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O arrependimento insincero

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Boris compungido.

 

 

Boris Johnson, primeiro ministro da Inglaterra, culpa a imprensa pelos problemas do governo.

Diz que fala de cadeira porque foi jornalista.

“Também fui um desses que atacavam e abusavam das pessoas”, declarou a um grupo de alunos da Sedgehill Academy, uma escola religiosa de Londres. Está no Guardian.

Todos já ouvimos esse papo em algum lugar. A imprensa ataca e abusa das pessoas. Logo, é preciso conter a imprensa. Se não der para implantar a censura, se for impossível decretar um AI-5, tente jogar a opinião pública contra ela.

Johnson é como o Trump e o Bolsonaro, chama de fake news a notícia que o desagrada. Como a discurso da empatia está na moda, recomenda que, ao escrever, o jornalista se coloque no lugar da pessoa que critica.

No passado, em sua coluna de jornal, Johnson escreveu que mulheres de burka “parecem ladras de banco”. Em outra coluna, descreveu negros como “piccaninnies”, uma expressão muito racista. Também chamou homens gays de “tank-topped bumboys”, um deboche homofóbico.

Pois é: o que fazer para se defender dessa direita xenófoba, racista e homofóbica?

Tom Bingham aconselha a fortalecer todo o dia as bases de uma república baseada na ideia de que o homem tem direitos naturais e imprescritíveis; que todos podem fazer tudo que não ofenda nem prejudique os outros; e que ninguém pode ser preso ou punido a não ser nos casos expressos na lei.

E ensinar isso nas escolas.

Só estaremos salvos dessa gente no dia em que qualquer aluno do fundamental souber explicar porque é a favor do Estado de Direito.

*

P.S. – Disse o Millor:

Ainda é na imprensa, e quase só na imprensa, que o cidadão encontra um espaço de choque contra a insensibilidade patológica do poder.

 

Posted on 27th fevereiro 2021 in Sem categoria  •  No comments yet

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