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Conversa amena com Patrícia Campos Mello

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gghghg Patricia Campos Melo, segunda-feira, na Capela Santa Maria.

 

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Lá vem a estrela do jornalismo brasileiro, ganhadora do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa de 2019, promovido pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Patricia Campos Mello entra sorrindo no palco da Capela Santa Maria e senta-se no banco das testemunhas da Litercultura, Festival Literário Curitiba. Vai falar sobre “os territórios moventes da literatura e da nova geopolítica”, como está no programa.

A plateia lotada espera mais: quer informações quentes, em primeira mão, sobre a guerra da mídia, os disparos em massa no WhattsApp, o escândalo do financiamento clandestino da campanha presidencial.

Pois Patrícia é correspondente de guerra, embora não faça muita questão do título. Para ela tanto faz cobrir a guerra da Síria, Gaza,  Afganistão, Morro do Borel ou Paraisópolis. Tudo é reportagem. Mas fica implícito que cada reportagem pode ser outra etapa da batalha de narrativas.

É verdade que não não existe correspondente de guerra depois do Joel Silveira, que tinha até carteirinha de identidade da Força Expedicionária Brasileira. “Profissão: Correspondente de Guerra”.

Mas pense bem: não será Glenn Greenwald, cercado, ameaçado de expulsão do país ou de ir em cana, um correspondente de guerra?

E The Intercept não reporta episódios da Guerra Digital? A Vaza Jato não trata da tempestade populista que se abateu sobre o Brasil?

Pena, parece que essas perguntas não estão no roteiro do entrevistador.

Patrícia Campos Mello sorri um sorriso sem guerra. Sub judice, não fala sobre os processos que resultaram de suas reportagens na Folha de S. Paulo. Nem sobre o financiamento clandestino à campanha de Jair Bolsonaro. Os disparos em massa de mensagens pelo Whatsapp chegavam a custar 12 milhões. Nem sobre o financiamento ilegal de campanha, que é crime eleitoral. Pode até anular o pleito – e nesse caso o Brasil ficará desobrigado de desmatar a Amazônia, invadir a Venezuela, transformar Eduardo Bolsonaro em embaixador, ou acabar com a universidade pública. Pode até ficar com a Petrobrás.

Infelizmente, os litígios seguem nos tribunais, que têm seu próprio ritmo para julgar petições, denúncias, agravos e embargos.

Na falta de sentenças, a jornalista guarda um silêncio obsequioso sobre o assunto.

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Posted on 14th agosto 2019 in Sem categoria  •  No comments yet

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