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Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
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A memória da cidade em leilão

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gghghg Como o prédio está tombado, desperta pouco interesse.

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Na década de 1950, esta era um dos prédios mais importantes de Curitiba. Por aqui desfilava o doutor Alfredo Pinheiro Júnior, hábil político do PSD e um dos conselheiros do governador Moisés Lupion.

Embora não fosse oficialmente o coordenador político do governo, todo mundo sabia que os assuntos mais importantes passavam por aqui.

Atrás de soluções, prontos a fazer acordos políticos, chegavam deputados do PSD e de outros partidos, prefeitos, personalidades públicas.

Agora, a antiga Secretaria está desse jeito. O governo quer vender o prédio da Barão do Rio Branco 174, mesmo sabendo que é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP).

Construído na década de 1920 pela família Hauer, foi apropriado pelo Estado em uma execução de dívida tributária.

No ano passado, estudantes de Arquitetura promoveram uma ocupação. Queriam chamar a atenção da cidade para mais um elemento da memória histórica e arquitetônica que vai virar Loja do China ou pastelaria.

Enquanto isso, o governo gasta uma pequena fortuna em aluguéis.

 

 

Posted on 23rd janeiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet
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O SOLUCIONADOR

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gghghghg O homem certo, na hora certa, no lugar certo.

 

 

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Advogados em geral estão com pouco trabalho em 2021. Não é o caso do Solucionador.

Ele leu a pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que aponta para um aumento da inadimplência em 2021.

A previsão é que ultrapasse os 3,6% estimados antes da crise. Talvez até supere os 5% graças à decisão do governo federal, que trocou o auxílio emergencial de 600 por uma Bolsa Família de 180.

Então o Solucionador entrou em cena. Ele promete limpar o nome do devedor e ainda conseguir um desconto de “até 75%” na dívida.

E oferece ao banco o pagamento de – digamos  – 50% de um crédito que ele estava disposto a jogar na gaveta dos títulos podres.

Dizem que o negócio vai bem.

Posted on 23rd janeiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet
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Sem Algaci Tulio e sem o Diario do Paraná ia ser difícil resolver o Caso Marinês

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gghhhh

Craque do microfone e da Olivetti.

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Convém avisar que as próximas linhas estão eivadas de parcialidade e espírito de corpo. Foram escritas para louvar o jornalismo paranaense, especialmente o que se fazia do tempo da Ultima Hora, edição do Paraná. Nosso jornal heroico e breve começou a funcionar em 1958 e foi fechado em 1965, depois do golpe. Com o fechamento da UH paranaense e o enquadramento da redação quase inteira no Código Penal Militar, sobrou o quê? O editorial cheio de platitudes sobre o paranismo, a coluna social com a foto da Garota Caiobá e a reportagem policial.

Por algum motivo ainda por ser revelado, em todas as redações da cidade a parte dos fundos era resevada à editoria de polícia. Um território de craques da Rolleiflex e paladinos da Olivetti, gente que fumava maconha, bebia demais e andava com as bailarinas da boate Marrocos. Para cumprir a pauta diária usava a consagrada combinação de instinto da notícia, esperteza e ética seletiva.

Às vezes, o repórter de polícia precisa encarnar Diabo da Fonseca, personagem de Nelson Rodrigues que diz: “E vou provar o seguinte, querem ver? Que é falsa a família, falsa a psicanálise, falso o jornalismo, falso o patriotismo, falsos os pudores, tudo falso!”

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Vamos falar sobre Algaci Tulio, jornalista e político morto esta semana, vítima do Covid-19. Em certo momento Algaci Tulio foi o nosso Diabo da Fonseca. Era 1977. Com a imprensa política censurada, os jornais mancheteiros vendiam às dezenas de milhares nas bancas do Rio e São Paulo e Curitiba. Notícias Populares, Tribuna do Paraná, Luta Democrática, O Dia. Aqui, os integrantes da redação da Ultima Hora Paraná estavam livres graças ao talento do Renê Dotti, Elio Naresi, Antonio Breda e outros advogados, que conseguiram alguns dos últimos habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal antes do AI-5. Livres e procurando emprego. Circulava uma lista negra entre os patrões. Estavam lá todos os comunistas, esquerdistas e liberais (“linha auxiliar da subversão”) inocentes úteis. Essa turma era perigosa porque defendia a volta das eleições diretas.

