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“Homem ateia fogo em cachorro e é quase linchado no Pilarzinho”

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gghghg Escapou por pouco.

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Está na Tribuna do Paraná. Foi na segunda-feira desse carnaval de chuva e zumbis.

É uma notícia, mas não uma grande notícia.

Todo jornalista sabe que a grande notícia seria:

Titulo:

Cachorro ateia fogo em homem

Subtítulo:

“Indignados, moradores do Pilarzinho tentam linchar o animal”

 

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P.S. – Declaração atribuída a Marilyn Monroe: “Cães nunca me mordem; só os homens.”

Posted on 13th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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As musas da festa

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A festa foi bonitinha. Porque não havia gente demais. Nem de menos.

 

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Havia gente em close up, em plano americano.

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E gente em discreto plano geral.

Posted on 12th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Carnaval, chuva e nikita

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ghghgg A poderosa.

 

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Se você bebe nikita, a poderosa vodca que custa 12 reais o litro e tem 39% de alcool, é porque tem muita desidrogenase para absorver todo aquele alcool.

Desidrogenase, descobri há pouco, é a enzima que metaboliza a nikita, de longe a bebida de alto teor alcoolico mais procurada neste carnaval.l

Alô, moças, fiquem espertas, vocês têm menos enzima desidrogenase que os homens.

 

Posted on 12th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Duas Coreias, uma bandeira

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duas Coreias A Coreia do Sul, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno deu um espetáculo de unidade com a Coreia do Norte, na cerimônia de abertura. O jogador norte-coreano de hoquei sobre o gelo Hwang Chung Gum e o sul-coreano Won Yun-jong, da equipe de bobsleder, lideram os atletas dos dois países. A bandeira representa a península coreana reunificada.

 

 

 

Não é a imagem do ano, que está apenas começando.

Mas é uma imagem de paz e fraternidade – a mais eloquente que aparece desde as olimpiadas de verão de 1988, onde espetáculo semelhante entre as duas Alemanhas foi a senha para a queda do Muro.

Posted on 10th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Edmund Burke, Tom Paine e as Revoluções

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Empire and Revolution: The Political Life of Edmund Burke

por Richard Bourke

Princeton University Press, 1.001 pag, $29.95 (brochura)

 

A resenha está na New York Review of Books de 18 de janeiro, assinada por Alan Ryan. No YouTube há palestra e entrevistas de Richard Bourke, um professor de 53 anos bastante didático.

 

O livro é importante porque a Inglaterra do século 18 tinha problemas que o Brasil não resolveu até hoje, como corrupção e desigualdade.

 

Edmund Burke, um dos pais do conservadorismo inglês, foi político e escritor. Iniciou como secretário particular e protegido do Marques de Rockingham, do Partido Whig, que foi convocado em 1765 para formar o governo. Como primeiro ministro durou pouco mais de um ano.

 

Rockingham fez com que Burke fosse eleito para a Câmara dos Comuns. Eram anos turbulentos que culminaram com a independência dos Estados Unidos, a maior das colônias.

 

O rei George III gostava de mandar em tudo, e o Parlamento nem sempre concordava com isso. Havia confronto. O país procurava a confluência, o ponto de equilíbrio entre o poder real e o poder político.

 

Richard Bourke é um autor ambicioso. Trata de mostrar cada momento da carreira parlamentar de Edmund Burke e ao mesmo tempo rastrear as origens de pensamento político de seu biografado, de Aristoteles a Cícero e John Locke, e além.

 

Considera de “qualidade melancólica” o desempenho de Burke como político. Um homem dedicado a acordos de bastidores nem sempre bem sucedidos. Isso não dá um filme. Em compensação, louva a produção intelectual de seu biografado, principalmente a verve e o estilo literário das “Reflexões sobre a Revolução” na França.

 

A ideologia conservadora vai aparecendo aos poucos, na reverência aos valores tradicionais e na admiração por Maria Antonieta, a rainha morta pelos revolucionários.

 

Thomas Paine, o contrário de Burke, dá vários filmes. Personalidade brilhante. Político, revolucionário e panfletário, viveu até os 37 anos na Inglaterra e depois atravessou o Atlântico e tornou-se um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América.

Paine sustentava que cada geração tem o direito de escolher sua própria forma de governo. A monarquia hereditária era irracional e a reverência pela tradição permitia que os mortos governassem os vivos. A França estava exercendo seu direito de escolher sua forma de governos como os EUA haviam feito em 1776.

Em resposta, Burke garantiu que os revolucionários franceses haviam aberto as portas para a anarquia e o banho de sangue – a acabou vendo os fatos confirmarem sua previsão. Em outubro de 1793, a cabeça da admirada Maria Antonieta rolou pelo cadafalso, na Praça da Concordia, centro de Paris.

 

O confronto entre os dois foi por alguns encarado como uma vitória do conservantismo sobre o liberalismo, mas o autor adverte para o anacronismo da análise. Foi só em 1865 que o Partido Liberal inglês, defensor do livre comércio e do pacifismo, disputou sua primeira eleição.

 

Visto com os parâmetros de hoje, Burke seria um garantista – defendia um governo obediente à letra da lei. Era um “whig reformista”. Isso equivale a dizer que apoiava governos  capazes de prover eficiência administrativa, com zero corrupção, e assegurar segurança e prosperidade para os cidadãos.

 

 

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P.S. – Se ainda estiver interessado em conservadores e revolucionários, dê uma olhada em “Casanova e a Revolução”, em inglês “That Night in Verrenne”, o filme de Ettore Scolla, onde Tom Paine é personificado por Harvey Keitel.

