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Karius, Sergio Ramos, e o final tragicômico da Champions League

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hhjhjh O patético Karius. (Foto do Independent, UK)

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O futebol de antigamente era mais fácil. Você ganhava se conseguisse tirar de campo o craque do adversário.

-Cuspa na cara dele – ensinava o técnico.

O craque se ofendia, partia para a briga, era expulso de campo. Onze contra dez.

 

Dava certo. Mas, no ano passado, Kleber Gladiador cuspiu num jogador do Bahia, foi expulso de campo, ganhou um gancho de 15 jogos, e o Coritiba foi parar na Segundona.

Outro jeito de ganhar era acionar o Departamento de Espionagem. De posse dos relatórios médicos o técnico fazia a preleção.

-Dá um bico no tornozelo esquerdo do centro avante – propunha ao zagueiro. E explicava no desenho onde fica o tornozelo esquerdo.

A técnica mais festejada era do Departamento de Compras, que enviava um emissário conversar com os jogadores do adversário.

-Chutem em gol de qualquer distância – ordenava o treinero. –Minha intuição diz que a bola que for no gol entra.

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Lembrei do treinero ao assistir Liverpool e Real Madri. Será que ele sugeriu a Bale chutar de qualquer distância porque a bola de cristal dele estava mostrando frangos e mais frangos?

Seja sincero, amigo. Você já viu, mesmo na mais rústica pelada de empresa, daqueles gerentes barrigudos correndo atrás da bola antes da costelada – você já viu um goleiro ir na bola com a mão mole do Loris Karius?

Essa cara é um personagem de Nelson Rodrigues. Perdoa-me por me traires. Goleiro, porém honesto.

Bonitinho, mas ordinário, chorava feito criança após os dois frangos históricos. Pedia perdão à torcida. Milhares haviam se deslocado de Liverpool a Kiev para comemorar o título. Ou para se conformar com uma derrota digna, que se desenhava após o marginal Sergio Ramos ter deslocado o ombro do craque Salah com um golpe de judô. (*)

Hoje, a saída está na teoria conspiratório. Loris Karius, grande arqueiro, atuações brilhantes do Mainz e no campeonato inglês, não tomou os frangos em seu estado normal. Foi drogado por uma ex-agente da KGB, gostosa e sedutora, que se infiltrou na concentração disfarçada de garçon.

Neste momento, o presidente do Liverpool e o departamento médico, deviam estar recebendo o resultado do exame de sangue. Mesmo negativo, jamais desistiriam da suspeita.

Os russos – e Kiev fica ali pertinho – inventam dopings que os laboratórios ocidentais só descobrem na próxima Copa.

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(*) – Foi lesão corporal grave – aquela que afasta a vítima do trabalho por 30 dias ou mais. Está descrita no art. 129 do Código Penal brasileiro e dá de dois meses e um ano de cadeia. Sorte que o Sergio Ramos é espanhol.

 

 

 

 

Posted on 27th maio 2018 in Sem categoria  •  No comments yet

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