Alguns furaram a lista negra e trabalhavam no novo Estado do Paraná, comprado pelo governador Paulo Pimentel. Outros foram para as Mercês, para onde mudaram a TV Paraná e o Diario do Paraná, agora de propriedade do milionário paulista Oscar Martinez, dono da Rede OM de Comunicação. O presidente da Rede era o filho José Carlos Martinez, amigo de Fernando Collor, prefeito de Maceió. O alagoano sonhava com a presidência da República e dependia de muito apoio mediático.

Entre os contratados estavam “subversivos” e “inocentes úteis”: Cicero Cattani, Creso Moraes, Carlos Coelho e o mestre Reinaldo Jardim. O Diário do Paraná tentava mudar de trajetória e tornar-se um jornal popular, com cobertura dos bairros e muito crime na primeira página. Para isso mantinha uma aguerrida equipe de repórteres policiais, onde se destacava Algaci Tulio, com experiência em rádio-jornalismo.

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Certa madrugada, foi parar nas mãos de Algaci uma carteira de identidade ensanguentada. A dona chamava-se Marinês Lemanski e o corpo dela estava caído no banco de trás de um carro abandonado numa estradinha de Colombo. A vítima era esposa do jornalista Henrique Lemanski, secretário da Tribuna do Paraná, internado no hospital, o braço quebrado por um tiro.

O casal teria – e aqui a matéria começava a usar o condicional necessário às notícias policiais – teria sido vítima de sequestro ao sair de um restaurante próximo à Reitoria da UFPR. O criminoso mandou tocar para Colombo. Lá, roubou joias e dinheiro e atirou. Marinês caiu morta, o marido teria conseguido correr para o matagal. Escapou com vida, mas ferido no braço.

O dia seguinte foi de comoção na sociedade. Mais de uma centena de pessoas no velório, realizado na capela do cemitério Parque Iguaçu. Cercado de amigos e colegas, o marido chorava levando a mão ao rosto; via-se o braço engessado, testemunho da violência dos sequestradores.

Algaci tinha muitas fontes. Sabia onde ir, o que perguntar. Amigo de delegados e tiras, foi recebendo dicas e seguindo pistas. Chegou ao Rio Grande do Sul – e sua presença desagradou gente poderosa. Um gaúcho de chapelão e vasto bigode fez uma visita ao Diario do Paraná. Queria conversar com quem mandava. Entrou na sala do José Carlos Martinez e deu seu recado: é bom parar com a investigação. Continuar pode ter consequências. Quais consequências? Ninguém soube, porque o bigodudo pegou o chapéu e foi embora. E agora? Zé Carlos mandou uma ordem para a redação: continuem.

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Era um jornal feito com algum dinheiro e muita coragem. A visita do emissário não meteu medo nos repórteres. E no domingo, 12 de maio de 1978, uma enorme manchete dizia: “NA ORIGEM DOS BENS DE LEMANSKI, TODO MISTÉRIO DO CRIME”.

Eis o texto que explicava porque o motivo do crime era dinheiro:

