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Governo e política, crime e segurança, arte, escola, dinheiro e principalmente gente da cidade sem portas
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Afinal, onde estou? (O ministro em grave crise cognitiva)

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Soluções para a Saúde.

 

O Ministério da Saúde não é “máquina de fabricar soluções”.

A declaração está no G1 e é do ministro Eduardo Pazuello. É evidência de que ele não serve para ministro da Saúde.

Porque o Ministério da Saúde é exatamente isso: a parte da máquina destinada a solucionar os problemas de saúde do Brasil.

Assim como o Ministério da Educação fabrica, ou devia fabricar, soluções para os problemas da educação.

E o Ministério da Economia foi feito para ser a usina geradora de diagnósticos e remédios para as questões da economia e do desenvolvimento.

Ofereço ao ministro a leitura de um trecho do artigo sobre máquina pública, de autoria de José Wilson Granjeito, publicado no Congresso em Foco:

“A máquina pública é imprescindível para o bem-estar da população, para o cumprimento dos direitos e garantias do povo previstos na Carta Magna e nas demais legislações. Em prol do bom funcionamento do Estado, é necessário, portanto, que a Administração garanta acesso a educação, saúde, segurança, moradia, previdência social e tudo mais que a Constituição assegure aos cidadãos brasileiros. Todas essas são atribuições dos servidores, que se desdobram para dar conta do recado.”

Agora, vamos à pergunta de um milhão de dólares: o que o Ministério da Saúde não é?

Não é agência de emprego. Quer ganhar mais, general? Vai servir na fronteira, lá tem gratificação. Arranje uma zona de guerra para atuar. Consiga uma boquinha de adido militar no exterior.

O resto é desvio de função.

 

Posted on 4th março 2021 in Sem categoria  •  No comments yet
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O arrependimento insincero

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Boris compungido.

 

 

Boris Johnson, primeiro ministro da Inglaterra, culpa a imprensa pelos problemas do governo.

Diz que fala de cadeira porque foi jornalista.

“Também fui um desses que atacavam e abusavam das pessoas”, declarou a um grupo de alunos da Sedgehill Academy, uma escola religiosa de Londres. Está no Guardian.

Todos já ouvimos esse papo em algum lugar. A imprensa ataca e abusa das pessoas. Logo, é preciso conter a imprensa. Se não der para implantar a censura, se for impossível decretar um AI-5, tente jogar a opinião pública contra ela.

Johnson é como o Trump e o Bolsonaro, chama de fake news a notícia que o desagrada. Como a discurso da empatia está na moda, recomenda que, ao escrever, o jornalista se coloque no lugar da pessoa que critica.

No passado, em sua coluna de jornal, Johnson escreveu que mulheres de burka “parecem ladras de banco”. Em outra coluna, descreveu negros como “piccaninnies”, uma expressão muito racista. Também chamou homens gays de “tank-topped bumboys”, um deboche homofóbico.

Pois é: o que fazer para se defender dessa direita xenófoba, racista e homofóbica?

Tom Bingham aconselha a fortalecer todo o dia as bases de uma república baseada na ideia de que o homem tem direitos naturais e imprescritíveis; que todos podem fazer tudo que não ofenda nem prejudique os outros; e que ninguém pode ser preso ou punido a não ser nos casos expressos na lei.

E ensinar isso nas escolas.

Só estaremos salvos dessa gente no dia em que qualquer aluno do fundamental souber explicar porque é a favor do Estado de Direito.

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P.S. – Disse o Millor:

Ainda é na imprensa, e quase só na imprensa, que o cidadão encontra um espaço de choque contra a insensibilidade patológica do poder.

 

Posted on 27th fevereiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet
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Bolsonaro está certo

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Temos a distribuidora, a refinaria, o poço de petróleo. Então, o preço não pode ser exatamente aquele pago por países que não têm nada disso.

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Incrível, nosso presidente acertou quando reclamou do preço da gasolina.

