos a inadimplência em alta. E consumidor endividado é um cara cauteloso que olha muito a vitrine e entra pouco na loja.

O presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior, faz uma declaração pessimista ao InfoMoney. Ele acha que neste momento o brasileiro quer limpar seu nome e isso vai afetar as compras de Natal. “Apostamos em um crescimento modesto de 4% nas vendas de Natal e em um tíquete médio de R$ 83, quando tivemos um de R$ 100 no ano passado”.

Quem pode estar certa é a revista Economist, que pediu à Dilma Rousseff para demitir o ministro Guido Mantega. Além de estimular a demanda, o governo precisa fazer alguma coisa pela oferta.

Isso quer dizer produtos melhores e mais baratos. Uma modesta camisa de algodão não pode custar R$205. Não na Rua 15, onde o povo que foge dos preços dos shoppings vai procurar presentes de Natal.

Posted on 11th dezembro 2012 in Sem categoria  •  No comments yet