“Advogados e policiais, que acompanham o caso Lemanski desde a época do crime, não têm dúvida em concluir que na origem dos bens do empresário está todo o mistério do assassinato de Marinês. O último lance estranho é o fato de a própria Policia “seqüestrar” e manter incomunicável o mecânico Pedro Roberto Salvattl, que ficou fazendo verdadeira romaria pelas delegacias de Policia de Curitiba, a fim de que não fosse localizado por parentes e advogados interessados em defendê-lo. A Polícia estava escolhendo advogados para o mecânico, além de indicar defensor para a família de Marinês. O delegado Peter Wlaslowskl impediu, de todas as formas, que o advogado Mário Jorge fosse contratado para defender o mecânico, mantendo em completo sigilo o paradeiro do preso, até que ele se dispôs a contratar outro advogado, Douglas Godoy, filho de um delegado de policia. “Quando a Policia impede que o advogado fale com o preso e que até sua mãe o veja é porque tem “chuncho”. E dos grandes”. Um outro fato não explicado: o tremendo esforço da Delegacia de Furtos e Roubos a fim de evitar que Henrique Lemanski viesse a se apresentar espontaneamente, para esclarecer os verdadeiros motivos do crime. Aparentemente, a Polícia temia que suas declarações pudessem ser por demais comprometedoras, complicando elementos da própria Polícia, como de outras pessoas da sociedade, cujos bens tiveram a mesma origem que os seus. Detalhes, na 16º pag.”

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A matéria não estava assinada, mas todo mundo sabia que era do Algaci Tulio. Dali em diante, a investigação avançou, os outros jornais entraram com mais vontade na cobertura, até que um delegado tomou coragem e fez o relatório apontando o marido e o mecânico como responsáveis pelo assassinato. Algaci ganhou fama de destemido, de herói do jornalismo, e não não viu muito futuro nessa condição. Não queria ser uma espécie de Amado Ribeiro curitibano.  Por que? Porque não faz bem para a saúde. (“Não quero virar nome de rua”)

Olhou para o lado, deparou-se com o largo caminho da política. Virou vereador pelo PTB, depois deputado, depois, por duas vezes, vice-prefeito de Curitiba, com Jaime Lerner e com Cassio Taniguchi.

Mas nunca deixou de ser jornalista. Para muitos colegas, foi o melhor repórter policial que a cidade conheceu.

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gghghg O homem do chapeu preto veio dar o recado. 

 

Posted on 16th janeiro 2021 in Sem categoria  •  1 comment
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Democracia hackeada

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gfgghhh Não pode haver suspeita sobre o sistema de votação.

 

 

 

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A Wikipedia informa que Hacking Democracy foi um documentário indicado ao Emmy de 2006.

O filme foi transmitido pela HBO e criado pelo produtor Robert Carrillo Cohen e pelos produtores / diretores Russell Michaels e Simon Ardizzone e pelos produtores executivos Sarah Teale, Sian Edwards & Earl Katz.

Ele nos mostra como é relativamente fácil entrar em uma máquina de votar da Diebold Voting System, empresa então situada no estado americano de Ohio, e alterar o resultado de uma votação.

Era simples penetrar pela porta dos fundos do software da Diebold, usado para coletar votos em 33 estados americanos.

Em uma das cenas mais dramáticas o próprio hacker aparece manipulando a máquina e retirando dela um resultado falso.

O que isso tem a ver com as denúncias de Trump sobre fraude eleitoral?

Tem tudo a ver.

A Diebold foi vendida para a Dominium Voting Systems, responsável pela votação eletrônica em 28 estados, entre eles Wisconsin e Georgia, onde os resultados foram contestados pelos advogados do Partido Republicano.

Agora, voltamos ao Brasil.

Em 2002 a urna eletrônica brasileira não era brasileira –  era da Diebold. A empresa passou a se chamar Premier Election Solutions até ser comprada pela Dominium.

Mas agora em novembro, o Tribunal Superior Eleitoral informa que “todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país.”

A notícia prossegue garantindo que “as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas mediante licitações públicas e de ampla concorrência.”

Servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral? Quem é essa gente? O que eles fizeram para impedir a ação de hackers? Que empresas foram selecionadas para participar da licitação? Onde eu acho os documentos da licitação?

Parece que agora as urnas eletrônicas são fabricadas pela Positivo. Mas, a taxa de transparência é muito baixa. Que tipo de processador é usado? Qual o software? Os votos são salvos em cartões de memória? São transmitidos online?

Há muita pergunta sem resposta quando se trata da segurança da urna eletrônica. A principal é: Por que não permitem a impressão do voto?

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A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou investigação sobre a declaração de Jair Bolsonaro desta quinta-feira,7. O presidente da República declarou que “se nós não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos”.