Nunca pensei que fosse apoiar uma decisão desse governo.

Mas vi que o “Mercado” não gostou.

E descobri que vários economistas importantes estão contra o critério de formação de preço adotado pela Petrobrás a partir da gestão do Pedro Parente.

Lembram do Parente? É o CEO nomeado por Temer para liderar a “recuperação” da estatal.

A paridade com o dólar é irreal, o desinvestimento no setor de energia é no mínimo antipatriótico, no máximo criminoso.

 

 

 

 

Posted on 22nd fevereiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet
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O General Peru

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ghhhjh Peru com farofa de bacon.

 

 

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Em 1945, no fim do Estado Novo, nomearam um general como interventor do Paraná. Era um tempo engraçado: não havia mais ditadura, mas o pessoal ainda não tinha reaprendido a democracia.

O general assumiu e chamou o chefe do cerimonial para combinar o banquete.

-O que temos para servir?

-Peru, excelência. A Granja Canguiri está cheia de perus.

-Que venha, chefe. E a farofa do recheio com bastante toicinho defumado.

Foi um sucesso. Os comensais elogiaram tanto que o interventor encomendou outro banquete para dali a quinze dias, quando se comemorava uma data cívica.

Mais louvores na festa agradabilíssima. E, em rápida sucessão, vieram novos ágapes onde foi servido, com os melhores vinhos e licores, peru na cerveja, à provençal, ao escabeche, estufado com farofa e sálvia, inesquecíveis orgias gastronômicas.

O interventor ganhou um apelido, General Peru.

Seis meses depois, quando acabou sua interventoria, a adega do Palácio estava vazia e não havia um único peru no Canguiri.

Conto isso para apresentar uma suspeita: esse general que acaba de ser nomeado para a Petrobrás é um General Peru. Porque é generoso.

As informações estão na Folha de S. Paulo, que investigou as ações do general Silva e Luna na diretoria-geral da Itaipu Binacional. Ao completar um ano no comando, concedeu a todos os funcionários de Itaipu, fixos e temporários, um bônus equivalente a 2,8 salários como compensação de possíveis perdas decorrentes do acordo coletivo de trabalho. E também ganhou um pagamento extra de R$ 221,2 mil. Como o pagamento teve caráter indenizatório, ficou livre de Imposto de Renda.

Agora talvez não resista às pressões do Centrão e de outros aliados esfomeados. Eles querem peru!

Não adianta dizer que não sabe onde é a granja, general. Os que têm fome leram as longas confissões/colaborações do Paulo Roberto Costa, do Renato Duque, do Leo Pinheiro, dos diretores de empreiteiras, dos doleiros Yussef e Nelma Kodama.

Agora sabem de cor o caminho até o Canguiri do petróleo.

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Posted on 20th fevereiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet
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O primeiro

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Barreto Pinto, deputado pelo Rio de Janeiro, abre a longa série de cassações pós constituição de 1946. Foto da revista O Cruzeiro.

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Pode ser que seja suspenso durante certo periodo. Pode ser que receba uma censura. Pode ser que receba absolvição do plenário da Câmara. Se cassado, o deputado bolsonarista Daniel Silveira será o 207º a perder o mandato.

De 1946 para cá foram punidos com perda do mandato 206 deputados federais em 13 legislaturas. Pelos mais variados motivos. Barreto Pinto, um folclórico deputado do PTB carioca, posou em trajes indecentes para a revista de maior circulação do país. Hildebrando Pascoal, coronel aposentado da PM, lider de um grupo de extermínio no Acre, matou dezenas de pessoas com sua motosserra. Há uma concentração de cassações no período da ditadura – 175 – mas a redemocratização não zerou as punições. Houve mais 31 processos por variados motivos.

O deputado Barreto Pinto é o mais curioso. Não fez discurso pedindo o fechamento do STF. Não serrou ninguém. Nem sequer foi apanhado com dólares na cueca. Mas era um vaidoso, deixou-se fotografar. A fotografia em cueca samba canção, publicada na revista O Cruzeiro, foi a prova  de quebra de decoro parlamentar.