 

Posted on 9th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Militão tem amigão?

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A notícia está no UOL.

Em negociação com Militão (Eder Militão completou 20 anos dia 18 de janeiro. É filho do ex-jogador Valdo), o São Paulo quer oferecer um contrato até 2022 ao volante improvisado na lateral direita. O estafe do jogador negocia as bases de um novo compromisso …

Estafe? Desde quanto jogador de futebol tem estafe? Antes, estafe era privilégio de craques. Agora há dezenas de empresas oferecendo assessoria de imprensa, jurídica e profissional para jogadores e técnicos de futebol, basquete, vôlei e outros esportes.

O entorno do craque é ocupado por um número cada vez maior de profissionais, cuja remuneração oscila entre 10 e 30 por cento de tudo que entra. É o estafe, nem sempre útil.

Todos lembram do Pepe Gordo, assessor de Pelé desde os tempos de Santos. A ligação entre eles acabou mal. O craque descobriu que era enganado pelo funcionário, que acumulava as funções de amigo e sócio.

Há pouco, Neymar teve que pagar uma indenização trabalhista de três milhões de reais para um ex-assessor e também amigão.

Os problemas surgem quando o assessor é confundido com o agente e o agente vira o amigão.

 

 

Posted on 9th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Este ano não vai ser igual àquele que passou

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hjhjhjh The Guardian dá destaque à luta das mulheres contra o sexual harassement – a ação dos caras que se acham no direito de chegar chegando.

 

 

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A regra é simples: você prá lá e eu prá cá.

No ano passado, diz a matéria do Guardian, a polícia do Rio recebeu 2.154 chamados telefônicos denunciando violência contra mulheres durante o carnaval.

Mulheres entrevistadas pelo jornal inglês avaliaram que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer até superar a desigualdade e o machismo arraigado. Agora, depois de prisões e condenações, elas veem oportunidade de iniciar um diálogo produtivo sobre o problema.

Organizaram blocos de rua que distribuem stickers avisando: “Meus seios, minhas regras”, “Não é não” e “Não é me agarrando que você vai conseguir um beijo”.

 

Posted on 8th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet
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Matéria de memória (*)

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gjgjgjg Se acaso se perder no Centro Cívico, aproveite para contemplar o mural de Rogério Dias. São 50 metros quadrados em homenagem ao Rio Iguaçu e seus passarinhos.

 

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No caderninho Moleskine uma anotação: “Nem toda distância é ausência; nem todo silêncio é esquecimento”. Estava assinado J.H. Nichols, mas podia ser Luis Fernando Veríssimo, a internet aceita tudo. Ao lado do carro preto, de bermuda e camiseta naquele fim de tarde de sábado, um ventinho frio nas pernas, pensava em distâncias e ausências. Não conseguia abrir a porta porque, por alguma bruxaria, a chave sumira de seu bolso. Impossível buscar a reserva em casa: a chave da casa estava no porta-trecos do carro – só arrombando.

Foi-se a alegria dos sete quilômetros caminhados, do Centro Cívico ao São Lourenço, ida e volta. A bela e rara tarde de sol já era. Dedicou-se a pensamentos sombrios sobre o que acontece com gente que anda por ai perdendo coisas, esquece o nome das pessoas, candidata-se ao asilo de velhinhos.

Tudo é memória, esquecimento, ausências, ensinou Nichols/Veríssimo. Escalar o time do Coxa de 1972 é fácil: Jairo, Hermes, Pescuma, Claudio e Nilo; Fito e Dirceu; Zé Roberto, Leocádio, Kruger e Helio Pires. Timaço, lembro dos quatro a zero no São Paulo, dois de Zé Roberto. A memória remota está beleza. Difícil é o ontem, o menu do almoço de domingo, o nome do filme.

***

Achou o cartão da seguradora e discou. Preciso de assistência. É, perdi a chave do carro. Não, não foi assalto, aqui é seguro. Estou no Centro Cívico, só vejo gente fina. Corredores de tênis Saucony. Mães e suas crianças. Cachorro labrador. Lá do interior de Goiás, a voz perguntou:

-Entendi. A cidade é Centro Cívico, Paraná. E a rua?

-Não, a cidade é Curitiba, praça Nossa Senhora da Salete.

O operador prometeu mandar o socorro nos próximos minutos.

Uma hora depois, completamente gelado, viu um homem chegar de moto. Magro, barba por fazer, só a camisa com o nome da empresa sugeria que não era o ladrão de carros. Da caixa de ferramentas saiu um pé-de-cabra. Em dois minutos afastou o vidro, introduziu um arame grosso e puxou a tranca. Num zas a porta aberta, o alarme desligado. Coisa de profissional.

Depressa ele vestiu o agasalho que todo curitibano de juízo leva no porta mala. Sentiu-se aquecido e generoso. Esse cara merece uma cerveja. Não, duas. Assinou um protocolo, agradeceu o trabalho e anotou mentalmente a caminho de casa: preciso de um pé-de-cabra. E talvez um maçarico. Enquanto tomava um banho bem quente pensou na maneira de carregar as ferramentas do lado de fora. Sob o porta mala numa gavetinha secreta. Ou debaixo do paralama. Simples e lógico como todos os grandes inventos. Será difícil patentear?

Já de roupa, fez um chá com gengibre e sentou em frente à TV. Daqui a pouco ia sair para o show da Lais Mann. Então, dormiu feliz.

***

(*) – Nome emprestado ao grande romance que o Cony escreveu em 1972.

 

 

Posted on 6th Fevereiro 2018 in Sem categoria  •  No comments yet