Fonte: Agência Senado

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Cartinha meio desapontada para Michelle Obama

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fdfdff Estava na edição online do New York Times de ontem.

 

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Caríssima e eterna Primeira Dama:

 

Em primeiro lugar, quero reiterar nesta cartinha a grande admiração de um brasileiro desapontado com as Primeiras Damas que andaram por Brasília.

Umas sem iniciativa para nada, aquele tipo que cuida dos filhos e não deixa faltar cerveja para o churrasco. Outras nem cuidar dos filhos sabem. Gastam o tempo com socialites.

Você é diferente. Você não chegou chegando. Não viveu em festas com as bacanas de Washington apesar do mar de convites. Fez um belo trabalho sem esnobar ninguém.

Um dia você escreveu, contando das coisas que tem em comum com o Barack: “Acreditamos que a palavra tem valor. A gente faz aquilo que disse que ia fazer. A gente trata as pessoas com dignidade e respeito, mesmo que não as conheça e mesmo que não concorde com elas.”

Ontem, li com tristeza o que você escreveu sobre a invasão do Capitólio e sobre o Trump, esse cara monstruoso que vocês elegeram.

Tive que ler duas vezes para me convencer que você pediu aos magnatas do Silicon Valley, ao Facebook, ao Twitter, ao Google, para “banir permanentemente esse homem de suas plataformas e adotar políticas para impedir que a tecnologia seja usada pelos líderes nacionais para fomentar a insurreição.”

Você pediu a censura, Primeira Dama.

Mais, você sugeriu “impedir que os meios de comunicação sejam usados para fomentar a insurreição.”

Convenhamos, Michelle, não há república sem insurreição.

Sem revolta, os Estados Unidos ainda seriam colônia da Inglaterra.

Não haveria movimento negro, porque aqueles líderes – Martin Luther King Jr, Malcoln X, Rosa Parks – eram fomentadores de insurreições.

Dos mais perigosos, porque usavam a tecnologia da comunicação para chegar a um público maior.

Em vez de sugerir a censura aos poderosos do Silicon Valley, por que não propor à sociedade, isto é, ao Congresso, a elaboração de leis que permitam ao país ter um mercado de telecomunicações e mídia vibrante e competitivo?

Por que não lutar para que todas – todas, heim? – as opiniões e informações sejam veiculadas com respeito absoluto à verdade?

Por que não iniciar uma luta missionária para que os cidadãos e as empresas sejam protegidos dos abusos do poder econômico?

É como você diz, Michelle: “A missão de consertar o que está errado não é trabalho de um político, nem de um partido político. Cada um de nós tem que fazer a sua parte.”

Cordialmente,

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E se esses desordeiros fossem negros?

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ggghg Os invasores posam para a fotografia no interior do Congresso.

 

 

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Não passariam.

A polícia deixou que eles entrassem. Se fossem negros estariam machucados, sufocados, talvez baleados.

Mas eram homens brancos.

É isso. O bando de extrema direita que ocupou o Capitólio não teria passado pela porta de entrada. A lei não escrita manda tratar negros e esquerdistas com energia – o que é sinônimo de violência – e tolerar uma invasãozinha desse grupo de gente estranha.

Há seis meses a sede do parlamento do Kansas sofreu invasão muito parecida com essa.

Ninguém reclamou.

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“Não parece uma transmissão pacífica do poder.”

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ghghghg Os senadores receberam ordem para colocar suas máscaras de gás. Como? Leia as instruções.