Está no Diário Oficial da União:

RESOLUÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 22, DE 1949

Declara a perda do mandato do deputado Edmundo Barreto Pinto.

Faço saber que a Câmara dos Deputados aprovou e eu promulgo a seguinte

RESOLUÇÃO:

Art. 1º É declarado perdido o mandato do Deputado Edmundo Barreto Pinto, representante do Partido Trabalhista Brasileiro pelo Distrito Federal, nos têrmos do parágrafo 2º do art. 48 da Constituição Federal.

Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

 

Câmara dos Deputados, em 27 de maio de 1949, 127º da Independência e 60º da República.

CYRILLO JÚNIOR,
Presidente da Câmara dos Deputados.

 

 

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O velho Operário vai abaixo. O novo pode homenagear nossas três vertentes político-culturais

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klklklklkl O construtor foi um negro: Benedito Marques, mestre de obras.

 

 

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Quando mais avança a demolição do prédio da antiga Sociedade Beneficente e Protetora dos Operários, no Alto do São Francisco, mais amadurece o projeto até agora chamado de centro de eventos, em elaboração no IPPUC.

Pode ser um monumento à história de Curitiba se levar em conta as três vertentes, para muitos invisíveis, que alimentaram a vida do Operário. Como o Centro Cultural Kirshner, de Buenos Aires, poderá “assumir o papel de agente político, a condição de espaço público e acelerar a transformação vital e comunitária que o momento reclama.”

  1. A vertente racial. Construído em 1883, o imóvel materializou a força do abolicionismo que se encorpava a cada dia. No mesmo ano foi criada a Confederação Abolicionista sob a liderança de José do Patrocínio dos irmãos Rebouças. Defendia a libertação de escravos sem indenização a seus donos. O movimento abolicionista se apoiava em clubes espalhados pelo país onde eram realizadas palestras com distribuição de literatura antiescravista. Eram comuns os saraus artísticos para levantamento de fundos destinados a comprar escravos e dar-lhes a carta de alforria.

 

  1. A vertente política. Marcada pela mobilização operária, que ganhou força com as migrações internacionais vindas da Itália, Polônia e Alemanha. O momento mais importante talvez tenha sido a greve geral de 1917. Era o ano da gripe espanhola, mas também da revolução russa.

 

  1. O movimento LGBT, que usou o Operário como vitrine para os desfiles de travestis nos carnavais da segunda metade do século 20. Até a década de 1950, quando Edgar Antunes da Silva, o Tatu, foi eleito presidente do Operário, a comunidade gay vivia na invisibilidade. Depois, ganhou passarelas com o Baile dos Enxutos, realizado anualmente. Com a repressão de 1964, que proibiu o evento, Tatu não desistiu. Simplesmente rebatizou a festa de Desfile Internacional de Fantasias, chamou vinte moças para desfilar junto e vida que segue.

 

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Uma vida de devoção ao sagrado direito de defesa

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gghghg Renê Dotti nasceu em 15 de novembro de 1934, o Dia da República.

 

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Somos muitos a prantear a perda de Renê Dotti: colegas jornalistas e advogados, antigos clientes, confrades da Academia Paranaense de Letras, companheiros da Boca Maldita, onde Renê brilhava, com seu fino humor, como orador do famoso jantar anual.

Estou em todas essas categorias. Estive com ele na redação do Diario do Paraná, na Boca Maldita, na APL e na Auditoria da 5ª. Região Militar, durante um momento sombrio e bizarro de 1964.

Difícil porque, como todo Brasil, o Paraná vivia um clima de radicalização política, de ódio entre irmãos. Bizarro porque esse ambiente permitiu a um promotor delírante imaginar que a redação curitibana da Ultima Hora era uma célula do comunismo internacional. Ofereceu denúncia contra 26 profissionais de imprensa, pedindo para eles penas que, somadas, alcançavam mais de 400 anos de prisão.

Renê se indignou e assumiu seu lugar na equipe de defesa em que estavam os advogados José Carlos Alvim, Serrano Neves, Raul Lins e Silva, Elio Narezi, Alir Ratacheski, Alberino de Mattos Guedes, Ildemar Teixeira Soares, Aurelino Mader Gonçalves, J.E. Soares Camargo, Antonio Alves do Prado Filho, Antonio Acir Breda e Jorge Bueno Gomm.

“O libelo oferecido contra os profissionais de imprensa é uma autêntica comemoração do estádio barbárico do Direito Penal, quando se ignorava o primado da culpabilidade para a imposição de pena e os réus deveriam deduzir a acusação nos autos ou fora deles, numa completa subversão da natureza do processo criminal acusatório”, escreveu Renê no pedido de habeas corpus impetrado junto ao Supremo Tribunal Federal.

A denúncia foi julgada inepta e mandada arquivar. Mas dela ficou o ensinamento: a Justiça é um conceito abstrato que exige empenho e talento para se materializar. E acima de tudo demanda coragem para enfrentar os tribunais da inquisição que existiam e continuam existindo por aí.

Vamos sentir falta do Renê.

 

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E vai rolar a festa

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hggjg A palavra limousine vem de uma cidade na França chamada Limousin e originalmente não era um veículo mas sim uma peça de roupa. Os pastores em Limousin criaram uma capa de chuva com um capuz para protegê-los e era a essa capa que chamavam de limousine. Eventualmente, os construtores de carroças de Paris começaram a chamar de limousine as carroças cobertas.

 

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Em Curitiba, há três empresas e cinco limousines, que servem principalmente para aniversários.  O aluguel é por hora. A limousine rosa da Pink Track, por exemplo, que é um PT Cruiser adaptado, com 10 metros de comprimnto, cobrava R$ 750 a primeira hora. As outras horas adicionais custavam R$ 400. Com a pandemia veio a inflação do luxo – o preço subiu.

A empresa Quality Vip tem um Chrysler 300c de cor branca, que transporta até 8 pessoa. Há limousines mais espaçosas, como uma GMC Suburban de cor preta, também da Quality Vip, que transporta até 14 pessoas (ela tem 12 metros quadrados).

Melhor consultar para saber onde foi parar o preço.

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Quem ganhou com o incêndio

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ghjhjhjh Primeira página da Ultima Hora, agosto de 1963

 

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                                                       A opinião é livre, mas os fatos são sagrados.

                                                                              (Motto do jornal The Guardian)

 

Eis a primeira lei do jornalismo: você pode achar o que quiser, mas primeiro informe o leitor sobre o que aconteceu. De maneira rápida, direta e, se possível, em bom português.

Nem sempre isso acontece. Um exemplo foi o grande incêndio florestal do Paraná em 1963. O fogo começou em agosto, quando lavradores fizeram as tradicionais queimadas preparando o campo para a próxima safra.

Naquele ano havia a combinação de muito frio e longa estiagem. Na lavoura seca, o forte vento transformou a queimada em fogo descontrolado que se propagou pelo interior.

Uma tragédia: famílias perderam lavouras, casas e parentes. O número de mortos varia segundo a fonte – de 89 a 250 pessoas. Dos 163 municípios, 128 sofreram com o fogo. Dos 1,3 milhão de pés de café, 693 mil teriam sido atingidos e a safra prevista de 16 milhões de sacas ficou em 4 milhões. Ao todo, uns dois milhões de hectares queimados.

O governo federal transferiu imediatamente ao governo do Paraná um bilhão de cruzeiros ou um milhão de dólares, (quase US$9 milhões de hoje). Era o início do auxílio que beneficiou sobretudo quem tinha ligação com o governo federal, através da Carteira de Crédito Agrícola do Banco do Brasil.