 

 

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@LauraTrevelyanThis does not look like a peaceful transfer of power.”
O comentário da apresentadora da BBC nos Estados Unidos resume com bom humor o que aconteceu em Washington.
Os parlamentares escondidos em algum porão seguro do Congresso.
A multidão fazendo de conta que o prédio era uma nova Bastilha.
Tudo indica que Trump planejou um assalto popular ao Capitólio. Se desse certo, talvez o regime americano agora fosse outro.
Não deu certo.
O presidente derrotado escreveu um tweet – foi como pegar uma mangueirinha para apagar as chamas.
Agora ele responde pela tragédia que tirou a vida de uma mulher e levou um homem à UTI depois de uma queda de 9 metros.
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Em outro tweet disse aos seguidores: “Jamais esqueçam essa data”.
Eles dificilmente esquecerão; Trump vai continuar liderando essa direita radical, racista, fascistóide.
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Presentes de Natal (ainda dá tempo)

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hhkhkh Uma pincelada do Candinho – imaginem! – vale um monte de dinheiro.

 

 

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O quadro acima é Lavadeiras, de Candido Portinari, de 1945.

Ao apresentá-lo a um grupo de amigos durante jantar em sua casa no Cosme Velho, o pintor revelou: estava rico é era explorado de maneira quase indecente pela família, que morava em Brodowski, no interior de São Paulo.

O pai, contou Candinho, chamou um trabalhador para um serviço de reparos na casa. “Quanto você vai cobrar?” -“Centro e cinquenta mil réis”.  -“Não faça isso. Cobre mais. Meu filho é rico. Com uma pincelada ganha um montão de dinheiro.”

Os convivas eram Djanira e Milton Dacosta, um funcionário do Banco do Brasil não nominado, Marques Rebelo e Elza, o escritor espanhol Francisco Ayala, além do casal Drummond.

Rebelo lembrou o irmão de Portinari, que, vindo ao Rio, comeu de uma só vez dezoito maçãs importadas. “Ele pensa que é feijão”, justificou o pintor.

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A vida era risonha para o poeta Drummond, que tinha bom emprego no ministério da Educação, recém instalado no prédio modernista construído por Lucio Costa e Oscar Niemeyer, a pedido de Gustavo Capanema.

Tinha uma sala no décimo andar e da janela contemplava a baia da Guanabara.

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O diário de Drummond, chamado O Observador no Escritório, foi editado em 2020 pela Cia das Letras no formato esbelto de 14 por 21 cm. Comprei pela internet e recebi em dois dias. Sou absolutamente contra a privatização dos correios.

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Adam Smith e a junk food

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ghghghg O governo inglês faz campanha contra o sausage roll, aqui conhecido como enroladinho de linguiça.

 

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Adam Smith nasceu no dia 5 de junho de 1723 em Kirkcaldy, a 15 quilômetros de Edimburgo. Três anos depois, durante visita à família da mãe, foi raptado por ciganos.

Um tio conseguiu resgatá-lo e a pergunta inevitável é: -como seria o mundo se os ciganos sumissem para sempre com a criança?

Não haveria capitalismo? Ou, pior, haveria um capitalismo onde nem a mão invisível do mercado desse um jeito nos preços, na oferta, na demanda?

Difícil responder, mas com certeza não existiria o Centro Empresarial Adam Smith, que um construtor neoliberal ergueu no Batel – e onde há salas e conjuntos para alugar e vender porque a crise é braba e urge desimobilizar o capital.

Algumas dessas unidades foram usadas para garantir dívidas não pagas. Estão na Kromberg Leilões aguardando a melhor oferta.

 

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Em Londres, o Instituto Adam Smith desenvolve vigorosa campanha contra as medidas do governo inglês para acabar com a junk food.

No site (www.adamsmith.org) ele afirma: “O governo revelou planos para o banimento total da publicidade online da chamada junk food. Isso influi alguns alimentos prediletos da família, de enroladinho de linguiça ao peixe frito, da mostarda ao molho de fermento.”

“A medida se aplica a todas as mídias sociais, sites comerciais e pessoais, e-mails e mensagens de texto.”

E mensagem conclui:

“Isso será mau para os consumidores, prejudicial aos negócios e em nada ajudará a reduzir os índices de obesidade na Grã Bretanha.”

Então é isso: se os ciganos tivessem sumido com Adam Smith talvez não houvesse na Inglaterra, e no mundo, lobbies contra as campanhas de saúde pública.

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Posted on 29th dezembro 2020 in Sem categoria  •  No comments yet