O auxílio veio de toda parte. Bombeiros de vários estados. Equipes médicas do Brasil e do exterior, do U.S. Peace Corps, da Cruz Vermelha Internacional, voluntários da Argentina e de outros países. Caixas de antibiótico, plasma sanguíneo, bandagens chegavam em aviões cargueiros.

E jornalistas.

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Em cada cidade, o povo tinha histórias para contar. Gente que perdeu a casa, a lavoura, o parente próximo, vítimas do fogo que avançava a 30 quilômetros por hora. À procura desses personagens e de imagens chocantes, chegaram equipes da Associated Press, UPI, France Press, free lances a serviço da BBC, NBC, CBS. Emissoras de rádio logo formaram uma Cadeia da Solidariedade, com comando em São Paulo. Equipes de reportagem de jornais e revistas do Brasil competiam pelas melhores narrativas, as imagens chocantes, os número mais sensacionais.

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Com o tempo entra em ação o filtro da história. Aos poucos aparece o fato escondido atrás da manchete. Só para conferir um dos número mais citados: será que o prejuízo foi mesmo de 12 milhões de sacas de café?

Provavelmente não. Os professores Letícia Aparecida Paixão e Angelo Aparecido Priori, da Universidade Estadual de Maringá, publicaram um artigo intitulada “As transformações sócioambientais da paisagem rural a partir de um desastre ambiental (Paraná, 1963)”

Os autores tentam “compreender o real significado do evento e a forma como ele está inserido em um contexto mais amplo, marcado pela erradicação dos cafezais na região norte e pelo desflorestamento da região central do estado.”

Os incêndios de 1963 queimaram um total de 2 milhões de hectares no Paraná, sendo 20.000 de plantações, 500.000 de florestas primárias e 1.480.000 de campo, matas secundárias e capoeiras.

Seriam então 20 mil hectares de cafezais envelhecidos (algumas lavouras com 18 anos ou mais), que passava por um processo de erradicação liberando espaço para outras culturas, sobretudo para a pastagem, e a região central do estado, onde estavam localizados os remanescentes de floresta nativa e o reflorestamento de pinus e eucalípto implantado pela Indústria Klabin.

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Ninguém sabe o tamanho do auxílio financeiro federal, mas é certo que ninguém reclamou. O presidente João Goulart correu para ajudar. Além do obvio interesse em recuperar a economia paranaense, queria fortalecer os laços com o governador Nei Braga, um dos políticos que melhor transitava pelos quarteis naquele período turbulento da vida republicana.

Os números do “Paraná em Flagelo” não apareceram na mensagem do governador à Assembleia Legislativa, em janeiro de 1964. Talvez porque o levantamento dos prejuizos não estivesse concluído. Talvez porque as conclusões fossem inconsistentes. Talvez para não decepcionar o leitor que consumira avidamente as reportagens sobre a tragédia.

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Os equipamentos fantásticos que nos ajudam a decidir

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Todo mundo tem um. 

 

 

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O corpo humano é maravilhoso e em algum lugar tem embutido um equipamento que Ernest Hemingway chamava de shitdetector. O SD é inquebrável, tem bateria para toda a vida e não aciona aquelas portas antimagnéticas dos aeroportos.

Era destinado a jovens escritores indecisos ante aquilo que acabavam de produzir. Identificava – olha as merdas que você escreveu – e o jovem escritor podia preparar coisa melhor.

Mais tarde descobriu-se que o SD era capaz de denunciar merdas produzidas por outros escritores, técnicos de futebol, gente do governo – e apareceram, respectivamente, o crítico literário, o comentarista esportivo e o analista político.

Neste momento há pessoas enriquecendo com a pandemia, multidões com fome, mas a maioria dos políticos só fala em reformas. Só as reformas resolvem é o mantra deles o tempo todo.

Que aconteceu com o shitdetector do pessoal da Globo News, da Folha, do Estadão?

A explicação vem da ciência. Alguns detectores vieram com Botao Interruptor Liga Desliga (Power switch on-off).

A turma da GloboNews trabalha no off.

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Posted on 9th fevereiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet